5 Vantagens da Alocação de Ativos que todo Investidor deve Conhecer

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Depois de anos testando diferentes estratégias de investimento sem sucesso encontrei a única em que me sinto 100% confortável: a Alocação de Ativos.

Foi uma mudança incrível e bem gratificante. Ganhei mais tempo, mais tranquilidade e mais dinheiro!

Seja você um investidor iniciante ou experiente, o guia elaborado ao longo do artigo irá desenvolver uma sólida base para você investir com segurança e confiança no mercado financeiro.

Neste artigo listarei (em detalhes!) as 5 principais vantagens que você deve conhecer sobre a Alocação de Ativos. Em resumo, são elas:

  1. Minimiza o Risco de uma Carteira de Investimentos
  2. Fácil de Entender, Simples de Praticar e Ideal para alcançar ótimos resultados
  3. Menos Custos, Menos Stress e Mais Tempo fora do Mercado
  4. Desenvolve Importantes Qualidades dos Investidores de Sucesso
  5. Planejamento com foco no Longo Prazo

1. Minimiza o Risco de uma Carteira de Investimentos

A sensível diminuição do risco é a principal vantagem da alocação de ativos.

Muitos investidores caem na ilusão de atentar somente para o retorno de um ativo. Porém, esquecem que maiores retornos embutem maiores riscos.

Ademais, poucos são os investidores que realmente sabem como calcular o risco de um ativo.

Sabendo, por exempo, que uma ação de quinta categoria (aqueles micos à beria da falência) teve um retorno médio de 10% ao ano é extremamente diferente de um título público indexado a Selic com o mesmo retorno de 10% ao ano.

O por quê: Os títulos públicos, principalmente os indexados a Selic (LFTs), apresentam risco muito baixo, enquanto uma ação à beira da falência, apresenta enormes riscos. Você pode perder boa parte ou até mesmo todo o dinheiro investido nesta ação, o que não ocorre com os títulos públicos.

Como a Alocação de Ativos Minimiza o Risco de uma Carteira de Investimentos?


Diversificação é a palavra-chave.

Investindo em diversos ativos você diminui o impacto d0 resultado negativo de um único ativo na carteira.

Harry Markowitz, pai da Moderna Teoria dos Portifólios, já explicava em 1950 como o risco de uma carteira é menor do que a soma dos riscos individuais de cada ativo.

Parece abstrato mas na prática é um conceito bem simples de entender.

Exemplo:

Vamos supor que você é um investidor da Petrobrás (PETR4) e da Usiminas (USIM5). São grandes empresas (blue-chips), presentes na carteira de diversos investidores.

Nos últimos 365 dias (1 ano) elas apresentam o seguinte resultado:

PETR4: -15,0%

USIM5: -32,1%

Péssimos resultados…Perdem feio para o Ibovespa, Renda-Fixa, Fundos Imobiliários, entre outros.

Entretanto, se você diversifica não há motivos para se preocupar. O exemplo abaixo mostra exatamente como você deve pensar quando utiliza a alocação de ativos como estratégia.

O Benefício da Diversificação que pode salvar sua Carteira de Investimentos

Supondo que você aloca apenas 2% em cada um destes ativos, você terá uma perda de apenas -0,94% no total da carteira. [ (-15,0% * 2%) + (-32,1% * 2,0%) ] = -0,94%.

Portanto, se você, por exemplo, simplesmente alocar 10% em um título público indexado a Selic (LFT),  cujo rendimento no mesmo período foi de 10% (aproximei 10,89% para facilitar as contas) você obtém uma rentabilidade de 1,00% no total da carteira. (10% * 10%) = 1,00%.

Resumo:

PETR4: -15,0% | 2,0% = -0,30%

USIM5: -32,1% | 2,0% = -0,64%

LFT: 10% | 10% = 1,00%

Resultado Final: Rentabilidade positiva de 0,06%. (1,00% – 0,94%)

Conclusão:

Apesar de você ter um ativo com rentabilidade negativa em -32,1% (USIM5), você conseguiu ter um rendimento positivo na carteira, pois diversificou entre outros ativos e soube definir corretamente o tamanho da posição entre ativos mais arriscados (ações) e menos arriscados (títulos públicos).

Note que neste exemplo utilizamos apenas 14% da carteira para mostrar os resultados finais. Se, por exemplo, você utilizasse os 86% restantes para investir nesta mesma LFT, obteria uma rentabilidade final de 8,66%. (10% * 96%) + (-15% * 2%) + (-32,1% * 2%) = 8,66%

O risco da carteira, mesmo possuindo ativos de alto risco pode ser minimizado, garantindo uma rentabilidade mais sólida ao longo do tempo.

E isso porque utilizamos apenas 3 ativos neste exemplo. Na prática, quem segue os princípios da alocação de ativos diversifica entre vários ativos, o que auxilia ainda mais na redução do risco.

Observação:

Se você ainda aplica 100% em ações sugiro ler meus artigos sobre o tema. 3 razões para não investir todo o seu capital em ações: (Parte I) | Parte II | Parte III

2. Fácil de Entender, Simples de Praticar e Ideal para alcançar ótimos resultados

KISS – “Keep It Simple Stupid” é um acrônimo utilizado para ressaltar a importância de usar estratégias simples de seguir.

E a alocação de ativos vai direto ao ponto.

5 passos para montar e gerenciar uma carteira de investimentos

1. Defina o percentual que irá investir em cada classe (categoria) de ativos

Busco seguir o modelo que eu mesmo denominei de 4-3-2-1. A alocação é de:

40% em Renda-Fixa

30% em Ações

20% em Fundos Imobiliários

10% em Câmbio

2. Defina quais ativos você pretende incluir nestas categorias (exemplos)

Renda Fixa: LFT | LTN | NTN-B Principal

Ações: BOVA11 | SMAL11

Fundos Imobiliários: BCFF11B | EURO11 | FEXC11B | HGRE11 | PRSV11 | FCFL11B | FLRP11B

Câmbio: Dólar | Euro | Ouro

3. Defina o quanto irá alocar em cada ativo específico

Renda Fixa: 8% LFT | 20% LTN | 12% NTN-B Principal

Ações: 20% BOVA11 | 10% SMAL11

Fundos Imobiliários: 20%/7 em cada fundo

Câmbio: 2,5% Dólar | 2,5% Euro | 5,0% Ouro

4. Utilize os aportes mensais para equilibrar a carteira

Se você pode investir, por exemplo, R$ 5.000 por mês utilize este novo dinheiro para comprar os ativos que mais se desviaram (para baixo) de sua alocação original.

