Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Set/2011]

carteira-investimentos-2011

Bem-vindo a atualização de setembro da série carteira de investimentos!

atualização do mês de agosto mostrou como carteiras bem diversificadas conseguiram ótimos resultados apesar da alta volatilidade na Bolsa.

Neste mês de setembro o cenário manteve-se ruim.

Na verdade, piorou…

O Ibovespa apresentou queda de -7,38%, sendo a maior queda mensal desde outubro de 2008.

Já a média das carteiras obteve retorno de -1,66%.

Como de costume, analisaremos os seguintes tópicos ao longo do artigo:

  1. A alocação de classes das 15 carteiras de investimentos
  2. As 10 maiores alocações de cada carteira
  3. Rentabilidade de todos os ativos no mês atual
  4. Rentabilidade [e Risco] de cada carteira de investimentos.
  5. Carteira Destaque do Mês

Prontos para a leitura? Vamos lá!

Carteira de Investimentos: Relembrando as Carteiras

Sabemos que o sucesso de uma estratégia de investimentos tem grande relação com a alocação de ativos de uma carteira.

Logo, vamos relembrar como cada carteira foi montada no início do mês de julho:

Carteira-de-Investimentos-Classes-de-Ativos

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A média destas 15 carteiras apresenta a seguinte alocação:

1. [1,14%] Conta-Corrente (CC)

2. [42,86%] Renda-Fixa (RF)

3. [14,43%] Fundos Imobiliários (FII)

4. [6,57%] Câmbio

5. [35,00%] Ações (Bolsa)

Uma ótima alocação de ativos na minha humilde opinião.

Carteira de Investimentos: 10 Maiores Alocações das Carteiras

Além de visualizarmos a alocação em cada classe de investimentos podemos ver quais são os 1o ativos com maior participação em cada carteira:

Carteira-de-Investimentos-10-Maiores-Ativos

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Este tipo de análise nos ajudam a identificar carteiras com alta concentração, estando pouco diversificadas.

Além disso, é interessante notar que o ativo preferido das 15 carteiras é a LFT com vencimento em 2015.

Ela aparece na média com uma alocação de 18,53%.

No relação large caps (BOVA11 e PIBB11) x small caps (SMAL11), temos que a alocação em large caps (~26%) é 2x maior do que small caps (~13%).

Após analisarmos as alocações de cada carteira de investimentos vamos ver como foi a rentabilidade de cada ativo neste mês de agosto/2011.

Carteira de Investimentos: Rentabilidade dos Ativos no Mês

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Ativos

Analisando cada classe de investimento:

Renda-Fixa

Os títulos públicos apresentaram um bom retorno no mês.

Títulos indexados a Selic tiveram um retorno de 0,94%.

Títulos prefixados, através da LTN 2015, obtiveram um retorno de 1,50%.

Juros futuros, depois da grande queda no último mês, parecem ter estacionado em setembro.

Títulos indexados a inflação tiveram um retorno proporcional ao seu vencimento.

Quanto maior a duração (anos até o vencimento) do título, menor foi o seu retorno.

NTN-BP 15: 1,96%

NTN-BP 24: -0,48%

NTN-BP 35: -1,91%

Saber calcular o retorno líquido dos títulos públicos pode lhe ajudar na tarefa de descobrir qual títulos está mais atrativo no momento.

Quem garantiu LTNs com taxas acima de 13% e NTN-Bs com taxas acima de 6,75% tomou um ótimo passo para seu futuro financeiro.

Entretanto, se você ainda investe 100% em ações e não aproveita oportunidades como esta leia este artigo sobre como é importante diversificar além de uma única classe.

Fundos Imobiliários

Apresentaram um retorno razoavelmente dentro do esperado no mês.

Os únicos ativos que se desviaram mais foram o Shopping West Plaza (WPLZ11B) com retorno de -6,92% e o Hotel Maxinvest (HTMX11B), com um retorno de -12,92%.

Apesar da grande queda no mês, HTMX11B ainda é o fundo imobiliário que apresenta maior rentabilidade em 2011, com uma alta próxima de 50%.

