Como Diversificar sua Carteira de Ações

diversificacao

A maioria dos investidores iniciantes investe apenas em empresas de alto valor de mercado (large caps).

Geralmente eles compram PETR4, VALE5 e algumas outras ações bem conhecidas.

Do ponto de vista da relação retorno x risco de uma carteira essa é uma opção muito ineficiente.

Primeiro, porque estudos mostram que uma diversificação adequada em ações deve contemplar no mínimo 30 ações, sendo o número ideal 40 ou mais.

Desse modo, ETFs de ações como BOVA11, PIBB11 ou SMAL11 trazem uma série de benefícios ao investidor por investirem em índices de 50 ou mais ações.

Continue lendo para saber como diversificar sua carteira de ações.

BOVA11 x SMAL11 em 2012

O ano de 2012 está revelando a importância da diversificação que tanto prezo entre BOVA11 e SMAL11.

  • Retorno BOVA11 em 2012: -4,2%
  • Retorno SMAL11 em 2012: +4,2%

Dados até 23/05

Lembrete: O BOVA11 segue o Índice Bovespa e o SMAL11 segue o Índice de Small Caps.

Para saber todos os detalhes sobre esses 2 ETFs leia o artigo sobre o BOVA11 e o artigo sobre o SMAL11.

Veja abaixo o retorno em mês a mês em 2012 de cada índice (IBOV e SMLL):

Ibov-Smll-Mes

Embora a correlação entre os dois índices seja forte (acima de 0,80), note como é importante diversificar entre esses dois ativos.

Em determinados meses (principalmente em prazos menores), o SMAL11 apresenta um comportamento diferente do BOVA11.

Na minha opinião, quem deseja montar uma carteira em ações deveria ter obrigatoriamente esses dois ETFs em carteira, se os custos permitirem, claro.

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Ibovespa x SMLL Histórico

Após analisar o retorno tanto do Ibovespa como do SMLL em 2012 analisaremos agora o retorno anual de ambos desde 2006.

Ibov-Smll-Ano

Note como o SMLL é mais volátil do que o Ibovespa.

Isso significa que ele sobe mais nas altas (como em 2009), assim como cai mais nas descidas (como em 2008).

Esse gráfico acima enfatiza ainda mais a importância de diversificar entre esses dois ETFs.

Se você ainda não conhece as vantagens de investir através de ETFs recomendo a leitura desse artigo.

Retorno x Risco do IBOV e SMLL

O gráfico acima compara tanto o retorno como o risco anualizado de ambos ETFs.

Fica ainda mais claro que o SMLL oferece um maior retorno, embora também tenha um maior risco (volatilidade).

Veja como calcular a volatilidade de um ativo aqui.

Embora seja impossível prever o retorno futuro de ambos, podemos dizer que a probabilidade do retorno e risco do SMLL continuar superando o IBOV é bem alta, conforme veremos detalhes mais técnicos no final desse artigo.

Além disso, note que o período de praticamente 6 anos apresenta um retorno anual considerado historicamente baixo tanto para o Ibovespa (7,96%) como para o índice SMLL (12,34%).

Download da Planilha

Disponibilizo abaixo a planilha para download como diversificar sua carteira de ações’ para quem quiser analisar melhor os números apresentados nesse artigo.

Versão Excel 2007

Aproveite e baixe também diversas outras planilhas aqui do HC Investimentos.

O Modelo de 3 Fatores de Fama & French

Entrando um pouco mais no lado técnico do porquê você deve investir tanto no BOVA11 como no SMAL11 veja o estudo abaixo sobre o conhecido 3 factor model de Fama & French.

Este é um modelo utilizado para estimar retorno e risco entre investimentos em ações.

Os três fatores do modelo são:

1. Valor de Mercado (size risk)

2. Valor (value risk)

3. Risco de Mercado [Beta] (market risk)

A imagem abaixo aborda os dois fatores (1. size risk | 2. value risk).

Carteira-de-Investimentos-3-Factor-Model

1. Size Risk (Large Cap x Small Cap): Diferença entre o Valor de Mercado de duas ações ou índices. Quanto menor o valor de mercado (small cap) mais arriscado tende a ser o investimento e, consequentemente, maior o retorno esperado.

Utiliza-se a denominação “SMB” (Small Minus Big) para enfatizar o prêmio de risco em ativos com menor valor de mercado.

