5 Motivos para Investir em Fundos de Índice (ETFs): PIBB11, BOVA11 e SMAL11

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2011 está sendo um ano que diversos investidores preferiam esquecer. Afinal, com o Ibovespa apresentando uma rentabilidade inferior a -10% no ano, a paciência destes investidores está quase no limite.

O fato é: A maioria dos investidores iniciantes que não praticam uma sólida estratégia de alocação de ativos cometem o erro de investirem em algumas poucas ações individuais.

Os primeiros nomes que lhes vêm a cabeça são algumas das ações com maior participação no Ibovespa, as blue-chips: Petrobrás (PETR4), Vale (VALE5), Gerdau (GGBR4), Itaú (ITUB4) e BM&F Bovespa (BVMF3).

Blue-Chips Apresentam as Maiores Perdas

E a rentabilidade destes ativos em 2011 está bem ruim, deixando muita gente preocupada: (dados até 17/06)

PETR4: -13,2%

VALE5: -10,2%

GGBR4: -30,3%

ITUB4: -10,4%

BVMF3: -15,2%

Se o investidor investiu a mesma parcela do capital em cada um destes ativos (20%) e reinvestiu todos os dividendos distribuídos ele teria uma rentabilidade total de -15,86%.

Fundos de Índice: Rentabilidade “Menos Pior”

Já o investidor que comprou os Fundos de Índice BOVA11 (-11,9%) e SMAL11 (-6,5%) em igual proporção (50% em cada), teria uma rentabilidade total de: -9,20%.

Embora seja uma pequena simulação, não duvido que muitos investidores que chegaram agora no mercado estejam passando por esta situação e não sabem direito o que fazer. Mas que tal comprovar esta teoria com dados reais do mercado brasileiro?

Estudos Comprovam:

BOVA11 obteve retorno superior a 66% dos fundos ativos de Ibovespa

E Mais: Volatilidade menor do que 78% dos fundos ativos de Ibovespa

Números impressionantes e bem condizentes com as estatísticas que já li sobre o investimento passivo x ativo no mercado americano.

Os motivos destes excelentes números serão demonstrados ao longo deste artigo através dos 5 problemas do investimento em ações individuais.

E mais: Como você pode solucioná-los através dos 5 benefícios dos Fundos de Índice, conhecidos como ETFs (Exchanged Traded Funds) – PIBB11, BOVA11 e SMAL11.

Rápida Introdução: O Que São os Fundos de Índice?

Segunda definição da própria iShares – BlackRock, líder mundial em gestão de recursos:

Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos que buscam corresponder a determinados índices de referência e tem suas cotas negociadas em Bolsa de Valores.

Conhecidos no Brasil também por Fundos de Índice, eles reúnem o melhor de dois mundos: a facilidade de negociação de uma ação com a diversificação de um Fundo de Investimento.

As cotas dos ETFs são facilmente negociadas e oferecem liquidez diária, proporcionando à sua carteira de investimentos: eficiência, transparência, flexibilidade e diversificação.

5 Principais Vantages dos Fundos de Índice

vantagens-ETF

Após esta breve introdução vamos conhecer as 5 principais vantagens de investir em Fundos de Índice. São elas:

  • Diversificação
  • Baixo Custo
  • Dividendos Reinvestidos Automaticamente
  • Baixo Tracking Error
  • Mais Tempo Fora do Mercado

1. Diversificação

Problema das Ações Individuais: A menos que o investidor opte pela compre de 10+ ações sua carteira não estará bem diversificada, podendo estar sujeita a um risco específico de um setor (como o siderúrgico) ou uma ação individual (como a GGBR4).

A Solução dos Fundos de Índice: Através dos Fundos de Índice você investe em todas as ações que compõem o índice. No caso do BOVA11, que segue o Ibovespa, você investe em 67 ações de uma vez só.

Deste modo, a probabilidade de perdas devido a um setor específico ou ação específica diminui consideravelmente.

2. Baixo Custo

Problema das Ações Individuais: Ao investir em 10 ações individuais o investidor terá de pagar 10 corretagens para realizar a compra destas ações. E mais 10 se decidir vendê-las.

A Solução dos Fundos de Índice: Compre todas as ações do índice pagando apenas 1 única corretagem. O BOVA11, por exemplo, permite que o investidor compre todas as ações do Ibovespa (67) e pague apenas uma corretagem.

Vale lembrar que os Fundos de Índice contém uma taxa de administração. Entretanto, ela é muito pequena (PIBB11: 0,059% | BOVA11: 0,54% | SMAL11: 0,69%) e já é descontada diretamente do valor da cota do fundo.

É importante citar também que o lote de negociações para os ETFs é de 10 enquanto nas ações individuais você negocia o lote de 100. O menor lote, embora não reduza diretamente os custos, facilita a negociação.

Reduzir custos deveria ser uma das prioridades do investidor. O Impacto dos custos nos Investimentos é relevante e merece a devida atenção.

3. Dividendos Reinvestidos Automaticamente

Problema das Ações Individuais: Imagine que você tenha recebido R$ 100,00 em proventos de uma ação. O que você faria com este dinheiro? Reaplicaria? Lembre-se que, se a corretagem é de R$ 10,00, por exemplo, você já perde 10% do valor recebido…

A solução, na maioria das vezes é esperar o capital se acumular através de novos proventos ou aportes do investidor. Entretanto, é um dinheiro que não está sendo investido, que não está gerando juros sobre juros.

A Solução dos Fundos de Índice: Basta você aplicar em um ETF para que os dividendos recebidos sejam automaticamente reinvestidos.

Você não precisa realizar nenhum esforço para esta tarefa e não fica temporariamente com dinheiro parado na conta, além de não pagar novas corretagens.

Este é um dos grandes benefícios dos Fundos de Índice na minha opinião. Economiza custos, tempo e evita dinheiro parado na conta. Tudo em uma “tacada” só.

4. Baixo Tracking Error (Aderência)

Tracking Error ou Aderência do fundo é uma métrica que visa medir a distância do retorno de um investimento em relação a um índice. Se, por exemplo, um fundo ativo do Ibovespa apresentou rentabilidade de 10% e o Ibovespa 15% seu tracking error será de 5%.

Problema das Ações Individuais: Quem investe diretamente em ações preocupa-se com o fato de estar perdendo/ganhando do Ibovespa, o que causa maior stress para o investidor e, consequentemente, piores decisões de investimento.

Ademais, a aderência para investimentos ativos em relação a um índice é sempre maior do que investimentos passivos, já que o investidor dificilmente conseguiria acompanhar com precisão a composição de um índice, que muda constantemente.

A Solução dos Fundos de Índice: Fundos de Índice buscam replicar com exatidão a composição dinâmica de um índice. Para maiores detalhes você pode comparar a composição do Ibovespa com a carteira do ETF BOVA11.

A aderência do BOVA11, por exemplo, em relação ao Ibovespa é de apenas -0,3% nos últimos 12 meses. Esta pequena diferença no valor se deve principalmente a taxa de administração cobrada.

5. Mais Tempo Fora do Mercado

Problema das Ações Individuais: Se você ainda acredita que o investimento ativo em ações individuais possa lhe garantir aqueles 0,5% ao ano a mais na rentabilidade de sua carteira, pense novamente:

Vale a pena sacrificar horas e horas de sua vida para um retorno adicional desta magnitude? Se você não trabalha diretamente com o mercado, acredito que 99% das respostas seria NÃO. Afinal, Qualidade de Vida é muito mais importante do que o dinheiro em si, não é verdade?

A Solução dos Fundos de Índice: Esqueça as análises de relatórios trimestrais, modelos de precificação de ações, notícias relacionadas as empresas que você investe e passe a ter mais tempo para cuidar de suas prioridades.

Pratique esportes, alimente-se melhor, converse mais com as pessoas que você compartilha interesses em comum, conheça novas pessoas. Lembre-se que tempo é um dos ativos mais importantes. Afinal, uma vez que ele passa, não volta nunca mais.

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Algumas Desvantagens que Valem ser Citadas

Mostrar apenas as maravilhas do investimento passivo, por mais que sejam relevantes, e não mostrar algumas desvantagens seria injusto com o investidor. Deste modo, preparei uma lista com algumas desvantagens dos Fundos de Índice:

1. Imposto de Renda

Não há isenção do Imposto de Renda para vendas abaixo de R$ 20.000 no mês.

Este é um dos pontos mais apontados como benefício pelos investidores em ações individuais. Entretanto, todas as vantagens citadas acima são muito mais relevantes do que esta facilidade restrita a um determinado grupo de investidores.

2. Liquidez Reduzida no SMAL11 (ETF de small caps).

A liquidez do BOVA11 é muito boa, superior a 1.000 negócios diários.

Entretanto, o SMAL11, por exemplo, apresenta uma média de 25 negócios diários em 2011.

Para quem já está acostumado com a baixa liquidez dos Fundos Imobiliários, 25 negócios diários não é nada com que o investidor deveria se preocupar.

Na realidade, este número, assim como nos Fundos Imobiliários, só cresce, melhorando a cada mês.

Conclusão

O investimento em Fundos de Índice é uma excelente alternativa para o investidor que busca seguir os conceitos da alocação de ativos, baseando-se em uma estratégia de longo prazo, com ampla diversificação, baixo custo e menos tempo acompanhando o mercado.

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Domingos Neto

    Amigão,

    Gostei do artigo mas você misturou um pouco às coisas e c onfundiu fundo de índice e ETF. Nem todo fundo de índice é ETF e nem todo ETF é fundo de índice.

    Abraços

    • Olá Domingos!

      De fato ETFs são diferentes de Fundos de Índice.

      Um exemplo é o ETF PIBB11 que é negociado em Bolsa e o Fundo de Índice BB Ações PIBB11 do Banco do Brasil que adquire cotas do próprio ETF PIBB11 e não é negociado em Bolsa. Atua como um fundo tradicional. Com investimento mínimo, retiradas, etc.

      A diferença?

      O ETF PIBB11 cobra 0,059% ao ano de taxa de administração.

      O Fundo de Índice do Banco do Brasil cobra 1,5% ao ano…

      Uma ENORME diferença, concordam?

      Infelizmente, os fundos de índice (que replicam um índice sem serem negociados na Bolsa, mas sim como um fundo tradicional) ainda são muito ruins no Brasil.

      Até a própria iShares menciona Fundo de Índice na definição dos ETFs:

      “Conhecidos no Brasil também por Fundos de Índice, eles reúnem o melhor de dois mundos: a facilidade de negociação de uma ação com a diversificação de um Fundo de Investimento.”

      Mas é importante ressaltar esta diferença. Obrigado pelo comentário!

      Abraços!

