Carteira HC Investimentos – Junho/2010 [-0,07%]

Este post é mais uma atualização da série publicada sobre minha carteira pessoal de investimentos, a Carteira HC Investimentos. Clique no link para ter acesso a leitura de todos os meses de publicação.

O índice bovespa já acumula uma perda de -11,17% neste ano de 2010. Se você está vendo seu capital diminuindo e sente-se desconfortável com a magnitude da perda, o site HC Investimentos é o local correto para você conhecer mais sobre uma estratégia pessoal de gestão de investimentos,  acumulando e preservando o seu tão suado dinheiro.

A carteira HC Investimentos, ao contrário da bolsa brasileira, acumula um ganho de 4,03% no ano. Acompanhe-nos neste artigo para descobrir mais sobre como obter sucesso em mercados difíceis e voláteis.

Seja seu próprio Fundo de Investimentos. A alocação de ativos é a maneira com a qual você distribui seus investimentos em sua carteira. É ela quem definirá o sucesso ou fracasso de suas aplicações. Portanto, tenha em mente uma estratégia bem definida do quanto se posicionar em cada ativo e classe de ativos.

  • O mês de Junho/2010

No mês de junho, o CDI teve uma rentabilidade de 0,79%. Já o índice bovespa teve uma rentabilidade de -3,35%, o que corroborou para uma rentabilidade líquida da carteira HC Investimentos de -0,07%.

Mês difícil, excelente gestão de carteira. Embora um resultado negativo (mesmo que tão pequeno quanto -0,07%) nunca seja de fato bom, ele foi comemorado por minha parte, já que diversos fatores apontavam para perdas bem maiores neste mês. A regra número 1 dos investimentos pôde ser aplicada em junho: Preserve seu capital.

  • Alocação Inicial em Junho/2010

Conforme comentamos na análise do resultado de maio/2010:

1. 28,52% em PIBB11 – Aumentamos nossa participação em Bolsa saindo de um patamar mais defensivo em maio para uma região em que consideramos neutra (em torno dos 30%) no início junho.

2. 11,80% em FII – Número relativamente baixo para minha alocação padrão em FII (em torno de 15%). A intenção neste mês era aumentar essa participação. Esta oportunidade estaria disponível através do exercício do direito de subscrição do Fundo Imobiliário Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11).

A alocação de 3,86% em Cash se deve exclusivamente devido à uma provisão de recursos para esta compra.

3. Concentração em títulos públicos pré-fixados – Continuamos com nossa política de preferência aos títulos pré, já que fizemos boas compras nestes quando os juros futuros haviam atingido patamares bem elevados em nossa percepção, como a compra de LTN para 2013 com taxa em torno de 13% a.a.

4. Hedge Ratio em torno de 45% – Dividindo a alocação em Câmbio (12,58%) pela alocação em Bolsa (28,52%) temos um fator de proteção (Hedge Ratio) de 44,12%. Ou seja, espera-se que, caso a correlação do câmbio em relação a bolsa seja perfeitamente negativa (-1), conseguiremos proteger 44,12% de uma possível queda na Bolsa com nossos investimentos em Câmbio.

Nota: Como a correlação entre o Dólar e o Ibovespa, assim como o Ouro e o Ibovespa, não está nem perto de ser perfeitamente negativa, a eficácia do Hedge Ratio é sempre menor do que o valor apresentado.

  • Rentabilidade de cada ativo da carteira no mês:

Neste gráfico é possível ver o motivo pelo qual o resultado de -0,07% foi bastante comemorado.

1. PIBB11 tem rentabilidade de -5,71% – Enquanto o Ibovespa teve uma rentabilidade de -3,35%, o PIBB11 (cuja carteira é composta pelas 50 ações mais negociadas do ibovespa) teve um rentabilidade bem inferior, de -5,71%.

O motivo: A participação da Petrobrás e da Vale no PIBB11 é maior do que no índice bovespa. No mês de junho, PETR4 teve uma rentabilidade de -9,26% enquanto VALE5 teve um rendimento de -11,59%, fatores que influenciaram fortemente o resultado negativo do PIBB11.

2. Títulos Pré-Fixados: A decisão em manter uma concentração maior nos títulos pré-fixados se mostrou correta já que as LTNs e a debênture tiveram desempenho superior a LFT, nosso título pós-fixado.

