Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Ago/2011]

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Bem-vindo a segunda atualização da série carteira de investimentos!

A atualização do mês de julho mostrou como carteiras bem diversificadas conseguiram ótimos resultados apesar da queda de -5,75% do Ibovespa.

Neste mês de agosto, o cenário manteve-se bem ruim.

Entretanto, as carteiras apresentaram um excelente desempenho.

Adiantando, o Ibovespa apresentou queda de -3,96%.

Já a média das carteiras obteve retorno de 0,46%.

Como de costume, analisaremos os seguintes tópicos ao longo do artigo:

  1. A alocação de classes das 15 carteiras de investimentos
  2. As 10 maiores alocações de cada carteira
  3. Rentabilidade de todos os ativos no mês atual
  4. Rentabilidade de cada carteira de investimentos.
  5. Destaque do Mês [Novidade!]

Prontos para a leitura? Vamos lá!

Carteira de Investimentos: Relembrando as Carteiras

Sabemos que o sucesso de uma estratégia de investimentos tem grande relação com a alocação de ativos de uma carteira.

Logo, vamos relembrar como cada carteira foi montada no início do mês de julho:

Carteira-de-Investimentos-Classes-de-Ativos

A média destas 15 carteiras apresenta a seguinte alocação:

1. [1,14%] Conta-Corrente (CC)

2. [42,86%] Renda-Fixa (RF)

3. [14,43%] Fundos Imobiliários (FII)

4. [6,57%] Câmbio

5. [35,00%] Ações (Bolsa)

Uma ótima alocação de ativos na minha humilde opinião.

Carteira de Investimentos: 10 Maiores Alocações das Carteiras

Além de visualizarmos a alocação em cada classe de investimentos podemos ver quais são os 1o ativos com maior participação em cada carteira:

Carteira-de-Investimentos-10-Maiores-Ativos

Este tipo de análise nos ajudam a identificar carteiras com alta concentração, estando pouco diversificadas.

Além disso, é interessante notar que o ativo preferido das 15 carteiras é a LFT com vencimento em 2015.

Ela aparece na média com uma alocação de 18,53%.

No relação large caps (BOVA11 e PIBB11) x small caps (SMAL11), temos que a alocação em large caps (~26%) é 2x maior do que small caps (~13%).

Após analisarmos as alocações de cada carteira de investimentos vamos ver como foi a rentabilidade de cada ativo neste mês de agosto/2011.

Carteira de Investimentos: Rentabilidade dos Ativos no Mês

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Ativos

Analisando cada classe de investimento:

Renda-Fixa

Os títulos públicos apresentaram um excelente retorno no mês.

Títulos indexados a Selic tiveram um retorno de 1,03%.

A queda dos juros futuros favoreceram bastante os títulos pré-fixados e indexados a inflação.

Prefixados, através da LTN 2015, obtiveram um retorno de 5,79%.

Títulos indexados a inflação tiveram um retorno proporcional ao seu vencimento.

Quanto maior a duração (anos até o vencimento) do título, maior foi o seu retorno.

NTN-BP 35: 9,45%

NTN-BP 24: 7,26%

NTN-BP 15: 5,35%

Saber calcular o retorno líquido dos títulos públicos pode lhe ajudar na tarefa de descobrir qual títulos está mais atrativo no momento.

Quem garantiu LTNs com taxas acima de 13% e NTN-Bs com taxas acima de 6,75% tomou um ótimo passo para seu futuro financeiro.

Entretanto, se você ainda investe 100% em ações e não aproveita oportunidades como esta leia este artigo sobre como é importante diversificar além de uma única classe.

Fundos Imobiliários

Apresentaram um retorno bem disperso no mês.

O ativo mais rentável foi [novamente!] o Hotel Maxinvest (HTMX11B), com um retorno de 13,05%.

Você se lembra da queda em torno de -8% do Ibovespa em um único dia neste mês?

Pois é…Conforme coloquei no meu twitter, o HTMX11B chegou a subir mais de 10% durante este dia.

Diversificar é importante. Sobretudo nos momentos de pânico…

Portanto, lembre-se de alocar uma parte de sua carteira em fundos imobiliários.

Mesmo em períodos de crise, eles conseguiram apresentar bons resultados, já que sua correlação não é muito forte com a Bolsa.