Se você investe ou for investir em fundos imobiliários vale sempre lembrar: diversifique.

Infelizmente ainda não há um ETF (Exchanged Traded Fund) para os fundos imobiliários.

Portanto, como regra de bolso, é recomendável escolher pelo menos 5 fundos.

Lembre-se do benefício entre diversificar dentro de uma própria classe, conforme ressaltei no artigo sobre estratégias de investimentos.

Câmbio

Sem dúvidas, o principal destaque do mês.

Dólar [16,83%] e Euro [9,08%] finalmente pareceram reagir a atual crise financeira, em que o Ibovespa já apresenta queda de -25% no ano.

Havia relatado que a correlação entre estes ativos e a bolsa estava positiva no ano, o que ia contra o senso comum.

Entretanto, depois desta disparada no câmbio e a queda da bolsa, os números voltaram para o padrão de longo prazo.

O Ouro ainda continuou subindo neste mês, com alta de 3,07%.

A lição que fica é: Em momentos de pânico, ter uma boa reserva em ativos cambiais pode funcionar como um ótimo seguro para sua carteira.

Se você possui dívidas ou gastos em moeda estrangeira, manter uma parte de seu capital alocado em câmbio é fundamental nestes momentos.

Bolsa

Este mês de setembro não pareceu tão volátil como o mês de agosto.

O Ibovespa não chegou a cair em torno de -8% em um único dia como no mês anterior.

As manchetes dos jornais não estavam tão carregadas de pessimismo…

Mesmo assim, o índice caiu -7,38% contra -3,96% em agosto.

Uma queda lenta, porém constante, é uma das maiores torturas para o investidor.

Ele não sabe exatamente como e quando agir, pois parece que pouca coisa mudou…

-1% em um dia, -0,5% no outro, mas quando ele vê no acumulado está com uma perda de -7,38%.

A solução contra isso continua sendo um bom planejamento e ampla diversificação.

Sabia exatamente quando e como irá mudar sua alocação de ativos.

Exemplo:

Quando: Assim que BOVA11 chegar ao preço de R$ 50,00.

Como: Comprando 100 lotes, aumentando em 5% a minha alocação em ações.

Os ETFs acompanharam este mal desempenho com os seguintes resultados:

PIBB11: -5,03%

BOVA11: -7,44%

SMAL11: -7,59%

Após analisarmos o retorno de cada ativo das carteiras podemos ver exatamente a rentabilidade de cada carteira de investimentos.

Carteira de Investimentos: Rentabilidade das Carteiras

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Investidores

A média das carteiras de investimentos apresentou uma rentabilidade de -1,66%.

Apenas 2 das 15 carteiras tiveram desempenho positivo neste mês.

No entanto, o resultado por si só não é ruim, já que, mesmo com uma grande queda na bolsa de -7,38%, as carteiras apresentaram perdas toleráveis.

As duas melhores carteiras foram “MK” (0,64%) e “BF” (0,12%). Por sinal, as duas carteiras mais conservadoras de nossa análise.

Parabéns as duas carteiras pelo resultado!

Rentabilidade Acumulada

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Investidores-Acumulada

Na tabela acima temos a evolução da rentabilidade acumulada, mês a mês.

A carteira “MK” continua firme e forte na liderança com retorno de 2,87%, seguida pela carteira “BF” (1,94%).

Relação Retorno x Risco

Na atualização passada vocês pediram um gráfico comparando o retorno e o risco das carteiras em comparação com o CDI e Ibovespa.

Sabia que com apenas dados mensais não seria possível apresentar este gráfico, já que tínhamos apenas 3 números (3 meses) para analisar.

Portanto, tive de recorrer aos dados diários de todos os ativos para, somente deste modo, calcular a variação diária de ativo e de cada carteira.

Confesso que foi um trabalho m-o-n-u-m-e-n-t-a-l.

Afinal, são 16 carteiras, 27 (!) ativos e 67 dias úteis.

Fazendo as contas são 28.944 dados. O.o

Depois de todos os dados organizados e devidamente calculados, vamos ao resultado final! =)

Carteira-de-Investimentos-Rentabilidade-Carteiras

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Retorno e Risco estão anualizados para uma efetiva comparação.

