P/L Histórico do Ibovespa: Metodologia e Análise

pl-historico-ibovespa

Depois de um trabalho extenso e que será explicado ao longo deste artigo, conseguimos, eu e meu amigo Ricardo Kerbej do site Eu Tô na Bolsa, calcular o P/L histórico do Ibovespa, um indicador que sempre imaginei poder visualizar.

Agora, uma realidade, sendo extremamente útil para quem pratica a alocação de ativos.

O presente artigo será dividido em 5 partes:

  1. Definição do Índice Preço/Lucro (P/L)
  2. P/L Histórico no Mercado Americano
  3. P/L Histórico – Metodologia Brasileira
  4. Gráficos e Análises Finais
  5. Conclusão

O que é o índice Preço/Lucro (P/L)?

O índice Preço/Lucro (P/L) é um indicador muito utilizado pelos investidores para se medir o número de anos que se levaria para reaver o capital aplicado. Um exemplo em PETR4:

Preço: R$ 22,87 (Dados de 24/06/2011)

Lucro por Ação (LPA): 2,95 (Lucro Líquido dos últimos 12 meses / Número de Ações)

P/L = 7,76 (22,87 / 2,95)

Logo, o investidor levaria em torno de 8 anos para reaver seu capital aplicado, caso comprasse o ativo neste exato dia e os lucros permaneçam constantes.

Costuma-se dizer que P/Ls abaixo de 15 estão baratos e acima de 15 caros. Os números são apenas uma referência, não devendo ser utilizados isoladamente como motivos de compra/venda de algum ativo.

P/L Histórico do S&P500 e sua importância como indicador

Utilizar o mercado americano como referência para nossa metodologia do P/L do Ibovespa era necessário.

Afinal, os dados vão desde 1870 (!), permitindo uma extensa análise sobre a viabilidade do indicador como referência para investimentos em índices de ações.

crédtio da imagem: dshort.com

Este gráfico é muito bem construído e servirá de guia para o nosso gráfico do P/L Histórico do Ibovespa. Seguem abaixo algumas importantes observações:

  • Dados utilizam o índice P/E10 (Price / Earnings de 10 anos) deflacionado pela inflação. É uma maneira de suavizar o índice P/L, já que engloba a média real dos lucros nos últimos 10 anos.
  • Alta correlação entre o S&P500 e o P/E10. Algo esperado, já que o numerado da relação (preço) nada mais é do que a variação do S&P500.
  • O P/E10 variou durante estes 140 anos entre a mínima de 4,8 (1921) e a máxima de 44,2 (2000).
  • Dados do P/E10 foram dividos em 5 camadas (quintil). Desta maneira é possível ter uma melhor ideia das teóricas áreas “caro” e “barato”. Neste gráfico, a área “cara” está no quinto quintil (20,7 – 44,2) e a área barata está no primeiro quintil (4,8 – 11,0)
  • Atualmente o índice está em 23,0. Na teoria, este seria um número alto e que demandaria maior cautela por parte do investidor ao investir no mercado de ações americano.

A principal vantagem em se analisar o histórico do P/E10 do S&P500 é saber de forma prática e rápida a atratividade do investimento em ações.

O atual valor de 23,0 nos mostra que os investidores estão aceitando pagar um preço maior pelo mesmo lucro, dado que a média do P/E10 está em torno de 15,0.

P/L Histórico Ibovespa – A Metodologia Brasileira

Calcular o P/L do índice parece uma missão fácil inicialmente…

Na teoria, basta saber o P/L de cada empresa que compõe o Ibovespa e sua participação no índice. Deste modo, somando este produto para todas as empresas teremos o P/L do Ibovespa.

Porém, um dos maiores entraves para apurarmos o histórico do P/L do Ibovespa foi a ausência de bons dados públicos, principalmente de empresas antigas, que passaram por processos de fusões, mudaram seu código ou até mesmo faliram.

Deste modo, tentamos nosso melhor para conseguir dados de qualidade das diversas empresas que já fizeram parte do Ibovespa.

Abaixo, algumas considerações importantes sobre a metodologia utilizada.

