Como Adotar a Estratégia de Alocação de Ativos Hoje Mesmo

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O principal assunto desse site sem dúvida é a Alocação de Ativos.

Trata-se de uma simples estratégia que ajuda você a diversificar sua carteira de investimentos.

O assunto não deve ser novidade para muitos leitores. Porém, uma dúvida comum chega ao meu email constantemente e gostaria de compartilhar com vocês.

“Henrique, adorei conhecer a estratégia da alocação de ativos. Entretanto, como devo fazer para sair de uma carteira antiga para uma carteira mais diversificada, seguindo a estratégia da Alocação de Ativos?”

“Devo realizar essa mudança de uma vez só ou seria melhor fazer as mudanças de pouco em pouco?”

Se você já conhece bem essa estratégia, a resposta é extremamente simples.

Ao longo desse artigo, vou mostrar a você como migrar de uma carteira antiga mal diversificada para uma nova carteira seguindo os princípios da alocação de ativos e preparada para encarar os desafios do mercado financeiro.

Qual é melhor momento para adotar a Alocação de Ativos?

Geralmente, essa pergunta vem acompanhada dessa outra pergunta:

“Tenho uma ação com um prejuízo de 50%. Não seria melhor esperar ela voltar ao preço que comprei para me desfazer dela?”

Gosto muito de uma frase que diz o seguinte:

A qualidade de uma resposta depende da qualidade de uma boa pergunta.

Se você fizer perguntas de qualidade, receberá respostas de qualidade.

Entretanto, perceba que a pergunta acima não é um bom tipo de pergunta.

O melhor momento para comprar ou vender um ativo nós nunca saberemos.

Talvez essa ação com prejuízo de 50% possa ter um prejuízo ainda maior, de 80% por exemplo.

O futuro é imprevisível, não podemos controlá-lo e por esse motivo, devemos aceitar sua incerteza.

Embora não exista o melhor momento para você comprar e vender seus ativos, você pode se apoiar nas bases da alocação de ativos para montar sua carteira sem se preocupar com esses “melhores momentos”.

A Beleza da Alocação de Ativos

Para sua surpresa, acredito que você deve fazer a migração da carteira antiga para uma nova assim que se sentir confortável com a Alocação de Ativos.

Isso mesmo. Ao invés de esperar o “melhor momento” para se desfazer dos ativos velhos para comprar os ativos novos, você deve fazer a mudança agora, independente do cenário atual.

Explicarei com mais detalhes o porquê ao longo desse artigo.

Porém, para realizar essa rápida mudança em sua carteira você precisa primeiro conhecer e sentir-se confortável com a estratégia de alocação de ativos.

Se você ainda não está totalmente confortável com essa estratégia e precisa de mais informações, sugiro ler essa página sobre o tema.

Caso deseje aprender os detalhes da estratégia, de forma muito rápida e com todo apoio possível, convido você a conhecer o meu eBook sobre Alocação de Ativos.

Basta clicar aqui para saber mais sobre esse material.

A beleza da Alocação de Ativos está justamente no fato de ser uma estratégia que reduz bastante os riscos, além de ser naturalmente bem diversificada, se o investidor souber ao menos o básico dessa estratégia de investimento.

Portanto, após definir o percentual para cada classe e ativos em sua nova carteira, é recomendável fazer a mudança nesse exato momento, à preço de mercado.

“Mas e os meus investimentos que apresentam perdas?” você pode estar pensando…

Como lidar com investimentos perdedores?

Você olha para sua carteira e observa vários ativos no vermelho.

Talvez sejam ações que você comprou no auge da euforia em 2008 e que agora estão com -50% de variação.

As ações foram caindo, caindo e você pensou: “vou deixar para o longo prazo”.

Nos fóruns, era comum encontrar pessoas que diziam agora estar casadas com esse tipo de ação.

Porém, esse tipo de pensamento é extremamente perigoso.

Você não quer ficar com um ativo tóxico em sua carteira, quer?

Mas também não quer vendê-lo no prejuízo, não é verdade?

Então você precisa conhecer o Viés do Custo Irrecuperável, ou Sunk Cost.

Conheça o Custo Irrecuperável (Sunk Cost)

Imagine a seguinte situação:

Você pagou R$ 10 para assistir um filme. Porém, após 15 minutos você nota que o início do filme é horrível.

