Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

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carteira investimentos 2011 Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

A primeira atualização das carteiras de investimentos está no ar! icon smile Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

No artigo sobre estratégias de investimentos compartilhamos uma grande ideia.

Criar um acompanhamento mensal das carteiras de investimentos enviadas pelos leitores para acompanhar na prática como funciona a estratégia de alocação de ativos.

Agradeço a todos pelos excelentes comentários neste artigo e pelo envio de suas alocações.

Foram 15 tipos de carteiras diferentes, que mesclam perfis mais conservadores e mais agressivos.

Vamos conhecê-las?

Carteira de Investimentos: Apresentação das Carteiras

Carteira de Investimentos Classes de Ativos e1312766668413 Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

clique na imagem para ampliar

Na imagem acima temos a alocação de cada carteira divida através das 5 classes de investimentos:

1. Conta-Corrente (CC)

2. Renda-Fixa (RF)

3. Fundos Imobiliários (FII)

4. Câmbio

5. Ações (Bolsa)

É possível perceber algumas carteiras conservadoras como a “BF” e a “MK”, com mais de 60% em Renda-Fixa, e carteiras agressivas como a “EFET” e “AJ” com mais de 60% em Ações.

Nota: Abreviei os nomes das carteiras enviadas para preservar a privacidade dos investidores.

Adicionei uma nova carteira de investimentos com o nome “média” que, como o próprio nome diz, é uma média de todas as alocações de ativos.

Ela possui a seguinte alocação:

1. [1,14%] Conta-Corrente (CC)

2. [42,86%] Renda-Fixa (RF)

3. [14,43%] Fundos Imobiliários (FII)

4. [6,57%] Câmbio

5. [35,00%] Ações (Bolsa)

Uma ótima alocação de ativos na minha humilde opinião.

Além das classes de investimentos separei os 10 ativos com as maiores alocações de cada carteira.

Carteira de Investimentos: 10 Maiores Alocações das Carteiras

Carteira de Investimentos 10 Maiores Ativos e1312766907964 Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

Clique na imagem para ampliar

Neste gráfico podemos ver o quanto cada carteira está concentrada em um único ativo.

Tanto a carteira “BF” como a “MK” possuem uma alocação maior do que 40% na LFT 2015.

Uma ótima opção para momentos de crise, já que o título segue a Selic e, portanto, não apresenta possibilidades de retornos negativos, como os outros títulos públicos.

A carteira “média” nos mostra que o ativo mais cotado pelos investidores foi (para minha surpresa) a LFT 2015.

É possível notar também que a alocação em LFT 2015 foi 2x maior do que em LTN 2015 e NTN-BP 2015.

Outra supresa também foi a maior preferência por PIBB11 ao invés de BOVA11.

No quesito Large Caps (PIBB11 e BOVA11) x Smal Caps (SMAL11) a preferência foi 2x maior em large caps (~26%) do que small caps (~13%).

Esta relação nos mostra uma postura mais defensiva, já que large caps tendem a apresentar menor retorno e risco do que small caps.

Carteira de Investimentos: Yield dos Fundos Imobiliários

Outro dado interessante é notar a preferência pelos fundos imobiliários.

Carteira de Investimentos Alocação FII1 e1312773913998 Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

O fundo BRCR11B só foi escolhido por apenas 2 investidores, com uma alocação média de 0,16%.

O motivo? Provavelmente seu yield atual, de 0,47%.

Embora não seja tão clara é possível perceber uma correlação entre a alocação média nos fundos e o yield atual destes fundos.

Principalmente nos fundos com menor alocação e seu yield mensal.

Após analisar a alocação das carteiras de investimentos precisamos saber como cada ativo presente nas carteiras desempenhou em julho.

Carteira de Investimentos: Rentabilidade dos Ativos no Mês

Carteira de Investimentos Rentabilidade Ativos Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]


O gráfico acima traz 3 importantes análises:

1. Retorno dos Ativos: Os ativos estão organizados através do ranking de seus retornos no mês.

2. Cada cor ao lado dos ativos representa uma classe de ativos. Veja a legenda no fundo do gráfico.

3. Os retornos foram divididos entre “positivos” (em azul) e “negativos” (em vermelho).

Analisando cada classe de investimento:

Renda-Fixa

Os títulos públicos apresentaram um retorno disperso.

Títulos indexados a Selic tiveram um retorno de 0,97%.

Prefixados, através da LTN 2015, obtiveram um retorno negativo de -0,04%.

O ligeiro aumento da taxa de juros futura ocasionou na queda do preço do título.

Indexados a Inflação apresentaram retornos diferentes de acordo com a duração do título.

Quando maior a duração do título, vide a NTN-B Principal 2035, menor foi o rendimento do título.

Dependendo da alocação nos títulos públicos, o retorno na Renda-Fixa pode ter sido uma proteção em relação à queda na Bolsa.

Saber calcular o retorno líquido dos títulos públicos pode lhe ajudar na tarefa de descobrir qual títulos está mais atrativo no momento.

Fundos Imobiliários

Percebe-se que alguns fundos imobiliários tiveram um excelente desempenho neste mês.

O ativo mais rentável foi o Hotel Maxinvest (HTMX11B), com um retorno de 11,42%.

Estes números revelam a importância de diversificar sua carteira de investimentos com fundos imobiliários.

Mesmo em períodos de crise, eles conseguiram apresentar bons resultados, já que sua correlação não é muito forte com a Bolsa.

