3 razões para não investir todo seu capital em ações [Parte III]

Vimos na parte II desta série que investir todo o seu capital em ações é perder ótimas oportunidades em outros investimentos, como garantir um retorno de 30% ao ano investindo em LTNs em 2003 ou garantir uma retorno de 18% a.a ao investir em NTN-F com vencimento em 10 anos, ambos investimentos com baixíssimo risco.

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Nesta última parte da série iremos abordar o 3º motivo pelo qual não sou favorável a investir 100% em ações.

3º motivo: O rendimento das ações nem sempre será superior ao da Renda-Fixa no longo prazo

Muitos investidores, ao investir todo o seu capital em ações, se baseiam na hipótese de que esta classe de ativos terá o maior retorno de longo prazo, não sendo a diversificação uma opção viável, já que só diminuiria o retorno esperado de seus investimentos.

Entretanto, embora de fato as ações tendem a ter um maior retorno esperado no longo prazo, existem momentos em que o investidor deveria olhar melhora a relação entre Renda Variável e Renda Fixa, visando analisar quais estão com melhores perspectivas para o médio / longo prazo.

Estudar esta relação é importante, principalmente em nosso país, em que as taxas de juros sempre foram consideradas altas demais.

Temos uma das maiores taxas nominais e reais do mundo. Como de costume aqui no HC Investimentos, trago uma detalhada análise sobre esta relação. Acompanhe abaixo.

Equity Risk Premium no Brasil

Olhar o passado e ver o quanto as ações pagaram acima da renda-fixa é importante para nos trazer pistas sobre o quanto estamos dispostos a receber a mais no investimento em ações para abidicar da tranquilidade do investimento em Renda-Fixa.

Tecnicamente falando, para correr maior risco investindo em ações, qual deve ser meu prêmio (retorno acima da Renda-Fixa) para compensar este maior risco?

Temos que, no mercado americano, o ERP (Equity Risk Premium) tem se situado perto dos 6% a.a.

Ou seja, o mercado de ações dos EUA paga 6% a.a acima do rendimento da Renda-Fixa.

A fonte dos dados pode ser encontrada no livro Asset Allocation, Balancing Financial Risk, nas páginas [54 – 56] , com dados desde 1926 até 2005.

Como calcular o Equity Risk Premium?

Simples. Basta calcular a rentabilidade anual histórica do mercado de ações e subtrair da rentabilidade anual (no mesmo período) da Renda-Fixa.

No nosso caso, utilizamos a taxa Selic como referência.

E aqui no Brasil, vocês imaginam qual é esta relação entre o retorno das ações e da Selic desde julho de 1994, período pós plano-real?

Ao contrário do que muitos imaginam, o equity risk premium no Brasil é negativo, no valor de -1,55%.

Ou seja, o mercado de ações, além de oferecer maior risco também ofereceu menor retorno.

Logo, o investidor que, desde 1994, colocou sua poupança em investimentos atralados a Selic teria um rendimento bem mais favorável e com um risco bem menor.

A rentabilidade anual do Ibovespa desde julho de 1994 até setembro de 2010 foi de 19,93%.

A rentabilidade baseada na taxa Selic, neste mesmo período, foi de 21,48%. Portanto, temos o ERP de -1,55%.

Entretanto, o valor do ERP, assim como todas as variáveis da economia (e por isso o nome variável), muda conforme o tempo.

Analisando o retorno dos últimos 12 meses do Ibovespa em relação à taxa Selic, temos hoje um valor positivo de 4,99%.

Porém, como é possível notar no gráfico, esse valor costuma flutuar entre +73,90% (percentil 95) e -54,78% (percentil 5). O que é um percentil?

Observações

1. Os juros na década de 90

Mesmo após o plano real, os juros no Brasil ainda eram muito altos, o que não incentivava o investimento em ações.

Embora hoje os juros tenham caído em relação aos patamares passados e o mercado de capitais tenha se desenvolvido nos últimos 15 anos, ainda temos uma das maiores taxas de juros nominais e reais do mundo.

