IPCA e IGP-M: Inflação Histórica no Brasil

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inflacao ipca igpm IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Este artigo tem como objetivo ser um guia completo sobre a inflação (IPCA e IPGM) no Brasil.

Com dados históricos e gráficos, você terá informações sobre os dois principais índices de inflação:

O IPCA e IGP-M.

Continue lendo o artigo para saber mais sobre:

  1. Definição IPCA e IGP-M
  2. Inflação no Brasil antes do plano-real (1994)
  3. Inflação após o plano-real
  4. Metas de Inflação e Inflação Efetiva
  5. Saiba como se proteger da inflação

Ao longo do artigo você ainda terá a chance de:

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IPCA: Informações Gerais

  • Definição IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é produzido pelo IBGE desde 1979.

O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos.

Desde junho de 1999, é o índice utilizado pelo Banco Central do Brasil para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação, sendo considerado o índice oficial de inflação do país.

  • IPCA: Abrangência Geográfica

Regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia.

  • IPCA: Composição do Índice

IPCA Ponderacao1 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil


  • IPCA: Medição do Índice

O IPCA mede a variação dos custos dos gastos conforme acima descrito no período do primeiro ao último dia de cada mês de referência.

O IPCA costuma ser divulgado no período compreendido entre o dia oito (08) e doze  (12) do mês seguinte pelo IBGE.

  • IPCA: Para que é Utilizado?

É utilizado pelo Banco Central como medidor oficial da inflação do país.

O governo usa o IPCA como referência para verificar se a meta estabelecida para a inflação está sendo cumprida.

IGP-M: Informações Gerais

  • Definição IGP-M

O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP).

É medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

  • IGP-M: Abrangência Geográfica

Abrange toda a população, sem restrição de nível de renda.

  • IGP-M: Composição do Índice

IGPM Ponderacao1 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

  • IGP-M: Medição do Índice

A pesquisa de preços do IGP-M é feita entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês atual.

  • IGP-M: Para que é Utilizado?

O IGP-M é utilizado em contratos de aluguel, reajustes de tarifas públicas e planos e seguros de saúde (nos contratos mais antigos).

IPCA e IGP-M: Inflação no Brasil antes de 1994

Você provavelmente já ouviu falar no Plano-Real de 1994.

Este plano foi um marco para a economia brasileira, já que foi capaz de amenizar a hiperinflação do país.

Veja a variação mensal e anual do IPCA e do IGP-M antes de 1994.

  • IPCA: Inflação Mensal antes de 1994

IPCA Mensal Antes Plano Real 600x413 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Você não está enganado…este é um gráfico mensal!

Note como a inflação era extremamente alta no país, sendo praticamente impossível fazer qualquer tipo de planejamento financeiro.

Destaquei no gráfico o mês (março de 1990) em que o IPCA registrou alta de 82,38%.

  • IGP-M: Inflação Mensal antes de 1994

IGPM Mensal Antes Plano Real 600x413 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

O histórico dos dados do IGP-M começa a partir de junho de 1989.

Entretanto, o índice apresenta valores muito próximos do IPCA.

A maior variação do IGP-M foi de 83,95% em março de 1990.

  • IPCA: Inflação Anual antes de 1994

IPCA Anual Antes Plano Real 600x413 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

clique na imagem para ampliar

Note os valores do eixo Y deste gráfico.

500% | 1.000% | … | 3.000%.

A inflação estava solta no Brasil e não havia política monetária que a controlasse.

O ápice ocorreu em 1993 (1 ano antes do Plano Real) em que o IPCA registrou alta de 2.477,15%.

  • IGPM: Inflação Anual antes de 1994

IGPM Anual Antes Plano Real 600x450 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

O histórico menor do IGP-M nos permite analisar apenas 5 anos.

Porém, a escala do eixo Y é a mesma do gráfico do IPCA.

O ano de 1993 também marcou a maior alta, de 2.567,34% para o IGP-M.