O que você faz? Sai imediatamente do cinema ou esperar o desenrolar do filme para ver se melhora? Afinal, você já gastou os R$ 10 nele…

Se você é como a maioria das pessoas, você optaria por continuar assistindo o filme porque ao sair dele seria como se você tivesse perdido R$ 10.

O tempo de 15 minutos investidos para ver o filme e o valor pago de R$ 10 por ele são suficientes para que a maioria das pessoas assistam um filme ruim mesmo quando percebe-se a baixa qualidade do filme logo no início.

O fato é que o ser humano busca ao máximo evitar perder algo que já possui, mesmo que para isto tenha que perder ainda mais.

Você não poderá recuperar os 15 minutos perdidos no filme e por isso continua assistindo-o até o fim para tentar evitar o sentimento de perda.

Nos investimentos, o custo irrecuperável é extremamente comum.

Quando um ativo apresenta um prejuízo e se revela uma péssima escolha para sua carteira de investimentos, o investidor continua mantendo o ativo em carteira na esperança de vendê-lo com lucro ou no “zero-a-zero” algum dia.

O investidor simplesmente ignora o fato de que esse já é um dinheiro perdido e o que importa agora é como está sua alocação de ativos.

Ele pode manter uma ação individual com perda de –20% ocupando 50% de sua carteira, concentrando um altíssimo risco, ou vendê-la para diversificar totalmente sua carteira.

Quantas vezes você já presenciou essa situação?

O problema do custo irrecuperável é que o tempo e o dinheiro investido na compra desse ativo refletem o passado, que não tem volta.

Logo, o investidor se apega ao preço de compra do ativo, ao invés de avaliar qual é a melhor alocação de ativos para sua carteira hoje.

Ele compraria esse ativo hoje? Ou preferiria investir em outros ativos?

Provavelmente, esse investidor não compraria esse ativo hoje, mas ainda continua mantendo-o em sua carteira por estar apegado ao preço que pagou e por ser incapaz de admitir uma perda ou uma avaliação errada.

Veja também nesse link outros diversos viéses comportamentais que os investidores cismam em seguir.

O que fazer nessas situações

É natural errar. Reconhecer o erro é uma das qualidades que todo investidor deveria ter.

Olhe para sua carteira. Esqueça o preço de compra de cada ativo e veja como ela está investida. Agora responda: Você está satisfeito com essa alocação? Existe algum ativo que você não gostaria de ter em carteira?

Se a resposta for sim, analise os motivos que o classificam como um ativo ruim em sua carteira e venda-o imediatamente, sem importar-se com o preço.

Muitos investidores, por estarem ligados emocionalmente a algum ativo, esquecem que o retorno futuro da sua carteira dependerá em torno de 90% da sua alocação atual e não do preço de compra desses ativos.

Portanto, esqueça o passado e não pense em “se eu tivesse…”. Foco total na alocação da sua carteira.

Afinal, você pode estar correndo um alto risco segurando ativos que mais parecem uma “bomba relógio”.

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Colocando em prática a mudança

Nesse ponto do artigo, espero que você já tenha em mente que o importante é sua alocação de ativos hoje e que ela tem grande participação nos seus resultados futuros.

Logo, se você não está satisfeito com sua carteira de investimentos, seja por falta de diversificação e/ou falta de uma estratégia bem planejada, você precisa realizar a mudança em sua carteira o mais rápido possível.

Siga os 5 passos abaixo e você poderá sentir-se bem mais seguro com seus investimentos.

1. Entenda melhor o funcionamento da alocação de ativos

Essa parte é muito importante, porque você precisa ter uma noção ao menos básica sobre a importância de uma tríade financeira (Renda-Fixa, Fundos Imobiliários e Ações) em uma carteira de investimentos.

Esse conforto com a estratégia virá rapidamente porque ela é muito fácil de se aprender e praticar.

2. Determine qual será a alocação em cada classe de ativos

Após entender melhor o funcionamento da alocação de ativos, você já saberá mais sobre a relação entre retorno e risco, seu perfil como investidor e quais tipos de classes de investimentos são melhores para você.

Nessa segunda parte, você irá determinar qual será o percentual investido em cada classe de ativos.

Um exemplo:

1. (50%) Renda-Fixa

2. (25%) Fundos Imobiliários

3. (25%) Ações

3. Determine qual será a alocação em cada ativo

Após determinar a alocação em cada classe, é hora de determinar a alocação em cada ativo.