Entretanto, você pode notar também que 5 (dos 15) fundos imobiliários apresentaram resultados negativos no mês.

Dica: Não basta apenas investir em fundos imobiliários. É preciso diversificar entre vários fundos. Como regra de bolso, busco ter no mínimo 5 fundos.

Lembre-se do benefício entre diversificar dentro de uma própria classe, conforme ressaltei no artigo sobre estratégias de investimentos.

Câmbio

O Ouro disparou 9,32% neste mês, sendo um ótimo ativo de proteção para a queda na Bolsa.

Já o Dólar e o Euro não tiveram a mesma realidade, apresentando retornos negativos.

Nota: Embora no longo prazo o Dólar e Euro tenham uma forte correlação com a Bolsa, no curto prazo eles podem apresentar uma correlação positiva, prejudicando ainda mais uma carteira de investimento.

Correlação de Ativos é uma força dinâmica e não estática.

A média das carteiras respondeu bem em relação ao Câmbio, já que a maioria optou por uma alocação mais concentrada em Ouro do que no próprio dólar e euro.

No ano passado escrevi um artigo sobre uma possível bolha no Ouro.

Independente do preço estar próximo aos R$ 90, preço quando escrevi o artigo, o Ouro apresenta ser um ótimo ativo com a função de duplo hedge: da Bolsa e dos papéis-moeda, como o Dólar e Euro.

Bolsa

Com retornos abaixo de -5%, a maioria das alocações sofreu com a queda na Bolsa, já que a alocação média das carteiras está em 35%.

Aproveito esta queda na Bolsa para explicar um importante conceito nos investimentos.

Trata-se do modelo de Fama & French: Three-Factor Model.

Modelo Fama & French: Three-Factor Model

Este é um modelo utilizado para estimar retorno e risco entre investimentos em ações.

Os três fatores do modelo são:

1. Valor de Mercado (size risk)

2. Valor (value risk)

3. Risco de Mercado [Beta] (market risk)

A imagem abaixo aborda os dois fatores (1. size risk | 2. value risk).

Carteira de Investimentos 3 Factor Model Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

1. Size Risk (Large Cap x Small Cap): Diferença entre o Valor de Mercado de duas ações ou índices. Quanto menor o valor de mercado (small cap) mais arriscado tende a ser o investimento e, consequentemente, maior o retorno esperado.

Utiliza-se a denominação “SMB” (Small Minus Big) para enfatizar o prêmio de risco em ativos com menor valor de mercado.

2. Value Risk (Value x Growth): O modelo basicamente classifica ações de valor (value) como ações de baixo P/VP (preço/valor patrimonial). Ações de crescimento (growth) são ações com alto P/VP.

Nesta teoria, quanto mais valor (menor P/VP) tiver um ativo, maior será seu risco e retorno.

3. Market Risk (Beta): Não é possível observar no gráfico este terceiro fator, mas ele considera um beta maior como sendo mais arriscado e com maior retorno esperado.

A praticidade deste modelo é que podemos categorizar os 3 ETFs disponíveis nas carteiras de investimentos de acordo com seu retorno e risco.

1. PIBB11: Segue o IBr-X 50. Ou seja, as 50 ações mais negocidas do Ibovespa, que tendem a ser as de maior valor de mercado.

Logo, o índice tem a maior concentração de valor de mercado dentre os três (size risk) e também apresenta as ações com maior P/VP (growth).

Portanto, espera-se um menor risco e retorno do PIBB11 em relação ao BOVA11 e SMA11.

2. BOVA11: Segue o Ibovespa.

Tem um size risk entre o PIBB11 e o SMAL11, assim como a relação P/VP.

Portanto, espera-se um risco e retorno entre o PIBB11 e o SMAL11.

3. SMAL11: Segue o índice SMLL, das small caps.

Suas ações possuem um baixo valor de mercado (size risk) e um baixo P/VP (value).

Portanto, espera-se um maior risco e retorno do SMAL11 em comparação com o BOVA11 e SMAL11.

Neste mês os retornos dos 3 índices foram:

PIBB11: -5,15%

BOVA11: -5,75%

SMAL11: -6,39%

Embora estes retornos sejam analisados no curto prazo, nota-se uma similaridade com os dados históricos, comprovando a relação entre o risco e retornos entre os 3 índices.

O modelo de 3 fatores de Fama & French é um excelente meio para você observar a relação de retorno e risco de suas ações/índices de ações.

Extremamente útil para uma definição de alocação de ativos que pode ser mais orientada para diferentes tipos de risco.

Veja como calcular o risco de um investimento.

Após analisar os retornos individuais de cada ativos podemos prosseguir para o retorno das carteiras de investimentos.


Carteira de Investimentos: Rentabilidade das Carteiras

Carteira de Investimentos Rentabilidade Investidores e1312767109619 Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

Sabendo a alocação de cada carteira de investimento e os retornos mensais dos ativos que a compõem podemos medir suaa rentabilidade mensal.

Apenas duas carteiras (“MK” e “BF”) obtiveram desempenho positivo no mês, de 0,75% e 0,64% respectivamente.

Analisaremos os motivos logo logo..

A média das carteiras obteve um retorno de -1,38%.

Um resultado satisfatório para um mês em que a Bolsa caiu -5,75%.

Carteira de Investimentos: Rentabilidade das Carteiras

Carteira de Investimentos Rentabilidade Investidores Ativos e1312767170859 Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

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O gráfico acima mostra o retorno de cada carteira em relação ao CDI, à média e ao Ibovespa.