3. FIIs têm maior ganho na carteira HC – Com um rendimento de 1,24%, os Fundos de Investimentos Imobiliários foram o destaque da carteira neste mês, apresentando resultados bem acima do CDI no mês.

4. Câmbio desaponta – Com uma rentabilidade de -5,71% no PIBB11 esperávamos que o rendimento do Câmbio fosse bem maior do que o observado, de apenas 0,65%. Nossa alocação em Dólar (através do Fundo Cambial) teve um rendimento negativo de -1,31%.

Ouro como porto seguro. Com uma rentabilidade de 2,92% o Ouro foi o melhor ativo da carteira HC Investimentos no mês. Em algumas situações, o Ouro apresenta um caráter de hedge duplo, já que protege parte da queda verificada tanto na Bolsa como no Dólar.

Baixo Hedge Ratio observado (11,40%). Com um desempenho ruim do Dólar no mês, o hedge ratio observado foi de apenas 11,40%, número originado da divisão da rentabilidade em Câmbio (0,65%) pela rentabilidade inversa da Bolsa (5,71%). Portanto, só conseguimos proteger 11,40% da queda da Bolsa neste mês através da alocação em Câmbio.

Conclusão: Com um baixo Hedge Ratio esperava-se uma perda bem maior do que a rentabilidade de -0,07% da carteira HC Investimentos. Entretanto, algumas operações foram decisivas para auxiliar esta boa rentabilidade para um mês difícil. Veja os detalhes abaixo.

  • Operações realizadas durante o mês:

1. Exercício do direito de subscrição do Fundo Imobiliário Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11)

Ao exercer meu direito como cotista do fundo, foi possível triplicar minha participação no fundo, podendo adiquirir novas cotas a um preço bastante descontado, de R$ 1,25. O melhor: Sem nenhum custo, já que no exercício de subscrição não é cobrada corretagem pela operação.

Para realizar a operação  tive de vender uma pequena parcela (em torno de 2,0%) da minha alocação em Bolsa, através do ETF PIBB11, que somada com o dinheiro existente em Cash (3,86%) me proporcionou a oportunidade de aproveitar este benefício.

A venda de PIBB11 foi realizada a um preço médio de R$ 89,80. Esta operação garantiu um retorno de 9,51% desde nossa última compra ao preço de R$ 82,00, operação retratada na análise mensal de maio/2010.

Atualmente o FFCI11 encontra-se com um preço de R$ 1,34, o que garantiu uma valorização de 7,24%. Esta operação teve grande importância no resultado na Carteira HC Investimentos no mês de junho, já que a alocação no fundo triplicou.

A importância da Liquidez. A maioria das melhores operações feitas no mercado são aquelas que demandam liquidez. Quem detinha liquidez no auge da crise de 2008 (em reais ou, melhor ainda, em dólares) teve a oportunidade de fazer ótimos negócios comprando LTN 2012 com taxa de  17,00%, Fundos Imobiliários pagando 1,00% mensal e comprando Bolsa nos 29.000 pontos.

Controle seu Capital de Giro. Portanto, faça um bom planejamento das entradas e saídas de recursos de sua carteira, mantenha uma boa parcela em liquidez (seja em poupança, fundo DI, LFTs, Dólares) e agarre as oportunidades.

2. Compra do Fundo Imobiliário Shopping West Plaza (WPLZ11B)

Com a intenção de elevar nossa participação nos Fundos Imobiliários resolvemos aproveitar uma boa oportunidade no ativo WPLZ11B através de um preço de compra de R$ 96,00.

O Fundo fechou o mês de junho/2010 ao preço de R$ 98,11, conferindo uma valorização de 3,07%, já adicionando o aluguel recebido no mês, cujo valor foi de 0,8333 por cota.

3. Aumento na participação em Bolsa (PIBB11)

Visando suprir a venda que tive de fazer devido ao Fundo Imobiliário e aproveitando o mau-humor do mercado nesta última terça-feira (dia 29/06), aproveitei um novo aporte em minha carteira para comprar mais quotas de PIBB11 através de um preço de R$ 84,65.

  • Alocação da carteira HC Investimentos no final de junho:

Após analisarmos algumas operações e realocações da carteira HC Investimentos podemos concluir esta análise mensal com um visão sobre possíveis cenários e estratégias através da alocação da carteira no final de junho.