IPCA e IGP-M: Inflação no Brasil depois de 1994

Em 1º de julho de 1994 houve a culminância do programa de estabilização, com o lançamento da nova moeda, o Real (R$).

Toda a base monetária brasileira foi trocada de acordo com a paridade legalmente estabelecida: CR$2.750,00 para cada R$1,00.

A inflação acumulada até julho de 1994 foi de 815,60%, e a primeira inflação registrada sob efeito da nova moeda foi de 6,08%, mínima recorde em muitos anos.

Desde 1942 foram feitas muitas reformas das quais nasceram seis novas moedas, a saber:

Cruzeiro Novo (1967) > Cruzeiro (moeda) (1970) > Cruzado (BRC) (1986) > Cruzado Novo (1989) > Cruzeiro (moeda) (1990) > Cruzeiro Real (1993).

A inflação acumulada de 1967 até 1994 foi de aproximadamente:

1.142.332.741.811.850% (IGP-DI). [no mínimo assustador...]

O resultado positivo do Plano Real tem influenciado a política econômica brasileira desde então.

  • IPCA: Inflação Mensal depois de 1994

IPCA Mensal Depois Plano Real 600x408 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

clique na imagem para ampliar

Com a estabilização da moeda a inflação mensal caiu rapidamente.

Anteriormente era normal esperar que o IPCA apresentasse altas de 10% em um mês.

Porém, após Julho de 1994, era raro observar valores acima de 3% em um único mês.

  • IGP-M: Inflação Mensal depois de 1994

IGPM Mensall Depois Plano Real 600x408 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

O IGP-M é um índice de inflação mais volátil que o IPCA.

Isso significa que a variação do índice é maior. Costumar subir mais, assim como cair mais.

É possível ver diversos períodos de deflação (valores negativos da inflação) no IGP-M.

  • IPCA: Inflação Anual depois de 1994

IPCA Anual Depois Plano Real 600x408 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

O sucesso do Plano real foi imediato.

Em 1993 o IPCA havia registrado alta de 2.477,15%.

Já em 1995 o IPCA apresentou um valor de 22,41%.

E este valor foi caindo até chegar ao recorde de 1,66% em 1998.

  • IGPM: Inflação Anual depois de 1994

IGPM Anual Depois Plano Real 600x408 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

O IGP-M, conforme vimos, apresenta maior volatilidade do que o IPCA.

Sua maior alta após o Plano Real foi de 25,30% em 2003.

Seu menor avanço ocorreu em 2009, quando o IGP-M apresentou queda de -1,71%.

Portanto, uma deflação de 1,71%.

IPCA e IGP-M: Comparação da Inflação no Brasil antes e depois de 1994

Vimos que a diferença entre o período antes do plano real e depois do plano real é enorme.

Nesta seção veremos exatamente esta diferença, analisando ambos períodos em um mesmo gráfico.

  • IPCA: Inflação Anual antes e depois de 1994

IPCA Anual Antes e Depois Plano Real 600x409 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Notem como a diferença é visível e enorme!

Para poder ver as barras após 1994 tive de fixar o valor máximo do eixo Y em 500%.

O IPCA sempre apresentou variação acima de 50% no ano antes do plano real.

Depois do plano real, o IPCA nunca apresentou variação acima de 25%.

  • IGPM: Inflação Anual antes e depois de 1994

IGPM Anual Antes e Depois Plano Real 600x409 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

O IGP-M, após o plano real teve uma grande redução, assim como o IPCA.

IPCA e IGP-M: Inflação Anual depois de 1994

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Clique na imagem para ampliar

O gráfico acima traz a inflação anual dos dois principais índices de inflação, o IPCA e o IGP-M. Notem como o IGP-M é mais volátil do que o IPCA.

Sua média anual neste período [ 1995 - 2010 ] é de 9,56% enquanto do IPCA é de 7,52%.

A única variação negativa da série ocorreu em 2009, quando o IGP-M registrou deflação de 1,71%.

O sucesso do Plano Real foi imediato, com uma inflação declinante no período de 1995 até 1998.