Supondo que a alocação em SMAL11 caiu para 7% e a alocação no Fundo Imobiliário FEXC11B caiu para 2,0% e estas são as maiores quedas do portfólio utilize os R$ 5.000 para reforçar a alocação nestes ativos.

Para uma abordagem mais detalhada sobre o equilíbrio da carteira sugiro ler o artigo que escrevi para o ótimo blog Valores Reais.

5. Monitore seu portfólio ao longo de um período pré estabelecido

A cada trimestre (ou outro período desejado) avalie sua carteira com o intuito de verificar se os ativos previamente escolhidos ainda possuem sólidos fundamentos.

Além disso, verifique se a alocação original (4-3-2-1) ainda faz sentido ou se é preciso mudá-la.

Você também pode adicionar/excluir um ativo específico na carteira.

O importante é monitorar sua carteira de modo simples e com uma pequena dose de bom senso.

Siga sua estratégia original, mas se notar algo errado com ela não hesite em fazer alguns ajustes.

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3. Menos Custos, Menos Stress e Mais Tempo fora do Mercado

1. Custos

Você já percebeu quantas palestras e cursos são oferecidos aos iniciantes no mercado relacionados ao tema “Análise Técnica”?

As corretoras adoram esta abordagem do mercado. E é tão simples de entender o porquê como contar 1-2-3:

1. A maneira como a abordagem do tema é transmitida favorece bastante as intensas operações. Alguns cursos tem como foco o Day-Trade, em que se abre e fecha uma mesma operação no mesmo dia. Eles tentam fazer de tudo (e mais um pouco) para que você pense que Análise Técnica é uma forma segura de prever para onde o mercado vai.

2. Quanto mais operações você realiza, mais dinheiro fica para a corretora e menos para você. Um estudo publicado no livro The Intelligent Investor (em português: O Investidor Inteligente) mostra bem a relação entre o número de operações e a rentabilidade obtida pelos investidores.

3. Quando você já se dá conta de que esta estratégia não funciona para você (são poucos os que realmente procuram se aprofundar com seriedade no tema), você para de gerar corretagem para a corretora.

Para ela isso não é problema, pois você sai mas entram 5 novos iniciantes no mercado que gerarão ainda mais corretagens. E o ciclo continua…

A estratégia da alocação de ativos é totalmente diferente. Afinal, o objetivo é maximizar a relação entre retorno x risco. Portanto, uma das formas de aumentar o retorno de uma carteira é minimizando seus custos.

Investindo em títulos públicos com mais de 2 anos de duração, fundos imobiliários e ações individuais seguindo o limite de R$ 20.000 mensais são formas de minimzar o Imposto de Renda.

Procurando corretoras mais baratas e com menos serviços caros e desnecessários também auxilia bastante na redução dos custos.

Se você ainda não se convenceu, veja meu artigo sobre o Impacto dos Custos nos Investimentos.

2. Menos Stress

Quem não já se estressou vendo um ativo de sua carteira caindo, caindo e caindo até não parar?

E, para piorar a situação, quando resolvemos vendê-lo, o que acontece? Ele começa a subir!

Pois é…você conhece a história. “É sempre comigo…” falamos.

Entretanto, ao utilizar uma sólida estratégia como a Alocação de Ativos investimos de forma equilibrada e serena.

Nada de ficar debruçado na frente do Home-Broker o dia inteiro. Para ser sincero, só abro o Home-Broker quando tenho de executar ou programar uma ordem. Somente.

Ficar acompanhando o sobe e desce diário é desnecessário e estressante.

Ao invés de buscarmos a ilusão de comprar na mínima e vender na máxima, devemos programar ordens de acordo com o estudo de cenários.

Exemplo:

Se chegar a R$ 70,00 vendo 100 lotes de BOVA11. Se chegar a R$ 55,00 compro 100 lotes de BOVA11.

Planejar previamente suas operações traçando cenários é garantia de menos stress.

E a Alocação de Ativos está totalmente alinhada com planejamentos, cenários e foco nos movimentos de longo prazo.

3. Mais Tempo fora do Mercado

Sejamos francos. Ninguém, por mais apaixonado que seja pelo tema, gostaria de passar o dia inteiro monitorando os mercados, traçando estratégias e estudando otimização de carteiras.

O objetivo de estudar o mercado é justamente poder ter o conhecimento necessário para gerarmos renda passiva enquanto estamos aproveitando a vida junto das pessoas que desejamos ter ao nosso lado.

A alocação de ativos é uma forma de colocar a carteira em piloto automático, fazendo apenas revisões em um período pré determinado, como por exemplo de trimestre em trimestre.

Há ainda investidores que sugerem olhar apenas anualmente para a carteira. Há diferentes sabores para todos os gostos.

O importante é parar de ficar preocupado acompanhando o mercado diariamente e dar mais qualidade a sua vida.

Nota Pessoal para Corredores: Neste domingo (05/06) bati meu recorde nos 10km – Corrida Brasken Eco Run – com tempo líquido de 41 minutos e 35 segundos (41’32”). Que sensação maravilhosa!

4. Desenvolve Importantes Qualidades dos Investidores de Sucesso

1. Disciplina

Quem nunca alterou uma ordem durante o pregão que atire a primeira pedra.