2. Juros EUA x Juros Brasil

É preciso muito cuidado ao se basear em um estudo do mercado americano e usá-lo aqui no Brasil.

Veja que eles possuem hoje títulos de duração de 5 anos com taxas próximas de 1,15% [fonte].

Aqui, nossos títulos de curto prazo (LTNs), pagam taxas em torno de 12% [fonte].

Uma grande diferença não é mesmo?

3.  Comparando o Equity Rrisk Premium

Embora o nosso mercado de ações tenha um retorno esperado maior do que os EUA, é preciso avaliar o spread (diferença) entre o retorno esperado em ações e taxas na Renda-Fixa.

Logo, vamos fazer um simples exercício, supondo alguns valores.

Nos EUA, temos a RF pagando 1,15% a.a e o mercado de ações oferecendo um retorno esperado de 9% (perto de média histórica de 8,89%) [fonte].

Aqui no Brasil temos RF pagando 12% a.a e o mercado de ações oferecendo um retorno esperado de 18% (o dobro do mercado americano, porém, um pouco abaixo da média histórica).

Portanto, nos EUA temos um spread em torno de 8% (acima do ERP histórico de 6%) enquanto aqui temos um spread de 6% (lembrem-se que desde 1994 o ERP é negativo, no valor de -1,55%).

Ou seja, mesmo sendo conservador nos resultados, temos uma atratividade bem maior para se investir em ações nos EUA do que aqui no Brasil.

Talvez por este motivo temos menos do que 2% da população investindo em ações e lá, mais de 50%.

Conclusão

Não devemos medir o Equity Risk Premium do Brasil com a régua americana.

Ou seja, olhar para os estudos históricos feitos por excelentes e renomados estudiosos sobre o tema nos EUA tem pouca influência sobre o que podemos esperar desta relação entre Ações e Renda-Fixa no nosso mercado.

A elevada taxa de juros em nosso país não deve ser desprezada na hora de se avaliar quais ativos devemos investir visando o longo prazo.

Questionamentos. Será que realmente não compensa diversificar um pouco sua carteira de investimentos?

A Renda-Fixa no Brasil paga ótimas taxas com um risco muito pequeno.

Os Fundos Imobiliários pagam aluguéis mensais isentos de IR com ótimo yield, na maioria das vezes superior às taxas encontradas nos títulos públicos.

Uma lição de Warren Buffett. Até mesmo no livro The Intelligent Investor, Benjamin Graham, grande mentor de Warren Buffett, recomenda investir no máximo 75% em ações e o restante (25%) em Renda-Fixa.

Diversificação através de uma estratégia de alocação de ativos é importante para que possamos nos abster de ter a certeza de que o mercado de ações terá o maior retorno nos próximos 10, 15 e 20 anos.

Além disso, diversificar é poder dormir tranquilo à noite, mesmo observando a bolsa despencando -60% em apenas 5 meses (crise de 2008).

Equacionar a relação entre retorno e risco para cada investidor é uma arte difícil de se dominar.

Entretanto, ao investirmos em várias classes, aproveitando seus melhores momentos, estamos dando um passo à frente na famosa fronteira eficiente de Markowitz.

Make things as simple as possible, but not simpler.
~ Albert Einstein

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Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Mais um excelente texto HC, Parabens!!
    Pra mim este é o principal motivo de não investir muito e ações. Se nos EUA a renda fixa pagasse o mesmo que no Brasil o SP500 ia cair muito.

    Abs

    • Henrique Carvalho

      Olá Inv.Fin!

      Concordo plenamente com você e por isso deixei a principal análise para a conclusão da série!

      Grande Abraço!

      • Paulo Cesar

        Caro Henrique,

        Com a queda dos juros, a RF continua sendo um investimento interessante?

        Em relação aos Fundos de Índices, temos que levar em consideração as taxas de administração e performance. Ou seja, se o fundo não der um bom retorno, todo o seu ganho vai embora por causa dessas taxas.