  • Carlos

    Henrique, esse post foi muito objetivo, sintetizado, dá um bom entendimento sobre ETF’s.
    Agora temos 8 fundos ETF’s no mercado, 6 da Blackrock e 2 do Itau.
    Recentemente o Itau lançou um fundo de bancos/seguros.
    Particularmente gosto muito do SMAL11 e CSMO11 (consumo).
    Na minha estratégia atual,ETF é algo para investir entre 2 e 5 anos… Mas é muito cedo pra determinar prazo ou valor..
    Se vc tiver uma conta na corretora MyCAP paga R$5,00/ordem, baixando mais o custo de aquisição de ETF’s.

    • Bruno Peruch

      Na verdade, extrapolando o seu argumento, vc tem a Gradual que simplesmente zerou a corretagem. Isso elimina a vantagem número 2 e 3. Quanto aos outros argumentos:

      1. Sim, a diversificação é maior, e portanto, a volatilidade deve ser menor que a maioria das carteiras. Mas a diferença não é muito grande.

      2. Se o custo de corretagem for desconsiderado, o maior custo provavelmente será da taxa de administração. E sim, 0,06% é barato, mas 0,5%-0,7% a.a. não é barato.

      4. Sim, retorno dos ETFs tende a ser Índice-Encargos. A questão é que taxa de adm é um dos encargos, não todos. O custo real de se manter um ETF é maior que a taxa explicitada. Prova disso? Desde dez/08 o BOVA11 caiu em relação ao IBOV em 0,9% a.a.

      5. Concordo que gastar dezenas de horas por mês para ganhar uns 30 pontos-base a mais no anual é perda de tempo. Mas de onde veio a necessidade de se gastar horas? Joga um dado e escolhe uma ação, a chance de se dar bem é tão boa quanto.

      Então no final do dia, vc tem uma opção que te salva um pouco de tempo e te dá um retorno ligeiramente menos volátil, mas para isso também se terá um custo de spread mais alto (mercado de menor liquidez), taxa de encargos que não é pequena, a não existência da isenção de IR para vendas < 20k, e dividendos agora, porque são incorporados na cota, acabam sendo tributados como ganho de capital e não mais isentos.

      A análise de viabilidade é subjetiva, mas sério, vale a pena?

      • Deuteron

        Henrique,

        parabéns pelo excelente artigo e por fustigar o tema entre os investidores.

        Bruno,

        de fato, interessante essa tua colocação de que os dividendos passam a ter bitributação na aquisição de ETFs: (i) quando a sociedade paga o IRPJ e (ii) quando o detentor do ETF aufere ganho de capital – o dividendo se misturou ao ganho de capital propriamente dito da cota do ETF.

        E outra questão é que não se pode utilizar os dividendos para fazer rebalanceamentos necessários em movimentos bull do mercado. Seria necessário usar os aportes e, se não forem suficientes, vender as cotas do ETF e pagar IR…

        Não pretendo conhecer a fundo as empresas em que invisto. Tarefa impossível, diga-se de passagem, haja vista que às vezes nem o controlador a conhece – vide caso Pan-Panamericano, rsrsrs.  Agora, falando sério, posso diluir os riscos (trancking error, inclusive) pulverizando o capital alocado para ações no maior número de ações possíveis e com perfis diferentes, apenas fazendo uma análise fundamentalista básica, sem que tenha que perder horas lendo balanços.

        O principal problema do ETF é o IR, mesmo. Se não fosse isso, acho que estaria comprado em SMLL11, dada a falta de liquidez da maioria das Small Caps. Se os custos compostos (corretagem, taxa de administração, inflação etc) provocam um rombo no longo prazo imagina o custo que o pagamento de IR provoca nos investimentos de alguém que quer “se aposentar” em 15-20 anos.

        Abraço!

        • Deuteron

          IF,

          concordo contigo.

          Apenas quanto à compra de ações é possível diminuir o “estoque de IR” a pagar no longo prazo aumentando o preço médio das ações com as vendas até o limite de R$ 20.000,00. O livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios” do Paulo Portinho no capítulo 17 explica isso melhor.

          No consumo vc não paga IR, mas outros tributos ditos indiretos, sendo o principal deles o ICMS. De qualquer forma, tanto quanto “aposentado” como “na ativa”, vc os pagará, o que dá no mesmo no final das contas.

          Quanto à renda fixa, não há como escapar do IR realmente porque a tributação é na veia (fonte). 

        • Deuteron,

          Ótimos comentários!

          Deu uma visão alternativa sobre o IR nos ETFs, Rebalanceamentos com  dividendos.

          Seria ótimo se houvesse isenção de IR nos ETFs. Entretanto, faz parte pagar o IR para termos acesso a todos estes benefícios. E vale lembrar que a isenção de IR vale apenas para vendas abaixo de R$ 20.000 no mês.

          E bem lembrado sobre o caso Panamericano. Às vezes o risco em uma ação não está muito evidente e pode causar enormes estragos a carteira do investidor.

          Utilizando os ETFs ele estará sempre seguindo o mercado. Empresas irão falir, outras irão crescer fortemente, mas o índice continuará lá, firme e forte.

          Abraços!

          • Fatima Pereira da Rosa

            Prezado Henrique,
            Eu tenho uma dúvida:

            Ao investir em ETF e vender, paga-se IR de 15% pelo total ou apenas pelo lucro?

          • Olá Fatima!

            Todo IR de aplicações financeiras é sobre o lucro. No caso dos ETFs, 15% sobre o lucro.

            Abraços!

          • Fatima Pereira da Rosa

            Duplamente obrigada!

          • De nada Fatima!

            Abraços!

        • Cristian

          Afinal, como é cobrado o IR?

      • Investimentos e Finanças

        Se vc reinvestir os dividendos em qualquer outro investimento como novas ações ou renda fixa acabara posteriormente por ser tributado sobre ganhos de capital quando vender as ações e na renda fixa a cada 6 meses ou no resgate; os dividendos só serão realmente isentos se vc usar para o consumo, apesar de que ao consumir estara pagando também muito imposto.

        • Renato

          mas no caso do etf vc paga os tributos qdo recebe os dividendos também…….

          • Anonimo

            Aí está outra vantagem a favor dos ETFs que ninguém comentou:  

            Assim como ocorre nos Fundos de Investimento, os fundos ETFs  
            não pagam IR de 15% ao receberem JCP, o pagamento só acontece quando algum cotista do fundo realiza resgate. No caso de investidor PF não há esta vantagem. Ponto para o ETF.

      • Tiago Costa

        Peruch,

        Esta diferença de 0,9% a.a. desde do 2008 não pode se dar ao tracking error ? Quais seriam estes encargos a que vc se refere ?

        A SMAL11, que realmente ainda tem baixa liquidez e spread mais elevado, me parece que é o ETF que mais vale a pena porque com small caps investir diretamente em ações vc possivelmente encontraria spread e liquidez ainda piores, isto sem contar com ordens parcialmente executadas.

        • Olá Tiago!

          Some o pequeno tracking error a taxa de administração e temos a diferença de 76,58% no Ibovespa contra 74,31% no BOVA11 desde a ciração do fundo (28/11/08). [Dados até Maio/2011]

          Acho que SMAL11 é um excelente investimento para quem deseja investir nas small caps e diversificar o risco.

          Abraços!

      • Anonimo

        quote[Bruno Peruch] escreveu:

        5. Concordo que gastar dezenas de horas por mês para ganhar uns 30 pontos-base a mais no anual é perda de tempo. Mas de onde veio a necessidade de se gastar horas? Joga um dado e escolhe uma ação, a chance de se dar bem é tão boa quanto.

        Aí está o problema: vai enfiar isto na cabeça do investidor, não tem como. Se escolher uma ação através do dado, já não é nem investimento nem especulação, é aposta pura. E lugar de aposta é no cassino e não na bolsa.

      • Caramba, não sabia que a Gradual havia zerado a corretagem…

        Mas pelo que li ela ainda cobra R$ 10 de custódia. No meu caso ia ficar quase ou até pior, já que não costumo operar muito.

        Bruno, todos os seus pontos tem fundamento. Conforme citei no artigo, o custo da taxa de adm é uma forma de obter todas estas vantagens citadas. Nem sempre é possível ter o melhor dos dois mundos.

        Sobre o seu ponto 5 acho que está sendo crítico demais. Sim, você tem na teoria 50% de ganhar ou perder do índice. Mas olhando apenas o retorno. Já analisando a relação retorno x risco está cometendo um ENROME erro, já que o risco é muito elevado ao “sortear” uma ação.

        Entendo seu ponto, mas acho importante frisar este alto risco para deixar claro para todos os investidores, principalmente os que estão iniciando.

        O spread no BOVA11 é bem baixo e a liquidez é melhor do que muitas ações, inclusive. Já no SMAL11 é como falei, baixa, mas melhorando a cada mês.

        Na minha visão as vantagens dos ETFs superam em larga vantagem o investimento direto em ações. Só recomendaria as ações para quem deseja realmente retirar renda do mercado através de ações com foco em dividendos.

        Nem sempre concordamos 100% nos comentários, afinal finanças não é uma ciência exata, mas aprecio bastante seus comentários.

        Obrigado pela participação!

        Abraços!

    • Olá Carlos!

      Pago R$ 9,80 na Link e, se faço compras de R$ 5.000 por exemplo, o custo é de apenas  0,2%.
      Também invisto em ETFs visando o longo prazo.

      Obrigado pelo seu comentário! Acho que a maior competição entre as corretoras e o maior número de investidores no mercado está fazendo com que os custos tendam a ser cada vez mais baixos. (eu espero…)

      Abraços!

  • Futuro Aposentado

    Muito bom o post, Henrique. Senti na pele o que está dizendo. Investidor crônico do PIBB11, ao iniciar com as small caps preferi as ações individuais. Mas realmente dá muito mais trabalho selecioná-las, já que não é possível comprar tudo de uma vez. Gasto 10 vezes mais tempo e tenho muito mais stress com as small caps que a simples tarefa à qual estou habituado, de comprar o PIBB11. Isso sem contar as múltiplas corretagens pagas (pior: ordens executadas parcialmente), liquidez horrível de small caps individuais; aumento do risco enquanto tiver poucas delas… Estou cogitando trocá-las pelo SMAL11.

    • Olá Futuro Aposentado!

      Acho que a troca será muito boa para você pelos diversos benefícios citados no artigo.

      O gerenciamento da carteira fica realmente mais simples e eficaz adotando-se ETFs.

      Atualmente estou de olho em BOVA11 e SMAL11.

      Tenho procurado compra somente BOVA11 devido a melhor liquidez em relação ao PIBB11, mas ainda estou com os dois em carteira. Afinal, a taxa de adm do PIBB11 é 10x menor.

      Sucesso nos seus investimentos!

      Abraços!

  • Parabéns por mais esse excelente artigo, Henrique!

    O investimento em fundos de índice continua a ser a melhor alternativa para o investidor pessoa física, pelas reais vantagens muito bem abordadas no texto. Eles superam, e muito, as pequenas desvantagens. Eu gosto muito de um provérbio popular que diz: “o ótimo é inimigo do bom”. O ótimo seria ter a rentabilidade do mercado, representada pelos fundos de índice, e não pagar IR. Mas, nesse caso, o investidor deve focar no ganho líquido de rentabilidade, pós-pagamento de IR. E isso é muito mais fácil de ser conseguido investindo em ETFs, do que em ações individuais.