A maioria das carteiras teve um desempenho entre -2% e 0%.

Com o tempo, este gráfico trará dados mais interessantes para analisarmos, por exemplo, a relação entre retorno e risco.

Conforme ressaltei anteriormente, apenas duas carteiras obtiveram retorno positivo.

Vamos analisar os motivos pelo bom desempenho no mês?

Carteira de Investimentos: Rentabilidade das Carteiras

Carteira de Investimentos Alocação Rentabilidade e1312767215260 Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

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No gráfico acima temos a alocação das carteiras. Abaixo, suas rentabilidades, divididas por classes de investimentos.

Note a alocação em Ações das carteiras “MK” e “BF”. 8% e 17% respectivamente.

Logo, mesmo uma queda na Bolsa de -5,75% torna-se fácil de diversificar.

Tomaremos como exemplo a carteira “MK”:

Carteira de Investimentos: Gerenciamento de Risco

A alocação da carteira “MK” em ações é de 8% (5% em PIBB11 e 3% em SMAL11) e a rentabilidade nesta classe foi de -5,62%.

Portanto, a influência das ações no resultado final foi de apenas -0,45% (8% * -5,62%).

Logo, seria necessário que os 92% restantes da alocação produzissem um resultado de 0,45% para proteger totalmente a queda na Bolsa.

Se  estes 92% estivessem alocados na poupança, que rendeu 0,61% por exemplo, o resultado seria de 0,56% (92% * 0,61%).

Logo, o resultado total da carteira seria de 0,11% [0,56% + (-0,45%)].

No caso desta carteira, os 92% restantes estavam alocados em Renda-Fixa (67%), Fundos Imobiliários (20%) e Câmbio (5%).

Juntos, estes investimentos proporcionaram uma rentabilidade de 1,30%.

Somada com a perda em Ações, o resultado final da carteira foi de 0,75% [1,30% + (-0,45%)].

Isso é gerenciamento de risco! icon smile Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Jul/2011]

Entretanto, vale lembrar que, ao invés da rentabilidade de -5,62% em ações tivéssemos +5,62%, a carteira teria um ganho de “apenas” 1,65%.

Ou seja, ao alocar sua carteira tenha como foco o gerenciamento de risco, principalmente nos momentos de alta volatilidade.

Porém, lembre-se que quanto menor o risco, menor será o retorno esperado.

Equilibrar a relação entre risco e retorno é uma questão que é estudada há tempos.

Diversos avanços foram alcançados neste caminho, mas a incerteza sempre existirá no mercados.

A solução continuará sendo o investimento que lhe trará o melhor retorno no longo prazo (garanto!): O conhecimento!

Leia bons livros de investimentos, blogs sobre investimentos, ignore charlatões do mercado e siga boas dicas de investimentos.

Conclusão

Em momentos de alta volatilidade a alocação de ativos se faz mais necessária do que nunca para você ter maior controle sobre seus investimentos.

You can’t direct the wind, but you can adjust your sails.

Acompanhe esta série sobre carteira de investimentos e observe na prática como diversas carteiras se comportam de maneira diferente ao longo do tempo.

(crédito das imagens: shutterstock.com)

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Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Saimon_rijo

    é muita organizacao HC, parabens! ainda chego lá! hehehe

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Obrigado Saimon!

      Grande Abraço!

  • Léo

    Henrique, mais um belo trabalho realizado! Parabéns!

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Valeu Léo!

      Abraços!

  • Ruy de Freitas Martins Barbosa

    Oi, Henrique, tudo bem?

    Acho que essa dúvida é meio off-topic, mas, eu ainda não comprei os títulos do Tesouro por causa dela:

     Uma LFT comprada numa corretora de custo zero vai me custar 0,40% do total investido, correto?
     Eu te pergunto isso porque no forum do Allan ( IA ) estava escrito que esses 0,40% seriam uma porcentagem a se deduzir da porcentagem da Selic, ou seja, esse custo corresponderia a uma rentabilidade de 99,60% da Selic.
    Eu acho que está errado, e na calculadora do TD tambem parece corroborar para isso.
    Eu acho que, eu comprando uma LFT, eu estaria pagando 0,40 % do montante investido, e nao sobre a rentabilidade da Selic.

    Qual a sua opnião?

    Obrigado

    Ruy

    • MarcoK

      Caro Ruy, vc paga 0,40% sobre o total investido ( o que é um absurdo!!) Ou seja, para uma taxa selic de 12,50%, vc recebe 12,10% (e depois ainda tem que pagar 0,30% a CBLC). Existem corretoras como a Banif que a taxa de administração e a custódia são  ZERO.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Olá Ruy!

      Este é um assunto que gostaria de dar mais atenção aqui no blog.

      Sim, um CDI com 98% do CDI é melhor do que a LFT do Tesouro Direto.

      Usando a Selic em 12,50%:

      1. LFT: 1º ano = 12,50% – Taxa CBLC (0,3%) + Taxa de Operação (0,1%) + Taxa Adm Corretora (vamos supor 0%)

      Logo, 12,50% – 0,4% = 12,10% [96,80% do CDI]

      No segundo ano não há cobrança dos 0,1%. Logo, 12,20% [97,60% do CDI]

      2. CDB com 98% CDI = 12,50% * 0,98 = 12,25%. [98% do CDI]

      CDB com taxa de 98% do CDI ou fundos DI com taxa de adm inferior a 0,3% são melhores opções.