Conclusões Finais:

1. Alocação em FII sobre de 11,80% para 18,70% – Com o exercício de subscrição do FFCI11 e com a compra do Fundo Imobiliário WPLZ11B a alocação nos FII subiu além do patamar que considero neutro, em torno de 15%. Entretanto, esta alocação de 18,70% não interfere muito na relação retorno x risco da carteira.

Estratégia ideal. Poderíamos ter uma alocação semelhante para cada FII (3%/4% para cada FII) . Entretanto, como este carteira não foi montada da noite para o dia, as compras foram feitas com recursos em cash em diversos momentos. A mudança para uma alocação mais igualitária ainda não é viável dado o custo para realizar a operação.

2. Cenários e Estratégias. Seguimos com uma postura neutra em relação ao mercado. Estaremos fazendo alguma mudança nesta alocação da carteira apenas se o mercado se movimentar de forma mais brusca ou se aparecer uma ótima oportunidade em algum ativo, como foi o caso dos Fundos Imobiliários FFCI11 e WPLZ11B.

3. Alocação de Ativos. Nunca é demais repetir. Diversifique seu portfólio de forma adequada. Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta. Estabeleça previamente o quanto irá investir em cada classe e em cada ativo. Realize mudanças pontuais de acordo com novas oportunidades. Minimize seus custos e pense no longo prazo.

São estas simples estratégias de gestão de carteira que irão lhe proporcionar uma valorização e preservação de seu patrimônio, aliada à uma tranquilidade de saber que seu risco está sendo minimizado, proporcionando maior confiança para seguir em frente com esta estratégia vencedora, não importe qual seja o humor do mercado.

Deste modo a carteira HC Investimentos segue com ótima rentabilidade líquida de 4,03% em 2010, aproveitando de seu poder de diversificação para gerar valor enquanto o ibovespa tem um rendimento negativo de -11,17%.

Opinião dos leitores. E vocês meus amigos? Como estão lidando com essa péssima rentabilidade do ibovespa em 2010? Como está a alocação de suas carteiras? A rentabilidade líquida neste ano tem lhes agradado? Como tem minimizado o risco neste mercado deprimido?

Expresse sua opinião nos comentários. Tenho certeza de que poderemos ter ótimas reflexões.

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Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Marlon

    Olá, legal o post, aprendo muito com seu site. Tenho curiosidade para saber como seria a tua planilha para controlar os rendimentos dos ativos e total. Teria como disponibilizar ou explicar?

    • Henrique Carvalho

      Olá Marlon!

      Acho muito importante manter um ótimo controle das operações realizadas no mercado. Por isso venho desenvolvendo uma planilha (sempre em constante atualização) há uns 2 anos, que visa suprir minhas necessidades.

      Entretanto, como qualquer planilha grande, ela possui uma forma já bem pessoal, o que seria uma zona total para qualquer um além de mim entender como funciona.

      São várias abas interligadas, planilhas interligadas com outras planilhas…etc.

      Controlar o rendimento dos ativos é a parte tranquila. Basta importar os dados externos dos locais certos. Por exemplo: existe uma página da BMF com os indicadores financeiros.

      Lá é possível pegar valorização do Ibovespa, IBRX-50, Dólar, Ouro, etc. Muito útil!

      Grande Abraço!

  • Olá Henrique,

    Muito legal acompanhanr sua carteia e gestão de portfolio. Minha opnião:

    – Achei uma boa idéia aumentar a participação em FII. Acredito que em termos tributários tem uma boa vantagem sobre a renda fixa e pode capturar alguma valorização no mercado imobiliário (apesar de que acho que o mercado imobiliario está meio caro)

    – Acabei não optando por exercer o direito de subscrição no FFCI11, pois já estou com a alocação desejada em FII e teria que vender outros ativos. Vendi os direitos de subscrição e tive um bom lucro; não tão bom quanto o seu, claro. Mas tenho receio que este aumento de capital acabe por levar a uma queda nos rendimentos distribuidos. Aliás, vi que a subscrição foi muito baixa, apenas de 16,5%. O que acha??

    – Acho que o fundo cambial acrescenta muito pouco a alocação. Acredito que teria um melhor resultado distribuindo estes valores entre renda fixa e ouro.