Coleta de Dados

  • Utilizamos o software Majer & Majer para a coleta dos P/Ls históricos de algumas empresas.
  • No caso de empresas antigas, que sofreram fusão ou tiveram seu código alterado, utilizamos os dados da empresa mais recente. Exemplo: No caso de Perdigão (PRGA3) e Sadia (SDIA4) utilizamos os dados da BR Foods (BRFS3). Outros casos parecidos foram: Submarino (SUBA3) > BTOW3, Ipiranga (PTIP4) > UGPA4.
  • Alguns dados do P/L foram calculados na própria mão, utilizando dados do preço, lucro líquido nos últimos 12 meses e o número de ações.

Cálculo do P/L Trimestral do Ibovespa

  • Dividimos todo o período analisado (1999 até 2011) através de trimestres, para facilitar a coleta dos dados da participação das empresas no Ibovespa
  • O cálculo do P/L do Ibovespa para cada trimestre considerou a soma do produto entre a participação de cada empresa e seu respectivo P/L.
  • P/Ls acima de 60 foram desconsiderados, assim como P/Ls negativos (abaixo de 0). Estes cortes se justificam pelo motivo de suavizar o P/L. Afinal, P/Ls de 1.000 em ações com grande participação iriam jogar o P/L do Ibovespa às alturas, assim como P/Ls negativos tenderiam a baixar significativamente o P/L do Ibovespa.

Cálculo Final do P/L Mensal do Ibovespa

  • Com um pouco mais de 10 anos de dados não pudemos utilizar a metodologia americana do P/E10. Entretanto, para suavizar o resultado do P/L mensal optamos por considerar a relação entre a pontuação do Ibovespa e a média dos lucros dos últimos 12 meses.
  • Como o lucro é calculado a partir do P/L trimestral e da pontuação do Ibovespa, tínhamos apenas dados trimestrais. Os dados mensais do lucro do Ibovespa foram conseguidos através de uma interpolação linear entre o lucro dos trimestres.

P/L Histórico do Ibovespa – Gráficos e Análises Finais

Com o histórico de dados em mãos e a metodologia pronta, pudemos enfim elaborar o gráfico do P/L histórico do Ibovespa.

clique na imagem para ampliar

Posicionando o Ibovespa mensal acima e o P/L do Ibovespa abaixo no gráfico podemos notar a evolução deste importante indicador ao longo de mais de 10 anos.

O P/L tem alta correlação com o Ibovespa conforme era possível de se imaginar. Alcaçou sua mínima de 5,42 durante a crise de 2000-2002 e sua máxima de 17,99 em maio de 2008, mês que antecedeu uma queda de -60% no Ibovespa durante os próximos 5 meses.

Entretanto, os dados atuais já apontam uma certa divergência entre a pontuação do índice e o lucro das empresas que o compõem.

Desde meados de 2010, o P/L do Ibovespa vem caíndo até o atual patamar de 11,86. Este patamar é semelhante ao P/L do início do ano 2005.

clique na imagem para ampliar

Analisando a regressão linear em relação ao P/L do Ibovespa temos que os períodos mais “fora da média” foram 2002 e 2008. O atual patamar de -25,39% em relação a regressão parece indicar um momento favorável para compras no Ibovespa.

A regressão linear já foi explorada aqui mesmo no HC Investimentos através do artigo: Ibovespa, Regressão à Tendência – Uma Visão Histórica

Entretanto, é muito importante lembrar que os dados tem apenas 10 anos e que esta regressão linear não deve se sustentar no futuro com a mesma inclinação. Afinal, o P/L do Ibovespa não tenderá a subir indefinidademente, mas sim se sustentar próxima a valores como 20,00 e 5,00.

Com um maior número de dados será possível criar a divisão por quintil para este gráfico, semelhante ao gráfico do mercado americano.

Conclusões

O P/L do Ibovespa será um importante instrumento de avaliação da atratividade do índice e certamente estará no meu conjunto de indicadores que procuro analisar na hora de determinar a viabilidade de um investimento na Bolsa.

Em conjunto com outros indicadores, acredito que o atual patamar do Ibovespa em torno dos 60.000 pontos seja um bom momento para se aumentar ligeiramente a alocação em ações.

Não é nenhuma pechincha, mas vale o investimento gradativo na Bolsa. É o que estou fazendo integralmente com meus aportes mensais.

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Se você gostou deste projeto de coleta e apresentação do P/L histórico do Ibovespa compartilhe-o e ajude demais investidores a conhecer este importante indicador.

P.S. Recomendo fortemente conhecerem o site Eu Tô na Bolsa do meu amigo Ricardo Kerbej, cuja parceria foi fundamental para que, juntos, pudéssemos trabalhar com maior eficácia neste projeto. Aproveitem para agradecê-lo também! 😉

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Rodrigoformig

    Excelente artigo HC….. Seria possível disponibilizar esses dados ???

    sds Rodrigo Formigoni

  • Rogerio S.