Eles irão dar a você uma nova dimensão de retorno e risco, além de garantir um rendimento mensal isento de imposto de renda.

Entretanto, você pode notar também que 6 (dos 15) fundos imobiliários apresentaram resultados negativos no mês.

Dica: Não basta apenas investir em fundos imobiliários.

É preciso diversificar entre vários fundos. Como regra de bolso, busco ter no mínimo 5 fundos.

Lembre-se do benefício entre diversificar dentro de uma própria classe, conforme ressaltei no artigo sobre estratégias de investimentos.

Câmbio

O Ouro [novamente!] apresentou forte alta no mês, agora no valor de  7,93%, sendo um ótimo ativo de proteção para a queda na Bolsa.

O Dólar e o Euro [finalmente] tiveram um bom desempenho mensal.

Até este mês a correlação destes 2 ativos cambiais estava positiva com a Bolsa, indo na contramão do que os números apresentam no longo prazo.

Correlação de Ativos é uma força dinâmica e não estática.

A média das carteiras respondeu bem em relação ao Câmbio, já que a maioria optou por uma alocação mais concentrada em Ouro do que no próprio dólar e euro.

No ano passado escrevi um artigo sobre uma possível bolha no Ouro.

Independente do preço estar próximo aos R$ 100, o Ouro ainda é um ativo muito procurado em momentos de crise.

Sobretudo quando a solução para estas parece ser sempre injetar mais e mais dinheiro na economia.

Alguns economistas afirmar que é como se você tentasse curar um alcoólatra dando-lhe mais bebidas.

Bolsa

Para quem viu o Ibovespa cair em torno de -15% durante o mês, o resultado final de -3,96% para o Ibovespa não pareceu nada assustador.

Os ETFs acompanharam este mal desempenho com os seguintes resultados:

SMAL11: -2,63%

BOVA11: -3,98%

PIBB11: -4,63%

Após analisarmos o retorno de cada ativo das carteiras podemos ver exatamente a rentabilidade de cada carteira de investimentos.

Carteira de Investimentos: Rentabilidade das Carteiras

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Investidores

A média das carteiras de investimentos apresentou uma rentabilidade de 0,46%.

Um excelente resultado para um mês tão turbulento como agosto.

Apenas 3 das 15 carteiras tiveram desempenho negativo neste mês.

Se você ainda não acredita no poder da diversificação, leia este artigo sobre diversificação de investimentos.

As duas melhores carteiras foram “DT” (1,77%) e “MSF” (1,61%).

Parabéns as duas carteiras pelo resultado!

Rentabilidade Acumulada

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Investidores-Acumulada

Na tabela acima temos a evolução da rentabilidade acumulada, mês a mês.

A carteira “MK” continua firme e forte na liderança com retorno de 2,22%, seguida pela carteira “BF” (1,82%).

Comparando o retorno acumulado das carteiras com os principais índices e a Média:

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Carteiras

A maioria das carteiras está com retorno acima de -2% nestes dois meses em que o Ibovespa já acumula uma perda próxima de -10%.

A carteira “MK” é a única que conseguiu superar o CDI neste período.

Parabéns MK!

Um comentário inteligente

Aliás, o “MK” nos presenteou com um excelente comentário na atualização de julho, que reproduzo abaixo:

“Olá Henrique,

Agora tenho um pouco mais de tempo para escrever agora.

Quando comecei a ter uma carteira, há 15 anos atrás, já cheguei a ter mais de 50% em ações, mas logo percebi que o risco não compensava a diferença de rentabilidade a longo prazo, e em todos estes anos em geral não vou muito além de 10% em ações.

A razão deste número é que, levando em conta que em quase todos estes anos, os juros sempre pagaram mais de 1% ao mês, então uma queda 10% na bolsa em um mês, é praticamente toda absorvida pela rentabilidade do restante da carteira em juros ( minhas outras aplicação em geral rendem pelo menos a selic).

Para se ter um exemplo eu fiz uns cálculos simples de comparação:

1) Considerando uma ano em que a selic dê 12% e o ibovespa 30% (penso que a média do ibovespa nos últimos 8 anos foi pouco acima de 15%)

a) Numa carteira com 10% em ações e o resto em LFT a rentabilidade será de 13,8% e o risco de 0,90% (usando  sua planilha).

b) Numa carteira com 50% em ações a rentabilidade será de 21% e o risco 4,42%.