2. Value Risk (Value x Growth): O modelo basicamente classifica ações de valor (value) como ações de baixo P/VP (preço/valor patrimonial). Ações de crescimento (growth) são ações com alto P/VP.

Nesta teoria, quanto mais valor (menor P/VP) tiver um ativo, maior será seu risco e retorno.

3. Market Risk (Beta): Não é possível observar no gráfico este terceiro fator, mas ele considera um beta maior como sendo mais arriscado e com maior retorno esperado.

A praticidade deste modelo é que podemos categorizar o BOVA11 e o SMAL11 de acordo com seu retorno e risco.

Tem um size risk superior ao SMAL11, assim como a relação P/VP.

Portanto, espera-se um risco e retorno menor do que o SMAL11.

Suas ações possuem um baixo valor de mercado (size risk) e um baixo P/VP (value).

Portanto, espera-se um maior risco e retorno do SMAL11 em comparação com o BOVA11.

O modelo de 3 fatores de Fama & French é um excelente meio para você observar a relação de retorno e risco de suas ações/índices de ações.

Extremamente útil para uma definição de alocação de ativos que pode ser mais orientada para diferentes tipos de risco.

Conclusão

Apesar de não gostar muito das generalizações feitas para os tipos de perfis de risco dos investidores (conservador, moderado e agressivo), elas podem ser úteis na hora de montar sua carteira de investimentos.

Investidor Conservador

Por exemplo, um investidor conservador poderia alocar mais seus investimentos no BOVA11 do que no SMAL11, já que esse ETF apresenta menor risco.

75% BOVA11 e 25% SMAL11 (proporção apenas da carteira de ações)

Investidor Moderado

Já um investidor moderado poderia alocar de forma equilibrada o investimento em ações através do BOVA11 e SMAL11.

50% BOVA11 e 50% SMAL11 (proporção apenas da carteira de ações)

Investidor Agressivo

Finalmente, o investidor mais agressivo pode favorecer o investimento em SMAL11, dado o seu perfil mais propenso a correr riscos.

25% BOVA11 e 75% SMAL11 (proporção apenas da carteira de ações)

Mais importante do que a proporção exata que você definirá para cada ETF é saber que você precisa diversificar entre ambos.

Essa simples decisão fará com que sua carteira tenha uma melhor relação risco x retorno e, provavelmente, um melhor índice de sharpe no longo prazo do que investir somente em um deles.

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • S.C.

    Legal, Henrique! Comecei recentemente a investir em ETF. Estou comprando exatamente BOVA11 e SMAL11, seguindo as dicas do seu blog e de outros colegas. Pretendo ficar na proporção de 50% para cada.
    E eu que, até há pouco tempo atrás, me considerava um “investidor conservador”. Mas acredito que com estudo e conhecimento a gente acaba querendo arriscar mais.

    • Que ótimo S.C.

      Como disse no final do post a proporção entre BOVA11 e SMAL11 assim como a definição do seu perfil de risco não é tão importante como diversificar em ambos.

      Abraços!

  • Mais um excelente post meu amigo! Em investimentos, diversificar é a chave!

  • saimon

    eai HC, voce saberia me informar quais os custos de se envitir em etf, pois andei lendo alguns artigos e vi q tem um custo de quando voce vender os etf, por exemplo: eu acumulo ao longo de 10 anos varias cotas mensais varios precos porem tem uma valorizacao de 100% resvolvo vender toda posicao, quais seriam meus custos e minha rentabilidade real deste etf? se é que me entendes, abraço!

    • Oi Saimon!

      Os custos são muito parecidos com as ações.

      O que diferencia ambos é que o lote nos ETFs é de 10 cotas e nas ações de 100.

      Além disso, as ações oferecem isenção de IR para vendas mensais abaixo de R$ 20.000, o que não ocorre com os ETFs.

      Abraços!

      • Ola Henrique. Parabéns pelo post, como invisto menos de 20k em ações, não migro para Etfs por conta do IR.