Programamos a compra de um ativo a R$ 50,00.O ativo cai de R$ 55,00 para R$ 52,50. Pensamos: “Vamos lá, só mais um pouco…”

Entretanto, no dia seguinte ele já abre em R$ 53,00 e pensamos: “Se eu não comprar agora posso perder a melhor operação que já fiz. Este preço está bom. Comprei.”

Depois de uma semana o ativo cai de R$ 53,00 para R$ 49,50. “Se eu tivesse esperado conforme programei…”

Dica: Experimente programar suas ordens ao invés de executá-las durante o pregão

Ter disciplina ajuda no controle emocional do investidor.

Ao traçar um cenário ele deve ser seguido com disciplina. Só se deve modificá-lo depois de um tempo previamente estabelecido. 1 mês, por exemplo.

Disciplina evita decisões tomadas no calor do mercado durante o pregão.

Este é um dos motivos pelo qual eu busco sempre programar minhas ordens.

Exemplo:

Compro 100 BOVA11 a R$ 60,00 com prazo de execução de 1 mês.

Se a ordem não for executada reavalio os cenários e traço uma nova estratégia para o ativo.

2. Paciência

Investidores iniciantes são, em sua grande maioria, afobados. Ao olhar para os micromovimentos do mercado, acabam realizando mais operações do que deveriam por não esperarem o momento correto para operar.

Através da alocação de ativos você desenvolve uma ótima percepção dos pontos em que deve comprar ou vender certo ativo.

Nos artigos que desenvolvi sobre minha carteira pessoal de investimentos, a Carteira HC Investimentos, você poderá notar que costumo definir pontos precisos em que devo movimentar a carteira.

A paciência está na capacidade de esperar estes momentos pré-definidos. No entanto, é importante repensar estes pontos de compra/venda após um certo tempo. Eu, por exemplo, costumo verificar mensalmente.

Um exemplo pessoal da importância da paciência:

Fundo Imobiliário Projeto Água Branca (FPAB11)

Nosso objetivo ao comprar um fundo imobiliário é buscar receber bons rendimentos mensais em relação ao preço que pagamos.

Seguindo esta premissa comprei este ativo ao preço de R$ 230,00. Neste período o fundo distribuía R$ 1,90 mensalmente.

Portanto, um yield mensal de 0,83%. (1,90 / 230,00)

Entretanto, após a compra os rendimentos caíram para R$ 1,70.

Veja no gráfico abaixo a evolução dos rendimentos mensais do FPAB11 desde janeiro de 2009.

O problema dos rendimentos decrescentes é que eles tendem a puxar para baixo o preço do fundo.

Afinal, comprar um fundo a R$ 100,00 é muito diferente se ele distribui R$ 1,00 ou R$ 0,50 mensalmente.

E, conforme comentamos, o fundo de fato perdeu preço após minha compra.

Durante dois longos anos o fundo imobiliário FPAB11 teve seu preço negociado na faixa entre R$ 200-250.

Depois da minha compra em agosto de 2009, o fundo já estava com preço abaixo de minha compra e reduzido seus rendimentos mensais.

Entretanto, exercitando a paciência desenvolvida através deste modelo de alocação de ativos, segurei o ativo acreditando também nos seus fundamentos.

O Resultado:

Após longos 6 meses com rendimentos de R$ 1,70 (o que me garantia um yield de 0,74% ao invés de 0,83% no momento da compra) o fundo aumento seu rendimento para R$ 1,80.

E melhor: O aumento foi crescente ao longo dos meses seguintes, fazendo o ativo ter uma rentabilidade de mais de 30% em menos de 1 ano.

Quando chegou perto dos R$ 300,00 liquidei o fundo, em busca de novas oportunidades nos fundos imobiliários.

A paciência em segurar o fundo acreditando nos seus fundamentos foi muito importante para o sucesso da operação.

Conheço muitos investidores que não aguentariam rentabilidades negativas por mais de 6 meses.

Alguns ativos funcionam desta forma. Preço flat (constante) por longo tempo e uma subida forte (muitas vezes exagerada) em um curto período.

Ter paciência nestas situações é fundamental.

Observação: Por favor, não confunda paciência com investimentos ruins. Existem bons investimentos que levam tempo para maturar, assim como maus investimentos que nunca irão se recuperar.

Saber diferenciá-los não é tarefa fácil, mas esteja sempre atento aos fundamentos por trás do investimento.

3. Controle Emocional

Você já passou pela situação de ver um único ativo em sua carteira caindo -10% em um único dia? Como foi sua reação?

Confesso que, antes de adotar a alocação de ativos como minha estratégia de investimentos, ficava nervoso, não sabia exatamente que ação tomar. Vender o ativo? Comprar mais melhorando o preço médio?

Tomar decisões como essas sem um planejamento prévio e durante o pregão é ter a certeza de cometer grandes erros.

Entretanto, adotando a alocação de ativos, você se torna um investidor calmo, pois já planejou o que fará no cenário “X” ou “Y”.

Exemplo:

Se a Bolsa cair mais de 10%, estando abaixo dos 55.000 pontos eu irei comprar “X” lotes de BOVA11 ao preço de R$ 55.00.

A maioria dos investidores não apresenta este planejamento e a calma necessária para investir. Portanto, eles tenderão a realizar operações ruins, no calor do mercado, sem uma base estratégica.

E quem estará do outro lado das operações ruins? Quem tiver a calma e tranquilidade necessária para tomar sábias decisões. Lembre-se da crise de 2008. Enquanto muitos vendiam suas ações a preços extremamente baratos, os investidores experientes faziam exatamente o contrário, fortalecendo sua carteira de ações.

Se você ainda sente aquela aflição, uma dúvida no momento de realizar uma operação deveria conhecer a alocação de ativos para controlar melhor suas emoções no momento de investir, garantindo resultados mais sólidos e consistentes no longo prazo.

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5. Planejamento com foco no Longo Prazo

Um dos maiores desafios para o investidor é deixar de se preocupar com as microtendências (movimentos de curto prazo) do mercado e pensar sempre no longo prazo.

Esta abordagem, embora simples, permite fazer planejamentos melhores e mais eficientes.