    No mais parabens!!

    • Henrique Carvalho

      Olá Investimentos e Finanças!

      1. Também vejo o mercado imobiliário como um pouco caro. A escolha dos FIIs está sendo bastante criteriosa, a exemplo do WPLZ11B.

      2. A subscrição do FFCI11 realmente foi baixa. Porém, o fundo é muito bem administrado. Acredito que, embora o preço ainda sofra um pouco no curto prazo, podendo ficar entre o range de 1,30 – 1,35, as distribuições não devem sofrer grandes alterações. Aliás, os aluguéis tem sido bem constantes ultimamente. Gosto bastante deste FII.

      3. Essa discussão sobre o Fundo Cambial poderia se estender bastante. Porém, eu vejo que uma alocação próxima de 5% é o ideal em mercados neutros e em torno de 10% em mercados pessimistas. Seria um seguro para a carteira, além de representar ótima liquidez (D+0) para realizar as operações. É uma forma de suprir o “problema” da venda semanal no Tesouro Direto. Em momentos de pânico (vide outubro 2008) que necessitem de uma realocação rápida, será do Fundo Cambial que poderei tirar os recursos necessários para compra Bolsa.

      Estamos esperando a atualização da sua carteira! rsrs

      Grande Abraço!

  • Deuteron

    Henrique,

    estou sempre acompanhando o VR e a ti. Vamos ver qual das duas “escolas” vai ser mais bem sucedida num horizonte de 15-20 anos! Torço pelas duas, aliás. 🙂

    De qualquer forma, os ensinamentos passados por vocês dois nesses experimentos blogueiros ficam mais para o meus filhos, o que por si só é fantástico, do que para mim que já que tenho 30 anos e vou pegar o bonde andando, ao invés de parado no ponto inicial.

    Bom, gostaria de colocar duas perguntas:

    a) quanto à aplicacão em ouro na BMFBovespa, qual o percentual da taxa de custódia cobrada de ti do mês? Ela varia de acordo com a quantidade de ouro que vc tem custodiado no agente financeiro credenciado pela Bolsa? Ou seja, mais ouro menos taxa?

    b) O que acha de um portfólio 40% Tesouro; 40% Bolsa e 20% Ouro, ou então, um 40% Tesouro, 30% Bolsa e 30% Ouro? Os clássicos “4-4-2” e “4-3-3”, rsrs.

    Grande abraço!

    • Henrique Carvalho

      Olá Deuteron!

      Primeiramente, obrigado pelos elogios!

      Essa discussão com o VR é longa! rsrs Embora nós tenhamos algumas boas idéias em comum divergimos bastante no quesito do quanto alocar em ações para o longo prazo. É algo que depende muito também do perfil de risco da pessoa. Além disso, ele vem capitalizando bastante o portfólio dele nestas quedas da bolsa, o que é algo bem positivo.

      Respondendo as perguntas:

      a) Minha aplicação em Ouro se dá pelos cartões da Ourominas, ao invés do ouro na BMF. Por isso não posso lhe responder com precisão. Já ouvi falar que a taxa seria de 1% ao mês o que inviabilizaria o negócio, porém não posso garantir que seja tal valor. Vou pesquisar melhor e aproveito para criar um artigo sobre como investir em Ouro, passo-a-passo.

      b) Alguns pontos (minha opinião pessoal):

      1. Eu colocaria pelo menos uns 10% em FII.
      2. Limitaria a alocação em Ouro em 10%. No máximo 15%. É um ativo de proteção, um seguro.
      3. Alocaria 5% em Dólar.

      Não sei se o seu montante lhe permite alocar em diversas classes. Porém, vejo como um portfólio bem equilibrado tal alocação:

      1. RF – 40% (LFT / LTN / NTN-B)
      2. FII – 10% (de 3 a 5)
      3. Dólar – 5%
      4. Ouro – 10% (Eu iria de 5%, porém sua alocação desejada, de 20% / 30% em Ouro, vai de encontro a uma maior proteção através do Ouro)
      5. Ações – 35% (PIBB11 / BOVA11)

      Grande Abraço!

  • Parabéns, Henrique, por mais esse ilustrativo e enriquecedor artigo mostrando a importância da diversificação de ativos, e controle de risco, na gestão de carteira!