  • MarcoK

    Caro Henrique,
    Para o investidor conservador poderia ser interessante incluir também o ETF DIVO11, de ações de dividendos, apesar de atualmente ele ter algumas ações “não tradicionais” como Vale, BMF, BB, etc. Então outra opção também seria o recém-criado UTIP11, que ser só composto de ações dividendos tradicionais, apesar de estar muito concentrado nas elétricas e no momento atual que tem toda esta discussão sobre a renovação dos contratos de concessão ele pode ficar meio volatil. Com relação a liquidez, existem formadores de mercado nos dois fundos que garantem a compra ou venda (com um pequeno agio) no valor do índice correspondente. Só não sei se existe uma garantia existirem por um longo período.

    • Olá Marco!

      Obrigado pelo comentário!

      Com novos ETFs saindo praticamente a cada mês pretendo escrever um post completo sobre todos eles.

      Abraços!

  • Show de Bola mais uma vez meu amigo Henrique!

    Acompanho todos seus textos não pelo fato de ser escrito por você, mas pelo modo como adquirimos conhecimento por aqui em seu blog.

    Estou ainda transferindo aos poucos minha carteira de ações tudo para ETFs. Mas creio que as empresas das quais invisto em empresas individuais são boas (bem) fundamentadas.

    Abração e Sucesso!

    • Oi Everton!

      É interessante que a maioria do pessoal que participa da série Alocação de Ativos com as 90 carteiras analisadas também prefere essa opção de mesclar ETFs e ações individuais.

      Não sei se escolhi bem as ações individuais, mas elas estão desempenhando melhor do que o Ibov até agora…rsrs

      Abraços!

  • General_Investidor

    Excelente artigo Henrique!
    Atualmente estou apenas com ETF’s no segmento de Bolsa da minha carteira, porém em PIBB11 e SMAL11 só que estou estudando mudar do PIBB11 para o BOVA11 em questão da liquidez que está me preocupando para o investimento em longo prazo, o que acha?

    Aproveito para agradecer a indicação do meu site no seu twitter é que eu não uso, mas meu amigo me avisou rsrs

    Abraços!

    • Grande general!

      Eu estava na mesma situação no começo do ano, mas optei por migrar todo o investimento em PIBB11 para BOVA11 exatamente por conta da liquidez.

      Ah, quando estiver no Twitter avise! É um ambiente legal para divulgar links interessantes. 🙂

      Abraços!

      • Breno Medeiros

        Pensando no longo prazo a questão da liquidez é besteira.

        Acho bem mais fundamentadas as empresas que compõem o IBrX50.

        Para o curto prazo essa composição é besteira, mas para o longo prazo pode faz uma diferença enorme.

        • Breno Medeiros

          Só para ficar mais claro, o PIBB11 segue o IBrX50.

          Além da liquidez, o BOVA11 é mais interessante para quem pretende alugar os papéis, pois as taxa são maiores.

          Por outro lado, o PIBB11 oferece uma taxa de administração irrisória, o que também vai fazer grande diferença no longo prazo.

          • General_Investidor

            Obrigado pela resposta Henrique!

            E Breno também pensei ser besteira mas a diferença de volume é gritante, imagine que você acumule um capital de 300 mil em PIBB11 simula uma venda olhando o book lá e vê se conseguiria, no mínimo faria um preço médio para baixo na hora da venda então é uma questão bem complicada que não deve ser ignorada. Quanto a composição também prefiro a do PIBB11 ao BOVA11, por isso estou nele, mas estou ainda estudando uma possível troca porque não adianta uma excelente composição e não ter uma boa demanda de compra e venda dos papéis. Quando eu digo longo prazo eu penso no mínimo 15 anos e até lá com certeza terei mais que esses valores em Bolsa.

            Abraços!

          • brenomedeiros

            General,

            Mesmo assim, é bom analisar direitinho, principalmente para um período de 15 anos.

            Veja: se você acumular R$ 300 Mil eu acredito que não vá vender em uma única operação.

            Se você diluir essa venda entre três e seis meses seria uma estratégia mais prudente (desculpa se estou dando pitaco em suas operações). Nesse caso, questão da liquidez já seria diferente da sua análise. Outra maneira seria vender em dias ou semanas alternadas, caso haja uma necessidade maior dentro de um mês.

            Acho que os valores de corretagem seriam irrisório, tendo em vista o volume envolvido.

            Boa sorte em sua estratégia de longo prazo!

          • brenomedeiros

            Desculpe a repetição…

            Deu a louca no meu navegador!!!

          • brenomedeiros

            General,

            Mesmo assim, é bom analisar direitinho, principalmente para um período de 15 anos.

