Otimização de Carteiras: O Guia Completo que Você Não Pode Deixar de Ler!

otimizacao-de-carteiras

Otimizar…Otimizar…Otimizar

É um conceito natural do ser humano.

Queremos otimizar nosso tempo, nossas tarefas, nossa vida…

E por que não: Otimizar nossa Carteira de Investimentos?

Este artigo será um guia completo de como você pode criar sua própria simulação de investimentos.

Ele irá buscar respostas para perguntas do tipo:

1. Qual alocação obteve o maior retorno desde 1994?

2. Qual alocação obteve o maior índice sharpe desde 1999?

3. Qual alocação obteve o menor risco desde 2006?

Você entendeu.

Otimizar uma carteira é saber qual é a melhor alocação de ativos para uma dada variável.

Após ler este guia de investimentos você saberá como utilizar o Excel na execução da otimização de carteiras.

Pronto para a leitura? Vamos lá!

O que é Otimização de Carteiras?

Conforme ressaltei no início do artigo, otimizar uma carteira é saber qual alocação de ativos produziu o melhor resultado de acordo com uma variável.

Um exemplo:

Analisando os dados desde 1994 você montou um carteira que gerou seguintes resultados:

Retorno: 20%

Risco:  10%

Porém, você quer testar novas alocações mantendo o mesmo retorno, mas diminuindo o risco.

Após realizar a otimização (veremos o processo detalhado ao longo do artigo), você chega ao novo resultado:

Retorno: 20%

Risco: 5%

Sua carteira apresenta o mesmo retorno. Porém, seu risco é 50% menor do que o da carteira anterior.

Logo, dizemos que esta carteira está otimizada para esta variável escolhida (Minimizar Risco).

Para calcular o retorno de um ativo/carteira de investimentos veja o artigo sobre calcular retorno mensal e anual.

Para calcular o risco, recomendo ler o artigo sobre a planilha de risco.

Otimização de Carteiras: Quais Variáveis Testar?

No exemplo acima mantivemos o retorno intacto e minimizamos o risco.

Porém, as opções para otimização são diversas.

As mais comuns são:

1. Maximizar o Retorno dado um nível de Risco.

2. Minimizar o Risco dado um nível de Retorno.

3. Maximizar a Relação Retorno / Risco.

4. Maximizar o Índice Sharpe.

5. Maximizar o Retorno dado uma Perda Máxima Esperada.

Todas estas variáveis serão mostradas através de exemplos claros e simples neste guia.

Porém, antes de mostrá-los, estou compartilhando com você o básico sobre a teoria de otimização de carteiras.

Deste modo, após ver os exemplos neste artigo, você poderá fazer seus próprios testes, entendendo exatamente o que está fazendo.

Por fim, perceberá que este assunto é muito importante para sua estratégia de investimento.

Após a introdução sobre o que é otimização de carteiras e quais são as variáveis mais comuns para otimizar, vamos as análises!

Otimização de Carteiras #1: Maximizando o Retorno dado um Risco (1994)

Nossa análise será baseada no período de Julho de 1994 até Julho de 2011.

Os dados utilizados são mensais. O retorno e risco apresentados são anualizados.

A carteira de investimentos que iremos otimizar terá os seguintes ativos e as seguintes alocações:

1. Ibovespa: 25%

2. Dólar: 25%

3. Ouro: 25%

4. CDI: 25%

Os retorno, risco e outros dados estatísticos podem ser observados na imagem abaixo:

Otimização-de-Carteiras-Alocação-1994

clique na imagem para ampliar

Entretanto, esta carteira não está otimizada em diversos parâmetros.

Para começar, vamos maximizar o retorno desta carteira para o mesmo nível de risco atual.

Ou seja, iremos buscar um retorno acima de 15,29% para o mesmo risco de 13,17%.

Poderíamos testar várias alocações na mão…seria o caminho lógico para otimizar a carteira.

Porém, graças ao “poder” da tecnologia, podemos contar com um recurso do Excel que fará este trabalho em segundos.

Exatamente…segundos.

Trata-se da pouco conhecida e extremamente poderosa ferramenta SOLVER.

Você já ouviu falar nela?

Caso não saiba onde encontrá-la ou como utilizá-la, fique tranquilo.

Mostrarei neste artigo exatamente o que você precisa fazer, passo-a-passo, para otimizar uma carteira utilizando o Solver.

Solver no Excel: Como Ativá-lo e Usá-lo de forma Eficiente?

A principal razão de muitos desconhecerem o Solver é sua necessidade de ser ativado no Excel.

Você pode ativá-lo lendo o passo-a-passo da própria Microsoft: Excel 2003 | Excel 2007 | Excel 2010.

Utilizo a versão 2010 e, após ativado, ele aparece em “Data” (“Dados”).

Otimização-de-Carteiras-Sover-Excel

Agora que você ativou a ferramenta do Solver vamos explorar todo seu potencial!

Prepare-se para conhecer o que uma otimização de carteiras é capaz de fazer.

Otimização-de-Carteiras-1994-Antes

clique na imagem para ampliar

Esta imagem já contém todos os dados preenchidos.

Vamos analisar um por um.

1. Objetivo (em vermelho):

É a célula que representa a variável que será otimizada.

No caso, buscamos otimizar o retorno dado um mesmo nível de risco.

2. Parâmetro (em laranja):

É onde você define se irá maximizar, minimizar ou chegar até um determinado valor.

No caso, a intenção é maximizar o retorno.