    Henrique, ao ler este post só consigo lamentar a falta de dados públicos para períodos mais longos.
    Interessante notar como todo trabalho sobre o mercado americano geralmente se vale de dados de 100 a 200 anos e os do mercado brasileiro dificilmente passam de 15 anos, o que sempre traz algumas ligeiras distorções nos resultados.
    Em todo, caso, o problema não é do seu estudo, e sim do estágio do mercado brasileiro, que somente na última década parece ter largado as fraldas.

    O trabalho que fizeram foi excelente e de grande utilidade.
    Os resultados alcançados reforçam ainda mais minha visão de que, dentro de uma perspectiva de longo prazo, nos patamares atuais algumas ações do índice estão a preços bem convidativos, ainda que não estejam sendo vendidas a preço de banana.
    E enquanto o índice continuar apontando para baixo, continuaremos enchendo o carrinho com ações.

    • Ótimo comentário Rogerio!

      Reafirmo todos os pontos que você levantou.

      Estou (aos poucos) enchendo o carrinho com ações (ETFs).

      Se cair mais? Compro mais!

      Abraços!

  • Rodrigo I Bina

    Henrique,

    Seria mais preciso utilizar o P/L do Ibovespa juntamente com a taxa livre de risco para o investidor, no caso para os investidores brasileiros, o mais utilizado seria a SELIC. Apenas após ajustar o P/L do Ibovespa pela taxa de desconto pode-se realmente verificar se o mercado está caro ou não. Utilize a Selic futuro para o P/L atual (afinal, para mercado o que importa é a projeção da taxa, e não a taxa vigente) e algo entre 3 a 6 meses posteriores ao mês do P/L tabulado, para os P/Ls históricos.

    • Olá Rodrigo!

      Apenas minha opinião: 

      Você não acha que o Ibovespa hoje já reflete (ao menos em parte) as expectativas futuras do mercado?

      Juros, Inflação, PIB, etc…

      Logo, o “P”, sendo a pontuação do Ibovespa, da relação P/L já estaria precificando em parte estes movimentos.

      Abraços!

  • Flávio

    Prezado Henrique,
    Parabéns pelo estudo.
    A avaliação do P/L dos ativos de renda variável é muito interessante, contudo, supõe a hipótese forte da mesma geração de lucros no futuro em relação ao presente, ou seja, a expectativa futura de geração de lucros das empresas continua tendo um papel importante na formação do preço.
    Outra comparação interessante pode ser feita com a renda fixa no Brasil. Se for considerada a taxa de juros futura de 10 anos, por exemplo 12,35% (NTN-F 2021), podemos dizer que a renda fixa (custo de oportunidade) tem um P/L bruto (sem considerar o IR) de apenas 6 anos (5,95), enquanto que o P/L líquido (considerando 15% de IR) é de 7 anos (6,94).
    Portanto, o P/L da bolsa no Brasil até então, tem um forte custo de oportunidade.
    No futuro com o aumento do lucro das empresas e/ou diminuição das taxas de juros, a Bolsa irá obter uma performance superior em relação aos ativos de renda fixa.

    • Perfeito o comentário Flávio!

      Digamos que você antecipou um futuro artigo aqui no HC Investimentos! rsrsrs

      Não há como negar…Os juros altos (em torno de 12,25%) são atraentes hoje no Brasil.

      Logo, investir em ações incorre em um alto custo oportunidade.

      Este é um dos motivos pelo qual mesmo sendo jovem opto pelo modelo 4-3-2-1.

      40% RF
      30% RV
      20% FII
      10% Câmbio

      Obrigado pelos comentários, sempre de alta qualidade.

      Grande Abraço!

    • Bruno Peruch

      Mais ou menos Flávio.

      Primeiro que vc está usando P/L no teu comentário como tempo de dobra para juros compostos, ln(2)/ln(1+R). Não tem nenhum problema fazer isso, mas P/L é simplesmente P sobre L, então se vc quiser usar outro cálculo e chamar de tempo de dobra ou outra coisa ok, mas P/L é P/L. Comparar duas metodologias diferentes de cálculo e dizer que um é mais barato não faz sentido. Sem dizer que P/L é linear, é juros simples, e sim, juros compostos sempre dão um tempo de dobra menor que juros simples.