      Além disso, outra vantagem é a liquidez diária ao invés da liquidez semanal (quartas-feiras) do Tesouro Direto.

      Grande Abraço!

      P.S. Esta dica me foi enviada por um amigo e que até então não havia pensado melhor sobre o assunto. Mas os números comprovam! :)

      • Jônatas R. Silva

        Henrique, agora eu fiquei na dúvida.

        Os 0,4% é sobre seu valor investido e não sobre a taxa de retorno. Estou errado?

        Exemplo: 1.000 – 0,4% = 996,00

        A rentabilidade SELIC (12,50) seria sobre os 996,00 = 1.120,50

        Abraço!

        • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

          É isso mesmo Jônatas!

          Fazendo a conta em detalhes:

          Suposições:

          1. Selic = 12,50%
          2. Capital Investido = R$ 1.000
          3. Selic = CDI [Na prática não é…mas são bem próximos…]

          * Investimento 1: LFT

          1. investido = R$ 1.000
          2. Selic = 12,50%
          3. Custos = 0,4% ao ano sobre os R$ 1.000

          Logo: 996 (1.000 * 0,4%)

          4. Patrimônio Final (após 1 ano) = R$ 1.120,50 (996,00 * 12,50%)

          * Investimento 2: CDB 98%

          1. Investido = R$ 1.000
          2. Selic = 12,50%
          3. % do CDI = 98%
          4. Taxa real do CDB = 12,25% (12,50% * 98%)
          5. Patrimônio final (após 1 ano) = R$ 1.122,50 (1.000 * 12,25%)

          Faz sentido amigo?

          Abraços!

      • MarcoK

        Realmente, na prática eu só compro títulos pré-fixados no tesouro direto. Para pós-fixados é melhor CBD (dentro da garantia do FGC) ou fundos DI com taxa de administração abaixo de 0,30%. Pena que  não temos mais a situação como no fim de 2008 com bons bancos oferecendo CDB pagando 102% ou até 106% do CDI para valores baixos …

  • Investirparacrescer

    Muito bom o seu projeto, isso apresenta a todos que estamos todos reunido através de blogs onde temos investidores com mais de 1.000.000,00 e investidores com 20k ou 30k com o mesmo foco; Ganhar tudo possível que a bolsa tem a oferecer.. Boa sorte e parabens pelo novo site.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Agradeço o comentário!

      Grande Abraço!

      P.S. Sinta-se à vontade para colocar a URL do seu blog no comentário. Deste modo mais pessoas poderão achar seu blog! :)

      • investirparacrescer

        Henrique, Estava hoje lendo seu gráfico e fiquei pensando na sua segurança como Brasileiro, Será que com fotos, nome verdeiro, não estaria se expondo muito ? Um país onde o salário minimo é 545,00 e muitos tem acesso a uma pessoa com R$ 1.600.000,00.. Pensa um pouco em sua segurança tbm cara !!! Acho que continuar anonimo é melhor, bem que não sei se futuramente vai ser consultor…ai sim uma exposição é esperada.
        Abs e parabens pelas dicas.

        • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

          Olá!

          Confesso que não entendi de onde saiu o os R$ 1.600.000,00…

          Nunca divulguei minha posição em R$ aqui no blog, apenas em %.

          Faço isso por dois motivos:

          1. Privacidade
          2. Foco no retorno da carteira, ao invés da evolução em R$, que pode ser “mascarada” com altos aportes, mesmo que tenha baixa rentabilidade.

          Abraços!

  • http://www.valoresreais.com Guilherme

    Mais um excelente artigo, Henrique, parabéns!!!

    Eu gostei bastante das carteiras, uma pena que não tive tempo para enviar a minha (devido a aquele problema todo já explicado no meu blog). Seu trabalho está completo, e esse bônus do modelo Fama e French fecha com chaves de ouro o artigo!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Muito obrigado Guilherme!

      Sabia que você iria gostar do modelo Fama & French!

      Afinal, ele é bem citado nos livros de alocação de ativos. ;)

      Uma pena sua carteira não estar entre as avaliadas, mas ano que vem tem mais!

      Grade Abraço amigo!

  • Deuteron

    Henrique, o meu cavalo come poeira na largada, mas na chegada ele vai estar na frente. Espero! Estou apostando minha aposentadoria nesse cavalo, rsrsrsrs.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      hehe

      Meu cavalo também não está entre os melhores Deuteron…rsrs

      Mas a avaliação é de longo prazo mesmo.

      Em 1 mês ou 6 meses é pouco tempo para se tirar maiores conclusões.

      Mas neste período já podemos analisar o impacto das alocações na rentabilidade e como gerenciar o risco.

      Abraços!

  • Investir40

    Cara

    Simplesmente fantástico este artigo e suas análises.

    Alocação de ativos é simplesmente tudo em uma carteira. Parabéns.

    Parabéns

    I40

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Obrigado I40!

      Concordo! Alocação de Ativos explicar bastante sobre o retorno de uma carteira.

      Obrigado por participar da série!

      Grande Abraço!

  • Breno

    Excelente trabalho, Henrique!
    Opa, to em 2º!! Pelo visto me manterei a frente por um tmepo …bolsa em 2011 infelizmente já era (aqui fui cauteloso, na física to compradão!!