        Abs e parabéns pelo blog.

        Paulo

  • Olá Henrique,
    Acredito que os juros brasileiros irão diminuir nos próximos anos. Acredito numa taxa básica de 4% aa para daqui uns 8 anos, o que impedirá grandes ganhos em RF.
    Pensando no longo prazo, vejo as NTN-B 35 e 45 como as melhores opções para comprar e manter para a data.
    Ganhar dinheiro em RF ainda é relativamente tranquilo no Brasil, mas, com o passar dos anos e nossa estabilidade econômica, na minha visão, valores líquidos de 6% ou mais ao ano, somente em ações.
    Mas um excelente artigo, parabéns!
    Abraço, boa semana.

    • Henrique Carvalho

      Muito obrigado pelo comentário Jônatas!

      Também acredito que as taxas de juros aqui no Brasil irão cair no longo prazo.

      Sabendo disso e sempre levando em conta que o futuro é imprevisível, é importante comprar tanto títulos pós-fixados como préfixados e indexados à inflação para se proteger de vários cenários. E, claro, também investir em Bolsa, Fundos Imobiliários, etc.

      Ao meu ver, essa diversificação é importante para reduzir o risco da carteira e garantir rendimentos sustentáveis no longo prazo.

      Grande Abraço e boa semana!

  • fabio

    Ótima matéria, Henrique.
    Acho que essa análise da rentabilidade do Ibov ser inferior ao da SELIC no período considerado é tendenciosa. Se vc tivesse aportado todo mês uma quantidade fixa e igual em ambos os mercados, certamente o Ibov teria batido a SELIC.
    Mesmo assim, acredito na estratégia da diversificação, pois sofri o problema da concentração do capital na bolsa justo na crise de 2008 e perdi uma oportunidade única! Desde então sigo os conselho de Graham. Vivendo e aprendendo…

    • Henrique Carvalho

      Olá Fábio!

      De fato o período ajuda bastante. Mas veja que é apenas um exemplo real do nosso país nos últimos 17 anos. É importante saber que o futuro é imprevisível e que devemos nos preparar para tudo. E para isso, a diversificação é muito importante!

      Abraços!

  • Excelente texto, Henrique!

    Uma das coisas mais importantes está destacada nesse trecho:

    “Ou seja, olhar para os estudos históricos feitos por excelentes e renomados estudiosos sobre o tema nos EUA tem pouca influência sobre o que podemos esperar desta relação entre Ações e Renda-Fixa no nosso mercado. A elevada taxa de juros em nosso país não deve ser desprezada na hora de se avaliar quais ativos devemos investir visando o longo prazo.”

    Eu cito o livro do Jeremy Siegel. Transportar dados da realidade norte-americana para a brasileira, sem fazer as devidas adaptações, é perigoso e pode ser prejudicial à carteira, ainda mais quando a tendência da Bolsa brasileira é render cada vez menos. Isso está estatisticamente comprovado por aquele ótimo estudo que você fez, comparado o retorno anualizado do IBOV de 5 em 5 anos (1995-2009). Tomo a liberdade de transcrever os números aqui, dada a sua relevância para o debate:

    1. 1995-1999: 37,02%
    2. 2000-2004: 27,71%
    3. 2005-2009: 22,52%

    Ou seja, é bem provável que aquela “fase de ouro” do IBOV na década passada não se repita nessa década 2011-2020. Pode até ser que repita, mas eu não vou pagar para ver. Os 3 livros que li sobre alocação de ativos + os artigos aqui do site + os artigos que li de sites estrangeiros + cenário do passado recente do Brasil me levam à conclusão de que fazer apostas unidirecionais, além de aumentar a volatilidade da carteira, ainda podem redundar em perda de ótimas oportunidades em outros segmentos de ativos.