Exemplo:

Durante os últimos 3 anos a rentabilidade total do Ibovespa foi de -11,00% ou -3,81% ao ano. Olhando apenas para este número, muitos investidores desistiriam de investir em ações.

Entretanto, como estamos olhando em um prazo limitado de 3 anos não podemos julgar que esta rentabilidade de -11,00% será a mesma nos próximos 3, 5 ou 10 anos.

Se olharmos para a rentabilidade total nos últimos 5 anos, o número já sobe para 76,86% ou 12,08% ao ano.

Considerando 10 anos temos um retorno de 341,10% ou 16,00% ao ano.

Historicamente, o retorno total é 1.673,96% de ou 18,53% ao ano.

Resumo da Rentabilidade do Ibovespa em diversos períodos:

  1. 3 anos: -3,81% ao ano
  2. 5 anos: 12,08% ao ano
  3. 10 anos: 16,00% ao ano
  4. Histórico: 18,53% ao ano

Analisar a rentabilidade de um ativo em um curto período pode trazer conclusões erradas e preciptadas sobre o que esperar do retorno de um investimento no futuro.

Ao utilizar uma abordagem mais histórica, porém sem se prender muito aos números do passado, o investidor poderá elaborar estratégias mais sólidas com foco no longo prazo.

Os conceitos da alocação de ativos como minimização de riscos e custos, além de desenvolver qualidades como disciplina e paciência, interligam-se com o pensamento com foco no longo prazo.

Conclusão

Alocação de Ativos é uma estratégia fascinante de investimentos.

Vimos através deste artigo/guia as 5 principais vantagens e o porquê todo investidor deveria conhecer esta estratégia.

Recapitulando os 5 benefícios:

  1. Minimizar o Risco de uma Carteira de Investimentos
  2. Fácil de Entender, Simples de Praticar e Ideal para alcançar ótimos resultados
  3. Menos Custos, Menos Stress e Mais Tempo fora do Mercado
  4. Desenvolve Importantes Qualidades dos Investidores de Sucesso
  5. Planejamento com foco no Longo Prazo

P.S. Se você se identificou com esse artigo convido você a conhecer mais sobre o meu eBook Alocação de Ativos.

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Excelente artigo, Henrique, parabéns!

    Concordo integralmente com todos os seus argumentos. A alocação de ativos é fundamental para ter uma carteira de investimentos equilibrada, justamente por todos os aspectos muito bem abordados por você. Devo dizer que ela foi um divisor de águas na minha própria maneira de investir. E acredito que seja um divisor de águas na carteira de todo investidor que se preze!

    Destaco especialmente esse trecho:

    “O importante é parar de ficar preocupado acompanhando o mercado diariamente e dar mais qualidade a sua vida.”

    E para completar, que tempo espetacular é esse na corrida dos 10 km!!?? Parabéns de novos! Está se preparando para as Olimpíadas 2016!? 😀

    Obrigado pela citação ao blog!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Olá Guilherme!

      Alocação de Ativos foi a estratégia que me livrou dos maus hábitos passados.

      Espero que o artigo seja útil para diversas pessoas que ainda não acharam uma estratégia de investimentos sólida.

      Também considero a Alocação de Ativos como um divisor de águas nos meus investimentos.

      Obrigado pelos elogios! E não…nada de Olimpíadas..rsrs Apenas treino com disciplina para buscar melhores resultados. Nas corridas e no mercado! hehe

      Abraços!

      • Murphybr

        Excelente seu blog. Gostaria de saber sua opinião sobre esses Fundos Imobiliários, caso uma suposta bolha no setor fosse estourada nesse ano.
        Valeu. Te sigo no twitter

        • Olá Murphybr!

          Embora o setor de fundos imobiliários esteja diretamente ligado ao setor de imóveis acredito não haver uma bolha nos fundos imobiliários atualmente…

          Estes fundos já estão sofrendo com a alta dos juros no ano, apresentando desempenho abaixo do CDI.

          Alguns fundos estão caros e, inclusive, diminui um pouco a alocação nos fundos imobiliários.

          Caso a queda continue certamente estarei garimpando melhores oportunidades, aumentando novamente a alocação nestes fundos.

          Em alocação de ativos você deve se preocupar sempre com a exposição (tamanho da posição em cada ativo e classe).

          Se acredita que haja uma real possibilidade de bolha você pode reduzir a alocação nos fundos imobiliários para um patamar menor, para ter menor influência do setor em sua carteira de investimentos.

          Abraços!

  • Jônatas R Silva

    Perfeito Henrique,
    Fortíssimos argumentos. Estratégia, tudo passa pela definição racional de um estratégia. Investir sem estratégia é deixar se levar pelas emoções e fazer bobagem.

    O horizonte a ser olhado, acredito eu, deve ser semelhante ao que se tem para investir. O cara olha o rendimento da bolsa apenas nos 3 últimos anos, só que ele tem 20 anos pela frente. O mais lógico é olhar o rendimento nos últimos 20 anos.

    Diversificar. RF + RV e diversos ativos em ambas as modalidades. Estudar sempre. Isto para não ser levado por modismos e tendências especulativas sem fundamentos.

    Abraço e boa semana.

    • Caramba. Curti.

    • Obrigado Jônatas!

      Estudar sempre é fundamental para qualquer área, não só investimentos.

      Este artigo é um resumo de mais de 2 anos estudando e utilizando a estratégia de Alocação de Ativos.

      Grande Abraço!

  • Frbortolini

    Excelente artigo! Parabéns!

  • Thales

    obrigado mais uma vez pelo otimo artigo Henrique. Estou sempre acompanhando!

  • Francisco Ribeiro

    Bom dia.

    Graças aos blogs de investimentos (como o seu e de outras figuras já conhecidas), comecei a me interessar pelo assunto e tenho adquirido muito da literatura que vocês recomendam.

    Este artigo está excelente, até porque a rentabilidade depende de um bom ativo + alocação inteligente + baixo custo de operações e você consegui abordar tudo isso de uma só vez.