Um exemplo:

1. (50%) Renda-Fixa

1.1. (25%) LFT 2017

1.2. (12,5%) LTN 2016

1.3. (12,5%) NTN-B Principal 2015

2. (25%) Fundos Imobiliários

2.1. (5%) FII 1

2.2. (5%) FII 2

2.3. (5%) FII 3

2.4. (5%) FII 4

2.5. (5%) FII 5

3. (25%) Ações

3.1. (12,5%) BOVA11

3.2. (12,5%) SMAL11

4. Coloque em prática essa mudança

Com as alocações das classes e ativos definidas, você precisa agora apenas migrar da carteira antiga para essa nova planejada.

Como a própria estratégia da alocação de ativos é naturalmente diversificada e o futuro é imprevisível, é recomendado adotar o quanto antes a nova carteira.

Se for o caso, avalie também se vale a pena trocar de corretora para economizar ainda mais com custos.

Afinal, vimos no artigo passado como carteiras com pouco dinheiro podem também estar muito bem diversificadas.

5. Monitore sua carteira

Depois do trabalho duro, você precisa agora monitorar sua carteira de investimentos para que ela esteja bem perto da alocação inicial planejada.

Para isso, você deve utilizar os aportes mensais e, se necessário, realizar rebalanceamentos na carteira para voltar a alocação planejada.

É isso! Seguindo esses simples passos, você poderá ter mais segurança nos seus investimentos.

Lembre-se de que não há garantia de que os resultados serão melhores do que a carteira anterior.

Porém, agora você tem uma probabilidade melhor de obter uma relação entre retorno e risco mais adequada.

Além disso, você poderá contar com a maior liberdade em não ter de acompanhar o mercado financeiro a todo momento e todos os benefícios que a alocação de ativos oferece para investidores como você.

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Guilherme Gusman

    Mais um excelente post Henrique. Desde que comecei a ler sobre a estratégia de alocação de ativos me interessei muito. Tanto que acabei de comprar o seu eBook e estou gostando muito. Parabéns pelo seu trabalho e pela iniciativa de compartilhar todo o seu conhecimento de forma tão solicita.

    Tenho, todavia, uma dúvida ainda em relação à alocação de ativos. Imagine que eu tenha iniciado a minha carteira com R$10000 alocados na forma 4-3-2-1. A cada aporte mensal a ideia é manter essa alocação inicial como você mesmo disse acima, correto? Devo considerar para isso, portanto a alocação acumulada no final de cada mês, certo? Neste caso eu devo desprezar os rendimentos de cada mês e considerar na alocação apenas o capital inicial e os valores aportados ou devo totalizar os rendimentos mês a mês, ver a porcentagem de alocação final e equilibrar a carteira no mês seguinte com base nesse valor obtido?

    • Oi Guilherme!

      Obrigado pelo comentário e por adquirir o eBook.

      Sempre considere a alocação acumulada, considerando todos os rendimentos possíveis.

      No exemplo, com uma carteira de R$ 10.000 talvez você possa excluir o câmbio (10%) da carteira e alocá-lo nas outras 3 classes dependendo do seu tipo de perfil de investimentos.

      Forte Abraço!

      • Thiago Konno

        Boa noite Henrique,

        Excelente trabalho o seu. Parabéns.
        Tenho estudado bastante sobre investimentos e a Alocação de Ativos me desperta muito interesse. Já lí seu eBook duas vezes e pretendo iniciar meus investimentos em Janeiro de 2013.
        Para tal, gostaria de saber se você presta consultoria financeira pessoal.

        Chegou a enviar uns email para você, mas não obtive resposta.
        Desde já agradeço,

        Thiago Konno

        • Oi Thiago!

          Peço desculpas pela demora na resposta, mas às vezes recebo tantos emails com solicitações que acabo me perdendo.

          Poderia enviar novamente o email por gentileza?

          Abraços!

          • Nigel

            Boa noite Henrique

            Já li e gostei muito de se ebook e tenho uma dúvida. É isto : como resolver o paradoxo, ou seja o conflito, entre os dois conselhos
            1) de se livrar de ativos “tóxicos” quanto antes (aceitar o “sunk cost”) que significa vender baixo e
            2) de sempre “vender alto, comprar baixo”?

            Se tiver regra, que duvido(!), seria a primeira e única regra necessário para sucesso absoluto nos investimentos…….

          • Oi Nigel!

            Perceba que o se livrar de ativos tóxicos é no momento da migração da carteira antiga (mal alocada) para uma nova carteira, com base na estratégia da alocação de ativos. Nesse momento, é preciso fazer a mudança mesmo vendendo com prezuízo, evitando o sunk cost.