    Abraços,
    Breno (BF)

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Parabéns Breno!

      Sua alocação conservadora lidará muito bem com esta queda recente no Ibovespa.

      Grande Abraço!

  • Pingback: Dia histórico para a Bovespa « Valores Reais()

  • MarcoK

    Opa! Comecei bem!! +0,75% para um mês tão complicado…
    Devo dizer que já faço minha carteira de investimentos deste 1997 …
    Henrique, excelente analise e ideia!!
    Eu queira de fazer vários mas até quinta estou saturado de trabalho. 
    Para o final da semana, quando tiver um tempo livre escrevo mais.

    • MarcoK

      Correção:”Eu queira fazer vários comentários, mas até quinta estou saturado de trabalho”

      • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

        Sem problemas Marco!

        Aguardaremos (sem pressa!) seus comentários.

        Abraços!

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Olha o campeão aí! rsrsrs

      Brincadeiras à parte, a alocação conservadora “MK” é um ótimo exemplo de como driblar as quedas na bolsa com eficácia.

      Parabéns pela alocação!

      Entretanto, se o prazo do estudo fosse maior (exemplo: 10 anos) você manteria a mesma alocação?

      Obrigado pela participação Marco!

      Grande Abraço!

  • http://www.facebook.com/people/Anivaldo-P-Duarte-Junior/100002070737304 Anivaldo P. Duarte Junior

    Tava ansioso para ver o primeiro post sobre as carteiras de investimento. Vou acompanhar com muita atenção todos os novos posts.
    Gostei muito do modelo Fama & French, não havia ouvido falar dele. Vou procurar mais fontes para entender melhor o modelo. Vc tem alguma sugestão de literatura sobre este tema ?
    Obrigado pela iniciativa HC !!

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Olá Anivaldo!

      Fico feliz que tenha gostado do post!

      Este modelo é bem citado em diversos livros sobre alocação de ativos.

      Você pode encontrá-los na parte “avançado” nos livros de investimentos recomendados:

      http://hcinvestimentos.com/livros-de-investimentos/

      Abraços!

  • Evandro

    Alguem sabe me dizer, ou indicar uma leitura que explique o Value Risk?
    Intuitivamente achava que a relação de risco era oposta à apresentada aqui.
    Afinal ações de crescimento são apostas futuras, e ações de valor são fatos concretos…

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      É uma boa discussão este tema Evandro!

      No livro Filosofias de Investimentos do Damodaran, recomendado aqui mesmo no blog, você tem um estudo sobre a influência dos indicadores P/L e P/VP no retorno a longo prazo.

      http://hcinvestimentos.com/livros-de-investimentos/

      O retorno tende a ser maior, porém, assim também é o risco esperado.

      Nota: Apenas para colocar mais “lenha na fogueira” existe um estudo dos mesmos Fama & French que mostram carteiras VALUE com maior retorno E menor risco do que GROWTH…rsrsrs

      Esse assunto é bem comentado nos livros sobre Asset Allocation. [Avançado]

      http://hcinvestimentos.com/livros-de-investimentos/

      Abraços!

  • http://twitter.com/everton_ric Everton R.de Almeida

    É com muita satisfação que deixo meu comentário aqui elogiando seu trabalho. Belo estudo, parabéns Henrique.
    Agora, que loucura pensar em executar uma tarefa dessa. Coisa de maluco por investimento mesmo. Ou melhor, apaixonado por alocação de ativos.
    Pois só assim, (estudando) analisando diversas carteiras e sabendo a média, comparando-as etc, saberemos se estamos muito errados ou pouco, ou ainda, na média, com nosso próprio portfólio.
    Que pena que a carteira FF(finanças forever) não compareceu! rsrsrs. Também, com tantas maravilhosas, nem sei se teria espaço.
    Parabéns mais uma vez, vou acompanhar com carinho a série e me espelha o mais próximo da carteira *média*, já que supostamente essa será a *perfeita* alocação de um portfólio bem balanceado.
    Abração ao amigo.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Grande Everton!

      hahaha

      É engraçado que não é a primeira pessoa que acha que sou louco em executar uma tarefa desta! hehe

      Confesso, deu um trabalhinho para organizar tudo, fazer os gráficos, mas eu sempre gostei de pensar e agir diferente. :)

      E acho que este é um dos diferenciais do blog. Não quero ser apenas mais um entre tantos blogs.

      Quando compartilho algo desejo que seja de extrema utilidade e qualidade para que possa ter um impacto positivo na vida das pessoas.

      Por isso passo o maior tempo coletando, analisando e gerando gráficos que expressem de maneira clara e objetiva o que quero passar, mais tempo até do que escrever o próprio artigo.

      Espero que esta série de artigos seja um guia para que possamos todos aprender mais sobre o importante assunto de alocação de ativos!

      É uma pena que sua carteira não está na análise, assim como a do Guilherme. Mas ano que vem tem mais! :)

      Grande Abraço amigo!

  • Marco

    Marco BH.
    Henrique, brilhante exposição e pode ter a certeza que com o seu conhecimento aliado a experiencia irá proporcionar ao investidor brasileiro uma forma inteligente e segura para alocar seu patrimonio financeiro. Creio que já está na hora de publicar um livro sobre Alocação de Ativos. Show de bola garoto. Grande Abraço.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Grande Marco!

      Agradeço seus generosos elogios!

      A sugestão do livro é muito bem-vinda e estarei pensando com carinho nesta ideia.