            Veja: se você acumular R$ 300 Mil eu acredito que não vá vender em uma única operação.

            Se você diluir essa venda entre três e seis meses seria uma estratégia mais prudente (desculpa se estou dando pitaco em suas operações). Nesse caso, questão da liquidez já seria diferente da sua análise. Outra maneira seria vender em dias ou semanas alternadas, caso haja uma necessidade maior dentro de um mês.

            Acho que os valores de corretagem seriam irrisório, tendo em vista o volume envolvido.

            Boa sorte em sua estratégia de longo prazo!

          • brenomedeiros

            General,

            Mesmo assim, é bom analisar direitinho, principalmente para um período de 15 anos.

            Veja: se você acumular R$ 300 Mil eu acredito que não vá vender em uma única operação.

            Se você diluir essa venda entre três e seis meses seria uma estratégia mais prudente (desculpa se estou dando pitaco em suas operações). Nesse caso, questão da liquidez já seria diferente da sua análise. Outra maneira seria vender em dias ou semanas alternadas, caso haja uma necessidade maior dentro de um mês.

            Acho que os valores de corretagem seriam irrisório, tendo em vista o volume envolvido.

            Boa sorte em sua estratégia de longo prazo!

          • brenomedeiros

            General,

            Mesmo assim, é bom analisar direitinho, principalmente para um período de 15 anos.

            Veja: se você acumular R$ 300 Mil eu acredito que não vá vender em uma única operação.

            Se você diluir essa venda entre três e seis meses seria uma estratégia mais prudente (desculpa se estou dando pitaco em suas operações). Nesse caso, questão da liquidez já seria diferente da sua análise. Outra maneira seria vender em dias ou semanas alternadas, caso haja uma necessidade maior dentro de um mês.

            Acho que os valores de corretagem seriam irrisório, tendo em vista o volume envolvido.

            Boa sorte em sua estratégia de longo prazo!

  • investidorderisco

    HC, estes fundos de índices realmente são opções muito interessantes para quem pretende ter uma carteira diversificada, de baixo custo e de baixa complexidade. Porém, este tipo de investimento, ao meu ver, desestimula os investidores a pensar, a buscar boas oportunidades… Para grande maioria, são excelentes indicações, mas para quem gosta do assunto, quer aprender, quer colocar em prática os aprendizados, pode representar um certo atraso (intelectual), pois trazem consigo uma grande desculpa para se acomodar…

    Abraço.

    • Olá!

      Respeito sua opinião, mas como investidor que preferiu justamente o caminho contrário (migrar de ações individuais para ETFs) não creio que seja apenas uma questão de acomodação.

      Existem diversos estudos que mostra a grande maioria dos investidores e de fundos ativos perdendo feio para o índice.

      Acho que depende mais da filosofia de investimento da pessoa.

      Forte Abraço!

      • Breno Medeiros

        Concordo com você Henrique,

        As posturas são diferentes e os riscos, também, são diferentes.

        Eu mesmo estou pensando em montar uma carteira teórica fundamentalista (40% títulos federais e 60% renda variável) para avaliar durante um período de três anos qual seria o meu desempenho frente ao IBrX50 e à renda fixa.

        O estudo iniciará no início de junho. A carteira será reavaliada no início de cada mês. Uma empresa só será
        retirada caso deixe de seguir algum dos indicadores que defini, podendo
        ser acrescentadas outras empresas que se encaixem na análise
        fundamentalista de indicadores pré-determinados.

        O período de três anos servirá de aprendizagem e para comparação de desempenhos. De ante mão, sei que simular investimentos é bem diferente de operar na prática.

        O que acha da idéia?

        • Olá Breno!

          Como costumo dizer, não existem um caminho único para o sucesso. Cada pessoa gosta de diferentes assuntos e sente-se à vontade ao estudar um determinado assunto.

          Acho válido o seu estudo com as devidas atenções:

          1. Lembre-se que mesmo em um período de 3 anos pode haver mais sorte do que habilidade (lembra do caso do fundo que bateu o SP500 por 15 anos consecutivos, mas praticamente por pura sorte?)

          2. Não esqueça de diversificar

          3. Disciplina será muito mais importante

          Forte Abraço!

          • brenomedeiros

            É verdade Henrique.

            Tenho consciência das suas observações.