            Porém, com a carteira já bem alocada, você não precisa vender os ativos com queda porque eles não são ruins para sua carteira. Estão apenas passando por um mau momento. E, nesse caso, a recomendação é investir mais nele.

            Abs!

          • Nigel

            Oi Henrique

            Sua resposta foi muito mais simples e clara que imaginei … Obrigado mesmo!

            Abs

          • Eu que agradeço pela sua participação aqui nos comentários Nigel! Forte Abraço!

  • souzacd

    Henrique, muito bom seu artigo.
    mas em minha opniao vc não coloca alguns pontos importantes.
    por exemplo se a pessoa tem uma carteira assim: 80% em renda fixa +20% em bolsa. E ela resolve diversificar 40% renda fixa,40% FII, e 20% em bolsa.

    Eu acho que seria um erro se a pessoa sair de uma hora para outra, vendendo metade da renda fixa para comprar FII.

    O ideal seria a pessoa definir uma % da carteira pra realocação gradual entre as classes até atingir a meta escolhida.

    Voce poderia escrever artigos sobre o assunto e na atualização do seu livro também focar nisso pois não vejo nada sobre isso nem nos seus posts aqui no blog nem no seu livro.

    obrigado.

    • Álisson M.

      E aí, souzacd!

      Então cara, também andava com essa dúvida: fazer tudo de súbito ou aos poucos. Acabei me sentindo mais confortável migrando a carteira “por partes” (2 ou 3 compras para cada ativo) – acho que procrastinar a mudança por mais tempo pode acabar levando ao desinteresse pelo método (o sujeito vai tentar acertar o tempo de entrar e sair, o que não me parece adequado para a estratégia). Que achas? Imaginas fazer a migração em quanto tempo?

      Abraços.

      • souzacd

        Alisson, acho que em relação ao tempo só mesmo pode avaliar, depende do seu perfil, valor investimento mensalmente e valor da sua carteira.

        Mas para fazer é necessário disciplina para não ficar preocupado com o preço atual e baixas e altas do mesmo.

        Esse método também é melhor porque minimiza os custos (principalmente IR, corretagem, ).

        Henrique qual sua opnião em relação a migração de carteiras de forma progressiva?

        • Oi Souza!

          Como ressaltei no artigo, minha opinião é que a mudança seja o quanto antes, ao invés de gradativa.

          Veja também os comentários que deixei acima e do @facebook-100001606674431:disqus

          Abraços!

    • Acho que esse é o maior erro, e entra no que o Henrique falou sobre o Sunk Cost. Você fica esperando pra ver se algo muda, e no final das contas perde o interesse de diversificar a carteira só porque agora tudo parece estar “confortável”.

      Veja que confortável por confortável não faz diferença agora, mas nas épocas de crise é a diversificação que vai salvar seu dinheiro. Quanto mais tempo você levar para diversificar, mais tempo vai ficar à mercê de algo que pode eventualmente acontecer e derrubar seus investimentos.

      Sem falar no fato de ficar “monitorando” inconscientemente a carteira pra tentar decidir qual o melhor momento de vender… O negócio é não ter medo e fazer a mudança, é um grande passo e pode resultar em leves perdas no mês com custos de corretagem, etc, mas ainda assim no médio/longo prazo é uma segurança muito maior para a sua carteira, diminuindo o risco e equilibrando os rendimentos, sem falar na qualidade de vida ganha em não ter que se preocupar com o seu dinheiro todo santo dia. Falo por experiência própria.

      • EXCELENTE comentário @facebook-100001606674431:disqus !

        Ele vai direto ao ponto e mostra como é importante não adiar a diversificação da carteira.

        Mostra que você já tem um ótimo domínio sobre a estratégia da alocação de ativos e percebe as inúmeras vantagens que ela proporciona, principalmente, o ganho na qualidade de vida sem precisar se preocupar diariamente com sua carteira.

        Parabéns pela maturidade alcançada nos seus investimentos.

        Forte Abraço!

        Henrique

    • Oi Souza!

      Discordo de seu comentário e lembro novamente a parte sobre o Sunk Cost desse artigo.

      Não vou chover aqui no molhado porque o comentário do @facebook-100001606674431:disqus abaixo expressa exatamente o conceito que busco passar com esse artigo.

      Adiar a diversificação de sua carteira ao buscar gradualmente mudar a alocação é, na minha visão um erro, já que você reconhece que sua carteira não está diversificada como deveria e quanto mais você adia essa mudança, maior o risco de sofrer em uma inesperada crise.