Como tivemos 3 meses de queda do Ibovespa desde o início das carteiras, o resultado é simples:

Quanto maior o risco, menor o retorno. [e vice-versa]

Lembre-se que, no longo prazo, carteiras com maior risco tendem a ter maior retorno também.

Porém, no curto prazo, como o risco é alto, o retorno pode ser ruim. Na verdade, dependendo do risco, péssimo.

Anualizando os dados diários do Ibovespa, por exemplo, teríamos um retorno anualizado de -46,35% e um risco anualizado de 34,15%.

Por favor, notem que o pequeno período de 3 meses pode apresentar resultados com baixa precisão, principalmente com 3 meses seguidos de queda do Ibovespa.

Entretanto, pelos estudos que fiz, embora o retorno varie muito entre períodos curtos e longos, o risco tende a manter um padrão.

A carteira “MK”, por exemplo, apresenta um risco muito baixo por alocar bastante em Renda-Fixa [67%] e muito pouco em ações [8%].

Já a carteira “AJ”, apresenta um alto risco por alocar 80% em Ações.

Notem como a variação do retorno diário entre as duas carteiras é grande:

Mk-x-Aj

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Confira a rentabilidade diária mínima e máxima de ambas as carteiras:

AJ: Mín: -6,32% | Max: 3,55%

MK: Mín: -0,47% | Max: 0,45%

Além disso, é interessante também avaliar a porcentagem de dias positivos em cada carteira.

A carteira “AJ” teve 46,15% de retornos positivos nestes 3 meses.

A carteira “MK” teve 61,54% de retornos positivos.

A conclusão destes dados é simples:

A alocação que você escolhe para sua carteira é quem irá determinar o retorno e o risco esperado de seus investimentos.

Portanto, escolher bem o quanto você irá investir em cada ativo é extremamente importante.

Em nossa análise, percebemos claramente que carteiras mais arriscadas estão com um baixo retorno e que carteiras conservadoras estão conseguindo se manter firmes neste crise.

Diversificação: Benefícios na Prática

Sabemos que diversificar é importante para melhorar a relação entre retorno e risco das carteiras.

Mas como podemos mensurar exatamente este benefício?

Veja o gráfico abaixo:

Carteira-de-Investimentos-Retorno-Risco

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Tracei uma linha unindo os ativos CDI e Ibov.

Esta linha representa a média entre o retorno e risco de ambos ativos.

Você percebe que existem carteiras abaixo e acima desta linha?

Basicamente, carteiras abaixo, embora tenham um benefício de diversificação, ele é pequeno.

Já carteiras acima da linha, são carteiras que obtém uma boa relação retorno x risco.

Nossa análise mostra que das 15 carteiras analisadas, 9 delas estão acima desta linha, o que é excelente.

Afinal, a linha teórica mostra a relação retorno x risco de carteiras com CDI e Ibov, o que por si só, já é muito melhor do que carteiras somente com uma ativo, seja CDI ou Ibovespa.

Carteira de Investimentos: Destaque do Mês

A carteira destaque do mês é uma forma de mostrar na prática o benefício da alocação de ativos.

Afinal, esta série que engloba 15 diferentes carteiras de investimentos tem exatamente este objetivo:

Mostrar a todos a importância da alocação de ativos e diversificação de carteiras na prática e com dados reais.

Pronto para conhecer o destaque do mês?

Carteira-de-Investimentos-Destaque-do-Mes

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A carteira “MK” teve uma rentabilidade surpreendente de 0,64% em agosto.

Sua postura defensiva (apenas 8% em ações) foi fundamental para o sucesso neste mês.

Uma Forma Inteligente de Mensurar Resultados

É sempre importante saber o quanto de retorno cada classe adicionou ao retorno total da carteira.

Como calcular?

Simples, multiplique a alocação em cada classe pelo seu retorno correspondente.

Portanto, a classe Renda-Fixa adicionou 0,79% ao total da carteira. (67% * 1,17%)

Já as Ações adicionaram -0,48%. (8% * -5,99%)

O retorno em excesso da Renda-Fixa sobre as Ações foi de 0,31%. Excelente!