3. Células que Sofrerão Mudanças (em azul):

São as células que serão testadas através de várias iterações para atingir o objetivo desejado.

No caso, estas células representam a alocação em cada ativo da carteira.

4. Restrições (em verde):

Células que sofrerão restrições no momento de otimizar.

No caso, temos duas:

A primeira está na alocação da carteira (100%).

Afinal, não será permitido a alavancagem neste modelo.

A segunda está no risco da carteira (13,17%).

Como nosso intenção é maximizar o retorno mantendo o mesmo risco, devemos definir como restrição que o risco deve se manter inalterado.

Após colocar todos os dados necessários basta clicar em “Solve” ou “Resolver”.

A ferramenta realizará várias iterações por segundo buscando atingir o objetivo definido.

Quanto mais células sofrerem mudanças e//ou restrições maior será o tempo gasto pela ferramenta.

Sua velocidade também dependerá da velocidade de seu computador.

Nos testes que realizei, a otimização sempre foi concluida em segundos.

O Resultado Final:

Otimização-de-Carteiras-1994-Depois

clique na imagem para ampliar

Agora o retorno anual da carteira é de 21,28% contra os 15,29% anteriores.

Ganhar +6% ao ano durante 17 anos faz uma ENORME diferença.

Suponha que o investidor iniciou seus investimentos com R$ 100.000 (R$ 100 mil).

Na carteira não-otimizada ele terminaria com aproximadamente R$ 1.100.000 (R$ 1,1 Milhões).

Já na carteira otimizada sua carteira estaria valendo aproximadamente R$ 2.700.000 (R$ 2,7 Milhões).

Um valor quase 2,5 vezes maior do que a primeira…e com um acréscimo de R$ 1,6 Milhões!

No quadro final do Solver, você poderá escolher manter os resultados da otimização.

Se assim decidir, a alocação da carteira (retângulo azul) irá permanecer com os novos dados.

Alocação de 39,18% em Ibovespa e 60,82% em CDI.

Caso contrário, ao optar por restaurar os valores originais, a alocação voltará para 25% | 25% | 25% | 25%.

Clique em OK para confirmar sua escolha e pronto!

Simples assim.

Quem disse que otimização de carteiras era um bicho de 7 cabeças?! 🙂

Não quero parar por aqui…

Afinal, o período de 1994 até meados de 2003 apresenta taxas de juros muito altas.

Precisamos analisar mais cenários, novos períodos, novas variáveis.

Enfim…novos testes.

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Otimização de Carteiras #2: Maximizando o Índice Sharpe (1999)

O período desta nova análise vai de janeiro de 1999 até julho de 2011.

Foi acrescentado o ativo Euro na análise.

Os ativos disponíveis para investimento, a alocação definida previamente e as estatísticas da carteira você pode ver na imagem abaixo:

Otimização-de-Carteiras-1999-Antes

clique na imagem para ampliar

Objetivo da Otimização: Maximizar Índice Sharpe

Mudando: A alocação da carteira

Com as Restrições: A alocação total da carteira deve ser 100%.

Note que o índice sharpe da carteira antes da otimização é negativo.

A escolha do índice para maximização é interessante pois promove os seguintes benefícios:

1. Procura Aumentar o Retorno para um patamar acima do CDI.

Afinal, é a condição inicial para o sharpe da carteira apresentar retorno positivo.

Lembre-se da fórmula.

Sharpe = (Retorno da Carteira – Retorno do CDI) / Risco da Carteira

2. Tenderá a Reduzir o Risco da carteira.

Quanto menor o denominador da equação (menor risco da carteira) melhor.

Logo, maximizar o índice sharpe é uma decisão inteligente para se utilizar em uma otimização de carteiras e para se ter em mente quando montar sua alocação de ativos.

Resultado:

Otimização-de-Carteiras-1999-Depois

clique na imagem para ampliar

Objetivo: Aumentou o índice shapre. 0,296612 contra -0,14079.

Nova Alocação: Aumentou posição em CDI e Ouro. Reduziu Ibovespa e eliminou Dólar e Euro.

O retorno da carteira aumentou de 14,90% para 17,67%. (+2,77%)

O risco da carteira foi reduzido de 7,99% para 5,58%. (-2,41%)

Portanto, a otimização conseguiu aumentar o retorno da carteira além de reduzir o seu risco.

Excelente resultado!

Pronto para o próximo estudo?

Otimização de Carteiras #3: Limitando a Perda Máxima Esperada (2006)

O período desta nova análise vai de janeiro de 2006 até julho de 2011.

Vários ativos foram acrescentados.

Dentre eles, índices de Renda-Fixa que espelham os títulos públicos, índice de small caps e duas blue-chips.

Os ativos disponíveis para investimento, a alocação definida previamente e as estatísticas da carteira você pode ver na imagem abaixo:

Otimização-de-Carteiras-2006-Antes

clique na imagem para ampliar

Objetivo da Otimização: Maximizar Retorno

Mudando: A alocação da carteira

Com as Restrições:

1. A alocação total da carteira deve ser 100%.

2. O Stress Test, indicado pelo pior retorno esperado da carteira deve ser maior ou igual a 0%.

Comentários:

Antes da otimização, a carteira apresenta um retorno de 12,59% e um retorno mínimo esperado de -6,27%.

O cálculo para o stress test considera o -2,5 desvio-padrão.

Ou seja, uma ocorrência próxima de 2%.

Poderíamos dizer que é uma ocorrência rara, porém, possível.

A fórmula utilizada é a seguinte:

Retorno Anual da Carteira – 2,5 * Risco da Carteira.