Entretanto, entre os anos de 1999 e 2003, o dragão (a inflação) voltou a mostrar suas caras. No ano de 2002 o IPCA registrou alta de 12,53% enquanto o IGP-M registrou alta de 25,30%.

Últimos 5 anos. De 2006 até 2010, a inflação recuou para patamares “normais”, com o IPCA controlado entre 2,5% (limite inferior) e 6,5% (limite superior), de acordo com o sistema de metas de inflação do Banco Central.

IPCA e IGP-M: Inflação Anual após o Plano Real

IPCA e IGPM Anual Depois Plano Real IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Mais um gráfico  para ilustrar a comparação das taxas do IPCA e do IGPM após o Plano Real.

A média do IGPM é praticamente 2% superior ao IPCA.

Pelo gráfico também é possível notar que a inflação vem apresentando patamares menores ao longo do tempo.

Meta de Inflação do Banco Central (IPCA)

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Embora a inflação tenha recuado no período de 2002 até 2006, observamos uma inflação efetiva crescente nos últimos anos.

Com o alto crescimento da economia, controlar a inflação será um dos fatores-chave para o sucesso do atual governo.

Será que eles terão êxito em suas políticas econômicas?

Como se proteger da inflação?

Como investidores, nunca podemos confiar na capacidade de outros agentes em cumprir suas metas e deveres.

Devemos sempre considerar que o futuro é imprevisível e que realmente qualquer cenário possa ocorrer.

E uma das maneiras mais inteligentes de se proteger contra a inflação é comprar títulos públicos indexados a inflação, através das NTN-Bs, ofertadas pelo Tesouro Nacional.

Retorno Esperado da NTN-BP 2015

Deste modo, o investidor terá uma taxa pré-definida + a variação do IPCA anual.

A NTN-B Principal com vencimento em 2015 está oferecendo uma taxa atual de 6,58%.

Logo, se o IPCA convergir para a expectativa de 5,75% que comentamos no início do artigo, teremos um retorno (bruto) de 12,71% em 2011.

A taxa real já é a própria taxa oferecida, de 6,58%.

Vale lembrar que o cálculo correto não é a soma das taxa. Neste caso, o correto é:

( 1 + 0,0658 ) * ( 1 + 0,0575)  -1 = 0,1271. Ou 12,71%

A inflação é um dos maiores inimigos do investidor.

Entretanto, a maioria nunca a leva em consideração na hora de investir.

Não caia no mesmo erro destes investidores…

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Fontes de Consulta para o artigo:

http://economia.uol.com.br/ | http://www.portalbrasil.net/ | http://www.ibge.gov.br/ | http://portalibre.fgv.br/ | http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Real | Relatório Focus

IPCA: Sazonalidade

IPCA sazonal 600x372 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Separei no gráfico acima as taxas do IPCA por trimestre.

Notem como o IPCA é um índice de inflação sazonal.

Aqui está a ordem pela média de cada trimestre:

  • 1º Trimestre: 2,13%
  • 4º Trimestre: 1,94%
  • 2º Trimestre: 1,74%
  • 3º Trimestre: 1,42%

IGPM: Sazonalidade

IGPM sazonal 600x372 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

O mesmo procedimento foi feito também para o IGPM.

Separei no gráfico acima as taxas do IGPM por trimestre.

Notem como o IGPM é um índice de inflação sazonal.

Aqui está a ordem pela média de cada trimestre:

  • 4º Trimestre: 2,67%
  • 1º Trimestre: 2,44%
  • 3º Trimestre: 2,10%
  • 2º Trimestre: 1,81%

Histórico Inflação IPCA

IPCA Inflacao Historica Tabela 600x537 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Na tabela acima você pode visualizar o histórico da inflação (IPCA).

O IPCA conta com dados desde janeiro de 1980.

Para ter acesso aos dados continue lendo o artigo para baixar a planilha com todos os dados históricos da inflação.

Histórico Inflação IGP-M

IGPM Inflacao Historica Tabela 600x408 IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Na tabela acima você pode visualizar o histórico da inflação (IGP-M).