    Quem investe em ações individuais implicitamente está presumindo que pode, com seu talento (ou com sua sorte, mais provável essa última) bater o mercado (vide Browne, Harry, Fail-safe investing, St. Martin, 1999, p. 15). Do contrário, ele investiria em fundos de índice passivo. Trata-se de uma premissa bastante lesiva aos investidores, pois, como você muito bem destacou, o Ibovespa ganha de 66% dos fundos ativos. Incrível como essa também é a mesma proporção verificada com o SP 500 nos EUA. Se levarmos em conta o ajuste pelo risco, despesas de taxas de administração, turnover, spread e outras variáveis, verificamos que o índice bate + de 90% dos fundos de gestão ativa. Esse é um fato absolutamente incontestável. E contra fatos, não há argumentos.

    Há outro problema aí: a gente só conhece os 10% que superam o indice *DEPOIS* que eles performaram. O pior é que esses 10% tendem a ter, nos anos seguintes à pesquisa, um desempenho *abaixo* do mercado, pela teoria da reversão à média, a “lei da gravidade” nos mercados financeiros (vide BOGLE, John, Common Sense on Mutual Funds). E, convenhamos, se nem profissionais que ficam 12 horas por dia na frente do computador conseguem superar o indice, que dirá dos investidores individuais que *não* tem no mercado financeiro sua principal fonte de renda…

    Essa neura do investidor amador em relação aos dividendos é perigosa porque, na fase de acumulação de capital, o que interessa é fazer a massa crítica de investimentos, o bolo, o volume, aumentar, fermentar, crescer. Duvido que investidores amadores consigam bater o mercado. Isso porque, por definição, eles *são* o mercado. Não podem estar acima deles. Isso é tão evidente e tão claro quanto o sol do meio-dia.

    Repito o que disse em outra ocasião:

    A questão do IR é secundária, pois o investidor deve focar na
    rentabilidade líquida, e isso é muito mais fácil de ser obtida com o
    investimento em fundo de índice passivo do que com o investimento em
    ações individuais. O que é melhor: ter ganhos de R$ 1 milhão e pagar 15% de IR sobre esse valor, ou ter ganhos de R$ 500 mil e não pagar IR?

    Agora, o que é mais fácil para chegar a R$ 1 milhão: investindo em ETFs ou investindo em ações individuais?

    Verifico que falta, no Brasil, a disseminação de conhecimento estatístico e científico relevante, oriunda de fontes qualificadas. Isso geralmente só é possível tendo acesso à literatura em inglês, haja vista que os livros nacionais sobre investimentos são, em regra, muito fracos. Daí a importância de artigos como esse, uma vez que, como existe muita mentira sendo contada por aí (sendo a maior delas a de que o investidor pode bater o mercado), a verdade precisa ser dita repetidamente, exaustivamente.

    Parabéns mais uma vez pela matéria, Henrique! Fico feliz de haver por aqui conhecimento de alta qualidade.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Tiago Costa

      Guilherme,

      ótimos argumentos. 

      Eu tenho também vendido gradualmente vendido minhas ações e estou concentrando tudo em ETFs, porque eu cansei de ficar na frente do Home Broker.

      Mas fazendo um pouco o papel de advogado do diabo:

      O Ibovespa bate 90% dos fundos de gestão ativa. Fato. Agora o dado que seria ideal para a comparação é qual a performance Ibovespa vs fundos ativos num cenário de 20 anos levando em conta a isenção fiscal das ações. 

      Fazendo umas contas grosseiras aqui vi que se a gestão ativa der 1% a.a. a menos que o Ibovespa devido a custos, turn-overs, etc a isenção fiscal já não compensa.

    • Excelente comentário Guilherme!

      Dá pra notar a grande experiência adquirida pela leitura dos livros estrangeiros.

      Só para complementar a lógica sobre os estudos dos fundos ativos x passivos:

      A vantagem dos fundos passivos tendem a ser maiores do que as pesquisas mostram, pois elas não consideram os fundos que sucumbiram ao teste do tempo. Ou seja, fundos que faliram ou desapareceram. Este fator é conhecido como “suvivorship bias”.

      E outro ponto importante que gostaria de reafirmar:

      Se nem os gestores dos fundos de ações que dedicam uma vida inteira a escolher as melhores ações conseguem (na média) performar melhor do que o Ibovespa, porque nós “meros mortais” temos melhores chances?

      Este caminho realmente é para poucos. Acredito que a migração para os ETFs seja um processo natural da evolução do mercado brasileiro.

      Eu que lhe agradeço pelo comentário excepcional aqui no blog. (como todos os seus comentários são: Informativos e de Alta Qualidade)

      Grande Abraço amigo!

    • Victor

      Bom dia, Guilherme!
      Muito esclarecedor os seus argumentos. Poderia indicar alguns livros de literatura estrangeira para complementar as indicações do Henrique?

      Abraço!

  • Anônimo

    Muito bom o artigo , ou melhor os artigos sobre diversificação (alocação de ativos), que estão mudando a minha forma de investir . A partir do mês que vem entro definitivamente na alocação de  ativos e já estou selecionando as minhas ações de forma a aproveitar algumas da carteira . Pelo que percebi na sua carteria , em ações vc tem ETFs e não uma a carteria com varias ações de vários setores é isso?  Se for entendo o motivo uma vez que li o post acima. Parabéns pelos posts e sucesso.

    abços

    ITM

    • Sim ITM!

      Hoje possuo apenas PIBB11 e BOVA11 e estou no aguardo de novos aportes para ingressar no investimento em SMAL11.

      Desejo sucesso com sua nova alocação!

      Abraços!

  • Anônimo

    Muito bom o artigo , ou melhor os artigos sobre diversificação (alocação
    de ativos), que estão mudando a minha forma de investir . A partir do
    mês que vem entro definitivamente na alocação de  ativos e já estou
    selecionando as minhas ações de forma a aproveitar algumas da carteira .
    Pelo que percebi na sua carteria , em ações vc tem ETFs e não uma a
    carteria com varias ações de vários setores é isso?  Se for entendo o
    motivo uma vez que li o post acima. Parabéns pelos posts e sucesso.

    abços

    ITM

  • Deuteron

    Henrique e Guilherme,

    a opinião dos colegas realmente é muito bem fundamentada, tendo sida adquirida boa parte dos meus conhecimentos (se não a parte mais relevante) pelas leituras indicadas aqui no HC Investimentos.

    Com absoluta certeza, digo que nos comentários dos posts dos blogs que sigo (Viver de Renda, HC, IF, Valores Reais etc)  há um patamar de discussão inexistente em qualquer livro de investimentos no Brasil, que em sua maioria são de “auto-ajuda”.

    E discutir é muito saudável. Uma “disputa” em que todos que peleiam saem ao final vencedores.

    Gostaria apenas de deixar claro que não acredito que um amador possa bater o mercado (acho que já aprendi o suficiente nas minhas leituras para saber isso), mas acredito que o investimento passivo não precisa ser necessariamente e exclusivamente através de ETFs, o que é no longo prazo meu objetivo (fazer de forma mecânica uma carteira próxima a um índice ou a dois), vide este antigo post do Viver de Renda de maio de 2010:

    “Vejam que com 21 ações nós conseguimos abranger 88% do IBRX-50, tudo
    graças ao peso absurdo que Petro e Vale possuem no índice. Com esse
    portfolio eu não tenho dúvidas que a correlação com o IBRX-50 chegue a
    0.95, algo mais do que satisfatório para mim.

    Segundo meus
    cálculos, são necessários 33 trades para se montar esse portfolio [R$ 75.000,00], com
    um custo, através de Link corretora, de R$220,50, já considerados ISS e
    desconsiderados emolumentos e tx. de liquidação. Isso dá 0,15% do
    portfolio, o que demonstra a viabilidade da construção do mesmo e
    inclusive a possibilidade de se possuir mais ações no índice (30, 40?,
    50???). Um maior número de ações diminuiria substancialmente a
    possibilidade do “Dell effect”, trazendo a chance de ter um retorno
    acima do índice bem próximo de 50% (mas ainda menor), além de diminuir o
    tracking error e o terminal wealth dispersion.”

    Ainda fico com uma pulga atrás da orelha quanto ao custo composto do IR no longo prazo em dois momentos – vejam que são dois momentos e não apenas um:

    a) na tributação do ganho de capital quando do resgate ou conversão de parte em renda fixa para o investidor usufruir da aposentadoria e

    b) principalmente, na tributação da venda das cotas de ETFs para os necessários rebalanceamentos anuais (no máximo) – no meu caso, é semestral – que certamente ocorrerão em períodos bull em um horizonte de 20 anos – considerando que em um porffólio grande os aportes não serão suficientes para o rebalanceamento.

    O capítulo 7 (How Fees Eat Your Lunch) do “The Intelligent Portfolio” e o 15 (Fees Matter in Asset Allocation Planing) do “All About Asset Allocation”, bem como todos os livros do Boogle, todos fazem um alerta veemente sobre o custo de carregar uma alta carga de despesas (o tributo é a principal ou uma das principais) e o perigo dos “custos compostos”.

    Considerando que desconheço qualquer estudo (i) sobre o impacto do IR na utilização de ETFs no Brasil em relação a uma carteira de ações que siga um índice e consiga diminuir a carga tributária e (ii) os efeitos da tributação no rebalanceamento, prefiro, amadoristicamente, crer (é uma crença, não sou pesquisador e nem tenho talento para tanto) que é melhor tentar colar em um índice (com baixo custo) e não pagar o IR.

    No final das contas, pode ser que estejamos debatendo filigranas, pois os dois caminhos levarão ao mesmo destino, podendo um caminho ser um pouco mais curto que o outro – qual deles só saberemos quando chegarmos ao destino.

    Abs!

     

    • Que maravilha de comentário Deuteron!

      De fato os livros nacionais, assim como diversos “gurus” do mercado parecem escrever mais sobre auto-ajuda do que demonstrar através de estudos e cálculos as importantes diferenças sobre uma estratégia de investimentos.

      Ainda bem que temos acesso aos livros estrangeiros que contém maiores detalhes destes estudos e podemos compartilhá-los através de nossos blogs, criando um ambiente diferente e qualificado.

      Sua conclusão foi extremamente sensata. O maior problema, conforme você citou, pode ser o IR cobrado nos ETFs ao longo do tempo.

      No entanto, os 5 benefícios dos ETFs que tratei ao longo deste artigo são, na minha visão, suficientes para o caso de termos que escolher entre um caminho e outro.

      Agradeço seu valioso comentário!

      Grande Abraço!