      Abraços!

      • Douglas

        Não intendi o exemplo dado sobre o sunk cost. No texto você diz que se você comprasse uma ação durante o auge da crise com variação de 50% seria melhor vende-la, para não segurar um “ativo tóxico”.
        Mas isso não iria contra a própria técnica de rebalanceamento de carteira? Seguindo a alocação de ativos aqui, a escolha ideal não seria comprar muito mais dessa ação que caiu, já que a porcentagem dessa classe cairia bastante? Assim quando o mercado se recuperasse, você potencializaria os ganhos (comprar na baixa, vender na alta).

        Abraços!

        • Oi Douglas!

          Nesse exemplo, o investidor não deseja ter essa ação em carteira. Supondo que ele queira trocar suas ações por ETFs, ele estaria preso ao viés por não vender o ativo.

          Ao invés de esperar o ativo subir para vendê-lo, ele deveria vender agora mesmo esse ativo para montar a nova carteira de ações.

          O principal ponto desse conceito é que se o investidor pudesse montar sua carteira do zero ele não desejaria ter esse ativo me carteira.

          E diferente quando você tem uma carteira com as ações desejadas e com foco no longo prazo. Aí sim o conceito de comprar mais nas baixas se aplica.

          Abraços!

          • douglas

            Agora intendi. Estava com essa duvida desde que li o seu livro. Obrigado.

            Um abraço!

          • Que bom que a dúvida foi resolvida Douglas!

            Qualquer coisa estou aí.

            Abraços!

  • Marcos Fontoura

    Henrique, gostaria de mais esclarecimentos relativos à monitoração da carteira. No meu caso, por exemplo, eu tenho um capital inicial razoável, mas não sei se no começo terei condições para fazer aportes mensais. Nesse caso, para manter a alocação inicial, eu teria que retirar dos ativos que renderam mais e transferir para aqueles que renderam menos; não é isso? No entanto, fazendo assim eu não acabaria perdendo muito com impostos e taxas?

    • Álisson M.

      E aí Marcos,
      tu pretendes fazer a realocação por tempo/calendário ou por percentual? Minha intenção é fazer pelo segundo método, realocando sempre que o ativo se afastar da alocação original em 20% (aliás, me parece que é exatamente assim que está feito no eBook do Henrique). Como nenhum dos ativos deve variar tanto em períodos pequenos, tu consegues reduzir bastante os custos da realocação.

      • Marcos Fontoura

        Entendi Alisson, obrigado. É porque eu ai da não li o livro do Henrique e não sabia que há essas duas possibilidades de realocação. Eu pensava que ela era feita sempre a cada período (a cada mês, semana, três meses,etc). Mas faz todo o sentido a realocação por percentual no meu caso para reduzir os custos. Eu podia até, quem sabe, realocar a partir de um percentual maior ( digamos 30%), para demorar períodos maiores, podendo até reduzir um bom valor em ustos com impostos. O que acha?

        • Oi Marcos!

          O percentual você pode escolher sim.

          Entretanto, no eBook eu mostro exatamente o porquê adoto como padrão o desvio percentual de 20%, de acordo com uns estudos que aprendi em um livro dedicado ao Asset Allocation (alocação de ativos).

          Abraços!

      • É isso mesmo Álisson! 🙂

        Sugiro no eBook sim o rebalanceamento através do desvio de 20%, que julgo mais eficaz no controle da carteira e no controle dos custos.

        Abraços!

    • Oi Marcos!

      Antes de tudo, existem basicamente duas formas de você trazer uma carteira para a alocação inicial.

      1. Aportes Mensais
      2. Rebalanceamento

      Presumindo que você reserva um valor para investir todo mês, você deve utilizar o aporte mensal para corrigir pequenas mudanças na sua carteira, buscando sempre trazer a alocação atual para a original.

      Se a diferença entre a alocação atual e a original (planejada) for muito grande, você precisará fazer uma rebalanceamento, seguindo ou o método do calendário (de tempo em tempo) ou pelo desvio percentual (mais apropriado).

      Seguindo essa ordem, você não gasta muito com impostos e taxas, porque raros serão os momentos que você irá rebalancear a carteira.

      Abraços!

  • Esse post foi pra mim.

    Possuo prejuízo de 35.000 a 40.000 reais na eletropaulo que investi em all-in e não saio dela. Está destruindo meu patrimônio que construi duramente mês a mês.