            À medida que os resultados forem obtidos eu vou postando (a partir do início de julho, com os valores de junho) independente do resultado ser positivo ou negativo.

            Depois, caso haja interesse, posso informar os parâmetros utilizados.

            Abraço!

          • Maravilha!

            Sucesso com o projeto Breno.

            Abraços!

      • investidorderisco

        concordo com vc… a maioria tende a perder para as ETF’s… bater o mercado é uma tarefa árdua… mas a busca por oportunidades mantém a mente ativa e aprendendo… é claro que esta não é a única maneira de exercitar a mente… mas é a que eu gosto mais… de qualquer forma, mantenho uma boa parcela dos meus investimentos na bolsa, em ETF’s, justamente pela dificuldade de bater o mercado… mas uma parte de meus investimentos sao dedicados a oportunidades que por vezes identifico… as vezes da certo, as vezes nao… de qualquer forma aprendo muito com estas experiências…
        Abraços…

    • General_Investidor

      Concordo com o Henrique,
      ETF não deve ser considerado acomodação porque diversos investidores que se julgam experientes mal compreendem a função e composição de um ETF, inclusive um professor da minha pós me disse que era um jogo pois ele replicava o índice e não era uma empresa de verdade.
      Mas se acompanharmos essa mentalidade atrasada podemos ponderar o seguinte:
      – Se comprar um fundo que replica índice é um jogo, então quem compra diversas ações também está jogando? Não tem nenhuma diferença, pois se sabemos a ação que vai subir infinitamente é melhor todo mundo comprar ela só assim não será especulação ou jogo como ele afirmou.
      – Para pessoas que tem baixo capital comprar 1 lote de VALE5 já poderia equivaler a 50% da carteira em Bolsa o que traria uma acentuada exposição em um único papel, o ETF elimina esse problema por ser negociado em lotes de 10 papéis e compor diversas empresas.

      Dá para falar o dia todo aqui mas vou tomar o espaço do meu amigo Henrique que inclusive pode explicar bem melhor, por isso finalizo kkk. Mas não admito uma coisa, falar que quem investe em ETF tem atraso intelectual, baseado em que? Só porque não fico maluco olhando o balanço de 30 empresas eu teria um atraso? Bom para quem é contador, eu sou consultor de sistemas e nos investimentos meu objetivo é a independência financeira e a liberdade do Home Broker, Notícias e Balanços deve estar inclusa quando isso acontecer!

      Abraços!

      • Interessante sua resposta General!

        Eu já passei 2 vezes por essa situação na faculdade. É impressionante como os renomados professores doutorados que se julgam os sabiçhões desconhecem às vezes práticas tão comuns de investimentos.

        Cada investidor tem sua visão em relação a ETFs x ações individuais.

        Para quem busca simplicidade, liberdade e reconhece o efeito Dunning Kruger e a comum ilusão de superioridade, os ETFs são o melhor caminho.

        Mais detalhes sobre esse assunto na lição #2 do MiniCurso Grátis que ofereço aqui mesmo no site:

        http://hcinvestimentos.com/mini-curso-2-etfs/

        Abraços!

      • investidorderisco

        General, não afirmei que quem investe em ETF tem atraso intelectual… o que eu quis dizer é que esta facilidade desestimula a busca por boas oportunidades, freia o aprendizado, já que é bastante cômodo o investimento em ETF… eu mesmo tenho ETF em minha carteira, mas não abro mão de buscar identificar outras boas oportunidades…

  • Marcelo …….

    Também sou partidário da alocação de ativos porém acredito que diversificar em ações somente no mercado acionário brasileiro seria um tanto temerário por duas razões principais: primeiro que a bolsa brasileira está fortemente atrelada às commodities, ou seja, um crise no setor poderia ter forte impacto na carteira e segundo porque uma fatia expressiva das ações está nas mãos de estrangeiros que em momentos difíceis retornam os valores aos países de origem ou por aversão ao risco ou para cobrir posições financeiras em outras praças como consequência indireta de momentos de crise como aconteceu em 2008 de agora nas últimas semanas. Isto tudo confirma o motivo do IBOVESPA ser muito mais volátil que o SP500 por exemplo. Uma alocação eficiente em ações acredito também deveria ser considerados outros índices como por exemplo os da MSCI porém isto ainda parece uma realidade distante dos investidores brasileiros terem acesso aos mercados estrangeiros… Com certeza uma alocação em várias praças do mundo pode melhorar muito o desempenho de uma carteira… Concorda com o raciocínio? Abraços

    Marcelo

    • Olá Marcelo!