    Com a tendência de queda também da taxa SELIC, é igualmente perigoso concentrar investimentos em papéis pós-fixados à taxa SELIC/CDI, ainda mais considerando que uma eventual fase de superaquecimento do consumo pode elevar a níveis estratosféricos os índices de preços, podendo redundar em perdas significativas de capital por conta do aumento da taxa de inflação, se o aumento da taxa SELIC não for suficiente para segurar a pressão de demanda. Qual é a saída, então?

    Melhorar e ampliar a diversificação. Na renda fixa, investir também nas NTN-Bs, que apresentam correlação positiva com a inflação, pode ser uma boa alternativa. Se o cenário apontar mais favoravelmente para uma diminuição dos juros, estabelecer posições em papéis prefixados, como as LTNs. Além, é claro, de buscar oportunidades em títulos de crédito privado, como debêntures e CDBs, que, apesar de terem um risco de crédito maior, apresentam também – ou tendem a apresentar – ERPs maiores.

    E, na renda variável, buscar alternativas como o investimento em FIIs, cujos aluguéis, em boa parte dos casos, senão em todos, são corrigidos pela inflação. E sem esquecer das commodities. Na parte de ações propriamente ditas, espero em breve que essas ações norte-americanas negociadas na Bolsa possam em breve ser adquiridas também pelos pequenos investidores. Isso agregaria o benefício da diversificação geográfica. Depois de uma década amarga, o SP500 pode voltar enfim a apresentar crescimento real nessa próxima década.

    Enfim, tudo se resume à seguinte questão: colocar os ovos em diversas cestas, e saber negociá-los à medida que foram engordando, para vendê-los, e emagrecendo, para comprar mais “ração”.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Guilherme,
      Concordo, mas não faço.

      É muita coisa junto para gerenciar, muito tempo gasto pensando em tanta diversificação.
      Ainda prefiro de 5 a 8 ações de boas empresas com base fundamentalista e com vantagem competitiva sustentável, mais, convencido por seus ótimos artigos no VR, o índice SMAL11. Isso para o longo prazo.
      Para o curto prazo (cinco anos para mim), NTN-B, ou mesmo CDB a 105% do CDI são boas opções no momento. Ano que vem começo minha poupança pensando em ver os jogos olímpicos, estou pensando nestas duas opções.
      Gostaria de opiniões gente. A ideia é economizar para ver os jogos olímpicos. Não tenho ideia de quanto terei que acumular, mas poderei disponibilizar aproximadamente 500 reais mensais destinados a este fim.
      Veja bem, tal valor nada tem haver com meus investimentos de longo prazo, seria algo destinado a ver os jogos, ou seja, não quero riscos elevados.

      Abraço a todos!

      • Henrique Carvalho

        Olá Jônatas!

        O quanto a pessoa diversifica tem muito haver com o conhecimento dela em vários ativos, o tempo necessárioa para montar o portfólio, mas mesmo uma diversificação simples (75% RV e 25% RF) já ajuda bastanta na composição do portfólio. E mais simples do que 2 ativos (LFT e BOVA11 ou PIBB11) impossível.

        Obrigado por incrementar a discussão e CDB a 105% do CDI é uma oportunidade interessante.

        Grande Abraço!

      • Henrique Carvalho

        E quanto aos jogos, como você irá começar a investir ano que vem, um bom pedido pode ser a LTN 2014, que deve ser lançada na virada do ano. Assim, você saberá exatamente o quanto irá ter no ano em que precisar retirar o dinheiro.

        Abraços!

    • Henrique Carvalho

      Grande Guilherme!

      Esse comentário merece um post hein! Muito bem escrito e com temas profundos e relevantes.

      Concordo totalmente com suas opiniões. A diversificação é uma atitude sensata que nos ajuda a não tentar prever para onde o mercado vai, fundamental para construir e preservar a riqueza no longo prazo.

      Abraços!

      • Valeu Henrique! Vou pensar a respeito do post!

        É isso aí!
        Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Jônatas, onde conseguiu esse filé, quero dizer, esses 105% de CDI pro CDB? 😀

    Quanto à verba para os Jogos, eu recomendaria um fundo referenciado DI com baixas taxas de administração, no máximo 1%.