Ou seja, a rentabilidade foi 52% maior enquanto que o risco foi 391% maior, em relação a primeira carteira …

2) Por outro lado num pais que os juros sejam de 2% (como em outros países) e a bolsa também chegue aos mesmos 30% teremos:

a) Numa carteira com 10% em ações a rentabilidade será de 4,8%

b) Numa carteira com 50% em ações a rentabilidade será de 16%

Ou seja, a rentabilidade foi 233% maior e como bem sabemos, o risco (volatilidade) no exterior é menor que no Brasil, ou seja menor que os 391%.

Outra diferença entre este exemplo e o anterior é que neste último caso para qualquer valor que a bolsa apresente acima de 2% no ano já vai ter valido a pena ter colocado dinheiro na bolsa, enquanto que no Brasil só vai ter valido a pena colocar dinheiro na bolsa se ela ter mais de 12% no ano.

Portanto,  ao contrário do que ocorre em outros países, nos atuais níveis de juros no Brasil acho que não vale muito a pena ter uma porcentagem muito alta em ações (mas isto deve mudar no futuro próximo).

Claro que isto é uma opinião pessoal que depende do perfil de investidor da pessoa.

Claro também que se pode reduzir o risco colocando outros ativos (e sempre tenho outros ativos além de DI), como você tem enfatizado em todos os seus artigos.

Só quis usar um exemplo bem simples, na linha de discussão que não se deve só olhar a rentabilidade, mas também se deve ver o risco da carteira.

Um outro exemplo mais concreto: de 02/01/2003 até 29/07/2011, a selic rendeu 217,715% (dados do BC) enquanto o ibovespa rendeu 306,9637%.

Portanto, uma carteira com 10% em ações e o resto em LFT teve uma rentabilidade de 226,64% e outra com 50% em ações 262,34%. Ou seja a rentabilidade foi 15,75% maior com  um aumento de risco possivelmente em torno dos 391% como no outro exemplo.

Na realidade eu uso uma estratégia com um risco menor que a carteira de 10% mas com uma rentabilidade bem maior, como eu já mencionei em outros post e depois comento mais.”

Sábias palavras “MK”.

Aproveito a oportunidade para colocar materiais de referência para o comentário acima:

1. Planilha de Risco – Saiba como calcular o risco (volatilidade) de sua carteira

2. Razão para não alocar muito em Bolsa: Os altos juros no Brasil

3. Diversificação de Carteiras – Saiba a importância de diversificar dentro da própria classe de investimentos, mesmo na Renda-Fixa.

Após analisarmos a rentabilidade das carteiras de investimentos podemos dar início a um novo tipo de análise!

Carteira de Investimentos: Destaque do Mês

[Novidade] Pretendo trazer todo mês uma rápida análise do resultado de uma carteira de investimentos.

A carteira destaque do mês é uma forma de mostrar na prática o benefício da alocação de ativos.

Afinal, esta série que engloba 15 diferentes carteiras de investimentos tem exatamente este objetivo:

Mostrar a todos a importância da alocação de ativos e diversificação de carteiras na prática e com dados reais.

Pronto para conhecer o destaque do mês?

Carteira-de-Investimentos-Destaque-do-Mes

A carteira MSF teve uma rentabilidade surpreendente de 1,61% em agosto.

Mesmo com 35% alocados em Ações a carteira apresentou ótimo resultado.

Como?

Retornos bem acima da média nas outras classes de investimentos.

1. Retorno de 3,92% em Renda-Fixa

2. Retorno de 7,46% em Fundos Imobiliários

3. Retorno de 7,93% em Câmbio

Este mês, sem dúvida, foi o mês da Renda-Fixa.

O resultado da Renda-Fixa (3,92%) por si só já é suficiente para cobrir a perda das Ações (-3,75%).

Entretanto, se a carteira tivesse 10% em RF e 90% em Ações de nada adiantaria este bom resultado em RF.

Uma Nova Forma de Mensurar Resultados

É sempre importante saber o quanto de retorno cada classe adicionou ao retorno total da carteira.

Como calcular?

Simples, multiplique a alocação em cada classe pelo seu retorno correspondente.