      Grande Abraço nobre amigo!

  • Helison

    Parabens!

    Ficou show de bola mesmo….

    Agora só preciso ter certeza de qual é a minha…

    Tenho um palpite, provavelmente é…

    Pela alocação e iniciais..

    Acho que posso falar por todos…

    Agradeço pela enorme ajuda e ensinamentos que nos tem trago…

    Somos imensamente gratos por isso…

    Obrigado…

    e mais uma vez Parabens!

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Obrigado Helison!

      E sua carteira parece bastante sugestiva não?! hehe

      Abraços!

  • Helison

    Uma duvida…que talvez possa até parecer uma segestão…

    Seria possivel fazermos pequenos aportes mensais, da ordem de 100,00 talves…

    Pois com as carteiras fixas os retornos serão meio previsiveis, bastando saber qual ativo rendeu mais no mês, ai quem teve a sorte de investir neles se dará bem ou mal…

    Igual neste mês, se deu bem quem teve maior alocação em RF e pior quem ficou com RV…

    Se no proximo mês inverter, as carteiras consequentemente vão inverter…

    Ai quem investiu em RV recupera tudo que perdeu e quem foi com RF dá uma estagnada..

    Me corrija se estiver errado…

    Abraço..

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Helison,

      Agradeço a sugestão mas o objetivo ainda não é fazer algo complexo.

      As carteiras, do modo que estão, já é possível analisar bem a relação entre risco e retorno.

      Quem sabe na próxima edição acrescente novas possibilidades…

      Abraços!

      • Marcia Smartins

        No meu computador os gráficos estão quase apagados. Como faço para se tornarem mais nítidos?
        Um abraço,
        Márcia

        • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

          Olá Marcia!

          Não sou especialista no assunto, mas depende da forma que seu monitor apresenta as cores.

          Notei bastante isso quando mudei de um PC para Mac.

          Passei a ver as cores que não via antes! rsrsrs

          Abraços!

  • Finanças Inteligentes

    Muito bacana!Achei bem interessante o gerenciamento de risco, como faz diferença. Essas carteiras são uma elite em gerenciamento de risco, porque não é difícil ver gente com prejuízos altos, as vezes até irreversíveis, nesta queda da Bovespa.O pessoal está sabendo mesmo se posicionar corretamente no mercado. Parabéns a todos!Ficou show de bola as correlações. Vai ser legal comprar mês a mês.
    Abcs,

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Obrigado FI!

      Nos fóruns e no twitter é possível ver muita gente sem saber o que fazer, se vende agora, casa com as ações…

      Mas quem pratica a alocação de ativos sabe que o importante é gerenciar o risco e adaptar sua carteira de acordo com o cenário dos investimentos.

      Abraços!

  • Jônatas R. Silva

    Parabéns meu amigo pelo excelente e árduo trabalho.

    Abraço.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Obrigado Jônatas!

      E parabéns pelo dia de hoje amigo! :)

      Abração!

  • Mpoa199

    Prezado HC:

    Com relação ao desconto das taxas na rentabilidade do Tesouro Direto o correto seria subtrair diretamente as taxas de 0,3% e 0,1% da rentabilidade? Ou seja: uma taxa de 12,5 – 0,3 – 0,1 = 12,1% ao invés de 0,4% sobre 12,5 = 0,05 = 12,45% ??? Se assim for (12,1) teríamos que rever as alocações em CDB aumentado a posição…

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Sim Mpoa199!

      Os 0,4% são descontados a partir do patrimônio investido.

      Logo, um CDB que paga 98% do CDI já compensa o investimento e ainda conta com a liquidez diária.

      Outra opção é achar um fundo DI que ofereça 100% do CDI e tenha uma taxa de administração inferior a 0,3%.

      Abraços!

      • Mpoa199

        Realmente refiz cálculos com as taxas do Tesouro… Você paga 0,10% no ato da compra sobre o valor e mais 0,30% a.a. sobre o montante semestralmente… Ou seja, a rentabilidade bruta de um Titulo Pré de 12,5% a.a. cai para 12,05% a.a. sem contar ainda que haverá a incidência do I.R. Sem dúvida alocar uma parte da Renda Fixa em CDB’s até o limite do Fundo Garantidor de Crédito pode ser uma estratégia bem interessante, concorda? Abraços

  • Major

    Obrigado por mais esta aula HC!

    Que chance incrível de ter minha carteira (TC) analisada mensalmente por quem realmente entende do assunto.

    Na distribuição que te enviei na planilha eu procurei ao máximo aproximar da minha carteira real que visa aposentadoria em 20 anos. Invisto em NTNB de longo prazo, 2024, sem intenção de resgate, nem mesmo para balancear,e sim para travar os juros atuais pelos próximos anos assim me protegendo de uma possível que dos juros nos próximos anos. Isso adiciona uma volatilidade maior do que eu gostaria mas como o intuito é resgatar no vencimento tudo certo.

    Com relação aos FII na vida real eu jamais alocaria 30% do patrimônio como eu coloquei na planilha. Fiz isso apenas para corresponder a parcela que tenho em imóveis (de cimento e tijolos mesmo) no meu portifólio. No momento eles correspondem a 39% do portifólio, mas a intenção é chegar nos 30%. Ficando abaixo disso ai sim eu compraria os FII, mas jamais teria mais do que 10% da carteira.