    Uma coisa estranha que ocorreu no mercado, durante esse mês de junho, foi a queda da Bolsa *e também* a queda do dólar. Normalmente, esses ativos apresentam correlação negativa, isto é, quando um sobe, outro desce, mas nesse mês os dois caíram. E olha que junho foi bem mais “suave” para a Bolsa do que em maio.

    Parabéns pelo desempenho dos ativos. É esclarecedor termos um blog que valoriza o “asset allocation” na prática, e mostra o que os outros só ensinam na teoria. Essas aulas em tempo real facilitam o aprendizado.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Henrique Carvalho

      Olá Guilherme!

      Muito obrigado pelos elogios!

      De fato, a correlação entre Ibovespa e Dólar no longo prazo é negativa. Porém, em períodos menores (curto prazo), como semanas e meses, é possível termos os dois ativos convergindo para o mesmo lado, tanto negativamente como positivamente.

      Além deste mês de Junho também tivemos o mês de Abril em que ambos os ativos tiveram rentabilidade negativa.

      É por este motivo que cito que o hedge ratio observado é normalmente bem menor do que o esperado. A proteção existe, porém, não é tão eficaz quanto mostra a teoria.

      Grande Abraço!

  • Deuteron

    Henrique,

    bom dia!

    Voltando à questão da “relíquia bárbara”, como Keynes se referia ao ouro, mais alguns questionamentos:

    a) Não achas que o spread cobrado pela Ourominas na compra e venda (68,50/79,75) inibe um pouco essa forma de investimento físico? Por exemplo, para que se possa ficar no zero a zero em caso de necessidade de venda do ativo, seria preciso esperar o preço de balcão do ouro subir 16,42% para poder vender pelo preço de hoje na ponta vendedora (79,75) .

    b) Ouvi falar que o BB vende tanto certificado (a uma taxa anual de custódia baixa) como ouro físico. Quanto ao ouro físico, os únicos lugares possíveis de retirada seriam em SP e no RJ (bairro Andaraí). Informações a confirmar com meu gerente.

    Tenho bastante curiosidade para saber também se já se aventurou a estudar o mercado de opções como estratégia de investimento a longo prazo, estou a me referir à venda coberta de opções OTM.

    Há um “estudo” de curto prazo (18 vencimentos) em curso no marketlog do Struggle dentro do site bastter.com (terias que te cadastrar, mas é gratuito o acesso) que, no meu entender, vem provando que a estratégia de venda coberta moderada (VCM) é vencedora a longo prazo se for se considerar o péssimo cenário de 2009 para essa estratégia (muita volatilidade “bull”) .

    Caso tenhas interesse, podes dar uma olhada, depois de se cadastrar: http://www.bastter.com/Mercado/Marketlog/ExibirTopico.aspx?ID=1814&voltar=default.aspx

    Vale a ressalva do estudo ser apenas em PETR4 e VALE5, ao invés de PIBB11/BOVA11. Aliás, não poderia ser de outra forma dada a pouca liquidez de outras opções que não VALE e PETR.

    Abs!

  • Olá, HC.

    Muito bacana esse trabalho de divulgação da sua carteira pessoal.

    Com relação ao investimento em ouro pela da BM&F, você disse que pode ser realizado através dos códigos OZ1D (250g) e OZ2d (10g). Eu liguei recentemente para a minha corretora e eles me informaram que o lote mínimo para negociação do OZ1D sairia em torno de R$ 17.500,00. Não perguntei sobre o OZ2D, mas nessa linha de raciocínio, o lote mínimo dele sairia por R$ 700,00? Existe liquidez para esse ativo?

    A minha carteira para Julho/10 parece estar mais conservadora do que a sua, o que você acha?

    Vou esperar o mercado se definir melhor para avaliar uma mudança no portfólio.

    Atualizei o p/l médio do IBrX-50 no meu blog com a carteira teórica do IBrX-50 de maio a agosto/10 divulgada no site da bovespa. Decidi atualizar a carteira quadrimestralmente, quando a bovespa divulgar uma nova carteira atualizada.

    Obrigado pelo link no seu blog.

    Grande Abraço

    Ricardo
    http://www.eutonabolsa.com

    • Henrique Carvalho

      Olá Kerbej!