O IGP-M conta com dados desde junho de 1989.

A planilha com os dados históricos do IGP-M e do IPCA você pode baixar logo abaixo.

IPCA e IGP-M: Download da Planilha com Dados Históricos

Você pode fazer o download da planilha com os dados históricos utilizados neste artigo.

Basta clicar na imagem abaixo para fazer imediatamente o download.

download BIG IPCA e IGP M: Inflação Histórica no Brasil

Baixar Versão Excel 2007

(crédito das imagens: shutterstock.com)

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Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

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  • http://www.efetividade.blog.br Jônatas

    Fala Henrique,

    Estou confiante na política de controle da inflação do governo. Acredito que 2011 e 2012 serão anos mais difíceis, mas em 2013 as coisas voltam ao controle e a SELIC volta a cair novamente.

    Defendo fortes investimentos em educação, financeira e tradicional. Somente um cidadão educado é capaz de gastar com consciência.

    Agora, esta NTNBP 2015, na minha opinião, está pagando maravilhosamente bem para um investimento sem risco. Altamente recomendável.

    Vendo o segundo gráfico, apenas nos anos de 2001, 2 e 3 a inflação ultrapassou o limite superior estabelecido. Vejo o cenário atual, apesar de preocupante, bem controlável.

    Abraço!

    • Henrique Carvalho

      Olá Jônatas!

      Compartilho sua opinião.

      Inflação, apesar de estar em alta, está bem controlada.

      NTNBP 2015 pagando realmente uma ótima taxa. Se voltar a oferecer em torno de 7% a.a seria sem dúvidas, meu investimento favorito no momento.

      Abraços!

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  • Breno

    Ao investir em ações, deve-se observar como as companhias são afetadas por essa alta de preços e pelas politicas do governo para contê-la (medidas macroprudenciais + alta dos juros).

    Henrique,
    Um trabalho que eu considero interessante seria avaliar a pesquisa Focus X Inflação Implicita das NTN-Bs. Normalmente a pesquisa mão reflete os preços praticados pelo mercado, por vários motivos (operar uma coisa e falar na pesquisa outra; boa parte dos players do mercado não opinar na pesquisa e vice-versa, consultorias que não operam).

    Tem pano pra manga na discussão.

    • Henrique Carvalho

      Olá Breno!

      Sem dúvida, daria um excelente artigo. Já havia pensado nesta opção, bem interessante!

      Obrigado pela sugestão!

      Grande Abraço!

  • Tuan

    Cara, visto que é esperado que a selic aumente novamente em breve, não seria mais inteligente esperar mais um pouco para comprar os títulos?

    • Marco

      Caro Tuan, é verdade nos títulos LTN de curto prazo (de menos de um ano) vão subindo a medida que a selic vai subindo. Contudo em geral é mais interessante comprar títulos com mais de dois anos, por pagar menos imposto e principalmente por travar uma taxa alta por um período mais longo. No caso destes títulos, em geral as taxas começam a cair bem antes de a selic parar de subir. Por exemplo, no ano passado, a LTN de 2013 deve seu valor máximo em 07/05/2010 que foi logo depois da primeira reunião do cupom em 28/04 que aumentou a selic. Depois disto a taxa deste título começou a cair, mesmo com a selic continuando a subir. Isto porque o mercado começou a ver que a inflaçao começava a ficar sobre controle. Contudo, para mim não me parece ser muito fácil saber exatamente quando irá ocorrer este valor máximo da taxa. No caso atual, como, historicamente a inflação mensal começa a cair em março, penso que é pouco provável que nos próximos meses, as taxas de LTN 2014 possam ficar muito mais altas que os 13% que tivemos no ínicio deste mês, a menos que ocorra uma disparada no preço do petróleo e outras matérias primas. Já no caso das NTNB a situação é mais complicada pois tanto as taxas futuras de juros quanto a expectativa de inflação deverão cair. Neste caso irá depender de quem cai mais rápido. Talvez o Henrique possa fazer mais comentários a respeito.