    Em câmbio eu não coloquei nada porque simplesmente não tenho a menor experiência em ouro ou fundos cambiais, mas agora que comecei a ler o Asset Allocation do Gibson vi que isso deve mudar em breve :-).

    Abraço !

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Obrigado pela participação Major!

      E é uma honra poder analisar sua carteira, assim como a dos leitores que estão participando.

      No mês seguinte já tenho algumas novidades para apresentar! :)

      Valeu pela explicação da alocação e tenha uma ótima leitura do Asset Allocation!

      É um livrão. Aprendi bastante com ele!

      Abraços!

  • Major

    Obrigado por mais esta aula HC!

    Que chance incrível de ter minha carteira (TC) analisada mensalmente por quem realmente entende do assunto.

    Na distribuição que te enviei na planilha eu procurei ao máximo aproximar da minha carteira real que visa aposentadoria em 20 anos. Invisto em NTNB de longo prazo, 2024, sem intenção de resgate, nem mesmo para balancear,e sim para travar os juros atuais pelos próximos anos assim me protegendo de uma possível que dos juros nos próximos anos. Isso adiciona uma volatilidade maior do que eu gostaria mas como o intuito é resgatar no vencimento tudo certo.

    Com relação aos FII na vida real eu jamais alocaria 30% do patrimônio como eu coloquei na planilha. Fiz isso apenas para corresponder a parcela que tenho em imóveis (de cimento e tijolos mesmo) no meu portifólio. No momento eles correspondem a 39% do portifólio, mas a intenção é chegar nos 30%. Ficando abaixo disso ai sim eu compraria os FII, mas jamais teria mais do que 10% da carteira.

    Em câmbio eu não coloquei nada porque simplesmente não tenho a menor experiência em ouro ou fundos cambiais, mas agora que comecei a ler o Asset Allocation do Gibson vi que isso deve mudar em breve :-).

    Abraço !

  • Diego Freisleben

    Henrique,

    Como “arrasa” nas planilhas, parabéns. Você não teria alguma planilha de controle financeiro? Tipo para controlar as contas do dia a dia?

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Olá Diego!

      Eu tinha por costume fazer este controle via excel.

      Porém, depois que descobri o site Organizze abandonei este tipo de planilha.

      O site é gratuito, com ótimo visual e usabilidade.

      https://www.organizze.com.br/home

      Gosto, uso e recomendo!

      Abraços!

      P.S. Não ganho nada com esta indicação. Sou apenas um fã do site :)

  • MarcoK

    Olá Henrique,
    Agora tenho um pouco mais de tempo para escrever agora. Quando comecei a ter uma carteira, há 15 anos atrás, já cheguei a ter mais de 50% em ações, mas logo percebi que o risco não compensava a diferença de rentabilidade a longo prazo, e em todos estes anos em geral não vou muito além de 10% em ações. A razão deste número é que, levando em conta que em quase todos estes anos, os juros sempre pagaram mais de 1% ao mês, então uma queda 10% na bolsa em um mês, é praticamente toda absorvida pela rentabilidade do restante da carteira em juros ( minhas outras aplicação em geral rendem pelo menos a selic).  Para se ter um exemplo eu fiz uns cálculos simples de comparação:

    1) Considerando uma ano em que a selic dê 12% e o ibovespa 30% (penso que a média do ibovespa nos últimos 8 anos foi pouco acima de 15%)  

    a) Numa carteira com 10% em ações e o resto em LFT a rentabilidade será de 13,8% e o risco de 0,90% (usando  sua planilha).

    b) Numa carteira com 50% em ações a rentabilidade será de 21% e o risco 4,42%.
    Ou seja, a rentabilidade foi 52% maior enquanto que o risco foi 391% maior, em relação a primeira carteira …

    2) Por outro lado num pais que os juros sejam de 2% (como em paises em outros paises) e a bolsa também chegue aos mesmos 30% teremos

    a) Numa carteira com 10% em ações a rentabilidade será de 4,8%

    b) Numa carteira com 50% em ações a rentabilidade será de 16%
    Ou seja, a rentabilidade foi 233% maior e como bem sabemos, o risco (volatilidade) no exterior é menor que no Brasil, ou seja menor que os 391%. Outra diferença entre este exemplo e o anterior é que neste último caso para qualquer valor que a bolsa apresente acima de 2% no ano já vai ter valido a pena ter colocado dinheiro na bolsa, enquanto que no Brasil só vai ter valido a pena colocar dinheiro na bolsa se ela ter mais de 12% no ano.

    Portanto,  ou contrário do que ocorre em outros paises, nos atuais níveis de juros no Brasil acho que não vale muito a pena ter uma porcentagem muito alta em ações (mas  isto deve mudar no futuro próximo).  Claro que isto é uma opinião pessoal que depende do perfil de investidor da pessoa. Claro também que se pode reduzir o risco colocando outros ativos (e sempre tenho outros ativos além de DI), como você tem enfatizado em todos os seus artigos. Só quis usar um exemplo bem simples, na linha de discussão que não se deve só olhar a rentabilidade, mas também se deve ver o risco da carteira.

    Um outro exemplo mais concreto: de 02/01/2003 até 29/07/2011, a selic rendeu 217,715% (dados do BC) enquanto o ibovespa rendeu 306,9637%.

    Portanto, uma carteira com 10% em ações e o resto em LFT teve uma rentabilidade de 226,64% e outra com 50% em ações 262,34%. Ou seja a rentabilidade foi 15,75% maior com  um aumento de risco possívelmente em torno dos 391% como no outro exemplo.