  • Deuteron

    Henrique e
    Guilherme,

    a opinião dos colegas realmente é muito bem fundamentada, tendo sida adquirida
    boa parte dos meus conhecimentos (se não a parte mais relevante) pelas leituras
    indicadas aqui no HC Investimentos.

    Com absoluta certeza, digo que nos comentários dos posts dos blogs que sigo
    (Viver de Renda, HC, IF, Valores Reais etc)  há um patamar de discussão
    inexistente em qualquer livro de investimentos no Brasil, que em sua maioria
    são de “auto-ajuda”.

    E discutir é muito saudável. Uma “disputa” em que todos que peleiam
    saem ao final vencedores.

    Gostaria apenas de deixar claro que não acredito que um amador possa bater o
    mercado (acho que já aprendi o suficiente nas minhas leituras para saber isso),
    mas acredito que o investimento passivo não precisa ser necessariamente e
    exclusivamente através de ETFs, o que é no longo prazo meu objetivo (fazer de
    forma mecânica uma carteira próxima a um índice ou a dois), vide este antigo
    post do Viver de Renda de maio de 2010:

    “Vejam que com 21 ações nós conseguimos abranger 88% do IBRX-50, tudo
    graças ao peso absurdo que Petro e Vale possuem no índice. Com esse portfolio
    eu não tenho dúvidas que a correlação com o IBRX-50 chegue a 0.95, algo mais do
    que satisfatório para mim.

    Segundo meus cálculos, são necessários 33 trades para se montar esse portfolio
    [R$ 75.000,00], com um custo, através de Link corretora, de R$220,50, já
    considerados ISS e desconsiderados emolumentos e tx. de liquidação. Isso dá
    0,15% do portfolio, o que demonstra a viabilidade da construção do mesmo e
    inclusive a possibilidade de se possuir mais ações no índice (30, 40?, 50???).
    Um maior número de ações diminuiria substancialmente a possibilidade do
    “Dell effect”, trazendo a chance de ter um retorno acima do índice
    bem próximo de 50% (mas ainda menor), além de diminuir o tracking error e o
    terminal wealth dispersion.”

    Ainda fico com uma pulga atrás da orelha quanto ao custo composto do IR no
    longo prazo em dois momentos – vejam que são dois momentos e não apenas um:

    a) na tributação do ganho de capital quando do resgate ou conversão de parte em
    renda fixa para o investidor usufruir da aposentadoria e

    b) principalmente, na tributação da venda das cotas de ETFs para os necessários
    rebalanceamentos anuais (no máximo) – no meu caso, é semestral – que certamente
    ocorrerão em períodos bull em um horizonte de 20 anos – considerando que em um
    porffólio grande os aportes não serão suficientes para o rebalanceamento.

    O capítulo 7 (How Fees Eat Your Lunch) do “The Intelligent Portfolio”
    e o 15 (Fees Matter in Asset Allocation Planing) do “All About Asset
    Allocation”, bem como todos os livros do Boogle, todos fazem um alerta
    veemente sobre o custo de carregar uma alta carga de despesas (o tributo é a
    principal ou uma das principais) e o perigo dos “custos compostos”.

    Considerando que desconheço qualquer estudo (i) sobre o impacto do IR na
    utilização de ETFs no Brasil em relação a uma carteira de ações que siga um
    índice e consiga diminuir a carga tributária e (ii) os efeitos da tributação no
    rebalanceamento, prefiro, amadoristicamente, crer (é uma crença, não sou
    pesquisador e nem tenho talento para tanto) que é melhor tentar colar em um
    índice (com baixo custo) e não pagar o IR.

    No final das contas, pode ser que estejamos debatendo filigranas, pois os dois
    caminhos levarão ao mesmo destino, podendo um caminho ser um pouco mais curto
    que o outro – qual deles só saberemos quando chegarmos ao destino.

    Abs!
     

  • Gostei bastante do texto. Muito educativo, simples e direto. Vocês, investidores em ETFs, estão me convencendo, devagar estou trocando minhas ações individuais por ETFs.
    Necessito mais tempo livre em minha vida.
    Não necessariamente *livre*, porém mais tempo para adquirir conhecimento.
    O blog toma muito tempo também.
    A ver o que vou conseguir fazer com o tempo extra…rsrs.
    Abraços Amigo HC! 

    • Grande Everton!

      Com mais tempo livre é possível cuidar com maior precisão de nossa carteira de investimentos. Afinal, é mais fácil tomar conta de um “ovo” do que “20 ovos”.

      O tempo extra irá lhe permitir cuidar melhor de seu blog, escrever artigos com maior qualidade, pesquisar mais, analisar mais. Enfim, benefícios que ainda poderão vir com uma rentabilidade extra, custos menores e risco menor.

      Abraços amigo!

  • Fernanda

    Interessante…

    Mas eu tenho minha carteira de longo prazo, que comecei a montar em novembro de 2009, quando o ibovespa estava nos 70 mil pontos, e de lá pra cá estou com uma rentabilidade de 41% enquanto BOVA11….

    E isso dedicando apenas algumas horas do meu dia a cada 3 meses para estudar as empresas.

    • Parabéns Fernanda!

      Provavelmente escolheu ações de consumo e/ou utilidade pública. Foram os big winners deste período.

      No entanto, misturando um pouco de BOVA11 com SMAL11 já é possível chegar um pouquinho próximo deste resultado neste período.

      A rentabilidade extra fica por conta de market timing e stock picking.

      Desejo-lhe sucesso com a estratégia!

      Abraços!

  • Leonardo

    Henrique, em primeiro lugar, parabéns pelo blog.
    Eu fiquei como uma dúvida ao ler seu artigo. A dúvida é meio idiota, mas lá vai.
    Você apontou como vantagem o fato de nos ETFs haver o reinvestimento automático dos dividentos. Nas ações individuais é muito fácil perceber o reflexo do reinvestimento dos dividendos no aumento da carteira. Mas e nos ETFs? Na prática, o que isso representa de ganho para o investidor? Em outras palavras: como fico mais rico com o reinvestimento automático dos dividendos nos ETFs?
    Um abraço.

    • Olá Leo!

      Primeiramente, sinta-se à vontade para tirar qualquer tipo de dúvida.

      A diferença do reinvestimento dos dividendos nos ETFs é que você não vê o dinheiro sendo reinvestido. É automático. E isso é ótimo (na minha opinião), pois economiza nossa tempo e os custos com novas corretagens.

      Acho que este exemplo irá ilustra melhor a situação:

      Temos dois ativos com mesmo preço:

      1. ETF (R$ 30,00)
      2. ABCD4 (R$ 30,00)

      1. ETF termina o ano com preço de R$ 40,00
      2. Ao longo do ano a empresa ABCD4 distribui R$ 10,00 em dividendos e termina o ano com o mesmo preço anterior (R$ 30,00)

      Qual obteve maior rentabilidade?

      Ambas terminaram o ano com lucro de R$ 10,00 correto?

      Portanto, o que realmente importa é o retorno total do ativo.

      A única diferença é que nos ETFs o reinvestimento é automático e parece “invisível” para o investidor.

      Abraços!

    • Olá Leo!

      Primeiramente, sinta-se à vontade para tirar qualquer tipo de dúvida.

      A diferença do reinvestimento dos dividendos nos ETFs é que você não vê o dinheiro sendo reinvestido. É automático. E isso é ótimo (na minha opinião), pois economiza nossa tempo e os custos com novas corretagens.

      Acho que este exemplo irá ilustra melhor a situação:

      Temos dois ativos com mesmo preço:

      1. ETF (R$ 30,00)
      2. ABCD4 (R$ 30,00)

      1. ETF termina o ano com preço de R$ 40,00
      2. Ao longo do ano a empresa ABCD4 distribui R$ 10,00 em dividendos e termina o ano com o mesmo preço anterior (R$ 30,00)

      Qual obteve maior rentabilidade?

      Ambas terminaram o ano com lucro de R$ 10,00 correto?

      Portanto, o que realmente importa é o retorno total do ativo. 

      A única diferença é que nos ETFs o reinvestimento é automático e parece “invisível” para o investidor.

      Abraços!

      • Marcelo

        Caro Henrique, sou muito grato pelos esclarecimentos que seu blog nos dá, desta forma por favor me tire esta dúvida.

        Vamos colocar o seguinte exemplo:
        Tendo em vista que o bovespa suba 50% no ano então o BOVA11 teria uma subida proporcional a ele de aproximadamente 49% (ou próximo disso levando em consideração a taxa de administração cobrada).

        Então vem a pergunta, como será dado o ganho com os dividendos se o ETF está atrelado ao índice Bovespa? ou nos será dado novas cotas de ETF (ou frações dela) na forma de dividendos? Não estou conseguindo fazer bater esta conta.

        Pois pelo que eu entendi, se os dividendos são automaticamente injetados nas ETFs, então a tendência é que o ETF sempre fique superior ao índice BOVESPA com o passar dos anos, desculpe a pergunta que talvez seja boba, mas não estou conseguindo visualizar este reinvestimento dos dividendos.
        Parabéns pelo blog
        abraços

        • Olá Marcelo!

          Fique tranquilo. Não existe isso de dúvida boba aqui não.

          Somos todos “alunos” do mercado.

          Talvez não esteja claro, mas o índice Bovespa considera o reinvestimento dos dividendos das ações, assim como os ETFs fazem.

          A variação que você vê diariamente, semanalmente ou mensalmente do Ibovespa considera estes dividendos.

          Muita gente se ilude achando que só por reinvestir os dividendos de empresas que os pagam bem alto ganharão do índice. Isso não é verdade…

          E não é à toa que 66% dos fundos ativos de ações perdem para o Ibovespa. Além disso, 78% destes fundos tem risco superior ao Ibovespa.

          A solução que pratico e apresento são os ETFs, que seguem o Ibovespa bem próximo.

          Grande Abraço!

  • TBB

    Parabéns Henrique, ótimo post no qual você expõe todas as possíveis
    vantagens do investimento em ETFs em comparação a de ações unitárias. Acredito
    que o tema é um pouco polêmico e infelizmente no Brasil ainda não temos dados
    para chegarmos a uma conclusão sobre o assunto. Com base no mercado americano
    acredito que suas afirmações possam ser conclusivas e espero que um dia podemos
    fazer esta análise com base em nosso mercado.

    Aproveitando gostaria de tirar uma dúvida, em um hipotético
    ETF de empresas pagadoras de dividendos, com taxa de adm. entre 0,50 e 0,70
    você optaria por investir desta forma ou a partir de um fundo tradicional de
    dividendos, com taxa de adm. de 2% como o BB ACOES DIVIDENDOS FICFIA?

    • Olá TBB!

      Eu não teria a menor dúvida em optar pelo ETF!

      Só a diferença de 1,5% na taxa de adm já é algo muito relevante.

      Ademais, o ETF seguiria um índice, enquanto o fundo seria ativo, tentando bater este índice. 

      Poucos alcançam sucesso pelo caminho ativo. E podem ser, inclusive, passíveis de sorte.

      Abraços!