Portanto, a classe Renda-Fixa adicionou 2,15% ao total da carteira. (55% * 3,92%)

Já as Ações adicionaram -1,31%. (35% * -3,75%)

O retorno em excesso da Renda-Fixa sobre as Ações foi de 0,84%. Excelente!

Parabéns a carteira MSF.

Conclusão

Gerenciar o risco de uma carteira de investimentos nunca foi tão fácil como neste mês de agosto.

Diversificar tornou-se mais do que uma opção para investidores, tornou-se uma obrigação.

Quem não diversifica está fadado a acontecimentos surpresas (Mafrig?) que podem abalar uma carteira ou fundo de investimento.

Defina sua alocação de ativos e esteja preparado para os diferentes cenários!

Acompanhe esta série sobre carteira de investimentos e observe na prática como a ampla diversificação produz resultados mais sustentáveis no longo prazo.

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Henrique Vecchi

    Você poderia compartilhar sua planilha excel para acompanhar suas ações mes a mes.

    Obrigado

  • Diego Justo

    Caralhooooooooo  este blog é porreta …. desculpe os palavrões mas acho que faz jus ao quanto seu esforço merece de recompensa em auxiliar pequenos investidores em busca da  almejada independencia financeira… Parabéns pelo excelente trabalho e parabéns a todos que estao nessa disputa… Quem sabe ano que vem nao tenha conteudo suficiente para tentar entrar nessa batalha.. vlw um abraço a todos!!!

    • hahahaha

      Valeu pelos elogios Diego!

      Será uma honra tê-lo participando desta série.

      Ela tem sido um excelente aprendizado.

      Grande Abraço!

  • Renato M

    Infelizmente minha carteira não está sendo analisada, mas eu só tenho a agradecer esse trabalho que você está fazendo. Está se tornando uma aula mensal sobre investimentos e alocação. Parabéns!!

    • Olá Renato!

      Recebi a planilha que você me enviou e lhe respondi.

      Conforme citei, não poderia incluir sua alocação pois ela era totalmente diferente dos ativos que disponibilizei para acompanhamento.

      Note que temos apenas ETFs e nenhuma ação individual.

      Fiquei no aguardo de seu contato aguardo uma alocação padronizada mas ela não veio… :/

      Mas fique tranquilo! É bem possível desta série se repetir por 2012 e agora com um prazo ainda maior para analisarmos!

      Será um prazer analisar sua carteira.

      Obrigado pelo seu comentário e qualquer coisa estou aí!

      Grande Abraço!

  • Professor Henrique Carvalho! Esse artigo não é uma aula, esse artigo é um show de competência, didática e profissionalismo! Parabéns!

    Dentre tantos aspectos positivos nesse trabalho, destaco você ter trazido à lume o comentário do leitor MK! Além de ter sido extremamente lúcido e pertinente, o leitor MK revela, na densidade do conteúdo do comentário dele, a experiência de mais de 15 anos de mercado financeiro. Ou seja, ele vivenciou todos os possíveis ciclos da nossa economia, com crises e euforias, e procurou adaptar sua estratégia exatamente de acordo com esse cenario.

    Mais importante, ele diz “Só quis usar um exemplo bem simples, na
    linha de discussão que não se deve só olhar a rentabilidade, mas também
    se deve ver o risco da carteira.”
    Perfeito! Ouvir pessoas mais experientes nos ajuda a reformular nossos próprios conceitos. Dentro dessa perspectiva, outro cara cujas reflexões leio com atenção é o Dr. Money, que carrega mais de 20 anos de mercado financeiro e um mestrado em economia. Os posts dele são técnicos e muito bem elaborados também.

    Esse mês de agosto foi o “batismo de fogo” das carteiras acompanhadas, e posso dizer que elas se saíram muito bem!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Grande amigo Guilherme!

      Muito grato pelo seu comentário.

      É importante ouvirmos as pessoas mais experientes no mercado.

      Elas passaram por ciclos que não presenciamos.

      Eu, por exemplo, não me lembro do período hiperinflacionário (pré-1994), já que nasci em 1988.

      Agradeço a todos que se pronunciam aqui e ajudam a engrandecer a saudável discussão aqui e nos blogs sobre investimentos.