    Creio que estou bem encaminhado com a parte dos estudos, porém ainda me falta conhecimento para definir que ativos realmente são bons atualmente; por exemplo, fiquei surpreso em saber que você possui cambial e ouro. Atualmente só possuo Títulos do Tesouro Direto e pretendo em breve, com a PL da empresa, investir em ETFs.

    Gostaria, se não for pedir muito, uma abordagem sobre o ouro e moedas, tipo, você compra diretamente o metal ou certificados de ouro? E quanto à aquisição de moedas? Compra na loja de câmbio?

    Qualquer ajuda dos leitores do blog também será de grande ajuda.

    Parabéns e obrigado por compartilhar seu conhecimento.

    Sds,

    • Olá Francisco!

      Vou adotar sua sugestão como um artigo futuro.

      A demanda por informações sobre investimento em Câmbio é grande e acho que seria relevante dar minhas opiniões sobre o assunto.

      Abraços!

    • Murphy

      O lugar mais seguro para negociar ambos é a BM&F pois há muita pilantragem nesse mercado.

  • Investidor Defensivo

    Henrique

    • Olá ID!

      Acredito que a rentabilidade dos Fundos Imobiliários devem ser superiores ao investimento em Renda-Fixa no longo prazo.

      Ao menos na teoria, isso é o que ocorre quando temos um ativo de maior risco em relação ao de menor risco. Afinal, maior risco tende a apresentar maior retorno.

      Adicionar novas classes de investimentos à uma carteira de investimentos, desde que não aumente muito os custos, é interessante pelos benefícios da diversificação.

      Acho válido sim.

      Câmbio não é para todos. Acho que é um “plus” da alocação de ativos. Pretendo escrever um assunto sobre o investimento em câmbio para responder as diversas perguntas sobre o tema.

      Abraços!

      • Investidor Defensivo

        Blz, então posso considerar Fundo Imobiliário mais como renda variável e com isso, reduziria meu percentual em ações ao invés de tesouro direto. Estou pensando correto?
        Estou sendo instigado por vc e por outros blogueiros em investir em FIIs.Mesmo se fosse investir hj, não sei em qual destes FIIs investiria. Teria que analisar, estudar um pouco. E ver os seus artigos aqui sobre eles, claro! rsOu aguardar um “ETF FIIs” … rs abs!

        • Acredito que Fundos Imobiliários são híbridos entre RV e RF. Na essência, uma categoria diferente de investimentos.

          Portanto, reduziria tanto em ações como em RF.

          Abraços!

          • Investidor Defensivo

            Ok! Valeu pela resposta! abs!

  • Evertonric

    Pois isso, sempre que tenho a oportunidade elogio este site. Parabéns HC!! Muito bom artigo. Explicativo, educativo e claro. Não há como errar.
    Gostaria de uma sugestão de alocação de ativo em TD, exemplo: mais de 2 anos para minimizar o IR e no máximo 5 anos, porque a economia e os juros podem mudar.
    Abraços

    • NTN-B Principal 2015 tá show de bola na minha opinião.

      Melhor do que LTNs.

      Mas é sempre bom dar uma diversificada.

      Abraços!

      • Tiago Costa

        Na época em que a carteira HC era divulgada eu já notava que vc evita títulos com vencimentos mais longos. Com uma expectativa de queda dos juros no longo prazo não seria interessante travar já as atuais taxas ? Existe algum motivo pelo qual vc evita títulos com vencimentos mais longos ?

        Eu estava fazendo umas simulações aqui e vi que pela questão da tributação ser feita no resgate apenas em um cenário de inflação 6% a.a. uma NTNB Princ. 2024 com yeld de 6,% vai render a.a. a mesma coisa que uma NTNB Princ. 2015 com yeld de 6,57%.

        • Olá Tiago!

          No livro “The Intelligent Asset Allocator” Bernstein já mostra que os títulos com melhor relação retorno x risco são os intermediários.

          Os títulos mais longos tendem a apresentar maior retorno, mas também maior risco.

          Eu prefiro comprar títulos entre 2 a 5 anos e ao longo do tempo renová-los do que comprar títulos de 10 anos e segurá-lo até o vencimento.

          É uma preferência pessoal mesmo…Até para ter maior flexibilidade no caso de uma mudança de estratégia.

          Grande Abraço!

  • fabio

    parabens HC, recomendei a diversos amigos

  • Henrique

    Olá, Henrique.

    Primeiramente gostaria de dizer que acompanho com frequencia seu blog, e o acho de excelente qualidade. Parabéns.

    Com relação ao seu post, achei-o também excelente, porém me levantou uma dúvida. Entendo a alocação de ativos como uma forma de diminuir o risco de uma carteira de investimentos, esse risco sendo entendido como a volatilidade da referida carteira. Meu ponto é: estando eu atualmente na fase de acumulação de patrimonio, e com visão de longo prazo, a volatilidade de uma carteira unicamente de ações (bem diversificada), me traria menor retorno se eu for fiel a estratégia de manter o dinheiro sempre lá, esteja o mercado como estiver?

    Meu questionamento é porque, com meus ainda parcos conhecimentos sobre investimentos, acredito que no longo prazo a renda variável sozinha ainda vai render mais que a renda fixa sozinha, ou combinadas entre elas. O que você acha? Ainda não tenho uma estratégia bem definida de investimentos, e por isso as dúvidas ainda são muitas.

    Um abraço.

    Henrique

    • TBB

      Henrique parabéns pelo post, muito didático.
      Também tenho essa dúvida conforme o seu xará postou. Aproveitando gostaria de
      saber sua opinião sobre DCA e outras estratégias de investimentos em ações.

      Obrigado
      TBB.

      • Obrigado TBB!

        Sobre DCA funciona bem investindo em poucos ativos, como por exemplo 100% em ações.

        Melhor que DCA é Value Averaging. Há um livro que li somente sobre esta estratégia.

        É interessante mas dentro de uma estratégia de alocação de ativos não faz tanto sentido.