    E quanto à diversificação, não é tanto assim não. O maior gasto de tempo é feito na montagem do portfólio, com a seleção de ativos dentro de cada classe, os percentuais adequados e o estabelecimento de metas de rebalanceamento. Depois, é só questão de gerenciá-los para ver se estão indo no caminho certo.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Oi Guilherme,

      Bancos mequetrefes pagam acima do CDI quando a quantia é razoável.
      Como há garantia do FGC para valores até 60 mil, considero boa opção.

      Abraço!

    • Henrique Carvalho

      Guilherme,

      Também partilho da mesma opinião.

      Montar a estratégia (pensar) é a parte difícil.

      Depois, o gerenciamento é bem tranquilo. Nada que um conhecimento básico de Excel faça!

      Abraços!

  • Boa dica, Jônatas!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Francisco

      Bancos menores pagam mesmo.

      No Bic Banco, por exemplo, tenho CDBs de 110% do CDI. E o banco não é tão ruim assim.

      E mais, para quem é casado a dica é abrir uma conta conjunta, daí o FGC é de R$120.000,00.

      Abraços e bons investimentos !

      • Eder

        Fala Francisco… Dei uma olhada nesse Bic Banco… O CDB é só pra investimento acima de 100 mil reais nao é??? Achei muito alto esse valor… É isso mesmo ou consegue investir com valores menores??

        Abraço

      • Henrique Carvalho

        Boa dica Francisco!

        Lembrando que, às vezes, também aparecem umas debêntures sendo lançadas em oferta pública pagando mais do que 100% do CDI.

        Pode ser uma outra opção para diversificar!

        Abraços!

      • Francisco

        Oi Eder,

        Realmente para conseguir 110% do CDI precisa algo nesta grandeza. Outro ponto a ser negociado ao comprar um CDI é a fidelidade. Tenho um CDB que pagaria 100% se eu sacar em 6 meses, 102% se sacar em 1 ano, 105% se sacar em 540 dias e 108% se ficar 720 dias.

        Mas geralmente fundos ou CDBs de bancos que cobram taxas de adm. baixas ou pagam bem infelizmente requerem um alto valor investido.

        Pessoalmente gosto muito de fundos de crédito privado, que investem em títulos privados. O HSBC tem um com taxa de adm. de 0,4% e teve um resultado nos últimos 36 meses de 105,49% do CDI. Veja em : http://www.hsbc.com.br/1/2/formularios/para-voce/tabela-de-rentabilidade-de-fundos?table=PERF

        Infelizmente ele está fechado para captação no momento (Como o Verde da HG que é meu sonho de consumo nunca realizado). O Itau acabou de lançar um parecido, mas requer um “relacionamento” com o banco de no mínimo R$500 mil.

        É sempre assim. Logo, acho que a melhor estratégia para nós que ainda não chegamos lá é investir em uma carteira balanceada de ações, titulos publicos, FII e – eventualmente – titulos privados via BovespaFix. Com excessão do ultimo, os outros 3 primeiros podem ser comprados sem investimento mínimo.

        Abraços e bons investimentos !

        • Henrique Carvalho

          Olá Francisco!

          Excelente comentário!

          Acho que o sonho de consumo de 10 em cada 10 investidores está relacionado ao Verde da CSHG. Uma lenda!

          Você não imagina minha felicidade em estar conseguindo bater este fundo neste ano. Vamos ver se consigo me manter acima deste difícil benchmark…

          E a solução é esta mesmo. Carteira balanceada!

          Abraços!

      • Eder

        Intaum Francisco é por aih mesmo…
        Cara nao sabia desse BovespaFix… Como q funciona??? Tem algum material sobre o assunto ou algumas informações?