      A liquidez diária para o Ouro disponível BMF, tanto o OZ1D como o OZ2D, gira em torno de 5 a 7 negócios.

      Para você que também acompanha os FII é bem parecido com a liquidez de alguns FIIs não é mesmo?!

      Sobre a sua carteira seria legal se também pudesse fazer uma análise sobre o porquê está alocando tantos % em cada ativo, o que acha da idéia?

      Grande Abraço!

  • Segue o link para a carteira:

    http://indiceibrx.files.wordpress.com/2010/07/carteira-01-julho-10.jpg

    Não consegui colocar a imagem no post

    • Henrique Carvalho

      Legal a carteira Kerbej!

      O portfólio está diversificado em várias classes de ativos o que é ótimo, porém, o que minha intuição me diz é que esta carteira ainda está em formação, estou correto?

      Se uma sugestão for bem-vinda eu faria algumas modificações:

      1. Aumentar participação em FII para perto de 10%
      2. Aumentar indexação da inflação para perto de 10%, reduzindo um pouco DI e Pré. (Maior diversificação em Renda-Fixa)

      Com o tempo e os novos aportes você poderá ter maior flexibilidade para montar um portfólio ainda mais equilibrado.

      Continue o bom trabalho!

      Grande Abraço!

  • Eduardo

    Oi Henrique!!

    Eu venho acompanhando o site do VR faz tempo e é a primeira vez que entro no seu site!! Parabens pelo site!! Eu acho isso que vocês fazem é uma tremenda demonstração de generosidade!! É muito melhor aprender diretamente com quem esta no mesmo barco do que apenas com economistas e analistas de corretoras….

    Eu acho que tanto você quanto o VR vão atingir o objetivo de vocês com uma certa tranquilidade. Ambos são inteligentes e disciplinados.

    No entanto eu acho curioso como cada investidor tem um approach diferente para objetivos muito parecidos de longo prazo. Me coloco dentro deste quadro. Meu objetivo também é me tornar financeiramente independente logo (por volta dos 30-32 anos – hoje eu tenho quase 27).

    Eu já li diversos livros sobre investimento e gostei da metodologia do Warren Buffett. Estou tentando aprender sobre as empresas e investindo em negócios (e não papéis simplesmente). Hoje eu leio relatórios trimestrais e anuais de aprox. 30 empresas (estou tentando construir meu campo de competencias). Eu me formei em administração, tenho aprox. 300 mil investidos 100% em ações e busco uma renda mensal de 10 mil/mes através de dividendos (planejo utilizar apenas 5 mil/mes como “salario” e re-investir a diferença).

    Lendo o teu blog, eu me dei conta que realmente é importante ter um pouco de capital empregado em aplicações de baixo risco e alta liquidez para aproveitar oportunidades no mercado. Vou começar a fazer isso assim que o bovespa chegar aos 80 mil pontos, até lá eu acho que ainda esta valendo a pena comprar as empresas que eu estou interessado (Ambev, Hypermarcas, Eletropaulo).

    Gostaria de saber tua opiniao sobre o que eu estou fazendo e saber porque você não investe diretamente em empresas – podendo analisar os negócios mais a fundo?

    Abraços e sucesso!!

    Eduardo

    • Henrique Carvalho

      Olá Eduardo!

      Obrigado pelos elogios!

      Primeiramente uma reflexão:

      Sabendo que você planeja utilizar 5k como salário e tem 300k, qual seria o valor do portfólio ideal para que começasse a fazer as retiradas?

      Caso consiga líquido 1% a.m. (o que é uma estimativa otimista) você teria de ter 500k, ou uma rentabilidade de 66,7% em 5 anos, o que exigiria uma rentabilidade anual líquida de 10,76%.

      Parece um bom plano, com boas chances de sucesso, mas lembre-se de que terá de levar em conta todos os custos envolvidos neste planejamento, assim como o dragão da inflação, talvez o pior de todos os custos no longo prazo. Se este plano puder ser flexível, maravilha.

      Acredito que pelos comentários no VR você já saiba que não sou favorável à uma alocação 100% bolsa. Portanto, uma diversificação (mesmo que de leve como o VR faz) já traz bons benefícios.