  • Gouvealobato

    Fala HC,

    e entre investir no Tesouro Direto e em ETF, qual seria o mais vantajoso?

    Os ETFS teriam um risco um pouco mais aproximado do TD?

    Abs.

    • Olá!

      Por enquanto, só existem ETFs de índices de ações.

      Portanto, não é possível comparar diretamente ETFs com TD.

      São investimentos diferentes.

      Os ETFs tendem a ter um maior retorno (e risco) por estarem ligados a ações.

      Os títulos públicos são muito menos arriscados, mas tem um retorno menor.

      Diversificar entre os dois tipos de investimento é uma ótima opção que todo investidor inteligente deveria considerar.

      Abraços!

  • André W

    Olá Henrique parabéns pelo blog, principalmente por se tornar uma leitura obrigatória para aqueles que investem em fundos imobiliários.
    Gostaria de saber sua opinião sobre o que poderíamos avaliar para entrar ou não no novo fundo que será lançado, CENESP?Você entrou em algum IPO de fundo imobiliário?Abraço

  • Marcos

    Henrique. Parabéns pelo blog e por seus artigos. Tenho aprendido muito ao lê-los e vejo que são bem consistentes e fundamentados. Venho aqui, aproveitando a tônica do seu artigo acerca de EFTs, debater a seguinte idéia: ao invés de investir no BOVA11, por qual razão não se compra (ou vende) minicontratos futuros do IBOVESPA. Tenho pensado a respeito mas não tenho uma idéia completamente amadurecida a respeito. Listo as seguintes vantagens: 1) Você não precisa ter o dinheiro empenhado na compra do ativo: seu dinheiro pode ser deixado rendendo em algum título do tesouro nacional, apresentado como garantia na BMF/BOVESPA para poder operar o mini-contrato. Assim, teoricamente, estará livre do custo da oportunidade, pois o dinheiro ficará rendendo, e se a operação der certo, poderá obter também a valorização do minicontrato; 2) As taxas de corretagem são normalmente mais baixas; 3) Você pode vender o mini contrato e também ganhar na baixa; 4) a liquidez é excelente; 5) sem taxa de administração; 6) incorpora dividendos do período. Há alguns aspectos negativos também: 1) o ajuste diário, quando negativo, psicologicamente é desconformtável pois você vê o dinheiro saindo da sua conta; 2) há uma diferença entre o ibovespa e o ibovespa futuro. Hoje, por exemplo, o ibovespa fechou em 63.039, e o ibovespa futuro em 63.760. Esta diferença logicamente vai diminuindo conforme se aproxima a data do vencimento do contrato e alguns dizem que ela compensa o custo de oportunidade de manter o dinheiro oferecido como garantia na renda fixa. Assim, você ficaria sem o almoço gratis. Contudo, creio que o investimento ficaria 0X0 se ibovespa andasse de lado no período. Se ele se apreciar, você ganha nas duas pontas e não tem custo de oportunidade. Você já pensou a respeito? Será que a diferença apontada aniquila por completo a vantagem de não ter o custo de oportunidade suscitado? 

        

  • Hilton Charles S. Prata

    Como vai, Henrique? Já acompanho seu blog faz algum tempo. Mas, este é meu primeiro comentário.

    Bom… até hoje, só fiz investimentos em ativos de renda fixa, mas, já faz um tempinho que vinha pensando na possibilidade em investir em fundos de ações. Não sei por onde começar. Algum colega poder-me-ia me passar algumas dicas? Onde eu posso encontrar uma boa corretora com melhor custo/benefício para tal?  

    Agradeço desde já

  • Hilton Charles S. Prata

    Só pra constar, mais especificamente, estou pensando em investir em Fundos de Índice. Então, por onde começar? Alguém poder-me-ia indicar uma corretora? 

    • Olá Hilton!

      Utilizo a Linktrade (agora Rico).

      Não tenho nenhuma ligação com a corretora, sendo apenas um cliente feliz com o serviço.

      Pago R$ 9,80 de corretagem e, como tenho conta no Bradesco, não pago DOC/TED para transferir o dinheiro da minha conta para a conta da corretora.

      Eles também cobram R$ 6,90 mensal de custódia, a menos que você opere um única vez no mês, o que isenta esta taxa.

      No Tesouro Direto cobram 0,2% ao ano, o que considero uma boa taxa.

      Abraços!

  • caetano

    Parabéns pelo blog! Só não entendi a falta de ênfase que deu ao PIBB11, que tem taxa de administração 10 vezes menor!

    • Olá Caetano!

      Não me entenda mal. Eu invisto em PIBB11 e também em BOVA11.

      Tenho preferido o BOVA11 ultimamente devido a liquidez que é MUITO melhor.

      Entretanto, também tenho o PIBB11 em carteira.

      Sim, a taxa de administração é 10x menor e sempre sou favorável a cortar custos.

      Mas a decisão entre PIBB11 e BOVA11 não é tão simples…O retorno (que já desconta as taxas de adm) é muito próximo!

      Abraços!

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  • Willy Fog

    Clap Clap Clap Excelente Henrique!
    .
    Achei que já tinha postado um comentário aqui pois li este artigo um tempo atrás, mas parece que não.
    .
    Não tenho muito a acrescentar. O artigo ficou bem completo. 
    .
    Abcs

    • Obrigado pelo comentário Willy!

      E parabéns por ser também um grande incentivador dos ETFs!

      Abraços!

  • Pingback: 17 Dicas de Investimentos para Vencer no Mercado()

  • Excelente texto, Henrique. Muito completo e embasado, marca já registrada dos seus artigos. Só tenho a acrescentar o cuidado ao investir baixos valores. Para quem vai comprar apenas um lote, por exemplo, os custos fixos (taxa de corretagem e, para alguns, DOC) são bem significantes.

    Comprar um lote de BOVA11 a R$ 521,50 (cotação de fechamento em 25/08/11) e pagar R$ 10 de corretagem e R$ 8 de DOC, por exemplo, equivale a começar “perdendo” 3,45%. O ideal, na minha opinião, é que essa perda não supere 0,5% do valor de compra.

    Abração e sucesso!

    • Olá Rafael!

      Muito obrigado pela participação.

      Sua observação faz TODO sentido.

      É muito importante sempre considerar todos os custos envolvidos nas operações e analisar o quanto ele irá representar em relação ao seu investimento.

      E que coincidência!

      Também uso o valor de 0,5% como limite de custos para minhas operações.

      Excelente dica!

      Grande Abraço e Sucesso!

    • Artur2

      Não só os aporte como a carteira em sí. Quem paga R$10 de custódia todo mês terá um custo de R$120 ao ano a mais na conta. E se o objetivo é reduzir custos (120/0,005)= R$ 24.000,00 é o valor mínimo investido para o investidor equiparar sua carteira a de um fundo de 0,5%a.a.

  • Pingback: Otimização de Carteiras: O Guia Completo()

  • Pingback: Risco País (Risco Brasil): Definição e Dados Históricos()

  • Pingback: Carteira de Investimentos: Gerenciamento de Risco [Agosto]()

  • Olá Henrique. Primeiramente, gostaria de lhe parabenizar pelo blog e pelos excelentos artigos postados. Já estive passando por seu blog por várias vezes, porém, esta é a primeira vez que estou deixando um comentário.
    Há bastante tempo venho observando e me interessando em todas as informações que tenho sobre os ETF´s, por acreditar ser uma ferramenta muito interessante a longo prazo, seja pela rentabilidade, como também pelo aumento de liquidez, que a tendência é cada vez aumentar.
    Minha dúvida fica com relação a grande diferença do preço real do ETF, com os preços de negociação (compra e venda), ou os chamados de spread, correto? E, principalmente, no SMAL11, conforme pode ser visto abaixo.
    Por exemplo, nesse exato momento temos os seguintes dados:
    BOVA11
    Valor: 52,73
    1ª Preço de Compra: R$ 52,27
    1ª Preço de Venda: R$ 52,30

    SMAL11
    Valor: 57,74
    1ª Preço p/ Compra: R$ 57,26
    1ª Preço de Venda: R$ 57,45

    Em outros oportunidades, já vi essas diferenças de preços muito maiores.

    Enfim, eu já li que os ETF´s tem seus formadores de mercado, mas não sei bem como isso funciona. Pois estou acostumado a negocias ações (blue-chips) com os preços reais dela (seja na compra, como na venda). Nas ETF´s os preços de compra e venda sempre acompanharão o preço real do ativo?
    Por exemplo: No caso da SMAL11 acima, o primeiro interessado na compra teria que aumentar em R$ 0,19 (57,45 – 57,26) sua ordem, correto? Por exemplo, caso haja um aumento de 5% nos próximos 10 dias do valor do ativo, essa pessoa teria esse ganho de 5% computado caso resolva vender após este período?

    Outra dúvida com relação aos ETF´s é se sabe me dizer se existe a possibilidade de se negociar opções sobre esses “fundos de índices”. Pois caso houvesse, poderia planejar uma remuneração maior ainda da carteira (além da reaplicação automática de divendos) vendendo opções cobertas, por exemplo.

    Ufaa.. acho que escrevi demais!! Só queria deixar registrado que cada vez mais consolido meus investimentos com pensamento a longo prazo e utilizando a alocação de ativos. Pensamento este que, pelo que li neste blog, já é o seu a tempos.Abraço e obrigado!

    • Olá Reinaldo!

      Sobre o spread eu sinceramente não acho alto, já que muitas ações (tirando as blue-chips) às vezes oferecem spreads até piores.

      O ETF busca seguir um índice.

      No caso do BOVA11 o Ibovespa.

      No caso do SMAL11 o SMLL.

      Conforme falei no artigo o índice de aderência, ou seja, o quanto o retorno do ETF varia em relação ao índice é muito baixo.

      Portanto, uma queda no Ibovespa de -5% tende a ser acompanhada pelo ETF em -5%.

      Na prática, os ETFs obtém uma rentabilidade ligeiramente inferior ao índice. Provavelmente pela taxa de adm cobrada.

      Entendo suas preocupações porque também já tive as mesmas.

      Se ainda estiver com dúvida, sugiro consultar o site da iShares que é um show de transparência.

      http://br.ishares.com/home.htm

      Lá você encontrará todas as informações sobre o funcionamento do ETF, erro de aderência, cotas históricas, rentabilidades históricas…

      Sobre opções eu já vi muito tempo atrás opções sobre o BOVA11 mas a liquidez era muito ruim. Atualmente não sei exatamente como está, mas da última vez que li um comentário parece que não há nenhuma liquidez nestas opções…

      Uma pena, pois traria novas opções de investimentos.

      Grande Abraço!