      Ótimo comentário.

      Infelizmente, ainda não podemos nos dar ao luxo de investir em ETFs internacionais com facilidade, como os americanos podem.

      Basta comparar o site da iShares BR x US para ver o que estou falando.

      Eu diria que a relação risco x retorno, através de uma maior diversificação seria melhorada.

      Abraços!

  • Guilherme

    Excelente artigo, Henrique! Parabéns!

    Aliás, esse artigo acho que foi feito diretamente para minha pessoa….rsrs….

    Explico: acabo, finalmente, de diversificar meus investimentos em Bolsa, antes concentrados em PIBB. Aproveitei esse bota-fora da Bolsa e encaçapei alguns lotes de SMAL11, que finalmente caiu a um preço que, se não é dos melhores tendo em vista as valorizações dos últimos anos, é pelo menos mais palatável às minhas exigências como “consumidor criterioso de ativos financeiros”…..rsrsr

    Uma liquidação do lápis vermelho dessas da ordem de -12% num único mês não é de se jogar fora……rsrsrss

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • hehehe

      Passa o lápis vermelho meu amigo! 🙂

      Parabéns pelas compras. No longo prazo farão uma boa diferença.

      Abraços!

  • Tobias
    • Obrigado pela recomendaçãoa do artigo.

      Bem completo sobre ETFs, embora tenha foco no mercado internacional.

      Abraços!

  • Breno Medeiros

    Oi
    Henrique,

    Um dia como o de hoje é bem interessante para demonstrar a diferença
    entre a composição do BOVA11 e do PIBB11, que adotam metodologias diferentes
    para a composição das carteiras.

    Não gosto do BOVA11 porque ele possibilita o
    crescimento da participação de empresas sem fundamentos consolidados de forma
    mais rápida.

    Veja as empresas de Eike Batista, que pelo menos por enquanto são
    só promessas e não dão nenhum lucro… Enquanto no BOVA11 as empresas OGXP3,
    MMXM3 e LLXL3 somadas representam 6,1% desse ETF, no PIBB11 elas compõem apenas
    2,2% do índice.

    A diferença não é pouca e quando o mercado reage, como
    aconteceu hoje com perdas de -8,4% (OGXP3), 7% (MMXM3) e 6,1% (LLXL3), sente-se
    a diferença.

    Não culpo única e exclusivamente essas três empresas, muito pelo
    contrário, foi a soma com outras empresas ruins que fizeram com que o índice do
    BOVA11 caísse -1,6% hoje, enquanto o PIBB11 caiu apenas -0,5%.

  • Pedro

    Boa tarde. Sou novo no mercado e estou iniciando minhas compras na bolsa. Abri conta em uma corretora que não cobra custódia, e o preço do aporte é de 16 reais. Tenho 6.000 reais de início para investir, pretendo investir 1.000 reais por mes, e estou pensando em comprar ETFs, pois não conheço muito sobre ações e pelo fato que posso começar a aprender com ETFs, por negociá-los igual se negocia ações. Gostaria de uma opinião do pessoal com mais experiência. Esse é um bom caminho para começar um investimento? O que estou pensando, é comprar alguns ETFs, como por exemplo o BOVA11 e o SMAL11 e deixá-los no mercado por muito tempo (anos). O que devo considerar? Me ajudem. Obrigado, e adoro o blog, leio todo dia atrás de informações.

  • Bruno Guerra

    Henrique,

    Parabéns por mais um excelente artigo!

    Gostaria de saber a tua opinião a respeito do novo ETF ECOO11. Você acha que vale a pena comprar o mesmo na oferta inicial para aproveitar a opção dele garantir o capital por até 1 ano com uma opção de venda?

    Essa talvez seja uma grande oportunidade para os que ainda não investem em ETFs perderem algum receio que possam ter…..

    Obrigado!

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  • Felipe

    Henrique, para diminuir os custos com as taxas do Directinvest (R$ 15,99 por operação) estou acumulando (na poupança mesmo) um valor X (a cada três meses) e investindo entre BOVA11 e SMAL11 alternadamente.

    Considera uma boa tática?

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