      • Henrique Carvalho

        Marco,

        Excelentes considerações!

        Explicou de forma detalhada, porém, muito simples o funcionamento das taxas dos títulos do Tesouro Direto.

        Só reforçando: As taxas dos títulos já consideram a alta da Selic ao longo de 2011. Portanto, ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre vale a pena esperar uma alta da Meta Selic (hoje em 11,25% e prevista para 12,50% no final do ano). Isso ocorre porque esta alta já está precificada pelo mercado.

        No caso das NTNB é realmente mais difícil, já que temos as taxas de juros futuras e a inflação futura. No atual patamar, vejo como uma oportunidade o investimento em NTNB, já que acredito que a taxa de juros futura não deve se manter muito tempo acima de 13% (como já não está) e a inflação futura também não deve ficar acima de 6%. São possibilidades…minha visão pessoal. Logo, taxas acima de 6,50% já considero interessante nas NTNB.

        Abraços!

  • Breno

    Se o mercado já espera o aumento dos juros, não é necessário que o aumento de fato aconteça para alteração nos preços, tudo já estará precificado.

  • RICARDO

    Para proteger-me da inflação aplicarei minhas reservas nos títulos LFT do Tesouro Nacional. Quando chegar a tendência de baixa da taxa de juros, voltarei a aplicar nas NTNB-PRINCIPAL, pois, aproveitando a taxa de juros altos, o preço dos títulos estarão baixo.

    • Henrique Carvalho

      Olá Ricardo!

      Veja os comentários acima para entender o porquê esta decisão de esperar os juros caírem é equivocada.

      Abraços!

  • BaRuÊ Invest

    Fala HC,

    Belo artigo! Na minha opnião a inflação será contida. O Governo já iniciou cortes e medidas no BC, etc. Eu estou aumentando a porcentagem de LFT´s na minha carteira de RF pra ganhar com a subida dos juros e tb diminuir um pouco o risco da minha carteira. O legal da Alocação de Ativos que aprendemos com vc é isso neh, você vai ajustando de acordo com as perspectivas.
    Uma coisa que fica é a questão de conter inflação através do aumento dos juros… Não concordo muito e acho que seria melhor atuar no controle do crédito ao invés de aumentar juros… Sem contar a valorização do real que já está ficando absurda já…

    É isso

    Abraços

    • Henrique Carvalho

      Olá Baruê!

      Alocação de Ativos dá uma maior sensação de controle, ao invés de ficar “atirando para todos os lados”.

      Além da LFT, por que não investir também nas NTNBs, que atualmente estão pagando juros reais próximos de 6,50%.

      Deste modo, você não precisa se preocupar com a inflação, já que o título irá acompanhá-la.

      Câmbio está pressionado mesmo…mas ultimamente tá muito parado, entre 1,65 e 1,70.

      Abraços!

  • Marco

    Com relação a pergunta sobre pespectiva de inflação futura: como o IPCA-15 nestes dois primeiros meses do ano já somou ~1,75% é bem provável que neste ano o IPCA termine próximo do teto de 6,5% da banda (só sobraram 4,67% que podemos ter para os próximos 10 meses para não furar o teto). E como em 2012 terá logo no início do ano um grande aumento do salário mínimo e durante o ano um aumento de gastos do governo com obras para copa, que deve subir a inflação e o ano também deve acabar com inflação bem acima do centro da meta.

    • Henrique Carvalho

      Olá Marco!

      Também acredito em inflação bem próxima do teto, entre 6% e 6,5%.

      2012 já acredito numa inflação mais controlada, porém, ainda acima da meta…

      Abraços!