      Embora até já tenha estudado sobre AF e Valuation, não invisto em empresas diretamente pois acredito ser muito difícil bater o mercado no longo prazo. Além disso existem diversas vantagens do PIBB11 que, por enquanto, não abro mão:

      1. Custos
      2. Diversificação barata
      3. Tempo economizado

      Por aí vai. Até tenho uma planilha que faço o acompanhamento das 25 melhores empresas do Ibov (de acordo com meus inputs para o Valuation) como forma de estudo, porém, prefiro a simplicidade, tranquilidade e os baixos custos de um ETF como o PIBB11.

      Grande Abraço!

  • Boa tarde Henrique!

    Como disse antes, seu estilo parece ser muito ativo, com muitas mudanças no portfólio durante o mês, principalmente no mês passado! Seu resultado esse ano tem sido muito bom eu concordo. Mas caso o mercado suba repentinamente, você deixará de ganhar bastante.

    Ainda acho que pela sua idade sua alocação em renda variável poderia sem muito maior, temos ainda muitos anos pela frente e algumas ações hoje estão realmente desvalorizadas. Concordo quando você diz que a liquidez é muito importante! Somente através dela podemos aproveitar as oportunidades que podem surgir.

    Você realmente prefere o PIBB mesmo com o possível pagamento do imposto quando for vender? O que acha de analisar mais profundamente as empresas? A propósito, seu blog é muito bom, bem detalhado e didático! Acho que eu não conseguiria expor tantos detalhes do meu portfólio assim hehe! Cada vez aprendo mais sobre asset allocation aqui. Parabéns!

    Desculpe não ter passado aqui antes, já acompanhava seu blog há algum tempo. Abraços e sucesso! Você vai longe.

  • Henrique Carvalho

    Olá Renda Passiva!

    Muito obrigado pelo seu comentário e pelos elogios!

    Ainda prefiro a simplicidade do PIBB11. Embora esteja estudando Análise Fundamentalista e Valuation há algum tempo, acredito que o investimento indexado em bolsa é muito eficiente. Aguardo suas análises sobre este tema!

    Minha gestão é ativa sim. Porém, sou bastante contrário a ficar mexendo no portfólio a cada momento. As mudanças na alocação do meu portfólio são feitas apenas quando vejo uma boa oportunidade.

    O mês de maio trouxe a oportunidade de comprar bolsa com uma queda de quase -15% no ano e o mês de junho trouxe a oportunidade de acrescentar 1 FII ao portfólio, melhorando a diversificação, e exercer a subscrição do FFCI11, o que foi acabou sendo um excelente negócio, porém, necessitando fazer mais operações (vender bolsa).

    Estou acompanhando sua atualização mensal. Parabéns pelo trabalho e pelas informações passadas.

    Grande Abraço e sucesso!

  • Henrique,

    realmente sua rentabilidade, considerando a participação em ações, foi excelente!

    Acredito que a diversificação é uma alternativa muito viável a longo prazo como estratégia! Pode reduzir a rentabilidade, mas também reduz os riscos. E com risco não se brinca!

    Uma sugestão quanto à investimento em dólar: é possível utilizar títulos do TD como margem para operar minis de dólar pela BMF. Assim, é possível ter a rentabilidade do título, além de hedge com os minis quanto à variação cambial. Dá trabalho e talvez não valha a pena (a cada dia que passo quero simplificar as coisas), mas é uma opção. Diariamente, terá ajuste com os minis. Porém, como as opções, existe um “juro” embutido, já que se trata de operar futuros – que pode reduzir a rentabilidade.

    Abraços!

    • Henrique Carvalho

      Olá Thiago!

      Obrigado pelos elogios!

      A diversificação é sempre bem-vinda. Realmente com risco não se brinca. Quem já investia em 2008 sabe o que estamos falando.

      Sobre a sua sugestão de usar o Mini de Dólar a minha opinião já se encontra dentro do seu próprio texto. “Dá trabalho e talvez não valha a pena (a cada dia que passo quero simplificar as coisas)”.

      O fundo cambial, embora não seja dos melhores, tem liquidez diária (D+0) e pertence ao mesmo banco onde tenho conta. Portanto, ainda vale a pena.