        Grande Abraço!

      • Obrigado TBB!

        Acho que Dolar Cost Averaging (DCA) ou Value Averaging (VA) são mais úteis quando se investe em apenas uma classe de investimentos, como ações.

        Quando se adota uma estratégia ampla de alocação de ativos não fazem tanto sentido, já que o próprio rebalanceamento da carteira através dos aportes ou de vendas de ativos para compra de outros é o mais comum.

        Abraços!

    • Olá Henrique!

      Primeiramente, excelente nome o seu! haha

      Obrigado pelos elogios! Qualidade é a regra número 1 aqui no HC Investimentos.

      Com relação a sua dúvida acho importante ter em mente:

      1. O que é longo prazo para você?

      Se você me disser que investe 100% em ações e pretende tirar o dinheiro em menos de 10 anos…cuidado! A probabilidade que ações superem a Renda-Fixa é maior, mas você aguentaria rentabilidades negativas?

      2. Você já presenciou uma crise investindo 100% em ações?

      Imagine que você tenha R$ 500 mil e em apenas 5 meses seu dinheiro foi reduzido pela metade. Como você se portaria nesta situação? Esta é uma situação real que ocorreu na crise de 2008.

      Recomendo fortemente ler os artigos sugeridos sobre o porquê não investir 100% em ações durante este artigo.

      E lembre-se, mensurar o risco é tão ou mais importante quanto os retornos.

      Abraços!

  • Pingback: Investimentos: LTNs e Bolsa de Valores. | Efetividade()

  • Pingback: [via Investimentos e Finanças] Retornando aos ETFs! « Valores Reais()

  • Manoel Netto

    Henrique, 
    Parabéns pelo post, realmente, um baita manual a respeito de como investir.
    Solicito um breve comentário no qual você explique as suas planilhas.
    Não só a planilha de investimentos, mas a dos treinos de corrida! 41min!

    • Obrigado Manoel!

      Acredito que a planilha de planejamento financeiro não há mistérios. Basta colocar os dados de entrada desejados. Caso tenha dúvidas, basta clicar nos quadradinhos para maiores informações sobre que dados colocar.

      Os treinos de corrida variam…Mas basicamente você deve fazer:

      1. treinos de velocidade: Tiros de 500m (10x) Corre 500m que nem louco. Para. Descansa 3 minutos. Faça isso 10x

      2. treinos de resistência: Busque correr mais devagar mas uma distância maior

      3. Intervalados: Corra 1km com a meta de fazer um tempo previamente planejado. Ex: Eu busco fazer 1km em 4 minutos. Depois descanso 3 minutos. Faço isso 5x.

      Basicamente é isso. Academia me ajudou bastante. Tanto pelo reforço muscular como pelo treinador na corrida.

      Abraços!

  • Anselmo Eduardo Martelini Juni

    Henrique, parabéns pelo ótimo blog. 

    Descobri por acaso na virada do ano passado e desde então tenho revirei o conteúdo e já li dois livros indicados por você: 

    All About Asset Allocation – Richard FerriThe Intelligent Asset Allocator – William BernsteinOs dois são excelentes, e junto com o seu blog mudaram a forma como venho investindo.No entanto, tem um ponto que me intriga, e seu post acabou ajudando a aumentar minha dúvida. Acompanhando sua carteira do ano passado, além de ver um excelente resultado, é possível notar que você não adotou uma porcentagem fixa para cada classe, variando conforme sua interpretação se estavam caros ou baratos.No texto deste post você começa mostrando estratégias de alocação fixa, como seu exemplo de  4-3-2-1, mas logo abaixo menciona compra e venda de ativos novamente usando sua interpretação de caro ou barato.Essa alocação “dinamica” de ativos não é bem o pregado na alocação de ativos, certo? No livro do William Bernstein ele até chega a mencionar uma possível forma de fazer essa alocação a partir de P/B, se não me engano, mas é tratado apenas de forma superficial. Você tem um indicação de livro ou site que explique melhor essa estratégia “dinamica”?Obrigado pelo blog e parabéns!Anselmo Eduardo Martelini Junior

    • Olá Anselmo!

      Sim, esta é a alocação dinâmica na prática!

      A maioria dos autores de Asset Allocation NÃO recomendam. Principalmente, por associarem estas mudanças a um viés de análise, que visa tentar um market timing melhor.

      Entretanto, acho que com um pouco de experiência em alocação de ativos seja válido realizar estas mudanças.

      Não li ainda um livro só sobre esta estratégia, mas os livros recomendados falam sempre um pouquinho sobre ela.

      Ah, ao invés de pensar em P/B (Price/Book ratio) você poderia pensar deste modo: Relação entre o retorno dos títulos públicos x fundos imobiliários x ações.

      E a partir daí alocar de maneira dinâmica sua carteira. Não precisa ser um método complexo, mas com um pouco de bom senso dá pra adequar a alocação.

      No atual momento, por exemplo, estou comprando mais ações, vendendo alguns fundos imobiliários e acho que NTN-B Principal 2015 está mais atraente que LTN 2015.

      Logo, vou adequando minha alocação através destas premissas.

      Sucesso em sua alocação!