12,59% – 2,5 * 7,55% = -6,27%.

A restrição pelo stress test é muito importante pois considera o perfil de risco do investidor.

Você pode não saber exatamente qual o número correto para o risco adequado para sua carteira de investimentos.

Mas pode definir qual seria o retorno que o deixaria bem desconfortável.

Neste caso, o investidor deseja que o retorno mínimo esperado da sua carteira seja 0%.

Resultado da Otimização:

Otimização-de-Carteiras-2006-Depois

clique na imagem para ampliar

Objetivo: Aumentou o retorno da carteira de 12,59% para 18,43%.

Manteve a condição em que o retorno mínimo esperado fosse de 0%.

Nova Alocação: Apenas 3 ativos: IMA-C, Ouro e VALE5.

O retorno da carteira aumentou de 12,59% para 18,43%. (+5,84%)

O risco da carteira foi reduzido de 7,55% para 7,37%. (-0,18%)

Portanto, a otimização conseguiu aumentar o retorno da carteira além de reduzir o seu risco.

E melhor, satisfez a condição de que a carteira, em 98% do tempo apresente retornos positivos.

Para terminar, analisaremos um último caso de otimização com dados desde 2008.

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Otimização de Carteiras #4: Multi-Variáveis (2008)

O período desta nova análise vai de janeiro de 2008 até julho de 2011.

Foram acrescentados 5 fundos imobiliários como opções de investimentos.

Neste caso, analisaremos uma otimização com diversas variáveis.

A intenção é mostrar que o limite para otimização está na sua própria criatividade e necessidade.

Os ativos disponíveis para investimento, a alocação definida previamente e as estatísticas da carteira você pode ver na imagem abaixo:

Otimização-de-Carteiras-2008-Antes

clique na imagem para ampliar

Objetivo da Otimização: Maximizar Retorno

Mudando: A alocação da carteira

Com as Restrições:

1. A alocação total da carteira deve ser 100%.

2. A alocação em PETR4 e VALE5 deve ser de 0%.

Na prática, seria optar por ETFs ao invés de ações individuais.

A alocação em poupança deve ser inferior a 3%.

Stress Test deve apresentar número acima de -5%.

 Comentários:

Antes da otimização a carteira apresenta um retorno de 11,08% e um risco de 10,16%.

Note que não é uma carteira muito ruim dado que o período 2008-2011 não foi nada favorável para a Bolsa.

Ademais, o índice sharpe da carteira já é positivo, no valor de 0,0283.

Porém, a otimização poderá deixá-lo ainda melhor.

E, com mais opções de investimentos, a eficácia desta ferramenta es expande.

Lembre-se: Quanto mais ativos disponíveis, maiores são as possibilidades de combinação.

Ter alternativas de investimentos é fundamental em uma estratégia de alocação de ativos.

Resultados:

Otimização-de-Carteiras-2008-Depois

clique na imagem para ampliar

Objetivo: Aumentou o índice sharpe de 0,0283 para 2,4634.

Manteve todas as restrições definidas anteriormente.

Nova Alocação: Novamente com grande participação em CDI.

Aproveitou também a diversificação intra-classe dos títulos públicos através dos índices IRF-M (pré-fixados), IMA-B (indexados a inflação) e IMA-C (indexados ao IGP-M).

O retorno da carteira aumentou de 11,08% para 14,83%. (+3,75%)

O risco da carteira foi reduzido de 10,16% para 1,64%. (-8,52%)

Esta nova carteira é uma beleza de otimização.

Além de aumentar o retorno em 3,75% conseguiu reduzir o risco em -8,52%.

Seu índice sharpe é maior do que 2, algo bem raro de se encontrar no mercado.

Ademais, seu potencial de diversificação é bastante alto, de 56%.

Quer melhor dica de investimentos do que esta?

Você está pronto para fazer suas próprias otimizações?

Baixe a Planilha de Otimização de Carteiras

Otimização-de-Carteiras-Planilha

Esta planilha é fruto de um extenso trabalho para simplificar o conceito sobre otimização de ativos.

Através dela e com os conhecimentos adquiridos neste artigo você poderá fazer seus próprios testes.

Todos os dados e gráficos utilizados para elaborar esse artigo você pode baixar clicando no botão abaixo.

download button Hedge: O que é e Como fazer

Versão Excel 2007

Antes de fazer qualquer teste com a planilha eu preciso que você leia atentamente as palavras finais deste artigo.

Fique tranquilo, é conhecimento adicional e que você precisa ter em mente na hora de otimizar carteiras.

Aproveite também para saber o que podemos aprender após estes 4 casos de otimização que estudamos.

Otimização de Carteiras: Perigos que Você Precisa Evitar

otimização-de-carteiras-perigo

Voltando ao início do artigo, é natural do ser humano querer otimizar.

Essa ambição por si só é saudável. O problema, é quando é utilizada de modo extremo e incorreto.

A sensação de ganhar +6% ao ano com o mesmo risco pode ser tentadora…mas…

Lembre-se: Estamos analisando dados passados, correto?

Logo, “rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura“.

Você conhece esta frase.

E, caso ainda não esteja convencido de sua importância, tenho um estudo para você.

O tema é otimização de carteiras e mostra com números o poder desta simples frase.

No magnífico livro The Intelligent Asset Allocator, um dos meus autores favoritos, William Bernstein, realizou um importante experimento.

Ele separou um grande período da história do mercado americano de 5 em 5 anos.