Parabéns a carteira “MK”.

Conclusão

Diversificar tornou-se mais do que uma opção para investidores, tornou-se uma obrigação.

Quem não diversifica está fadado a acontecimentos surpresas que podem abalar uma carteira ou fundo de investimento.

Defina sua alocação de ativos e esteja preparado para os diferentes cenários!

Acompanhe esta série sobre carteira de investimentos e observe na prática como a ampla diversificação produz resultados mais sustentáveis no longo prazo.

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Léo.

    Clap, clap, clap!!
    Estava ansioso pelos resultados desse mês e confesso que não fiquei assim tão decepcionado com a minha carteira. Esse estudo mensal está sendo bastante educativo para mim. Curti muito o gráfico que mostra o retorno diário das carteiras MK e AJ.
    Espero que a Grécia anuncie oficialmente o calote para que possamos finalmente voltar a respirar.
    Abraços!

    • Valeu Léo!

      Alocação de Ativos realmente é tudo.

      A diferença de risco para a carteira MK e AJ é grande, sendo bastante acentuada nesta crise.

      Sua carteira está indo bem!

      Quando o Ibov voltar a subir irá melhor ainda.

      Abraços!

  • Breno

    MK maldito, continua na frente!! rs…
    Achei que o dólar e Ouro iriam dar um gás, mas não foi dessa vez…

    Continuo na desconfortável vice-liderança, me sentindo um autentico vascaíno (“eterno vice”).

    Mas mes que vem tem mais!

    Um abraço!

    • hahaha

      Esta disputa entre o MK e você está interesante de acompanhar! rsrs

      Poxa, o dólar deu um bom gás neste mês, subindo 16,83%.

      3 meses é pouco tempo para tirar conclusões, mas parabéns pelos resultados.

      Grande Abraço!

  • A.J

    Olá pessoal que acompanha o blog do HC. Sou o “dono” da carteira AJ. Venho acompanhando ha algum tempo os artigos do HC e quando ele lançou essa idéia de enviarmos para ele nossas carteiras teóricas fiquei muito interessado e imediatamente montei a minha e enviei.
    Atualmente invisto em gado. Uma modalidade de investimento bem diferente de investir em ações (renda variavel), FII ou titulos publicos (renda fixa).
    Acredito que o tipo de investimento que possuo é de baixissimo risco e com um retorno muito bom, pois não tenho despesas extras já que meu pai cria o gado na fazenda dele sem me cobrar nada!
    Gostaria de diversificar um pouco mais. Por isso montei uma carteira tão concentrada em renda variável (80% em PIB11).
    Vendo os resultados da minha carteira, estou percebendo que estão dentro do que eu esperava. No entanto, a minha dificuldade é em calcular o retorno do investimento da minha carteira (AJ) com o investimento em gado.
    No caso de criação de gado, a compra do “ativo” é feita em um momento e a venda será realizada depois de algum tempo, onde o lucro é o quanto meu “ativo” engordou. Não sei como acompanhar o rendimento em um periodo de tempo tão curto.
    Estou pensando em como fazer esses cálculos e gostaria da opinião de voces.

    • Olá A.J!

      Primeiramente, muito obrigado por participar desta série de Alocação de Ativos!

      O ideal para calcular a evolução de uma carteira é sempre utilizar a marcação a mercado (mark to market).

      Porém, como não conheço o mercado de gado não sei se é possível mensurar o quando ele está valendo a todo momento…complicado né?

      Uma alternativa, embora não seja perfeita, seria a seguinte:

      Você mencionou que o risco é baixíssimo.

      Então, você poderia pegar a retorno médio esperado pela venda em 1 ano do gado.

      Exemplo: Comprou no início de 2011 a R$ 100,00 e vendeu no final de 2011 por R$ 110,00.

      Logo, você obteve um retorno de 10% em 1 ano.

      Transformando para retorno mensal: (1 + 0,10) ^ (1/12) -1 = 0,80%

      Ou se preferir transformar para diário: (1 + 0,10) ^ (1/252) -1 = 0,04%

      Deste modo, basta repetir o retorno diariamente ou mensalmente.