  • Marco

    Caro Henrique,

    Desde 1997 eu faço aplicações sempre tentando ter uma carteira diversificada. Contudo, eu prefiro uma estratégia dinâmica: eu fico com ações  na minha carteira (sem ficar mexendo nela) durante todo o período que os juros (no Brasil  e nos EUA) estão estáveis ou caindo. Mas vendo tudo ou quase tudo pouco antes dos juros começarem a subir. E volto a comprar quando eles param subir. Nunca me arrependi. O que observei é que no período de subida dos juros, praticamente sempre a bolsa passa a ter uma tendência de queda (muitas vezes acentuada) ou “ficar de lado”, e assim quando eu recompro, as ações quando os juros param,  sempre estão a um preço mais baixo que eu vendi. Claro que pode haver uma ação ou outra que por razões particulares não tenha este comportamento. Mas na média, para o indice Bovespa é isto que em geral eu observo. Por exemplo, nesta última vez, como era certa a subida de juros no início deste ano, eu vendi no final de dezembro e inicio de janeiro todos os PIBB e BOVA, quando a bolsa estava próximo de 72.000. E no inicio de fevereiro vendi a Vale em torno de R$51,00, etc, etc. Fiquei só com a Tiete, que é boa pagadora de dividendos e não sofre com estas mudanças nos juros. Devo dizer que eu achava que desta vez a bolsa não cairia com a subida dos juros, pois 2009 já não tinha sido um bom ano para a bolsa. Contudo, mais uma vez eu vejo o Bovespa está caindo, mesmo com as outras bolsas no mundo estando no azul e a economia do Brasil estando muito bem. Com isto, neste seis meses minha carteira tem em geral dado mais que o CDI enquanto que se eu ainda estivesse com as ações a situação seria diferente… Pensando de maneira bem simples, com a subida dos juros, é reduzida a pespectiva rentabilidade  da bolsa para os seis meses seguintes  (pelo aumento do custo de oportunidade, queda do lucro das empresas, etc) e por outro lado ocorre um aumento da rentabilidade na renda fixa. Com isto, me parece natural que se tenha que fazer um rebalanço na carteira durante este período. O que acha.?

    • Marco,

      Acho válida a estratégia de alocação dinâmica, como assim a denominamos.

      Entretanto, lembre-se do conceito fundamental do livro O Investidor Inteligente.

      Nunca aloque menos do que 25% em Ações ou Renda-Fixa.

      Alocar quase 100% em ações em um momento e 100% em Renda-Fixa em outro pode ser perigoso no longo prazo.

      Entendo que você busque otimizar as entradas e saídas nos melhores momentos, mas quem é que consegue com toda a certeza acertar estes momentos?

      Portanto, minha recomendação é: Continue o bom trabalho mas lembre-se sempre de manter ao menos uma parcela adequada em cada um dos investimentos. Isso irá reduzir a volatildiade de sua carteira no longo prazo e, possivelmente, até aumentar os retornos.

      Abraços!

      • Marco

        Obrigado Henrique e Leandro por seus comentários.Note que não estou defendendo a política de ficar adivinhando o melhor momento para entrar e sair de uma ativo. Como disse, eu fico durante um longo período (em geral mais de um ano) mantendo percentuais aproximadamente fixos entre diferentes ativos. E só mudo estes percentuais quando está certo de ocorrer uma mudança em algumas variáveis relevantes da economia como a taxa selic. (mas nunca fico com 100% só em renda fixa ou ações). Falando de outra forma, numa carteira de investimento, nós devemos otimizar a razão rentabilidade/risco da carteira. Contudo,  por exemplo, com a mudança da taxa selic, claramente a razão rentabilidade/risco de cada diferente ativo de uma carteira muda (pelo menos por uma prazo em torno de 1 ano), e portanto se deve repensar como otimizar a razão rentabilidade/risco da carteira neste novo cenário.
        É claro que os percentuais entre diferentes ativos numa carteira, com a selic a 8,75% não devem ser os mesmo que com a selic a 15%, 20% ou 40% como a alguns anos atrás, e portanto, não me parece ser razoável ter uma carteira passiva durante o período que a selic está mudando.
        Com relação a se ter em carteria sempre um mínimo de pelo menos 25% em ações, penso que isto é correto para países/continentes desenvolvidos como EUA, Europa e Japão, que possuem taxas de juros baixissimas a várias decadas, (e possivelmente o Brasil dentro de alguns anos).  Contudo, me parece que este percentual mínimo possa ser  função da taxa de juros de um pais (ou do investimento com risco (quase) zero do pais), e deve ser menor que isto para um país como um Brasil onde se ganha  atualmente 12,25% ao ano (bruto) com risco quase zero. 

        • Marco

          Só complementando: é claro que este valor mínimo também depende muito se a pessoa por exemplo tem 20 ou 80 anos, se tem uma carteira de 10 mil ou 10 milhões, se é conservador ou agressivo, etc. Eu não li este livro “O Investidor Inteligente”, mas acho que não concordo com este percentual mínimo de  25% em ações.

          • Sim!

            É importante levar todos os fatores em consideração.

            Conforme você disse no comentário anterior, este é um número para o mercado americano.

            Enquanto a Selic estiver acima de 10% aqui no Brasil acho que este número poderia ser menor sim.

            Mas não acredito muito nesta hipótese daqui uns 5/10 anos. Acho que a tendência natural dos juros é cair no longo prazo, embora vemos uma Selic apenas subindo no curto prazo.

            Abraços!

        • Olá Marco!

          Ótimo comentário!

          Concordo plenamente com ele. Esta estratégia dinâmica da alocação de ativos é muito eficaz (se bem utilizada, como você demonstra fazê-la) para tentar otimizar a relação retorno x risco.

          Acho que os 25% seriam meio que uma regra de bols (rule of thumb), mas que realmente com os juros altos aqui no Brasil este patamar poderia ser até mesmo mais baixo.

          Este é um dos motivos pelo qual eu tenho como alocação padrão mais investimentos em Renda-Fixa (40%) do que Ações (30%).

          Obrigado pelo comentário esclarecedor!

          Abraços!

    • Leandro

      Marco, também tenho está percepção. Inclusive ao plotarmos o gráfico da taxa selic contra o ibov é gritante a correlação. Faça isto e tu poderás observar que os fundos e topos são simétricos, um ativo no alto outro lá embaixo. Se quiser trocar uma idéia sobre os dados estou por aí.

      • Marco

        Caro Leandro, obrigado pelo comentário. Como disse, esta é a percepção que tenho nestes vários anos que
        acompanho o mercado financeiro. Mas  seria interessante se o você ou o  Henrique  tiverem alguns dados gráficos durante os períodos de alta da
        selic.

  • tatiagua

    Parabéns pelo artigo e e com certeza um dos mais diretos e elucidados que tive a oportunidade de ler e também em um momento muito oportuno aonde o IBOV se encontra assustando muito gente!

    abços

    ITM

    • Agradeço pelos elogios!