      Segundo, mesmo que se aplicasse a mesma metologia à comparação juros x bolsa, ainda assim não faria sentido. Suponha que P/L bolsa é 10, e juros pré de longo prazo é 10%, sendo 1/10% = 10. Ok, o “P/L” de ambos é igual, e daí? Existe um compontente de crescimento de lucros nominais na bolsa (real + inflação) que não há no juros e a conversão de lucro líquido em dividendos da bolsa se dá pela razão de payout, que obviamente não é 100%. Considerando apenas essas duas variáveis (há mais) abertas é impossível estabelecer uma relação de preferência entre um e outro. Eu não estou dizendo que não se deva comparar um com outro em momento de investimento, mas há que se considerar as variáveis significativas para isso, e não apenas y < x.

  • Domingos Junqueira

    Parabéns pelo gráfico Henrique, mas gostaria de te fazer um desafio metodológico, pelo q vc falou vc desprezou os outliers (pontos extremos) p/ compor o seu gráfico, mas e se vc somasse o valor de mercado das empresas e dividisse pelo somatório de lucro das mesmas não poderíamos ter um indicador ainda melhor? Obviamente pode-se alegar q nem todas as ações de uma empresa estão no índice, mas a ideia me parece interessante especialmente pq vc tem uma parte dos dados e eu tenho a outra, q é o valor mensal das empresas desde dez/01. Se vc estiver interessado em juntar esforços em mais esse estudo por favor entre em contato comigo no fórum do Infomoney.

    P.S.: Na minha planilha de acompanhamento dos balanços das ações eu já utilizo este método e o valor q eu tenho p/ a cotação do dia 24/6/11 é de 14,29 empresas do índice e 10,77 p/ todas as empresas.

    Abraço e obrigado por compartilhar.

    Domingos Junqueira

    • Olá Domingos!

      Será uma honra somar esforços.

      A metodologia através do somatório do lucro é mais eficaz, pois não precisaria retirar algumas empresas com P/L negativo e/ou muito alto.

      Havíamos cogitado esta ideia mas não tínhamos os dados necessários para implementá-la.

      Vou lhe enviar um e-mail para podermos trabalhar neste tópico.

      Abraços!

  • Olá Henrique,

    o teu estudo é muito importante. Julgo, o acompanhamento do P/L primordial para se definir os ciclos do mercado.
    Recentemente tive acesso a uma palestra dada pelo Greg Morris onde ele analisa exatamente este aspecto, usando inclusive o mesmo gráfico mostrado por você da dshort.com .
    Ele analisou mais de 100 anos no mercado americano e concluiu que calculando o retorno acumulado de 20 anos, NUNCA o retorno foi positivo se o P/L do S&P500 se encontra-se acima de 22.  No final de 2010 o S&P500 mostrava um P/L de 23 !
    Em média um Bear Market no mercado americano começou quando o P/L se encontrava em 27.

    Grande Abraço

    • Grande Christian!

      Interessante esta observação do P/L no S&P500.

      Uma pena nosso mercado não ter 100 anos de história para podermos fazer uma análise mais elaborada da influência do P/L nos retornos futuros da bolsa….

      Obrigado pela participação!

      Grande Abraço!

  • Roberto

    Ótimo trabalho e referência. Seria interessante uma atualização periódica para acompanhamento, se possível for…

    • Obrigado Roberto!

      Farei uma atualização sim.

      Principalmente nos momentos mais voláteis do Ibovespa.

      Será interessante analisar como o P/L se comportará nestas situações.

      Abraços!

  • Pingback: Como Calcular o P/L Atual do Ibovespa | HC Investimentos()

  • Mais um excelente artigo, Henrique!

    Esses dados estatísticos demonstram que esse é, de fato, um bom momento para comprar ações.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Concordo Guilherme!

      Só acrescentaria “ligeiramente” antes do “bom”! hehe

      Como disse, estou comprando…mas aos poucos.

      Abraços!

  • Willy Fog

    Show de artigo Henrique! Parabéns a você e ao Kerbej! 
    .
    Acredito que não tenha sido fácil “catar os dados” para a elaboração do gráfico. Acho que este tenho sido um passo importante para a elaboração de outros estudos que devem vir por aí para complementar o tema..Abcs

  • Willy Fog

    Show de artigo Henrique! Parabéns a você e ao Kerbej! 
    .
    Acredito que não tenha sido fácil “catar os dados” para a elaboração do gráfico. Acho que este tenho sido um passo importante para a elaboração de outros estudos que devem vir por aí para complementar o tema..Abcs

  • Leonardo

    Parabéns Henrique!