      O grande porém é que você não terá nenhum risco neste investimento, o que é uma pequena ilusão.

      Entretanto, como você mencionou o risco muito baixo, é a solução que encontrei caso você não tenha como fazer a marcação a mercado diariamente ou mensalmente.

      Se alguém tiver maior conhecimento sobre este tipo de mercado sinta-se à vontade para compartilhar experiências.

      Abraços!

  • MarcoK

    Henrique, obrigado  pela analise de risco. Continuamos firme e forte … será que isto tem algum tipo de correlação com o fato de meu time ter sido “dezenas” de vezes campeão com o Vasco como vice 😀  rsrsrsrsrs. 
    Brincadeiras a parte, qual é a melhor forma de ver o quão próximo se está da carteira mais eficiente para este período?  Só a distância até a reta que une a SELIC ao ibovespa não é uma boa medida, pois considerando uma outra carteira que tenha a mesma rentabilidade que a minha carteira, mas com um risco de digamos 30%, vai ter uma maior distância da reta que a minha carteira, mas será menos eficiente. 

    • hahahaha

      Eu sabia que a citação ao Vasco iria gerar comentários…rsrs

      Não sou vascaíno, nem flamenguista, então estou tranquilo!

      Cadê o Fábio (pequeno investidor) para defender o Vasco aqui? hahaha

      Marco,

      É difícil responder sua pergunta porque estamos analisando vários (27!) ativos.

      Uma boa medida para avaliar eficiência entre retorno x risco é medir o índice sharpe.

      Sharpe = ( Retorno da Carteira – Retorno CDI ) / Volatilidade Carteira

      E você é o campeão entre as carteiras amigo!

      Carteira MK mandando ver nesta crise.

      Abraços!

  • Anônimo

    Parabéns pelo desempenho!

    Minha carteira fechou com 1% neste mês graças a alocação de ativos e os dividendos, não posso reclamar.

    abços

    ITM
    http://investindo-todo-mes.blogspot.com/

  • Chico

    Se a minha alocação aqui (CH) estivesse como na vida real eu estaria bem mais satisfeito…. Vendo o dinheiro derreter no IBOV (uns 50% do meu capital tá lá sumindo…). Paciência, paciência…
    Abraços e parabéns pelo blog. O melhor sobre assunto, na minha modesta opinião!
    Namastê!

    • Olá Chico!

      Nunca é tarde para adotar a alocação de ativos amigo.

      Paciência, disciplina e estudo constante fazem milagres nos investimentos.

      Obrigado pela preferência. Que honra!

      Nemastê! 🙂

      • Chico

        Uai, eu faço! TD, Renda fixa, ações e FI, mas eu tava alocado 45% em ações… Sou um aluno dedicado, mas querendo aproveitar algumas promoçoes recentes da bolsa..  a bichina não pára de descer…hehe
        Paciência!
        Abraço e sucesso!

        • Ah…beleza Chico!

          É verdade. 45% é um patamar bem interessante na minha opinião para o momento atual. (estou próximo dos 40%)

          Nestas horas é ter paciência e analisar o retorno da carteira como um todo.

          Garanto que como você está diversificando em RF e FII seu rendimento deve estar satisfatório neste ano. Talvez negativo, mas nada perto dos -25% da Bolsa…

          Abração!

  • MarcoK

    Henrique,
    Uma pergunta com relação aos fundos imobiliários: como eles tem uma componente de renda fixa (rendimento mensal) e uma componente de renda variável, eu esperaria que eles tivesse um risco que fosse intermediário entre renda fixa e renda variável. Contudo, em diferentes planilhas onde você tem colocado riscos de alguns FII (como na planilha onde definimos nossas carteiras), eu sempre vejo uma grande diferença de riscos entre diferentes FIIs, sendo que muitos com riscos semelhantes ou maiores que o ibov. Porque isto ocorre? O que faz um FII ter um risco tão alto? Um fator claro importante para ter um risco mais baixo é  a constância do valor dos rendimentos. Contudo, me parece que mesmo carteiras com pagamentos constantes tem risco alto. E será que de alguma forma o fato de ter baixa liquidez também não poderia estar mascarando o risco real?