      O momento é oportuno para enfatizar os benefícios da alocação de ativos.

      Afinal, se analisarmos o retorno do Ibovespa nos últimos 3 anos teríamos uma rentabilidade negativa. Nem todos conseguem ficar tanto tempo perdendo dinheiro. Por isso, o “segredo” é diversificar!

      Grande Abraço!

  • David Carvalho

    Henrique,
    Obrigado por compartilhar suas experiências.

    Abraço, 
    David.

  • Marcelo

    “All About Asset Allocation”. It is a worthwhile reading!

  • Rodolfo

    Olá Henrique. Uma dúvida. O CDI deu praticamente a mesma coisa que a alocação não foi? Vale mesmo a pena? Pelo que vi é melhor deixar tudo na renda fixa mesmo.

    • Olá Rodolfo!

      Sempre irá depender do período analisado.

      Se você pegar os anos 2000-2002 verá que a Renda-Fixa (e o Câmbio) foram muito bem, já a bolsa….

      Nos anos 2003-meados 2008 a bolsa reinou absoluta.

      Agora, nos 3 últimos anos, a renda-fixa e, principalmente, os fundos imobiliários foram ótimos investimentos, enquanto a bolsa teve rentabilidade negativa.

      Para pensar: Imagine o ano de 2009 – você só investiu em renda-fixa. Ganhou em torno de 12%. Já o Ibovespa rendeu em torno de 80%.

      Conclusão: A menos que você saiba (e ninguém sabe! rs) exatamente quais períodos deve entrar ou sair da bolsa, a melhor alternativa é alocar em todos estes instrumentos e ir ajustando conforme o tempo a sua alocação neles.

      Conforme comentei, estou aumentando aos poucos minha alocação na Bolsa, pois acho que uma maior exposição seria adequada após 3 anos de rentabilidade negativa do índice.

      A dica é: O futuro é imprevisível – Sempre diversifique!

      Abraços!

  • Abiliomarcio

    Alocação de Ativos é o melhor método. Este artigo tira de um a vez por todas quaisquer dúvidas sobre como investir. Parabéns!

    • Concordo!!!

      Mas sou suspeito para falar do meu próprio artigo! rsrs

      Abraços!

  • Pingback: Alocação de Ativos: Estratégias de Investimentos()

  • Tiago Ouryvis Carvalho

    Bom, tem um ponto a salientar sobre essa estratégia: Caso o investidor vá sempre direcionando o dinheiro novo para a ação ou modalidade de investimento que está a baixo, ele passa a correr o risco de não mais investir no ativo que está subindo. Isso acontece comigo. Passei a negociar ações diretamente em outubro de 2010, e, dentre outras, eu comprei BBAS3 e LIGT3. Desde que comecei, fui investido dinheiro novo nas ações que estavam caindo. Como BBAS3 estava sempre caindo, fui enchendo o carrinho. E a LIGT3 só subindo. Ao todo fiz compras 9 em BBA3 e apenas 3 em LIGT3. Ainda assim a LIGT3 representa a maior fatia do que está em ações.Claro que teve o ponto positivo de que comprei mais na baixa do que na alta, mas caso o mercado continue nessa tendência que está. provavelmente ano que vem receberei “os mesmos” dividendos deste ano, já que não mudaria a quantidade de ações de LIGT3. Desde o ínicio dos investimentos, inseri na estratégia o rebalanceamento, já que fixei percentuais para cada modalidade de investimento, como você cita no post. Mas ainda sim ocorreria o não investimento nas ações mais lucrativas no período.  Para corrigir esta falha, pensei em a cada 2,3 meses investir uma menor parte nas empresas que estão me dando maior lucro, e continuar investindo nas que estão com a cotação mais baixa.
    O que você acha?

    • Olá Tiago!

      Obrigado pelo seu comentário. Ele é muito útil para que possamos entender a base da alocação de ativos.

      Esta é uma dúvida comum, principalmente se analisada no curto prazo.

      Permita-me comentar alguns pontos:

      Neste seu exemplo você considerou apenas duas ações individuais.

      Caso a opção fosse por um ETF (BOVA11, PIBB11 e SMAL11) você não teria este dúvida, já que estaria seguindo o índice.

      Fixar uma alocação para cada ativo é uma estratégia inteligente e você a faz corretamente.

      A alocação de ativos se baseia na teoria de regeressão à média. Logo, a probabilidade de um ativo subir no futuro é maior em um ativo que caiu muito do que um ativo que subiu muito (na teoria!)

      Porém, na realidade nem sempre é assim…principalmente no curto prazo (veja que você está analisando um período inferior a 1 ano).

      Quando você usa ações individuais dentro de um modelo de alocação de ativos é preciso ter em mente se a empresa que você investe é realmente atraente.

      Senão, alocar mais capital nela só irá lhe trazer prejuízos.

      BBAS3 é uma boa ação na minha visão e merece estes aportes para aproveitar novas baixas. Vale ficar de olho nos fundamentos da empresa, que podem mudar futuramente.

      Não aconselharia você investir mais nas empresas que estão dando maior lucro, já que seria ir contra os princípios da alocação de ativos.

      Pontos importantes:

      1. Foco no longo prazo.
      2. Lembre-se que tudo se trata de probabilidades. No curto prazo, principalmente, podem haver sinais contraditórios. 

      Mas esta é apenas minha experiência sobre o assunto…Avalie sempre todas as possibilidades antes de tomar uma decisão.

      Grande Abraço!

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  • Sérgio Fisch

    Achei maravilhosos os ensinamentos práticos e claros, principalmente por se situar do lado do investidor e não de quem deseja vender o peixe.

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  • Jéssica Ribeiro

    Boa noite Henrique!
    Gostaria de saber onde conseguir os dados que você utilizou para realizar os cálculos. Muito obrigada, seu blog tem me ajudado muito a aprender sobre investimentos.

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