  • Eliaquim

    Tenho algumas dúvidas em relação ao investimento em ETFs:

    1 – Como os dividendos são automaticamente reinvestidos, ninguém nunca vai poder “viver dos dividendos” como pode acontecer com as ações individuais. Estou correto?
    2 – Sendo assim, só se pode ganhar dinheiro com ETFs acumulando por um bom tempo e depois vendendo?
    3 – Ja ouvi um comentário do Mauro Halfeld na CBN, há muito tempo, falando que gosta muito de ETFs. Inclusive ele fala algo do tipo: existe a possibilidade de “abrir o pacote” de ações que formam o fundo e vendê-las isoladamente. Isso procede mesmo? Como funciona?

    Desculpa se minhas dúvidas forem muito elementares!

    • Olá!

      1. Sim, você só poderá tirar uma renda do mercado vendendo parte das cotas dos ETFs. Se seu foco for exclusivamente renda e dividendos, é uma das raras exceções em que vejo vantagem nas ações.

      2. Sim.

      3. Não sei exatamente ao que ele se referiu, mas que eu saiba você não pode escolher quais ações retirar do índice. O que poderia ser feito é alugar a ação que você não quer no ETF e vendê-la no mercado. Eles chama isso de operação “short”.

      Fique à vontade para perguntar, sugerir e criticar! =)

      Esta interação engrandece o blog e ajuda outras pessoas que poderiam ter a mesma dúvida.

      Grande Abraço!

  • Pingback: 3 razões para não investir todo o seu capital em ações [Parte I] : HC Investimentos()

  • Daniela

    Achei pertinente o questionamento do  Domingos, pois fiquei com a mesma dúvida. Mas acredito que os comentários do Henrique esclareceram as duvidas

  • Evandro Araujo

    Boa noite, caros investidores!!! Papo altamente qualificado!!! E tem outra coisa: imposto pagaremos sempre!!! Respirou, pagou!!!! Partindo deste princípio concluo: como estou a acumular patrimônio, teoricamente pagarei imposto daqui alguns anos ( a não ser que você retire antes) e o caso de colocar seus ETFs para alugar (doador). Que fundo te permite isso? Abraços e continuem assim!!! Boa semana!!!

    • Luispaulokx

      Como diz o cerbasi em seus livros “queremos pagar impostos!”, isso quer dizer que estamos ganhando mais que os impostos.

  • Pablo Garcia de Andrade

    Excelente artigo e comentários!

    Sou principiante, e estou começando a entender melhor como funciona esse mercado. Como ainda sou bem jovem, sou otimista, e estou aprendendo bastante, mas ainda tenho dúvidas simples.

    Uma das dúvidas era sobre o investimento mínimo inicial, porque eu praticamente nem comecei a trabalhar ainda. Mas já foi respondida pelo Rafael Seara, ótima colocação!

    A outra pergunta é sobre a estratégia deste tipo de investimento. Comecei estudando e me ambientando em Análise Técnica e operações de day trade, ou operações semelhantes. Neste caso a intenção é completamente diferente, certo? Pretende-se comprar o ETF, e segurá-lo para colher os frutos depois de um período de tempo de alguns anos, não é isso?

    Bom, é só isso. Desculpem a minha ignorância, mas eu pretendo aprender bastante sobre isso antes entrar no mercado sem conhecimento.
    Grande abraço.

    • Olá Pablo!

      Sim, a mentalidade é BEM diferente.

      Aqui nós preferimos a estratégia da alocação de ativos, muito utilizada lá fora em mercados mais maduros, porém ainda muito pouco falada aqui no (ainda) primitivo mercado de capitais brasileiro.

      Não é nenhuma estratégia de outro mundo, mas ela junta o investimento em longo prazo com diversificação (redução do risco) e também se apoia em aspectos comportamentais (economia comportamental).

      Logo, a intenção ao comprar um ETF é de segurá-lo até que seja preciso realizar pequenas mudanças em sua alocação para manter a carteira equilibrada no sentido de retorno e risco.

      Ao longo do nosso minicurso você verá em detalhes como funciona esta estratégia!

      Abraços!

      • Pablo Garcia de Andrade

        Obrigado pela resposta!

        Estou sempre acompanhando seus posts, são todos bem argumentados e explicados, com ótimo conteúdo, e ao mesmo tempo fácil de entender. Estou aprendendo bastante!

        Um abraço.

        • Muito obrigado Pablo!

          É uma honra compartilhar o que tenho aprendido ao longo destes 4 anos com todos vocês.

          Qualquer dúvida, crítica ou sugestão sinta-se à vontade para compartilhar.

          Grande Abraço!

  • Annacatarine_

     Ola, Henrique
     
    Adorei muito seu artigo e ja tirei muitas duvidas no seu blog! E agradeco por ele existir!
    A minha duvida e: Estou pensando investir em 4 etf’s CSMO11, PIBB11, SMAL11 e MOBI11, seria uma boa estrategia para uma investir em renda variavel?
     
    Obrigada
     

    • Olá!

      Sem dúvida os ETFs são um ótima caminho para investir em Renda Variável.

      Entretanto, só atentaria para a liquidez (número de negócios diários) dos ETFs citados.

      Pessoalmente só invisto em BOVA11 (tem ótima liquidez) e SMAL11 (a liquidez não é lá essas coisas, mas tem melhorado bastante).

      Você pode conferir a liquidez através do portal Guiainvest:

      http://www.guiainvest.com.br/cotacao/smal11.aspx

      Abraços!

      • Rodrigobua

        Henrique, vc acha que este é um bom momento para se investir em ETFs, levando em conta toda esta volatilidade?
        Quantos % devem ser alocados em ETFs levando em conta que sou conservador (médio)?
        Será meu primeiro investimento em ETFs. Qual tipo vc acha mais correto pra começar?

        Agradeço!

        • Olá Rodrigo!

          Recomendo fortemente você ler nosso artigos sobre alocação de ativos para saber o quanto investir em cada classe ou ativo.

          http://hcinvestimentos.com/alocacao-de-ativos/

          Já adianto que não existe uma regra e cada tipo de investidor demanda uma alocação diferente.

          Um investidor conservador geralmente deveria ter entre 10% e 30% em ações na minha humilde opinião. O número é uma referência.

          Supondo que opte por alocar 20% em ações você precisará agora definir o quanto será investido em ações de alto valor de mercado (blue-chips) e de baixo (small-caps).

          Tendo em vista seu perfil conservador, poderia-se alocar 15% em BOVA11 e 5% em SMAL11, por exemplo.

          Estes são os 2 ETFs que tenho em carteira e que considero essenciais na carteira dos investidores em ETFs.

          Em nosso minicurso sobre investimentos (totalmente grátis) você encontrará respostas para estas dúvidas e outras que talvez tenha:

          http://hcinvestimentos.com/minicurso-hcinvestimentos

          Grande Abraço!

  • Letícia

    Olá, Henrique.
    Acompanho alguns blogs sobre finanças, e o seu sempre se destaca pela qualidade e profissionalismo do material. Parabéns pelo trabalho.
    Havia lido uma notícia há alguns meses sobre a criação de um fundo de índice (ETF) focado em FII. Você saberia me dizer se há previsão de lançamento? Obrigada

    • Olá Letícia!

      Obrigado pelas palavras gentis. É uma honra poder colaborar.

      Pois é…também estou no aguardo do desfecho deste possível ETF com foco em FII. Porém, até agora, não tenho novas informações sobre o mesmo.

      Assim que tiver algo novo estarei atualizando, seja aqui no blog, no twitter ou no facebook.

      Abraços!

  • Lucas

    Supondo que tive R$500 de prejuízo na venda de ações. Se eu comprasse ações e tivesse lucro de R$500, poderia abater o IR, correto? Mas se ao invés de comprar ações eu comprar ETFs, posso abater o IR também?

  • Olá Henrique, tudo bom ?

    Primeiramente queria parabeniza-lo pela matéria, esta excelente, os comentários estao muito bons tbm, tenho aprendido bastante.

    Agora gostaria de saber quantos ETFs temos no mercado brasileiro ?

    e quais seriam os melhores para o pequeno investidor ?

    e pq vc só investe em BOVA11 e SMAL11 ? como foi dito anteriormente ?

    um abraço

    • Olá Victor!

      Você pode acompanhar todos os ETFs disponíveis na seguinte página da BM&F Bovespa:

      http://www.bmfbovespa.com.br/shared/iframe.aspx?idioma=pt-br&url=http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/mercados/fundos/ExecutaAcaoEtf.asp

      Os melhores seriam BOVA11 e SMAL11 porque eles já englobam o essencial para o investidor. Blue-Chips (BOVA11) e Small Caps (SMAL11).

      A maioria dos ETFs disponíveis hoje é setorial. Ou seja, abrangem um setor dentro do próprio Ibovespa.

      Abraços!

      • Marcelo

        E aí Henrique, tudo em Paz cara,

         Sempre acompanho tuas matérias e tenho aprendido muito aqui, parabéns pela qualidade que vc dá ao blog, os comentários acima são prova disso.

        Com o texto acima, me surgiu a dúvida que é bem simples, mas ainda não tinha parado para pensar sobre isso, a famosa taxa de administração é cobrada pelo valor investido ou pelo montante acumulado (valor investido+lucro) durante o período em que estiver com a ETF? No site do Infomoney tem o seguinte texto

        “Lembre-se que a taxa é cobrada sobre o valor aplicado pelo investidor,
        e não sobre o saldo que está investido. Na prática, isso significa que
        uma pessoa que investiu R$ 1 mil em um fundo cuja taxa de administração
        é de 2%, terá que pagar, ao longo do ano, o equivalente a R$ 20 ao
        gestor do fundo, pelo seu trabalho de administração.

        Como essa quantia é função do valor aplicado e não do seu saldo no
        fundo, o montante a ser pago não considera a rentabilidade do fundo: ou
        seja, mesmo que mostre rentabilidade negativa, ocorre a cobrança de
        taxa.”

        Fonte: http://www.infomoney.com.br/fundos-renda-fixa/noticia/493214

        Desta forma quanto mais tempo eu ficar com a ETF (anos) menor será a fração do capital bruto total (valor investido + lucro)? Está certo isso?

        • Olá Marcelo!

          A taxa de administração já está embutida no error tracking do ETF em relação ao seu benchmark.

          Por exemplo:

          Se o Ibovespa tiver rentabilidade de 50% no ano e o BOVA11 apresentar rentabilidade de 49%, estes 1% (em parte) são perdidos devido a taxa de administração.

          Logo, você teria 49% de retorno e não os 50% do Ibovespa.

          Ao meu ver, a taxa de administração é baixa (principalmente comparada aos fundos de investimentos).

          Abraços!

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  • Para iniciantes concordo ser a melhor maneira de iniciar os investimentos em bolsa. A BM&FBovespa insiste em difundir a idéia de formação de clubes de investimentos, que são demasiado burocráticos e custosos, muito melhor é iniciar com ETF’s.

    Para quem tem mais conhecimento e uma carteira volumosa entendo ser melhor uma carteira diversificada, livre dos micos que todo índice carrega.
    Parabéns pelo site e o relevante trabalho que vem fazendo

  • Parabéns pelo blog, conheci ele hoje e passei horas lendo, material de excelente qualidade, muito bom esse post sobre ETFs, comentários muito bem elaborados. Criei o meu modesto blog a pouco tempo se quiser conferir será muito bem vindo.