      Acompanho o Dr.Money via twitter mas confesso que preciso dedicar mais tempo a leitura do site dele. Obrigado por reforçar a indicação!

      E realmente agosto foi um mês tenso, de grande turbulência, mas que a maioria que diversificou conseguiu um retorno positivo.

      E setembro já estamos presenciando novamente esta alta volatilidade.

      Este final de ano promete!

      Grande Abraço!

  • Breno

    Grande Henrique.
    Continuo mantendo a vice-liderança…na espera do próximo mês!

    Abraço,
    Breno (BF)

    • Parabéns pelo resultado Breno!

      Carteira “BF” firme e forte.Grande Abraço!

  • Major

    HC!

    Seria possível um gráfico comparando a rentabilidade com a volatilidade de cada carteira ?

    Um parecido com o gráfico do “Comparando o retorno acumulado das carteiras com os principais índices e a Média:” onde o eixo horizontal fosse o risco. Seria interessante ver qual carteira iria se aproximando mais do desejado quadrante superior esquerdo :)Obrigado !

    • Olá Major!

      Eu havia planejado incluir dados do risco nesta atualização.

      Entretanto, com apenas dois meses os resultados podem não refletir bem a realidade.

      A solução para a próxima atualização será:

      1. Coletar os dados diários de cada ativo

      2. Calcular o risco diário deles e anualizá-los.

      O trabalho adicional será enorme pois ainda terei que pegar o dia certinho dos rendimentos dos FII, mas farei meu melhor para tentar trazer os números do risco das carteiras.

      Grande Abraço!

  • Edu

    Empresas sólidas e em expansão têm de contrair dívidas para trabalhar. Isso é fundamental. Geralmente essas empresas fazem dívidas com juros próximos à SELIC. Portanto, como sobreviveriam ao longo de vários anos caso não proporcionassem rentabilidade superior à SELIC? 
    Um contraponto à idéia do comentário do leitor do mês de julho.

  • MarcoK

    Caro Henrique, obrigado pelos comentários. Não esperava ficar na frente com esta carteira, pois meu objetivo nos meus investimentos não é ter o maior rendimento, mas sim o maior rendimento (acima da selic) correndo o menor risco, uma vez que investimentos não é uma corrida de 100 metros mas sim uma maratona … Com relação a se analisar o risco das carteira, talvez você poderia considerar os dados deste de janeiro de 2011. É verdade que eu e possivelmente a maioria teria alocação diferente de carteira no início do ano. Mas seria só por curiosidade, para vermos as relações de rentabilidade x retorno associadas as diferentes alocações.

    • Olá Marco!

      Sim, estamos correndo uma maratona.

      É sempre bom lembrar disso.

      Para analisar o risco estou pensando, já no próximo mês, trazer os dados do risco diário e anualizá-los.

      Deste modo, acho que seria mais justo do que anualizar os dados mensais desde janeiro.

      Este tipo de dado é muito importante e quero trazê-lo para enfatizar que devemos sempre considerar o risco em nossas carteiras.

      Abraços!

  • Anônimo

    Excelente matéria!!!!

    Esse mês minha carteira rendeu 1,5% graças a diversificação (Ações, FIIs e TD) em especial ao tesouro que foi show!

    abços

    ITM

    • Parabéns ITM!

      Diversificar é muito importante para atingir resultados sustentáveis no longo prazo.

      Abraços!

  • Igor

    Henrique, o que significa as siglas SV e LV em um portifolio?

    • Olá Igor!

      SV = Small Value

      LV = Large Value

      A definição mais completa está no próprio artigo! 🙂

      Abraços!

  • Barueinvest

    HC, o MK fez a análise considerando o reinvestimento dos dividendos??? Pq a estatistica é uma poderosa ferramenta mas voce pode praticamente achar o resultado que vc procura.

    Acho errado comparar rendimentos de Renda Fixa e Renda Variável. Ainda mais no BRASIL. Até quando o pessoal acha q vamos ter juros reais de 6%a.a.? Vai acabar pessoal… Fazer essas comparações dá a impressão que investir em RF é a melhor solução. Ninguem faz a análise pensando daki 20 anos.

    Você compra uma ação por R$10,00 hj e daki 10 anos ela pode estar te oferecendo dividendos e JSCP anuais de R$5,00. Na renda fixa não… Ou alguem acha que daki 10 anos a SELIC vai estar em 12%a.a.? Tomar decisões pensando no passado é um erro.