Após os primeiros 5 anos ele analisou o retorno e risco dos ativos e, deste modo, chegou a uma carteira otimizada, que apresentou o melhor retorno neste período de 5 anos.

Logo, sua intenção era replicar para os próximos 5 anos a carteira com o retorno máximo verificado nos últimos 5 anos.

E foi fazendo este processo sempre após 5 anos.

Verificava a carteira de maior retorno nos últimos 5 anos e a replicava para os próximos 5.

O resultado?

Pasmem…De 1970 até 1998 a carteira que era otimizada de 5 em 5 anos teve um retorno anual de 8,40%.

Porém, o mercado apresentou um retorno anual de 15,79%.

Praticamente o dobro da carteira otimizada…

A lição?

Retornos, Riscos e Correlações nos ativos são variáveis dinâmicas.

Logo, se um ativo apresentou o melhor retorno nos últimos 5 anos ele provavelmente não irá repetir este feito nos próximos 5 anos.

O caso do CDI é um ótimo exemplo.

Desde Julho de 1994 ele apresenta um retorno anual de 21,05% e um risco anual de 3,06%.

O Ibovespa, sendo um ativo bem mais arriscado, apresenta um retorno de 17,68% e um risco de 32,68%.

Devemos, portanto, acreditar que este padrão irá se manter nos próximos 20 anos?

Não. E digo o porquê.

No período de 1994 até 2003 os juros básicos no Brasil eram extremamente altos. Acima de 20%, chegando a valores acima de 50%.

Deste modo, quem iria se arriscar investindo em ações, em um mercado de capitais extremamente jovem?

Os números mudam bastante quando analisamos períodos após 1999.

Resumindo, estes são os perigos da otimização de carteiras.

1. Focar demais no passado e acreditar que os dados irão se manter no futuro.

2. Pressupor que as variáveis são estáticas e não dinâmicas.

3. Cair na armadilha da busca pela alocação de ativos perfeita.

Sendo assim, por que otimizar uma carteira de investimentos?

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Otimização de Carteiras: Conheça Seus Benefícios 

Otimização-de-Carteiras-Benefícios

Se você não pode utilizar dados passados para prever o futuro, por que deveria praticar a simulação e otimização de carteiras?

Simples.

É a diferença básica entre tentar prever o resultado de um evento e utilizar conceitos estatísticos para definir as probabilidades de um evento.

É o que difere um investidor amador de um investidor inteligente.

Você não precisa replicar o portfólio otimizado, mas pode buscar entender o porquê ele apresenta o melhor resultado.

Por exemplo:

Caso #1 – Títulos Indexados a Selic: Por Que Você Deve Investir Neles?

Você notou a marcante presença do CDI em todas as carteiras otimizadas?

Investimentos atrelados a Selic são extremamente importantes para diversificação.

Sua grande eficácia está justamente nos momentos de crise e alta volatilidade.

A rentabilidade destes títulos será sempre positiva, enquanto diversos outros ativos apresentarão rentabilidade negativa.

Ações caem.

Fundos Imobiliários perdem atratividade.

Títulos Pré-Fixados e Indexados a Inflação podem apresentar perdas com a alta dos juros futuros.

As correlações entre estes investimentos aumenta bastante nestes períodos devido as diversas baixa.

Entretanto, os títulos indexados a Selic sempre irão apresentar resultados positivos e com baixíssimo risco.

Logo, é um tipo de ativo que deveria fazer parte da carteira de qualquer tipo de investidor.

Graças a Otimização de Carteiras você comprovou este benefício.

Não está convencido?

Leia o próximo caso abaixo.

Caso #2 – Títulos Indexados ao IGP-M: Memórias Póstumas de uma NTN-C

Antigamente (até 2007 se não me engano) o Tesouro Nacional disponibilizava títulos indexados ao IGP-M, as chamadas NTN-Cs.

Era mais uma opção de diversificação para os investidores, já que garantiam rentabilidades indexadas ao IPCA (NTN-B) e IGP-M (NTN-C), os dois principais índices de inflação do país.

Entretanto, após decisão do próprio Tesouro, os títulos de compra foram retirados do mercado.

Analisando os dados hoje com o auxílio da otimização de carteiras podemos ver o quanto esta decisão prejudicou os investidores.

Note que a NTN-C está presente em TODAS as carteiras otimizadas em que estava disponível como investimento.

Não é por acaso. É um ativo com características exclusivas, já que promove indexação ao IGP-M, índice de inflação mais volátil do que o IPCA.

Seus dados de retorno e risco são, inclusive, melhores do que o IMA-B.

Retorno Anual desde 2006: 17,70% (NTN-C) x 15,60% (NTN-B)

Risco Anual desde 2006: 4,77% (NTN-C) x 6,07% (NTN-B)

Moral da História: Ativos exclusivos, que promovem alguma indexação a um importante índice tendem a ser ótimas opções para preencher uma alocação de ativos.

E, para fechar os estudos de casos, vamos ao caso #3.

Caso #3 – Ouro: Safe Heaven em Momentos de Pânico

Você já deve ter ouvido que o Ouro é um ativo bem procurado por investidores nos momentos de crise.

Ele atua como um porto seguro toda vez que a economia tende a sair fora dos eixos.

O motivo?

O Ouro é uma moeda que não pode ser impressa pelos Bancos Centrais.

Possui uma oferta limitada (escassez) e um valor intrínseco do metal.

Não vou me alongar muito, mas quero que você note uma coisa:

O Ouro esteve presente nas carteiras otimizadas desde 1999.