    • Obrigado pelo seu comentário Viver de Juros!

      Desejo sucesso com o blog!

      Abraços!

  • FabioL

    Eu não gosto muito de ETFs. Acho que podemos montar estratégias de investimento direto em ações com quase nenhum acompanhamento.

    Basta montar a sua carteira com pelo menos 10 boas empresas com uma análise fundamentalista mínima (o que não é nada complexo), e investir todo mês (1 papel por mês por exemplo).

    A cada trimestre você passa rapidamente dando uma olhada para ver como estão os fundamentos.

    A questão do IR pesa. Mas outro ponto que pesa é que no IBOV o critério é de ter empresas com liquidez (ou seja, as mais negociadas). Isso faz com que entre um monte de empresas ruins no índice (lucros baixos, inconstantes, ou até com ausência de lucro ou sem dividendos), como as aéreas, as X, entre outras.

    Escolhendo empresas por alguns poucos critérios fundamentalistas (histórico crescente de lucros, ROE/ROIC, Dívida controlada, DY, etc), acho que com pouco esforço conseguimos bater o IBOV, e não apenas por poucos pontos…

    Abraço

    FabioL

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  • Excelente artigo Henique! Conheci o blog há poucas semanas e realmente estou convencido de que a alocação de ativos é justamente o conceito que eu procurava, após insucessos com operações de Day-trade e análise técnica. Estou começando a montar uma carteira com visão de longo prazo que por enquanto só tem ativos em RF. Com o intuito começar de diversificar, espero alocar 35% em Ações (15% – BOVA11, 10 – PIBB11 e 10% SMALL11) neste primeiro momento e depois começar a comprar ativos imobiliários.  Entretanto observei que a cotação dessas ETF´s está um pouco alta em comparação com as cotações dos últimos 2 anos. Mesmo com uma visão de longo prazo, seria interessante uma entrada neste momento? Acredito que talvez não, o melhor seria esperar um pouco mais e comprar em um momento de baixa.

    • Olá Leandro!

      Essa é uma dúvida muito comum, principalmente quando saímos de uma mentalidade de trader para uma mentalidade de investidor de longo prazo.

      Ao invés de olhar somente para o preço atual e compará-lo com o preço anterior através de gráficos (mesmo que históricos), você deve sempre olhar para a alocação de sua carteira e verificar se ela está de acordo com o seu perfil como investidor.

      O conceito é um pouco mais profundo do que isso e falo bastante sobre ele no eBook Alocação de Ativos.

      Abraços!

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  • josué duarte

    Excelente orientação aos iniciantes e até os veteranos, que muitas vezes vão esquecendo importantes lições. O investimento é negócio para longo prazo, porque o risco se dilui e a possibilidade de ganho é real, pois a economia está sempre crescendo, com alguns intervalos de estagnação ou crises.
    O mérito está na intenção de não só ganhar dinheiro, mas ajudar outros a ganharem também. E isto o autor está conseguindo, com certeza.

  • Saudações, HC!
    Parabéns pelo blog e pelo e-book (comprei e li nesta semana). Uma coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha com relação ao BOVA11 da i-Shares é que no regulamento do ETF BOVA11, a i-Shares pode aplicar em derivativos, usando até 20% do Patrimônio Líquido do FUndo. Como bem disse Warren Buffet, derivativos são armas de destruição em massa. Tenho que admitir que grande parte do meu medo é o meu desconhecimento desta ferramenta (opções). Gostaria de saber sua opinião a respeito.
    Abraço
    Sérgio
    Curitiba – PR

    • Olá Sergio!

      Não me preocuparia com isso. Basta ver o erro de aderência do BOVA11 em relação ao Ibovespa. É muito baixo.

      Além disso, a iShares, sob comando da Black Rock, detém grande parcela do mercado de ETFs no mundo. A credibilidade, qualidade e transparência dessa empresa é inquestionável.

      Uma olhadinha nos ETFs americanos e você verá que eles também seguem muito perto os índices de referência de lá. Seja ações, renda-fixa, FII ou qualquer tipo de índice.

      Entendo que nem tudo é perpétuo, mas vejo com uma probabilidade muito baixa o fato do BOVA11 ou qualquer ETF desviar bastante de um índice.

      Forte Abraço!

  • ph

    tracking error não é exatamente isso… e os motivos do tracking error não são apenas a taxa de adm, tem o turnover tbm…

  • luispaulokx

    Não pude me conter no meio da leitura e ir ver o historico entre BOVA e BVMF3, e é fato o BOVA oscila menos.
    Lembrando que não necessariamente um deve substituir o outro, é bom ter BOVA e se quiser estar sujeito a maiores crescimento ter ações na carteira como atacantes mais agressivos.

    To aprendendo certo HC? abraços!

  • Rodrigo

    Realmente o texto acima é muito instrutivo. Estou começando a investir agora e pretendo transferir meus recursos para ETFs, que proporcionam ao mesmo tempo diversificação e rentabilidade. Quero ressaltar que a escolha desse tipo de investimento passivo não exclui o uso da análise individual de empresas. Nesse ponto quero destacar a estratégia de investimento em small caps, que possibilitam grandes retornos . Ou seja, desde que uma pequena parte do capital seja empregado neste tipo de “garimpagem”, aliam-se os dois vieses de investimento com uma margem de segurança satisfatória. Assim, para aqueles que não querem abrir mão de “testar” suas habilidades sempre é possível investir de forma prudente e protegendo o principal.Obrigado pelo espaço e sucesso na disseminação da educação financeira.Abraços!

  • Arlindo

    Primeiro fica aqui minha admiração pelo idealizador deste site.
    Fazendo essa comparação entre ações X ETFs.
    Não seria melhor compor uma carteira com boas ações? Já que nos ETFs tem muita ação ruim junto com ação boa, justamente para que haja liquidez, o ADM do fundo até gostaria de comprar só ações boas, mas ele não pode movimentar bilhões em ações sem imensa liquidez. Mas a gente pode comprar ações com pouca liquidez.
    Lanço essa obs para que o mentor HC coloque o seu modo de pensar a respeito, se tiver algum tempinho.
    Obrigado.

    • Oi Arlindo!

      Agradeço pelo comentário e pela visita no site.

      A pergunta a ser feita é: O que é uma boa ação?

      Se fundos de investimentos profissionais que contam com uma equipe de analistas que trabalham com isso o dia inteiro tem retorno (na média) menor do que o Ibovespa, por que nós poderíamos distinguir melhor que eles o que é uma boa ação?

      Não apenas 66% dos fundos de ações perdem para o Ibovespa, mas 78% desses fundos tem volatilidade maior do que o índice (dados Bloomber e iShares).

      Portanto, reforço as vantagens apresentadas pelos ETFs nesse artigo.

      Abraços!

  • André

    Henrique.
    Boa noite.
    Gostaria de começar a investir em fundos de indice.
    Quais você recomendaria incialmente?
    Obrigado
    André

    • Oi André!

      Acredito que o BOVA11 e o SMAL11 são as melhores opções. Entretanto, verifique como eles irão se encaixar na sua alocação de ativos.

      Abraços!

  • R. St.

    Olá,

    Gostaria
    de lançar para reflexão um tema sobre ETFs que até o momento não foi abordado
    em nenhum daqueles que considero os principais blogs de finanças voltados a
    pequenos investidores (HC, valores reais, pequeno investidor, portinho, dentre
    outros). Esta mesma mensagem será postada em cada um destes blogs tanto para suscitar
    um debate na comunidade como também para, quem sabe, alguém apontar algum erro
    na minha lógica.

    Então
    vamos lá,

    Apesar
    de todas suas vantagens (diversificação, reinvestimento de dividendos,
    resultados satisfatórios com pouco esforço, baixos custos), O ETF TEM
    COMO GRANDE DESVANTAGEM O PAGAMENTO DE IR SOBRE O VALOR DOS DIVIDENDOS.

    Cuma????????

    Vamos
    pensar em duas carteiras diferentes, uma com 1.000 ações no valor de R$ 1,00
    outra com 1.000 ETFs com cotas de R$ 1,00.

    Apenas
    para simplificar a comparação, vamos pensar que tanto as ações como os ETFs se
    refiram a ações que tenham lucros constantes, dividendos constantes e que, por
    este motivo, seu preço permaneça constante. Sei que estas condições não existem
    no mundo real, mas a adoção de dados reais, apesar de gerar resultados
    diferentes, não irá interferir no ponto que estou abordando. Quem quiser tirar
    a prova pode tentar fazer os cálculos com a compra de ações do Ibovespa e com o
    Bova11 e postar aqui o resultado.

    Se a
    cada ano as mil ações renderem em dividendos o equivalente ao preço de 100
    novas ações e estes dividendos forem sempre reinvestidos, ao final de dez anos
    o investidor teria 2.593 ações e um patrimônio de R$ 2.593,00

    Como
    estas ações são entendidas pelo Fisco como patrimônio e não renda, o IR que o
    investidor pagaria sobre a venda delas incidiria apenas sobre a diferença entre
    o preço de compra e o de venda, que no nosso caso teórico seria o mesmo.


    com o ETF, a situação seria completamente diferente.

    Quem
    começou com 1.000 ETFs ao final de dez anos continuaria com 1.000 ETFs.

    Porém,
    como os ETFs correspondem a cotas de um fundo que se valoriza pela retenção e
    reinvestimento de dividendos, o valor da cota de cada ETF será
    consideravelmente superior.

    No
    exemplo teórico das ações que não oscilam e pagam um DY 10% a.a., as cotas de
    cada ETF passariam a valer R$ 2,59, e os 1000 ETFs R$ 2593,00.

    Até
    aqui tudo igual.

    Porém,
    na hora de recolher o IR sobre uma venda, a valorização da cota do ETF advinda
    exclusivamente do reinvestimento destes dividendos (R$ 1.593,00) seria
    incorretamente vista como ganho patrimonial, e, por esta razão, ficaria sujeita
    à alíquota de 15% de IR.

    Pagos
    os impostos, o que restaria líquido ao investidor seria o equivalente a R$ 2.354,00.

    Não
    sei se fui claro, mas se o meu raciocínio estiver correto, esta seria uma
    segunda desvantagem tributária de se investir em ETFs (a primeira seria a de
    não gozar da isenção para vendas de até R$ 20.000,00 por mês).

    Colocando
    tudo na ponta do lápis, o investimento em ETFs talvez não seja tão interessante
    assim.


    havia pensado sobre esta desvantagem? Qual sua opinião sobre o assunto.

    Abraços
    e parabéns pelo blog.