    Na realidade eu uso uma estratégia com um risco menor que a carteira de 10% mas com uma rentabilidade bem maior, como eu já mencionei em outros post e depois comento mais.

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Grande MarcoK!

      Excelente comentário meu amigo!

      Só ele já daria um post bem completo sobre gerenciamento de risco e alocação de ativos.

      É fundamental fazer este tipo de análise e simular carteiras de investimentos com diferentes alocações para ter uma ideia de seu retorno e risco esperado.

      Confesso que já fiquei um BOM tempo fazendo estas simulações e, em breve, pretendo criar artigos sobre elas.

      Os resultados são reveladores e comprovam bastante o que você citou bem em seu comentário.

      Não é muito válido no Brasil manter uma alocação muito grande em ações por conta da assimetria da relação risco x retorno.

      Aliás, os artigos que escrevi sobre o porquê não investir 100% na Bolsa também batem bastante nesta tecla.

      Entretanto Marco, notei também que nestes estudos o portfóllio de risco mínimo não é composto de 100% em Renda-Fixa, mas sim considerando 10% de Bolsa.

      Enfim, são testes e testes que devem ser pensados.

      Aguardarei o feedback de todos vocês em relação aos estudos. [Em Breve…]

      Marco, agradeço o ótimo comentário. Uma honra tê-lo conosco!

      Grande Abraço!

      • MarcoK

        Olá Henrique,
        Concordo que em geral, considerando uma carteira “estática”, ela deva ter algo em torno de 10% de ações (que é o que uso, de forma intuitiva, a uns 10 anos). Tanto que sempre fiz todas as comparações entre  carteiras com 10% e 50% de ações. Mas este modelo pode ser aperfeiçoado, por exemplo levando em conta que as correlações entre os ativos não é algo estático, e portanto a carteira mais eficiente também não deve ter  um percentual estático, mas sim que varie de acordo com mudanças econômicas relevantes.  Mais uma vez parabéns por este espaço de troca de idéias.

        • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

          Perfeito Marcok!

          Eu que lhe agradeço pelos comentários inteligentes.

          Temos uma linha bem parecida de pensamento.

          Grande Abraço!

  • Heavy Metal

    HC,

     O que vc pode falar do FII SCPF11? Conhece o mesmo?

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Olá HM!

      Conheço sim. Mas a falta de liquidez do fundo me impede de fazer qualquer tipo de análise…

      Abraços!

      • Heavy Metal

        Obrigado, HC.

        • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

          De nada HM!

          Vamos continuar divulgado a alocação de ativos!

          Abraços!

  • HEAVY METAL

    HC,

     O que vc pode falar do FII SCPF11? Conhece o mesmo?

  • Anônimo

    Henrique
    Parabéns pelo show de pessoa que é e parabéns pelo grande conhecimento e talento que você possui.
    A pergunta que faço, até porque não encontrei nada sobre o tema em livro algum(mesmo os estrangeiros) é se você já fez ou se pretende fazer um estudo/avaliação do efetivo custo e interferencia do imposto de renda quando fazemos os sucessivos rebalanceamentos da carteira, principalmente nos rebalanceamentos que vendemos ações em mercados bull.
    Isso para um longo prazo seria muito prejudicial ao rendimento alcançado?
    Grato e abraço

    • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

      Olá!

      Obrigado pelos elogios. É uma honra recebê-los e me dá forças para continuar meu trabalho! :)

      Já analisei a relação entre retorno e risco de dois tipos de carteiras:

      1. Com rebalanceamento de 20%
      2. Com rebalanceamento de 10%

      O que notei é que a carteira de 20% obteve o MESMO retorno, porém, MENOR risco do que a carteira de 10%.

      Se incluirmos os custos, este resultado seria ainda mais vantajoso.

      Confesso que estou devendo um artigo sobre os custos no rebalanceamento de carteira.

      Obrigado pela sugestão. Já coloquei na lista de posts para escrever.

      E sinta-se sempre à vontade para comentar, criticar e compartilhar os artigos do blog!

      Grande Abraço!

      • Anônimo

        tá ok, henrique.
        É que tem alguns colegas que afirmam que o rebalancemento só é eficaz se for feito com ” dinheiro novo”  por causa dos custos com  imposto se for feito com a própia carteira…
        grato.

        • Anônimo

          Henrique, qdo voce fala em desvio de 20% um exemplo prático seria;
          inicio da carteira 50% RF e 50% RV
          qdo a carteira tiver em sua composição  60% RV e 40% RF teríamos o citado desvio de 20%?
          O desvio é em relação à diferença entre as novas percentagens ( 60-40=20) ou em relação à composição inicial de RV ou de RF (50% – 0,2*50%= 40%)?
          grato

          • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

            Seria a segunda opção.

            50% * (1 + 0,20) = 60%
            50% * (1 – 0,20) = 40%

            Abraços!

        • http://hcinvestimentos.com/ Henrique Carvalho

          Olá!

          É preferível fazer o rebalanceamento da carteira sempre com dinheiro novo (via aportes).

          Porém, nem sempre é possível…Imagine uma carteira com R$ 1 milhão e com R$ 1 mil de aportes.

          Só a questão do rebalanceamento em si daria uma tese de mestrado…hehe

          Abraços!

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  • http://showdejogos.com.br André

    excelente post, parabéns!

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