Seu alto retorno é um dos fatores de sucesso.

Desde 1999, o Ouro apresenta um retorno anual (de 17,93%) superior ao CDI (16,02%).

Saiba absolutamente tudo sobre o investimento em ouro AQUI.

A tendência pode não se manter (acho pouco provável).

Porém, sua correlação negativa com a Bolsa e seu alto retorno o coloca como um ativo único, com excelente potencial de diversificação.

Conclusão

A Otimização de Carteiras é como a Energia Nuclear.

Pode ser utilizada para o bem, como geração de energia…

…Ou utilizada para o mal, como material bélico.

Você pode usar a Otimização de Carteiras para aprende sobre ativos exclusivos e que apresentam excelente potencial de diversificação…

…Ou usá-la com a intenção de replicar resultados passados.

Seu potencial é enorme, assim como seus riscos quando mal utilizada.

A diferença está somente em quem a utiliza.

Espero que a partir deste guia de investimentos você possa realizar seus próprios testes e verificar ativos que possam se adequar ao seu próprio e único perfil de investimentos.

Em otimização de carteiras o limite está na nossa criatividade.

Teste, Teste, Teste e Continue Testando.

Analise o que pode funcionar. Mas também não esqueça de verificar o que não funciona.

I didn’t fail the test, I just found 100 ways to do it wrong. ~ Benjamin Franklin

E se tiver algum momento “Eureka!” compartilhe conosco! 🙂

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • deninvest

    Simples assim. Mas porque o governo fez essa covardia de tirar o NTN-C?

    • Olá deninvest!

      haha No começo eu também fiquei um pouco revoltado em não poder investir nas NTN-Cs…

      Mas acredito que, como o IGP-M é mais volátil e não é um índice oficial do governo, sendo calculado pela FGV, o Tesouro preferiu retirá-lo do mercado.

      Deste modo, poderia ter maior controle sobre suas dívidas.

      Essa resposta é baseada nas minhas próprias convicções, assim como na resposta que recebi de uma pessoa que trabalha no Tesouro Nacional.

      Abraços!

  • Evandeer

    Muito bom, Henrique. Muito obrigado por compartilhar. Tenho indicado o seu blog para meus amigos! Acho uma excelente referência! abc

    • Muito obrigado Evandeer!

      É uma honra poder compartilhar minhas ideias com pessoas tão inteligentes que figuram nos comentários deste site.

      Caso tenha qualquer tipo de dúvida, crítica ou sugestão pode me procurar!

      Grande Abraço!

  • Simplesmente fantástico! Quem tem domínio do conhecimento de ouro desse site tem mais conhecimento do que a maioria dos gestores profissionais de investimentos que atuam no mercado.

    É interessante observar que a otimização de carteiras pode apresentar um lado bom, e um lado negativo: tudo está a depender dos objetivos do investidor que a maneja. O artigo também demonstra a importância de buscar um equilíbrio, não visando a construir uma alocação perfeita, mas sim uma alocação em um ponto “ótimo”, onde ele se sinta mais adequado para combinar rentabilidade dado um certo grau de risco.

    A menção ao estudo do Bernstein deve ser objeto de destaque, uma vez que o ser humano tende a acreditar que os ativos que mais se destacaram nos últimos anos poderiam apresentar melhor desempenho nos próximos anos. Por trás desse conceito temos que prestar atenção no efeito da regressão à média, muito bem definido por Bogle. Ter conhecimento disso é absolutamente indispensável para construir uma carteira com níveis adequados de risco, em função da rentabilidade esperada.

    Grande Henrique, mandou bem mais uma vez. Parabéns e aguardo a continuação da série. Ter domínio de conceitos teóricos ajuda *MUITO* na hora de colocar em prática esses mesmos conceitos.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Muito obrigado pelo comentário amigo!

      É verdade. A otimização de carteiras é poderosa, mas pode cair em mãos erradas…

      Depende muito mais do analista do que da ferramenta.

      E interligar as suas convicções pessoais sobre os ativos com a otimização pode gerar bons resultados se os dados forem analisados corretamente.

      Bem lembrado sobre a teoria da regressão à média.

      No longo prazo, ela é muito importante.

      Entretanto, no curto prazo o ativo pode ter momentum e continuar sua movimentação de forma rápida e forte.

      Como investidor de longo prazo prefiro me apoiar na regressão à média para equilibrar meus investimentos.

      Obrigado pelas palavras amigo!

      Grande Abraço!

  • Jonas

    Parabéns Henrique, isso é mais que uma mão na roda, é empurrar o carro ladeira acima! haha Seu domínio de excel e habilidade para transmitir seu conhecimento são notáveis, parabéns.No entanto fiquei um pouco confuso com as seguintes questões : essa otimização não vai de encontro com a sua estratégia 4-3-2-1 (por exemplo) justamente devido ao fato de rentabilidade passada não ser nenhuma garantia de rentabilidade futura?Além disso as soluções do Solver não se concentraram demais em poucos ativos?
    Um abraço!

    • Olá Jonas!

      hahaha adorei seu comentário sobre empurra o carro ladeira abaixo!

      Conforme citei no artigo é preciso ter cautela na hora de otimizar carteiras.

      E um dos motivos é este. A otimização geralmente resulta em poucos ativos, o que gera uma certa desconfiança sobre os resultados futuros da carteira.

      O que você poderia fazer é restringir a alocação em certos ativos ou até mesmo classes de ativos.

      As possibilidades são imensas.