    Gostaria de acrescentar uma informação (e também confirmar se estou correto).

    Segundo o comentário do Bruno Peruch, a informação de que o P/L serve para se medir o número de anos que se levaria para reaver o capital aplicado é válida desde que todos os anos se resgate o valor do lucro, pois trata-se de preço dividido por lucro, o que é juros simples. Para saber o prazo de retorno verdadeiro precisamos pensar em juros compostos.

    Não sei exatamente a fórmula para isso, mas usando o ATINGIR META na fórmula de juros compostos, num P/L de 11,83 o prazo de retorno dos investimentos foi 8,56 anos.

    Abraço!

  • Anderson

    Muito bom o estudo.
    Com seu relato da falta de informações públicas + o que percebo diariamente, meu sentimento é de que muitos como vc são precursores de estudos e informações, que a muito, mas muito pouco tempo o mercado brasileiro tirou as fraldas “como falou um amigo Rogerio” a base para estudos ainda é muito pobre, muito “mirim” como falam por aqui. Creio que daqui a uns 30 anos falarão: ” Esses caras faziam estes estudos na unha??? garimpando?? pô foram heróis rsrsrs”
    Parabéns mais uma vez

    • Obrigado pelas palavras gentis Anderson!

      Se você não acha as informações que precisa, por que não criá-las?

      “Be the change you want to see in the world” – Gandhi

      Abraços!

    • Franco

      Verdade, já faz um tempo que eu ando pesquisando e posso dizer: é muito, MUITO difícil encontrar dados. A gente só acha coisas esparsas, ou seja, que não podem ser comparadas. Acho mesmo incrível isso, afinal, são só números, certo? E, até onde eu sei, números não mudam. Desde que sejam verdadeiros, exatos e consistentes, deveriam ser de domínio público, na minha opinião. Isso é o básico. Porque a Bovespa simplesmente não põe os dados históricos exatos à disposição no site? O banco de dados que eles disponibilizam, o DIVEXT, é muito grande, lento e confuso, não consigo usar aquilo.
      Outra coisa básica: os dados históricos da empresas que faliram, fundiram ou fecharam o capital, porque retirá-los? Sem eles todas as análises ficam distorcidas por causa do “viés de sobrivencia”.
      Eu gostaria mesmo de juntar uma boa turma de investidores insatisfeitos e fazer uma pressão para promover um verdadeiro “disclosure” dos dados de TODAS as empresas negociadas de 95. Muito útil e necessário.
      Fica a sugestão.
      Parabéns pelo trabalho, Henrique

  • Rodrigoformig

    Oi HC,

    Que tal atualizar o gráfico de P/L da Bovespa depois dessa queda toda ??? Será que chegamos próximo ao valor de 2008 ?

    Um abraço, Rodrigo Formigoni

  • Pingback: P/L Histórico do Ibovespa: Metodologia e Análise | O pequeno investidor()

  • Leonardo

    Caro Henrique,

    Acabo de descobrir seu blog e este é o primeiro post que eu leio. Foi uma grata surpresa, obrigado.

    De posse da sua planilha com os dados brutos transformei o P/L em “total yield” que seria o retorno total do capital investido em ações, via dividendos, recompra de ações, aquisições, investimentos produtivos, inovações, etc. “Total yield” =  100/P/L

    Comparei então o investimento em ações (IBOVESPA) com o padrão de retorno para investimento em renda fixa, a taxa SELIC. No retorno do investimento em renda fixa eu deduzi a inflação dos últimos 12 meses. A idéia é que o capital investido em ações está em grande parte protegido da inflação porque está aplicado em processos produtivos que geram produtos que terão os preços reajustados seguindo a inflação. Já o investimento em renda fixa está puramente em moeda e somente gera retorno real após superar a inflação do período.

    O resultado foi que, duranto o período analisado, a renda fixa no Brasil foi mais atrativa do inicio de 2005 ao final de 2007. Nos outros periodos a renda variavel foi mais atrativa. Os momentos de maior atratividade foram 2000 e 2002.