        Abraços

      • Francisco

        Oi Eder,

        Sobre BovespaFix e , principalmente, debentures, dê uma olhada neste post e nos comentários do pessoal. Acho que você vai encontrar muita coisa lá.

        http://queroficarrico.com/blog/2010/10/07/o-que-sao-debentures/

  • HELISON

    Olá, HC

    minha duvida naum tem muito haver com o artigo mas ainda assim é consistente….

    ela esta me incomodando e ninguem ainda conseguiu me responder e acho vc mto capaz de o fazer….

    Eu gostaria de saber, numericamente se possivel, o impacto no valor da cota de um PIBB11 ou qualquer outro ETF, quando ha pagamento de dividendos por alguma empresa que esteja dentro do fundo?

    Exemplo: se no fundo tem CMIG3 e ela paga 6% de dividendo, teoricamente eu ganharia 6% se tivesse a ação, mas como ela esta no fundo, quanto o PIBB11 aumentaria de valor por causa desses 6%?

    Supondo, por exemplo, que o peso do papel no fundo seja de 7%.

    Esses dividendos seriam reinvestidos na CMIG3 ou poderia ser em qualquer outro papel e como ficaria o novo peso dos papeis do fundo?

    Agora em relação a outra duvida. Um ETF de setor eletrico ou de dividendos, teria uma valorização muito alta pelo efeito dos dividendos reinvestidos, mesmo sem ter valorizado nada no ano?

    No caso de uma carteira de dividendos, a evolução do patrimonio liquido da carteira cresceria consideravelmente mesmo sem haver valorização dos preços, por isso gostaria de saber se o mesmo ocorre num ETF de dividendos.

    • Henrique Carvalho

      Olá Helison!

      Eu acho que a primeira coisa que deveria ser compreendida é:

      Quando uma empresa fica ex-dividendos, no dia seguinte, seu preço é automaticamente descontado do valor deste dividendo que será pago. Não há almoço grátis no mercado.

      Se uma empresa (supondo a CMIG3) está cotada a R$ 20,00 e anunciar dividendos de R$ 2,00 por ação, seu preço irá (teoricametne) abrir no dia seguite ao último dia para comprar a ação e ter direto aos dividendos (ex-dividendo) a R$ 18,00.

      Portanto, os dividendos pagos pelas ações na valorização da cota do fundo tem pouca ou quase nenhuma influência. Não precisa se preocupar com isso amigo!

      Grande Abraço!

  • HELISON

    Otimo!

    Mas com base nisso surgiu outra duvida….

    ao comprar uma ação eu ganho de duas formas…

    valorização(venda-compra) e dividendos…

    mas agora acho q essa logica apesar de se manter ela sofreu uma pequena alteração…

    quem faz essa alteração é o mercado?

    ele automaticamente desconta exatamente o valor do dividendo pago?

    entaum posso dizer que ha apenas uma forma de ganhar…repare no exemplo a seguir…(hipotetico)

    1ª caso (situação que eu achava que era, e de fato deveria ser para manter a regra de duas formas de ganhar na bolsa)

    01/02/2010 compro CPFE a 33,50
    07/09/2010 pgto dividendo, valor 0,90
    08/09/2010 vendo CPFE a 39,80

    08/09/2010 ganho de valorização 39,80-33,50 = 6,30
    ganho de dividendos 0,90
    ganho total 6,30+0,90 = 7,20

    2ª caso (situação apresentada por vc, naum permitindo duas formas de ganho na bolsa)

    01/02/2010 compro CPFE a 33,50
    07/09/2010 pgto dividendo, valor 0,90
    08/09/2010 cotação CPFE a 38,90 pois o mercado descontou o dividendo na da ex-dividendo
    08/09/2010 vendo CPFE a 38,90

    08/09/2010 ganho de valorização 38,90-33,50 = 5,40
    ganho de dividendos 0,90
    ganho total 5,40+0,90 = 6,30

    Bom, repare que no segundo caso eu perdi exatamente os dividendos pagos…desta forma só ha apenas uma forma de ganhar na bolsa, valorização!