      Tentar humanizar o otimizador é função complicada, mas você pode colocar suas convicções ao restringir a alocação em determinados ativos.

      E lembre-se dos benefícios da otimização, assim como seus perigos.

      Abraços!

  • Major

    Muito bom HC!

    Calhou que eu acabei de ler o capitulo de otimizações do Gibson e veio o seu artigo. Perfect timing… rsrs.

    Só uma dúvida cosmética: O título “Otimização de Carteiras: Perigos que Você Precisa Tomar”, não seria “Cuidados” no lugar de “Perigos” ?O ouro será o quarto mosqueteiro da minha carteira, só não queria começar a investir nele no atual pico histórico.Seria interessante uma simulação restringindo o ganho do CDI para patamares mais prováveis no futuro próximo. Quem sabe na parte 2 ?Abs.

    • Olá Major!

      Obrigado pelo comentário.

      Esse livro do Gibson é excelente! E que bom que o assunto coincidiu.

      Sobre o título é que ocorre quando você publica mais de 3.000 palavras e um guia extenso com vários números e dados…rsrsrs

      Já corrigi o título para: “Perigos Que Você Precisa Evitar”.

      Deste modo também preservo o sentido da imagem de “perigo” logo abaixo.

      Otimização de carteiras é isso! Não há limites para testes.

      E este é um dos testes interessantes para se fazer.

      As planilhas estão aí.

      Agora é colocar a mão na massa! hehe

      Abraços!

  • Flávio

    Brilhante Henrique, planilha bem elaborada e explicação didática. Fantástico.

  • Anônimo

    Henriique parabéns por mais este brilhante artigo.
    realmente fiquei com as mesmas impresoes do Jonas….”concentração demais em poucos ativos com a solução do excel!”
    Outra coisa: você é o responsavel pelo portfolio Vienna renda e Divid-endos do clubedevienna, certo?
    Pergunta: você  recomendaria a ” Vienna Renda e Dividendos” para uma situação de um aposentado já na fase de somente retiradas mensais de sua carteira? Seria 100% nela?
    abraço

    • Olá raf2020!

      Sim. Confiar cegamente em um otimizador de carteiras é quase certeza de entrar numa furada.

      Logo, é preciso trabalhar bem nas restrições e buscar uma proposta mais “humana” para ele.

      É preciso ter, acima de tudo, bom senso.

      Sim, sou o responsável pelo VRD.

      Esta situação de retiradas de carteiras não é tão simples e existem vários estudos no mercado americano somente sobre o assunto.

      No caso, o Clube oferece uma carteira que serve como um guia e refletem a visão do seu responsável (eu) sobre o momento do mercado.

      Mas é preciso ter em mente que cada investidor possui suas próprias necessidades.

      Portanto, usá-la como um guia, fazendo pequenas modificações de acordo com a própria necessidade, para montar uma carteira é essencial.

      Grande Abraço!

  • Espanhol00

    Henrique, bom dia! como os demais eu gostaria de agradecer muito pela boa vontade de nos repassar seus conhecimentos. Sou investidor iniciante e tenho aprendido demais com seus posts.
    Uma pergunta: vc pode indicar algum material sobre “stress test”? entendi a lógica, mas gostaria de conhecer mais a fundo o tema.
    Abraco e obrigado

    • Bom dia Espanhol!

      Foi após as diversas leituras de livros sobre Asset Allocation que aprendi sobre como “estressar uma carteira”.

      Existem várias formas, mas esta simples fórmula usada no artigo já faz o básico! 🙂

      Veja estes livros na área avançados desta página:

      http://hcinvestimentos.com/livros-de-investimentos/

      Abraços!

      • Espanhol00

        valeu … abraço e obrigado

  • Investidor

    Muito bom post, mais um excelente. Parabéns HC. Já pensou na ideia de fazer um livro com todo esse seu conhecimento não? 😉

    Abração

    http://oinvestidorr.blogspot.com/

    • Obrigado Investidor!

      Já pensei sim na ideia.

      Está na lista de prioridades para este ano.

      Só quero ter certeza de entregar um material de altíssima qualidade! 🙂

      Grande Abraço!

      P.S. Desejo sucesso no seu novo blog e nesta jornada no mercado financeiro!

  • MarcoK

    Henrique, realmente excelente o que você escreveu. Sou professor universitário (na área de exatas) e devo falar que você é ao mesmo tempo bem claro e principalmente não deixa de dar os conceitos matemáticos de maneira precisa e prática.  

    • Obrigado Marco!

      É uma honra receber este tipo de comentário.

      Se você notar algo faltando nos artigos ou sugerir alguma mudança para que eu possa melhorá-los saiba que estou a disposição para lhe ouvir.

      Grande Abraço amigo!

  • Vejo que estou chegando novamente atrasado nos comentários.
    .
    Creio que este artigo é um dos mais importantes que você já tenha escrito aqui no blog. sensacional mesmo.
    .
    Você já fez o alerta no texto, mas acho que vale frisar novamente que esta otimização vale somente para um aporte inicial. 
    .
    Na teoria é uma maravilha, agora sabemos que na prática as pessoas comumente utilizam o Buy and Hold, o que pode modificar os resultados. Vide caso recente do CDI X Ibovespa:
    .
    Ibovespa x Renda Fixa – Corrigindo injustiças.http://blogdoportinho.wordpress.com/2011/07/12/ibovespa-x-renda-fixa-corrigindo-injusticas/.Fica um desafio pra você aqui: seria possível alguma forma de otimização utilizando aportes mensais?.No mais parabéns mais uma vez..Abcs

    • Olá Willy!