      Uma outra opção de investimento seria o uso a compra de opções de compra de dólar. Esta operação foi o principal fator que conseguiu fazer com que o lendário fundo Verde da Credit Suisse Hedging Griffo (CSHG) conseguisse uma rentabilidade de + de 3%, enquanto o Ibov caia uns 4,65%. Gostaria de ter maiores informações a respeito desse tipo de investimento para pessoa física. Porém, não acredito que haja liquidez necessária…

      Prezando pela divulgação de um conteúdo de qualidade sobre investimentos coloquei um link do seu blog na área: blogs interessantes.

      Grande Abraço!

      • Olá, HC!

        Com relação a minha carteira (
        http://indiceibrx.files.wordpress.com/2010/07/carteira-01-julho-10.jpg), ela possuí uma grande concentração em CDI e prefixados, pelos seguintes motivos:

        Com o intuito de fazer um “colchão de segurança”, investi em 2009 no CDB 100% do CDI do Unibanco, que é muito bom, por não ter come-cotas e taxa de adm. O único problema é a carência de 02 anos para garantir a rentabilidade, que é o mesmo período para obter o IR mínimo no momento do saque.

        Os prefixados são basicamente títulos do tesouro, que eu adquiri em Setembro de 2008, na época da crise, com a taxa de 16,6%aa. Achei que era uma ótima opção, garantir mais de 30% em 02 anos, tendo em vista as incertezas da bolsa naquela época. Até me arrependo de não ter investido naquela oportunidade.

        Então, estou esperando o começo do ano que vem para diminuir o percentual desses investimentos, para garantir a rentabilidade máxima dos mesmos.

        Apesar de que nesse mês já reduzi um pouco com a compra de algumas ações. Aproveitei a queda e comprei GGBR3 e CMIG3, além das cotas mensais do PIBB11. Pretendo diversificar ações entre empresas sólidas e o PIBB11. Assim, eu diversifico (teoricamente) entre valor e crescimento.

        O dólar eu comprei um pouco, através de um fundo cambial, pois ele estava na mínima do ano, e também serve como um pequeno hedge da bolsa.

        Os ativos relacionados a inflação, eu comprei através das debêntures do BNDESPAR, pois estava pagando mais do que o tesouro direto, mas não foi uma quantidade muito grande.

        Quanto aos FII, comprei algumas cotas mais para ter uma experiência com essa classe de ativos. Quando eu estiver com mais disponibilidades no ano que vem, conforme expliquei, pretendo investir uma parcela maior nesses ativos, diversificando de maneira mais adequada, entre uns 5 fundos pelo menos.

        A avaliação do desempenho de nossas carteiras, assim como a dos outros participantes, tem sido um grande aprendizado para mim.

        Abraços

        Ricardo
        http://www.eutonabolsa.com

        • Henrique Carvalho

          Kerbej!

          Muito obrigado pela sua explicação detalhada de sua carteira! O que acha da idéia de fazer um análise (mesmo curtinha) todo final de mês. Poderíamos trocar ótimas informações sobre alocação, rentabilidade e risco. Tenho certeza de que seus leitores iriam adorar! Fica a sugestão.

          E parabéns pela ótima taxa (16,6%) nos títulos pré-fixados. Ótima compra!

          Sobre o fundo cambial, se importaria em dizer qual utiliza? Eu utilizo o do Bradesco, já que sou correntista lá.

          Debêntures, como você pode ver pelo meu portfólio, preferi a pré-fixada, ao invés da indexada a inflação. Para inflação tenho NTN-BP 15.

          Nos fundos imobiliários, se precisar de qualquer ajuda, conte comigo!

          Muito obrigado por disponibilizar e explicar sua carteira. Está num ótimo caminho!

          Grande Abraço e Sucesso!

  • No parágrafo que eu falei dos títulos prefixados, faltou a palavra “mais” na frase: Até me arrependo de não ter investido MAIS naquela oportunidade. Hehe

    Abraços

  • Olá, HC.

    Eu utilizo o fundo cambial do meu banco, unibanco, pelos mesmos motivos que você, pela praticidade e pela liquidez. A taxa de adm. é de 2%.

    Na verdade eu comprei os dois tipos de debêntures, pré e pós fixadas, na dúvida, fiquei com as 2 heheh.

    Antes de adquirir novas cotas de FII, solicitarei sua opinião heheh.

    Sempre que puder, divulgarei minha carteira para incrementar a discussão.

    Abraços

    • Henrique Carvalho

      Obrigado pela resposta Kerbej!

      Grande Abraço!

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