    Acho que houve propaganda enganosa e jogou por agua a baixo a estrategia de investir em empresas que pagam bons dividendos, pois na verdade eles são descontados no valor da valorização!

    Estou confuso agora, me corrija se eu estiver errado por favor!

    grato!

  • Carlos

    Primeiro gostaria de parabenizar o HC pela elevada qualidade de seus textos.
    Gostaria de aproveitar para lhe pedir ajuda em esclarecer quais as melhores opções se o real continuar se valorizando? teoricamente nosso dinheiro passa a valer mais, ou é preciso comparar com a inflação?

    • Henrique Carvalho

      Com o real se valorizando ações, títulos indexados à inflação e até ouro.

      Compare sempre com a inflação!

      Abraços!

  • Helison

    HC,

    MTO OBRIGADO PELA ATENÇÃO!

  • Helison

    DEU PRA ENTENDER MELHOR O ASSUNTO MAS AINDA SIM ACHO ESTRANHO….

    COMO VC DISSE O GANHO CORRETO DEVERIA SEGUIR O 1º CASO MAS ELE SEGUE O 2º CASO…

    LOGO APÓS A EMPRESA PAGAR OS DIVIDENDOS O MERCADO MEIO QUE DESCONTA AQUELE PAGAMENTO NA COTAÇÃO DO PAPEL….

    NAUM FAZ SENTIDO, EU GANHO OS DIVIDENDOS E DEPOIS O MERCADO ME TIRA ELE NA FORMA DE DESVALORIZAÇÃO…..

    EXEMPLO…
    SE O PAPEL ESTA 40,00 E EU VENDO PQ COMPREI A 30,00, REALIZO LUCRO DE 10,00 MAIS 5,00 DE DIVIDENDOS….

    POREM SE O PAPEL ESTA 40,00, PAGA DIVIDENDO DE 5,00 E DEPOIS DESCONTA NA COTAÇÃO ELE VOLTA PRA 35,00…REALIZO LUCRO DE 5,00 DOS DIVIDENDOS E AINDA TENHO QUE ESPERAR IR PARA 40,00 DE NOVO PRA REALIZAR OS OUTROS 10,00 DA DIFERENÇA….

    BOM…

    A ELPL6 VAI PAGAR +-14,00 DE DIVIDENDOS EM 3 ANOS…POR ISSU QUE O PAPEL ESTA DESPENCANDO?

    AGORA UMA DUVIDA A PARTE….

    A DATA EX É 10/10 E PGTO 15/10
    NA DATA EX EU TENHO O PAPEL….
    EU PRECISO SEGURAR ELE ATÉ 15/10 PRA RECEBER?
    SE EU VENDER EU PERCO O DIREITO NÉ, POIS NO PGTO NAUM VOU TER PAPEL PRA RECEBER DIVIDENDO…

    • Henrique Carvalho

      Olá Helison!

      Embora pareça, dividendos não são um “jogo de soma zero”….

      Veja o exemplo:

      1. Você compra uma ação ao preço de R$ 100
      2. Ela distribui dividendos no Ano 1 de R$ 10.
      3. Porém, como os dividendos crescem todo ano, no Ano 2 a empresa distribui R$ 20. Seu preço neste ano está em R$ 200.

      Ou seja, para você que comprou o ativo a R$ 100 você terá uma ganho, somente com dividendos, de 20%. Já quem comprou no ano 2 só terá uma ganho de 10%.

      É importante lembrar que não há certeza nenhuma de ganhos, já que mesmo pagando bons dividendos, o preço da ação pode cair bastante.

      Veja o histórico dos dividendos das empresas brasileiras no blog do Paulo Portinho, do INI.

      É muito provável que você encontre explicações mais claras lá.

      E já parou para pensar nos ETFs? Você não precisa se preocupar com nada disso. Basta seguir o índice e todos os dividendos que são distribuídos pelas empresas são automaticamente reinvestidos. Quer moleza maior? Este é um dos bons motivos para investir em Fundos de Índice.

      Abração!