      Obrigado pelas palavras amigo.

      Esse post do Paulo é muito importante.

      Em breve vou retomar uma discussão parecida e poderemos caminhar além da visão apresentada neste artigo.

      Grande Abraço!

  • Breno

    Boa garoto!

    Ja tinha brincado com o solver antes, e de fato é bem legal…melhor que isso só se ele prevesse rentablidade futura, tipo Solver Crystall Ball… aí sim seria mão na roda =D

    Abraço,
    Breno

    • Olá Breno!

      Tem um frase no livro do Berstein que ele diz algo assim:

      “Se soubéssemos a rentabilidade futura dos ativos, para que raios precisaríamos de um otimizador de carteiras?”

      Essa Crystal Ball é o desejo de todo investidor. =)

      Saber como maximizar seu retorno dentro de um prazo de investimento.

      Mas todo o charme destas análises perderiam a graça não?! hehe

      Abraços!

  • Pedro

    Caro HC,

    Excelente artigo, como de costume! Fiquei, entretanto, com uma dúvida. Sobre os títulos indexados a Selic, vc afirmou que:

    “Sua grande eficácia está justamente nos momentos de crise e alta volatilidade.

    Os juros tendem a subir e os ativos de maior risco tendem a cair.”

    Eu tinha a impressão contrária sobre o juros: de que eles tendem a cair em momentos de crise. Isso porque a pressão inflacionária diminui nesses períodos e o governo pode baixar a taxa básica. E o contrário também; em momentos de entusiasmo aumenta a ameaça de inflação e a Selic em resposta.

    Os dados recentes pareciam confirmar essa minha idéia. Em 2008, pré-crise, Selic a 13,75. Após a crise, queda para 8,75. Recuperação da crise, taxa vem subindo até 12,50. Novos indícios de desaceleração econômica nos EUA e Europa, taxa cai a 12%.

    Onde estou enganado?

    abraços,
    Pedro

    • Olá Pedro!

      Nós estamos parcialmente corretos! hehe

      1. Alta dos juros na crise

      Ao contrário do esperado, os juros podem subir em uma crise devido ao maior risco de default.

      No caso, em 2008, o risco-brasil subiu rapidamente.

      Os juros futuros também seguiram mesmo caminho e os investidores puderam garantir LTNs pagando 17% e NTN-BP 15 pagando 11% + IPCA.

      Esta é uma das visões sobre Juros x Crise.

      2. Baixa dos juros na cirse

      Exatamente pelo que você comentou:

      “Eu tinha a impressão contrária sobre o juros: de que eles tendem a cair em momentos de crise. Isso porque a pressão inflacionária diminui nesses períodos e o governo pode baixar a taxa básica. E o contrário também; em momentos de entusiasmo aumenta a ameaça de inflação e a Selic em resposta.”

      O que a minha frase (abaixo) quer dizer então?

      “Sua grande eficácia está justamente nos momentos de crise e alta volatilidade.Os juros tendem a subir e os ativos de maior risco tendem a cair.”

      Embora a Selic no período de crise caia ou suba, o retorno de títulos indexados a Selic será SEMPRE positivo.

      Logo, é um ativo que não devemos ignorar NUNCA em qualquer tipo de carteira.

      Ele é extremamente importante quando vários ativos convergem para a zona negativa, quebrando a correlação histórica que antes era negativa ou fraca.

      Pedro,

      Muito obrigado pelo comentário.

      Não fui muito claro nesta frase, mas já estou corrigindo-a para expressar de modo mais direto e simples este conceito.

      Seja bem-vindo para sempre comentar aqui no blog. 🙂

      Grande Abraço!

      • Pedro

        Opa, valeu pela resposta!
        Certamente vc me verá por aqui mais vezes 🙂

      • Anônimo

        oi, Henrique, tudo bem?

        na crise de 2008, especificamente nessa situação, a alocação entre RV e RF, não funcionou, não é? elas acabaram ficando com correlação positiva…
        quando caiu bem o mercado de ações e se precisou retirar o dinheiro das LTN e das NTNB para realocar, elas tambem haviam caído muito de valor…
        está correta a minha observação?

        abraços

        Ruy

        PS: e o artigo do Vienna? rsrsrsrs, tenho olhado todos os dias e nada ainda..,

        • Olá Ruy!

          Sim, é verdade.

          As ações caíram na crise, assim como os títulos pré-fixados e indexados ao IPCA.

          Os ativos que salvam, neste momento, são geralmente:

          1. LFTs
          2. Dólar
          3. Euro
          4. Ouro

          Abraços!

          P.S. Artigo foi publicado hoje! 🙂

  • Obrigado novamente.
    Abração!

  • David

    Muito bom estes posts! Já tenho seu blog adicionado aos meus favoritos há algum tempo, porém há muito tempo não entrava para ver o que há de novo! Já estou há umas bos horas lendo tudo aqui.
    Tenho apenas uma dúvida: entrendi os conceitos de otimização da carteira, diminuição do risco, etc. Mas onde você obteve os dados (ou como calcula) o risco inicial dos ativos (ex: 22,36% dólar e 3,06% CDI?
    E onde encontro (ou como calculo) o mesmo risco anual de outros ativos?

    Muito obrigado e um forte abraço,
    David

  • Julio Cesar

    Olá Henrique,

    Poderia me enviar esta planilha de otimização de carteira ? Quando coloco meu email por ele já estar cadastrado vem a informação de usuário já existente e não estou conseguindo solicitar pelo artigo a planilha.
    Parabéns pelo excelente artigo e descrição bem sucinta da ferramenta Solver do Excel.
    Otimo 2012

    • Enviei pelo email Julio!