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  • Rogerio

    Caros Henrique e Rafael Seabra (que comentou) sou seguidor assíduo dos blogs de vocês e estou namorando muito os fundos índice! Mas tenho algumas dúvidas: o IR tenho que recolher todo mês? Ou isso é feito diretamente, como na questão do reinvestimento dos dividendos? Quanto adquiro os ETFs por uma corretora fora dos bancos tradicionais, dependendo da corretora ela cobra a taxa de custódia. neste caso eles debitam como? Por exemplo se uso a corretora do meu banco (BB) o debito ocorre na c/c, mas as corretoras fora dos banco é aberto uma conta e tenho que deixar dinheiro lá parado referente a esses debitos ou eles são debitados das minhas posições (ETFs; ações, tesouro direto), é isso?

    Grato!!!!!!!!!!

    Rogerio

    • Joao Henrique Arena

      o IR é recolhido caso vc venda o lote, ex. comrou a 40 reais, vendeu a 44 reais. Lucro de 10% = 4 reais. vc recolhe o IR de 4 reais, ou seja 15% de 4 reais. A taxa de custódia é cobrada sempre que se investe em ações, isso é pago a cblc. É debitado direto da sua conta da corretora, no meu caso 6,9/mes. Tem que ter uma grana lá pra ser debitado automaticamente.

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  • Ramon Barbosa

    Muito bom! Vou estudar mais sobre esta modalidade. Eu atualmente opero lançamento de opções e no mercado direcional. Algumas das vantagens que você mencionou são bem interessantes.

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  • Alexandre Mendes

    Henrique, as informações acima continuam atuais?

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  • Hugo

    Baseado no comentário de Rafael Seabra, qual o mínimo de grana é necessário para começar a investir em uma ETF?

    • O valor mínimo é o valor do próprio ETF 🙂

      Ele funciona do mesmo modo que as ações. Porém, o lote é de 10 ao invés de 100.

      Abs!

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  • Artur

    Eu nem consideraria o IR como a grande desvantagem do ETF, aliás, eu aceitaria pagar até 20% de IR dos lucros auferidos na alienação de cotas se os ETF fizessem o Repasse dos DIVIDENDOS (e reaplicação somente dos JSCP). Os ETF deveriam ser tratados como os FII, pois aí eu decido em: COMPRAS NOVAS COTAS OU ALOCAR NOUTRO ATIVO os DY. A lógica por trás disso:
    1- Fluxo de Caixa mesmo com mercado em baixa como 2013.
    2- no longo prazo o ETF descolaria do índice entre 30% e 60% fazendo com que eu pagasse menos IR em relação a cota inicial, ou até mesmo nem pagasse IR e vivesse só do DY (reaplicando em novas cotas claro).

  • Artur

    Exemplo tosco, porém com sentido. É HIPOTÉTICO!
    Seguindo o raciocínio: Digamos que alguém com 50k aplicasse todo o dinheiro em Bova11, que distribui os dividendos SEMESTRALMENTE, das ações que compõe o IBOV, em média 3% a.a de DY (vamos considerar o crescimento médio dos lucros das empresas = ao PIB 4,5%a.a). E esse alguém aplicasse todo semestre os DY em NTN-B Principal 2043, a uma taxa Real acima do IPCA (Média de 2% – 5%a.a). Não vou nem fazer as contas:
    ALGUÉM SE ariscaria a dizer QUEM estaria numa situação mais confortável ?

    1-A pessoa que investe em Bova11, que atualmente, reinveste os DY no fundo.
    ou…
    2- A pessoa do exemplo acima: SE os ETF distribuísse os DY.

    * Considerei uma pessoa com 20 anos que recebeu do pai um presente “o valor de um GOLF” e decide se aposentar aos 50 anos com esse presentão do PAPAI e gostaria de possuir mais ativos de RF do que RV ao se aposentar.

  • Bizz Invest

    Henrique, parabéns pelo livro! Comprei e estou achando ótima a leitura, Para que quer comprar ETFs operando com pouco capital já há corretoras que oferecem taxas de corretagem a 1,99 o que já permitiria investimentos na ordem de apenas r$ 300,00.

  • Huck

    No livro (O Investidor Inteligente) de Benjamin Graham – a ‘Bíblia’ do Investidor – Leitura mais que recomentada! Dedico a leitura do Capítulo 9 a todos os descrentes; como eu já fui um dia. O livro que possuo é comentado por Jason Zweig; na página 284 “…Mais tarde em sua vida, Graham elogiava os fundos de índices como a melhor escolha para investidores individuais, como faz Warren Buffett.¹ ”
    ___________________________________________________________

    1 “A maioria dos investidores, tanto institucionais como individuais, descobrirá que a melhor forma de possuir ações é através de um fundo de índice que cobra taxas mínimas. Aqueles que seguirem esse caminho certamente superarão… a grande maioria de profissionais de investimento”

    http://www.berkshirehathaway.com/1996ar/1996.html

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  • João Felipe

    HC, essa dica ainda é válida pros dias de hoje ? obrigado

  • Pingback: [9/12] Atualização Mensal das 380 Carteiras (Setembro/2013)()

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  • Joao Henrique Arena

    Pra mim não ficou claro o fator dividendos? Como um fundo gera renda passiva? Entendi todas vantagens e etc. Mas não ficou claro o fato dos dividendos.

    Muito legal o blog, parabéns, acredito que o mais completo que já visitei. Ficou na minha lista do melhor, Hc investimentos e o Bastter!

    valeu

  • Excelente artigo, mas para quem está começando neste mundo agora, há alguma atualização relevante a ser feita desde 2011, quando foi escrito?

  • Fábio

    Olá Henrique,

    A grande questão que fica é qual combinação de ETFs escolher: 1) BOVA11 e SMAL11? ou 2) BOVA11 e PIBB11?

    Parece que não é só uma questão de correlação, mas também do tipos de ações que compõem cada um, em termos de setores da economia.

    O PIBB11 tem 2 vantagens em relação ao SMALL11: liquidez e, principalmente, custo.

    • Pedro

      Fábio: PIBB11 parece que continua sendo a bola da vez, principalmente devido a liquidez diária.
      Mas e quanto ao ECO11? Já vi muitos blogs o recomendando, pois a questão da sustentabilidade só tende a aumentar nas empresas e a tendência de legislação é pressionar todo mundo a seguir um índice de emissão de carbono cada vez menor.

      Henrique: já montei uma carteira de médio e longo prazo com TD e agora pretendo começar o investimento em ETFs. Pela “lei dos 0,5%”, com corretagem de R$11,90/ordem e taxa de custódia de R$6,90/mês, supondo que eu faça somente uma ordem de compra de um volume grande ao ano, para compensar o investimento teria que desembolsar R$ 20.000,00?

      Cálculo:
      R$ 11,90 (ordem de compra)
      R$ 6,90 x 12 = R$ 82,80 (taxa de custódia ao ano)
      R$ 94,70 (total de custos)
      R$20.000,00 x 0,5% = R$ 100,00

      Ou posso trabalhar somente com o valor da compra, ignorando o valor da custódia?

      R$ 11,90 (ordem de compra)
      R$ 2.500,00 x 0,5% = R$ 12,50

      Digo isso pois o valor a ser investido muda consideravelmente nos dois casos!

      OBS: não estou considerando valores de DOC para as operações.

      Abraços.

  • Pedro Centrino

    Olá Henrique!
    Este é uma boa hora para Fundos de Indice ?

  • Hélen Brito Sudweslley

    Boa Tarde Henrique.

    Fiquei bastante interessada em investir, porém como é a primeira vez sempre rola aquele frio na barriga …

    Gostaria de saber os valores que posso inciar?

  • Gil Santos

    Excelente artigo, muito esclarecedor e de fácil compreensão. Porém, fiquei com uma dúvida sobre como ganhar dinheiro investindo em ETFs.

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  • Ivan Azevedo

    Ótimo post! Vale lembrar que a XP lançou o 1º ETF ativo do Brasil, o XP TOP DIVIDENDOS, que paga dividendos diretamente na conta, sem incidência de IR, enquanto os demais reinvestem e será cobrado IR sobre esses dividendos. Mais informações em:
    http://www.traderemfoco.com.br/#!XPTD11-XP-TOP-DIVIDENDOS-Único-ETF-ativo-no-Brasil/c193z/F9CEEF62-1EC2-4B45-9FA4-A8BE0F8B9CCA

  • Marcelo

    Bom dia
    Estou comprando ETFs a um tempo, mas estou com uma dúvida, só irei receber o dinheiro delas na venda das mesmas?. Porque até o momento só venho comprando os ETFs sem tentar vende-los, devo continuar nessa estrategia ?, pois por exemplo vou comprado mais FII e else vão me pagando os dividendos, ou seja quanto mais comprar mais vou receber, mas não vejo como funcionaria o meu retorno nas ETF’s , poderia me ajudar ?

    Att

  • Andrea Engeseth

    Supert! amanha mesmo estou comprando….e limitando, aos 20 mil 😉 Obrigada! A proposito, com essas turbulencias, onde mais voce aplicaria?

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  • Danilo

    Oi bom dia, estou investindo em ETF, mais especificamente no DIVO11, gostaria de saber se é seguro investir igual a uma ação ou o ETF pode falir também e eu perder tudo? Ex: eu comprando uma ação da Petrobras ou VALE a chance da empresa falir é pequena, eu gostaria de saber sobre ETF se essa chance de ele falir é pequena ou grande?

  • Thomas

    Uma pergunta, um fundo de índice pode falir um ETF daqui 100 anos vai existir ainda?

  • Hugo Deleon

    Gostaria de um link para o estudo que concluiu que a maioria (66%) dos fundos de investimento com gestão ativa não superam o fundo de índice BOVA11. Procurei por minha conta e não encontrei tal estudo, nem mesmo usando a fonte citada na imagem dos gráficos como referencia de busca, por este motivo comecei a ter dúvidas sobre tal conclusão, mas ficaria feliz em sana-las com uma resposta do autor do post que me direcionasse diretamente ao tal estudo.

  • Lucas

    Excelente artigo, Henrique! Ajudando a todos mostrando a importância da diversificação dos ativos como solução para alcançar os objetivos financeiros!

  • Márcio M Lima

    Valeu Henrique, excelentes esclarecimentos sobre Fundos de Índice, um forte abraço.

  • Felipe Borba

    Excelente artigo Henrique, assim como os outros, porém, não entendi muito bem a respeito dos dividendos reinvestidos automaticamente, como seria isso?

    Muito obrigado.

    Att
    Felipe

  • Susi Guerra

    Como que funciona a rentabilidade, é “paga” quando? Há alguma média mensal para nível de análise?

  • Animal Pet

    Meu Amigo Henrique eu ainda não vi melhor investimento que esse: http://animalpetsaudavel.com

  • Adorei esses tipos de Investimento,pois existe muitos, mas eu costumo usar esse: http://sejaumimportadordesucesso.com.br/

  • Sebastian Konigs

    Adoro este assunto, porém nunca consegui realmente me dedicar, já fiz cursos e gosto de acompanhar, porém sempre falta aquela grana para investir

    OMB100

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