    Todos se queixam, é claro, do recente longo período sem grandes avanços nos índices do IBOVESPA. A comparação entretanto mostra a renda variável mais atrativa desde 2008. Eu tenho cerca de 45% do meu patrimonio em ações (ETFs) e 28% em renda fixa (CDB). Recebo boas taxas no CDB (99.5% do CDI) e mesmo assim tenho tido retorno liquido real (descontados inflação e imposto de renda) de 2.2% ao ano.

    Temos apenas que ter cuidado com o fato do P/L calculado ser o trailing e não o forward. Em 2004 quando eu morava nos Estados Unidos comprei GM por P/L de 6, trailing. Nem preciso dizer o que aconteceu.  

    Um abraço    

    • Olá Leonardo!

      Seja bem-vindo ao blog e muito obrigado pelo seu comentário!

      Essa comparação, do L/P do Ibovespa com a taxa Selic, embora possa ser feita de fato, é perigosa, conforme você comentou.

      Afinal, estamos olhando o passado (trailing X months) e não para o futuro (foward).

      Além disso, o foco desta análise considera apenas o retorno, não o risco…

      Ganhar quase 13% bruto em títulos indexados a Selic com risco (desvio-padrão anualizado) menor do que 1% ao ano é, ao meu ver, bem atraente.

      Em breve postarei um artigo sobre otimização de carteiras que comprovará como é importante ter este tipo de ativo em carteira, principalmente em momentos de crise.

      Continue acompanhando o blog e deixando suas opiniões, críticas e sugestões.

      O espaço é aberto e só tem a crescer com comentários inteligentes como o seu!

      Grande Abraço!

  • Luiz Alves Correa

    Excekente texto. Apenas uma observação: P/L é o tempo em anos que a empresa demora para se pagar, e não o tempo que o investidor demora para pagar o investimento (seria se fosse distribuído 100% do lucro durante os períodos)

    • Olá Luiz!

      Obrigado pelo comentário.

      No artigo escrevi: 

      “Logo, o investidor levaria em torno de 8 anos para reaver seu capital aplicado, caso comprasse o ativo neste exato dia e os lucros permaneçam constantes.”

      Esta frase não faz sentido?

      Abraços!

  • Luiz Alves Correa

    Excekente texto. Apenas uma observação: P/L é o tempo em anos que a empresa demora para se pagar, e não o tempo que o investidor demora para pagar o investimento (seria se fosse distribuído 100% do lucro durante os períodos)

  • Silmar

    Henrique, bom dia! Um dúvida: Você pega o valor do Ibovespa do primeiro ou último dia do mês? Você sabe qual é o P/L do mês julho e agosto, pois na planilha postada só vai até junho/2011.

    Muito obrigado,
    Silmar

    • Silmar

      Henrique analisando a planilha que você postou eu ví que vc pegou o 1º dia do mês, então desconsidere esta dúvida. Precisa do P/L de Julho e Agosto, vc guardou? Hoje eu peguei o P/L do mês de setembro, que é de 10,17, certo?

      Muito obrigado

      • Olá Silmar!

        Assim que tivermos os dados certinhos do 3º trimestre atualizaremos o P/L histórico do Ibovespa.

        Grande Abraço!

        • marco arruda

          Caro Henrique

          Primeiramente gostaria de parabenizar pelo trabalho, é realmente de ótima qualidade.

          Tenho a seguinte dúvida, como posso configurar a planilha disponibilizada aqui no site para que ela calcule o PVP e outras relações encontradas na planilha do site fundamentus para o Indice Ibovespa ?

          Aguardo retorno.

          Abraço.

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  • LuizLoures

    Oi, qual a distribuição que melhor representa a função distribuição de probabilidade do P/L de qualquer empresa. Estou usando a distribuição lognormal. Porem, a uma distribuição gaussina faz um resultado muito diferente.
    Obrigado,

  • Pingback: Anônimo()

  • Thiago

    Boa noite Henrique. Primeiramente parabéns pelo excelente site. Você conseguiria os dados a partir de julho de 2011 para que possamos continuar o estudo? Obrigado!

  • Daniel

    Henrique, parabéns pelo estudo!
    4 anos depois, como estão as coisas? Você tem esse estudo atualizado? Seria interessante observar como o Ibovespa evoluiu desde então…

    Abs!

  • Ricardo Kerbej

    Oi Henrique, boa tarde!

    Me animei de atualizar esse trabalho que fizemos há 5 anos (!)

    Está animado com o mercado para o próximo ano?

    Não esquece dos pobres heheh 😉

    Grande Abraço!

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