      Grande Abraço!

    • Pai de família

      Oi, Henrique. Parabéns pelo blog e pelo livro! Era o que eu procurava há um tempão e tive a felicidade de encontrar recentemente. Estou tentando colocar em prática os seus ensinamentos e os resultados estão me animando! Seu material é fantástico, extremamente claro e didático, principalmente para os leigos como eu. GOstaria de baixar a planilha de otimização de carteiras também, mas tive o mesmo problema do Júlio César. Vc pode me enviar pelo email também? Agradeço de montão e sugiro um tema para um post, sobre um assunto que gostaria de ver a sua opinião: subscrições. Quando é interessante exercer o direito e como se faz isso? Agradeço de montão! E minha família também! As modalidades de investimento que eu usava já não garantem nem a preservação do patrimônio. E para quem tem que pensar na educação dos filhos e cuidar da aposentadoria, suas lições e esclarecimentos são um oásis num mar de desinformação. Nosso super-obrigado!

  • dhn

    Primeiramente gostaria de te parabenizar pelo site Henrique, foi o melhor que encontrei na área até então.

    Em relação ao assunto de otimização de carteira e sobretudo diversificação me surge uma dúvida.

    Você acha válido para investidores de montante baixo (< 20k) com aportes mensais na ordem de 1~2k R$ utilizar uma diversificação em ações, fii e rf, sendo que ainda entre as mesmas, o ideal seria diversificar entre os FIIs e ações (caso não compre ETF)?

    Digo isto porque, tanto ações quanto fii´s geram corretagens nas ordens (no meu caso de 16 R$ fixo), e se caso diversificar meus aportes mensais de acordo com minha carteira atual, estarei pagando algo em torno de 3~6% do valor investido apenas em corretagem,visto que devido a alta diversificação e o baixo aporte em relação a cada categoria, o mesmo ficaria muito diluído. 

    Te perguntaria Henrique, ou mesmo a outros colegas, alternativas para amenizar esta situação, além claro da já sabida resposta de trocar de corretora! hehehe

    Abraços

  • tahech

    Muito bom os seus  estudos sobre alocaçao de recursos ,ja indiquei seu blog a varios amigos ,principalmente pela seriedade que voce aborda o assunto .Parabens pelo seu trabalho Henrique .

    • Muito obrigado pelas palavras gentis!

      É uma honra poder colaborar e compartilhar minhas leituras e experiências.

      Abraços!

  • Ramon

    Eu assinei o Newsletter mas não recebi nenhuma planilha :/

  • Ulisses

    Parabéns pelas excelentes publicações aqui.
    Gostaria de receber a planilha, mas deu erro pois já sou cadastrado no site e recebo os newsletters. Obrigado!

  • William Benicio

    Henrique, este é pra mim o melhor artigo que você já escreveu! E estou com o mesmo problema do amigo Julio Cesar com relação à planilha de otimização de carteira: quando coloco meu email por ele já estar cadastrado vem a informação de usuário já existente e não estou conseguindo solicitar pelo artigo a planilha.

    PS: Acabei de comprar o seu livro mas já estou na metade e já o recomendei a uns outros 6 amigos!

  • Gilson Lima

    Já era cadastrado e queria reproduzir seus cálculos, mas segui as instruções colocando meu e-mail no campo informado e não consegui baixar a planilha! será que você poderia me mandar por e-mail?

    Baixe a Planilha de Otimização de Carteiras
    Esta planilha é fruto de um extenso trabalho para simplificar o conceito sobre otimização de ativos.
    Através dela e com os conhecimentos adquiridos neste artigo você poderá fazer seus próprios testes.
    Todos os dados já estão devidamente na planilha e prontos para serem utilizados.
    Coloque agora seu email no campo abaixo e receba a planilha no seu email. (É Grátis!)

  • Andre Hanna Farath

    Henrique, conteúdo sensacional!

  • Augusto Melo

    Boa noite Henrique,

    gostei bastante do tema, meus parabens.
    gostaria de saber se tem algum artigo do genero,mas em vez de ser utilizando a ferramenta solver do excel, utilizando por exemplo um software estatistico como o R.

    Melhores Cumprimentos,
    Augusto Melo

  • CrisMaz

    ola henrique. nao costumo postar comentarios, mas nesse artigo nao resisti. EXCELENTE, Parabens e obrigado por compartilhar esses ensinamentos.

  • Eme Silva

    Antes de mais nada, obrigado pelo artigo. Trata-se de trabalho de fôlego, com muitas horas gastas…

    Parabéns.

    Mas surgiu-me uma dúvida. Parece-me que há um problema na célula que calcula a rentabilidade total da carteira, por exemplo, no ano de 1994.
    A carteira NÃO otimizada (com 25% de CDI, ouro, dólar e Ibov) teria que ter como resultado no campo “retorno” a média (ponderada) dos retornos dos ativos, o que seria igual a 13,39% na referida carteira e não o valor que consta, de 15,29%. Concorda?

    Ou eu não estou percebendo algo relevante?

    Forte abraço,
    Eme Silva

  • Jéssica Ribeiro

    Boa noite Henrique!
    Gostaria de saber onde conseguir os dados que você utilizou para realizar os cálculos para os anos depois de 2011. Muito obrigada, seu blog tem me ajudado muito a aprender sobre investimentos.

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