  • HEAVY METAL

    Dragão da inflação é uma Fênix: morre e renasce das cinzas. O governo petista entupiu a máquina pública de funcionários, muitos em cargos desnecessários (e onde precisamos mesmo, nada), gasta como um viciado em caça-níqueis, impostos detonando a classe média. FHC não acertou o país em um ano, mas o Mula detonou durante 8 anos. Cabe a Dilminha metralhadora segurar as rédeas do Minotauro agora, e ele está furioso. Anos de irresponsabilidade fiscal + corrupção em patamares nunca vistos + gastos governamentais abusivos + carga tributária explodindo o bolso do consumidor = INFLAÇÃO. Mas não se preocupem, o BMG empresta para aposentados em suaves parcelas já descontadas na fonte!! Uma moleza!! Peçam aos avós ou aos pais aposentados uma grana emprestada, sai fácil!!! Viva a liquidez “nunca vista antes neste país”… e quem for macho, que segure o Demo da Inflação pelo rabo (ou pelo chifre!). Enquanto isso, nosso poder de compra vai sendo corroído mês a mês.

    • BaRuÊ Invest

      Acho que o espaço não é para esse tipo de discussão… Nem sei se é a opnião do HC mas procura outro tipo de blog pra discutir sobre isso…

      Abraços

      • http://heavymetalinvestimentos.blogspot.com/ HEAVY METAL

        Filho,

        Discutir o quê? Ficou incomodado com que parte do meu post? S e vc é petista, eu não sou. Sou apenas brasileiro e fiz MINHAS considerações sobre o porquê da atual situação inflacionária do país. Verdade é verdade, nada além disso. Agora, se vc fica incomodado com a mesma, paciência. Daqui a pouco, censuram os livros do Monteiro Lobato… Em tempo: não votei no FHC.

        Caro HC,
        Peço desculpas caso tenha criado algum infortúnio, mas as vezes tem nego que apela ao “falso manto da bondade e bons costumes”. Sugestão: junte-se a TFP, caro “Baruê”.

  • http://www.financasinteligentes.com Finanças Inteligentes

    No momento a inflação está controlada, está dentro da meta. Mas tenho as minhas dúvidas quanto a eficácia do governo no combate á inflação, estou achando que devem correr mais pro lado das medidas macroprudenciais do que por um aumento mais forte na selic. A selic vai aumentar, não tenha dúvida, mas não tanto quanto deveria. Inflação acumulada de 12 meses em 6% é um sinal alarmante.

    Eu concordo com o colega acima, foi uma tremenda ingerência administrativa nesses 8 anos de governo Lula. Ano passado então nem se fala, gastos excessivos e desnecessários em um momento de forte crescimento econômico, o certo seria cortar os gastos e aliviar a pesada carga tributária viabilizando muito investimento principalmente de micro e pequenos empresários.

    Mas fazer o que né, moramos no país do carnaval, fazer festa é com “nois mermo”, ainda mais com dinheiro público.

  • André Savi

    O que ninguém lembrou, é a questão do crescimento ecônomico Chinês.

    Alta nos preços de alimentos no mundo, ou melhor, das commodities.

    Isso não é questão política e sim questão econômica mundial!

  • http://quererempreender.blogspot.com Victor Ventura

    Mês passado comprei NTN-B com vencimento em 2015 e pretendo reforçar a minha posição, pelo menos até o final de 2012. Também compartilho da ideia que a partir de 2013 o governo comece a controlar melhor as taxas.

    O Brasil talvez precise desacelerar um pouco. O país tá crescendo mais do que consegue suportar. Ainda falta muita infraestrutura e educação. Enfim, vamos acompanhando e ver no que dá.

    E como está a sua posição em PETR, tem acompanhado a subida? Não sei se vc opera opções, mas o momento tá bem bacana.

    Um abraço Henrique,

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Nada de opções Victor! ;)

      Faço o hedge da bolsa de outras maneiras…

      NTN-B Principal é um título que estou sempre de olho.

      Abraços!

      • Claudio

        Olá H.C. Vc acha uma boa investir em NTN-B Principal com vencimento em 2045, visando um fundo para aposentadoria?

      • Claudio

        Corrigindo…  O fundo que eu mencionei para uso com fins de renda para aposentadoria é o NTN-B, com vencimento em 2035 (NTNB Principal 150535)…
        Obs. Em caso de falecimento tanto estes títulos públicos federais, quanto FIIs e ações viram herança ou se perdem?