    Complicado.

    • luis claudio

      E vai continuar destruindo, pra aprender a parar de fazer all-in.

    • Olá!

      Infelizmente às vezes precisamos de grandes exemplos para promovermos grandes mudanças.

      Embora não é possível saber qual será a decisão que trará o maior retorno para você, fica claro que não é saudável colocar 100% de sua carteira em um único ativo. Desse modo, torna-se uma aposta, não um investimento.

      Lembre-se de como foi duro ganhar esse dinheiro. Pensando dessa forma, você tomará decisões mais inteligentes para não perdê-lo dessa forma.

      Abraços!

  • Roberto Fernandes

    Henrique, gostei muito do artigo.

    Pesquisando ultimamente pela internet achei a gestora de fundos Órama (https://www.orama.com.br/), que oferece para pequenos investidores a possibilidade de participar de diversos fundos exclusivos (para quem é rico msm hehe).

    Gostaria de saber o que vc acha desse tipo de investimento (fundos de ações, multimercado, etc.). Estou achando interessante a idéia de incluir alguns na alocação de ativos.

    • Cara, não sei o que o Henrique vai responder para você. Mas acredito que ele deve falar algo com viés conservador, argumentando a favor de você utilizar investimento PASSIVO em fundos de ações de baixo custo (ETF’s).

      Isto porque, de acordo com estudos feitos por diversos analistas de renome no mercado americano, no longo prazo, os fundos multimercado de gestão ativa tendem a apresentar resultados PIORES, em sua maioria esmagadora para os que apenas acompanham o índice de mercado. Estes pesquisadores se debruçaram sobre décadas de dados para chegar a esta conclusão simples.

      E no Brasil isto certamente não deve fugir muito à regra.

      Além disso, numa estratégia de alocação de ativos pode ser extremamente custoso ficar rebalanceando portifólio com fundos de gestão ativa.

    • Oi Roberto!

      Não sou muito favorável aos fundos de investimentos porque você não tem controle sobre a alocação deles.

      Gosto de investimentos passivos que seguem fielmente um índice e por isso ainda aguardo ETFs ou fundos de índice para Renda-Fixa e Fundos Imobiliários.

      Abraços!

  • GIaudson

    Henrique, o post está ótimo, mas vc esqueceu de comentar um detalhe, nem tão pequeno assim. Não podemos esquecer do IMPOSTO DE RENDA. Ao vendermos nossos ativos, estamos sujeitos à taxação de IR (dependendo da regra de cada um deles), e se não prestarmos atenção aos limites e/ou prazos em que são aplicadas as diversas tarifas, podemos deixar para o governo uma parte substancial dos lucros que tivemos ao longo dos anos. É claro que não haverá probemas se vendermos uma ação que stão no prejuízo, mas nos casos de lucro, é bom prestar atenção.
    Abraço
    GIBA-DF

  • Rodrigo

    Henrique, li no fórum InfoMoney (http://forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?t=10822&start=340, está no final da página) q quem possui cotas de BOVA11, por exemplo, pode requerer, na alienação, receber EM AÇÕES aquelas q fazem parte do IBOV nas quantidades de suas participações, e não necessariamente em dinheiro. Isso é verdade? Abraço!

    • É possível sim Rodrigo, embora nunca tenha tentado e não veja vantagens diretas nisso.

      Abraços!

      • Nigel

        Henrique, neste caso suponho que depois de receber o valor das cotas em ações, você pode vendé-las isento de IR até R$20.000…. Será que é tão simples…. ?

        • Pode sim Nigel, mas imagino ser um processo complicado porque são muitas ações e você provavelmente teria de vender algumas no fracionário…

  • Denis Canindé

    Nao conhecia com esse nome,Custo Irrecuperável (Sunk Cost) mas sempre pensei nisso, atualmente estou num dilema com a timp3 e penso em fazer o seguinte: farei preço médio, venderei e logo farei uma melhor alocação. Não é uma super estrátégia mas minimiza as perdas. E aí pobreta esse cara sabe manda bem nessas analises dá uma estudada na estratégia dele que tu pode melhorar esse sistema all-in

    • Oi Denis!

      Conheço MUITOS investidores que possuem um tipo de ativo “tóxico” na carteira.

      Embora não seja possível dizer qual será a estratégia que trará o melhor retorno, provavelmente você estará melhor alocado se vender esse tipo de ativo, já que ele não se encaixa na alocação desejada para sua carteira.

      Abraços!

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