  • Javier

    Prezado HC, assaltou-me uma dúvida acerca da TSR. Suponhamos que você possua vários papéis da Petro e que ela atinge um patamar sugestivo de venda, mas cujo valor do lucro ultrapasse o limite de isenção de IR. Que fazer nesse caso? Vende-as mesmo assim e paga o IR?

    • Henrique Carvalho

      Boa pergunta!

      Mas veja que você já está complicando os investimento, adicionando uma ação individual, o que dificulta calcular melhor a TSR. Mas como tudo em investimetnos a resposta é depende. Você poderia ir vendendo até os 20.000 de mês em mês para economizar no imposto. Se tiver milhões investidos não adiantará e o melhor é pagar imposto mesmo, afinal pagar imposto não é de todo ruim, sinal que você teve lucros!

      Abraços!

  • Fabrizio

    Gostei da dica do CDB do banco BIC, consegui taxa de 106% CDI, agora estou na dúvida se no longo prazo vale mais a pena o CDB ou títulos do tesouro; caso seja os títulos do tesouro, quais seriam?

    • Henrique Carvalho

      Acho que a melhor resposta é: Diversifique!

      Você poderia, neste caso, substituir as LFTs pelo CDI pós. Mas comprar LTN e NTN-B ajuda a se proteger de vários cenários na Renda-Fixa.

      Abs!

  • Gostei demais desta trilogia Henrique!
    .
    Já vi você citar várias vezes aqui o yahoo Finance e vejo outros blogs que também utilizam esta ferramenta. Não sei se foge do objetivo do seu blog, mas daria para vc citar de que forma esta ferramenta pode ser útil para investidores como nós.
    .
    Seria possível você falar algo a respeito dos mercados futuros de repende num possível artigo aqui no blog.
    .
    Abcs

    • Henrique Carvalho

      Olá Willy!

      O Yahoo Finance é simples, porém, devemos tomar cuidado. Alguns dados de ações individuais estão com erros grotescos, principalmente quando é distribuído um dividendo. Ele é bem útil para avaliar alguns ativos americanos, e para pegar a cotação de ações e fundos imobiliários.

      Mercado Futuro não é minha especialidade, mas tava querendo estudar melhor o mini-índice de Dólar…

      Abraços!

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  • Vida Boa Investimentos

    Otimo texto HC. Realmente bom!

    Mas minha conclusao dele e que eu tenho que bater o bovespa pelo menos!

    Ah, eu nao sei se voce descontou os impostos nessa conta, pq isso tem um peso danado

    Abracos meu amigo

    • Henrique Carvalho

      Valeu VBI!

      Bater o Ibov não é missão fácil não…Esse ano quem investiu em Small Caps está se dando muito bem. Porém, o risco delas é maior!

      E não descontei os impostos na conta não. Seria subjetivo fazer isso já que não daria o mesmo resultado para todos.

      Abraços!

      • É verdade, esse ano estou com quase 70% de lucro na Bolsa por causa das small caps (mesmo diversificando bastante), e já apliquei boa parte do rendimento em RF e em novas smallcaps. Fazendo uma análise fundamentalista mais aprofundada das empresas e considerando o nível de governança corporativa destas, acredito ser um risco calculado que pode gerar excelentes retornos. Mas é aquilo, sempre seguindo a máxima: “diversificar para mais tarde não chorar”.

  • Henrique Carvalho

    Olá!

    As Small Caps estão dando um banho mesmo no Ibovespa!

    Sem PETR4, o índice já teria batido o topo histórico.

    E parabéns pelos resultados. Queria levar a sugestão de publicar a rentabilidade da carteira mês a mês, assim como eu faço aqui no HC e outros renomados blogs também fazem. Assim, todos poderíamos aprender mais com diferentes estratégias.

    O importante é continuar estudando para melhorarmos cada vez mais nosso entendimento sobre nossa estratégia e seus pontos fracos.

    Grande Abraço!

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  • Sílvia

    Muito bons os seus artigos. parabéns!

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