    Acho a alocação de ativos uma ferramenta poderosa. Deve ser usada e com muita atenção.

    Não concordo muito com esses comentários de que na atual situação do Brasil investir mais em RF é melhor. É justamente pelos juros altos que as ações estão baratas no Brasil e é justamente nessa hora que é vantagem comprar ações. Na minha opnião era hora de vender uma parte de RF e colocar em ação, e mais pra frente voltar a alocar em RF que é muito importante também.

    Comprar empresa com governança, liquidez excelente, crescendo com P/L de 7, 6, 5 é difícil de assistir. Pensando no curto prazo alocar em RF é muito melhor. Menor risco garantido porém lá na frente quando a RF não for tão boazinha é que o pessoal vai ter saudade de pagar tão barato por algumas empresas.

    É isso Abraços pessoal

    • MarcoK

      Caro Barueinvest, com relação  ao índice Ibovespa, em sua definição ele  leva em consideração os dividendos distribuidos pelas empresas. Com relação ao exemplo onde faço uma simulação de variar o percentual na bolsa num pais com os juros a 2%  com  outra situação de juros a 12%, claramente por definição só válida  enquanto os juros estão a 12%. E além disto mostra exatamente que se os juros são menores, como na Europa ou EUA, a situação também muda. Além disto está escrito explícitamente que os “juros devem mudar em um futuro próximo”. Também concordo que agora é um bom momento para comprar lentamente, tanto que depois de vender quase todas minhas ações no inicio do ano, com o ibovespa a 70.000, agora com a parada da subida dos juros, estou as recomprando por um preço bem menor. O objetivo do que escrevi foi alertar sobre o que  está escrito em livros estrangeiros sobre quanto alocar em ações e quanto alocar em RF, para cada perfil de investidor, e usar o mesmo aqui no Brasil. Muitas vezes eles estão levando a realidade dos juros dos paises desenvolvidos que ainda é bastante diferente da nossa. E essa é uma diferença importante que deve ser levada em consideração. Aplicação em renda fixa não é melhor ou pior do que  aplicação em renda variável. A única questão é qual o percentual ter de cada uma dependendo da taxa de juros e outras variáveis. E é claro que esta resposta também depende do perfil do investidor. 

      • Caros Baruê e Marco,

        Excelente discussão.

        Assino embaixo de tudo o que o Marco falou acima.

        Talvez exista apenas um problema de framing, ou seja, da maneira que cada um olha um mesmo ponto.

        É importante levar em conta que não é só o retorno que importa.

        A volatilidade também é muito importante.

        E nesta questão, a Renda-Fixa, principalmente com títulos indexados a Selic dá um banho nas ações.

        O ideal, conforme foi dito, é adequar a alocação de acordo com o perfil do investidor.

        Pessoalmente, mesmo com 23 anos, procuro ter uma alocação próxima de 40% em Renda-Fixa (até acima das ações), porque no atual momento a relação entre retorno e risco é bem mais atraente.

        Com a queda dos juros no futuro, provavelmente esta visão irá mudar.

        É como diz o ditado:

        “You can’t control the wind. But you can adjust your sails”

        Obrigado amigos pelos comentários!

        Grande Abraço!

  • Léo

    Mais uma vez, parabéns pelo ótimo trabalho desenvolvido! Estava mesmo pensando em comentar contigo essa relação de rentabilidade ponderada pela alocação, que já venho prestando atenção e utilizando há um tempo. No final,o que importa mesmo não é a rentabilidade nominal de cada ativo e sim a ralação dessa com o peso que ele possui no portfólio! Uma queda de 50% em um ativo que você possui apenas 10% do seu portfólio alocado nele resulta numa queda de somente 5%, o que pode ser perfeitamente reduzido com as rentabilidades x alocações dos outros 90% do portfólio.

    • Exatamente Léo!

      Este conceito é extremamente importante e fico muito feliz que você o tenha dominado.

      Saber disso traz mais tranquilidade e mais controle sobre sua carteira.

      É o que irá diferenciar aquele investidor desfarçado de especulador para o investidor realmente inteligente.

      Grande Abraço e Sucesso!