        Obs. Agradeço pelas informações passadas por este excelente blog…

      • Claudio

        Uma dúvida que não achei a resposta… O NTN-B principal protege o investidor contra a inflação. Mas sempre li que não protege em caso de hiperinflação. O que seria esta hiperinflação. Seria o limite superior da inflação? Neste caso o investidor sairá perdendo? 

  • Pingback: Giro pela blogosfera #1 | O pequeno investidor | O pequeno investidor

  • http://heavymetalinvestimentos.blogspot.com/2011/02/energia-eletrica-uma-visao-futuristica.html HEAVY METAL

    HC,

    Inflação alta implica em tarifas de reajuste de energia elétrica mais caras. Setor está interessante para se investir.
    Escrevi hoje algo a respeito.

    http://heavymetalinvestimentos.blogspot.com/2011/02/energia-eletrica-uma-visao-futuristica.html

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Obrigado pela indicação HM!

      Abraços!

  • Pingback: Informação Visual – Uma Demanda da Era da Informação « HC Investimentos

  • Pingback: Ibovespa: Como usar a regressão linear para capturar oportunidades | HC Investimentos

  • Rodrigo

    Alta taxa de juros = + investidores internacionais = + entrada de capital estrangeiro no pais = + geração de emprego = + consumo = + inflacao 

    Baixar taxa de juros = + investimento de empresas = + investimentos produção de agropecuarios = + investimento em servicos = + oferta de produtos e serviços = equilibrio demanda x oferta = inflação controlada

    Será que nao percebem que a alta da taxa de juros além endividar o governo, nao contribui de forma eficaz para o controle de inflação. Que tal se o governo, ao invés de pagar juros altíssimos para os outros, desse subsídio a produção de bens e serviços que mais pesam nos índices IPCA e IGP-M, como gasolina, carnes, e produtos da cesta básica….isso sim ia causar até deflação.

    Mas, aparentemente aumentar a SELIC é muito mais fácil que tudo issso…

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Ótimo comentário!

      Abraços!

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  • Tadeu Amaral

    E muito bom poder contar com informações deste nível.
    Qual a inflação acumulada no Real por estes dois índices?

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  • Jonny

    Na sua opinião é melhor proteger um titulo da inflação com o IPC ou com o IGP-M ?

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Olá Jonny!

      Os dois… :)

      Abraços!

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  • Ferreira_anselmo

    Cara, Meus parabens pelo trabalho !  Gostaria muito de fazer o curso.  Estou fazendo mestrado em Administracao embora seja formado em C.Contabeis, confesso que estou apanhando um pouco nas questoes de estatisticas e de previsao de inflacao, taxa efetiva, etc, etc.  Seu trabalho me ajudou muito.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      É uma honra colaborar Anselmo!

      Abraços!

  • Nazareno

    O porque da queda drástica (e não gradual) da inflação de 46% par 6% nos meses de Junho de 1994(URV) e Julho de 1994(real) logo após a implantação do Real ?
    Nazareno

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Confiança em uma moeda sólida, sendo resultado de todo um plano montado para diminuir os níveis de inflação (Plano Real).

      Sugiro ler mais sobre ele no WikiPedia:

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Real

      Abraços!

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  • Patrycia

    Olá, estou fazendo um trabalho sobre a inflação antes do plano real, nos planos cruzado, cruzado II, Bresser, Verão, Collor I, Collor II e Real, o professor pediu para dizer qual foi a inflação maxima e minima durante o periodo do plano, alguem pode me da uma luz? vou usar a tabela do IPCA mas não sei como diferenciar o começo e o final de um plano :/

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  • Afonso

    Olá HC
    Vc poderia me informar qual o valor da cesta básica, mês a mês, durante o ano de 1993?

  • Gilberto

    Olá, Feliz Natal a todos, parabéns pelo artigo vou retribuir divulgando o mesmo.
    Tenho uma dúvida, podemos esperar uma certa época do ano para comprar NTNB devido a sazonalidade ? ou é melhor comprar já ? obrigado.

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