      • Williams_zequim

        Henrique gostaria de parabeniza-lo pelo ótimo site, estava 100% em ações, encontrei seu site por acaso, e confesso que a primeira vez que li foi com muito ceticismo sobre a alocação de ativos, uns dias depois comecei a pensar no assunto e meus pensamentos foram mudando, e rapidamente me lembrei do seu site, voltei a ele e inicie os estudos sobre o assunto, comecei minha alocação em Agosto, já vi mudança na rentabilidade da carteira, e estou bem mais a vontade com minha carteira. Outra coisa, nasci em 1988 também, estamos juntos nessa longa jornada!! 😀  

        • Olá Williams!

          Que interessante seu relato.

          Fico feliz que tenha se juntando ao “time” da Alocação de Ativos!

          E ainda mais em saber que está mais tranquilo com sua carteira e com uma mudança na rentabilidade (espero que para melhor! rsrs)

          Seja bem-vindo! hehe

          Fiquei curioso para saber o porquê você viu com ceticismo o assunto da primeira vez.

          Gostaria de entender melhor para poder me comunicar melhor sobre os benefícios deste método.

          Estamos todos juntos nessa amigo!

          Sucesso!

          • Williams_zequim

            Comecei a investir em ações em Março do ano passado, acreditava que para conseguir uma rentabilidade boa ao ano, deveria investir 100% em ações, não tinha conhecimento sobre TD e nem FII, e não sabia das vantagens da alocação de ativos, e do rebalanceamento automático da carteira, RF x RV que proporciona comprar na alta e vender na baixa, por isso antes olhava com ceticismo para alocação, hoje vejo que meu perfil se encaixa muito melhor nesse sistema de alocação.

            Enfim, espero poder ter esclarecido um pouco, a forma como eu pensava antes.

            Querendo saber mais alguma coisa ou mais detalhes é só falar…

            Grande abraço!

  • Mdiegot

    Fala Henrique! Novamente, excelente post, parabéns!!!

    Lendo ele, me deu uma certa curiosidade em fazer o seguinte, para responder a duas questões.

    1) Utilizando-se da rentabilidade e características do mercado de ações, imóveis e renda fixa de países como EUA, Alemanha, India e Japão, qual seria a melhor alocação a ser utilizada?

    Pergunto isso porque acredito que num futuro não tão distante teremos uma taxa de juros menor, um mercado de ações com um padrão diferenciado e os imóveis também com um retorno bem diferente do atual.

    2) Qual é o momento ideal de alterarmos a nossa alocação, dependo da alteração da política monetária do país? Se a SELIC fosse de 5% a.a., duvido que essas carteiras teriam uma proporção tão grande de renda fixa. A questão é quando vamos alterá-la.

    • Olá!

      Ótimas perguntas!

      Não são fáceis de respondê-las, mas acredito que enquanto ainda tivermos juros acima de 8% ou taxas reais acima de 5% o investimento em ações não terá o mesmo dinamismo que tem nos demais países.

      O momento ideal para mudarmos nossa alocação dependerá de vários fatores.

      Não existem regras para isso, mas uma boa opção é considerar o retorno e risco atual de cada aplicação.

      Através dessa relação retorno x risco, comparar cada investimento e montar uma carteira que totalize na melhor relação de retorno x risco para o seu perfil de investimentos.

      Abraços!

  • Antonio Soberano Jr.

    Olá, Henrique

    Como é a primeira vez que comento no seu blog, gostaria de parabenizá-lo pelo inestimável trabalho. O conteúdo do blog é excelente, as planilhas são muito bem elaboradas e simples de usar e os assuntos abordados dificilmente podem ser encontrados nesse nível de detalhes em sites e blogs em português.

    Gostaria de saber sua opinião, principalmente quanto à liquidez, sobre o uso de fundos como MOBI11 e CSMO11 como alternativa de alocação, em pequena quantidade, substituindo uma parte do que iria para BOVA11, por exemplo.

    Um grande abraço,

    Antonio

    • Olá Antonio!

      A liquidez tem melhorado bastante nestes ETFs, principalmente em MOBI11.

      Ainda acho mais sensato indexar o mercado geral do que tentar determinar a parcela adequada para cada setor.

      Por enquanto, BOVA11 e SMAL11 são minhas únicas opções de investimento em ações.

      Abraços!

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