    • Olá Marco!

      Analisando os dados históricos que tenho dos fundos imobiliários aqui percebo o seguinte:

      O retorno e risco está justamente no patamar intermediário entre Renda-Fixa e Ações, como é de se esperar.

      A volatilidade em alguns fundos é um pouco alta, mas na média, eles tendem a apresentar um risco entre 10% e 15%.

      É como você mencionou. O risco depende da variação dos rendimentos, que influencia diretamente a cotação dos FII.

      Abraços!

  • Major

    Muito bom HC !

    Fiquei um pouco preocupado porque a minha carteira (TC) ficou abaixo da linha CDI x ibov. Vamos ver se ela se recupera mais pra frente. Talvez quando o gráfico risco x retorno começar a ganhar contornos mais dentro do esperado no longo prazo (ou seja uma reta ascendente da esquerda pra direita) a minha carteira fique mais para o quadrante superior esquerdo acima da linha.

    Com esta série tenho aprendido muito e hoje já montaria diferente a minha distribuição com mais TD de curto prazo e com uns 5% de câmbio e ouro.

    abs!

    • Ih, nem se preocupe com isso Major.

      O prazo analisado é pequeno demais para tirar grandes conclusões.

      E lembre-se que esta linha por si só já mostra uma diversificação entre RF e RV.

      Obrigado pelo comentário e por acompanhar a série!

      Abraços!

  • Investir40

    Grande Henrique

    Parabéns pela disciplina, paciência e persistência em acompanhar e principalmente, postar todas estas informações.

    Quanto ao Vasco, depois que o time contratou a Bruna Surfistinha (autora do livro “Como saí do fundo do poço) para auxiliar a equipe, tudo tem mudado para a Cruz de Malta.

    abraço

    I40 

    • Eu que agradeço pelo comentário e pela visita constante I40!

      E que polêmica hein…rsrs

      O bom é que todos os times do Rio estão muito bem posicionados! =)

      Abraços!

  • Wau! Que média heim…
    Claro que estou acompanhando todas as carteiras, mas a Média é a que me chama mais atenção.
    A Carteira denominada Média está *acima da média* ao meu ver. Está superando o esperado a ser como médio de todas… Com uma perda acumulada de pouco mais de 1% está ótima.
    Tô gostando também dos comentários sobre futebol, para descontrair. Bem bacana. Esse seu site é demais….Parabéns HC!
    Da-lhê São Paulo…hehehehehe
    Abraços!

    • É verdade Everton!

      Acabou que a carteira média ficou extremamente bem alocada na minha opinião.

      Graças aos inteligentes leitores que participaram! 🙂

      Obrigado pelos elogios amigo.

      São Paulo tá na briga….vamos ver como irá terminar. hehe

      Abraços!

  • Marcelo Kastrup

    Boa noite HC,

    como iniciante na avaliação de fundos imobiliários, gostaria de citar o exemplo FCFL11B da carteira de setembro/2011. A planilha oferece os valores de 1050,00 para preço atual e 1108,79 para o valor intrínseco. Assim, qual é a sua postura para manter o ativo?
    Espera mensalmente ele alcançar o valor intrínseco, vende, realiza o lucro e avalia novas oportunidades?

    Como vc procede?

    Um forte abraço,

                               Marcelo Kastrup

    • Olá Marcelo!

      A avaliação que faço é conservadora e diferente do procedimento comum nas ações.

      Logo, um valor intrínseco não reflete um valor justo ou potencial.

      É apenas uma referência para o preço em que pode ser interessante uma compra no fundo.

      Neste caso, como o valor de compra está acima do valor atual, o método aponta uma possibilidade de compra.

      Para avaliar vendas, você pode adotar um percentual adicional ao valor de compra do fundo.

      Exemplo: 30% a mais do valor intrínseco (ou preço de compra).

      Abraços!

  • Investidor Defensivo

    HC!

    Gostaria do seu comentário no meu post!http://investidordefensivo.blogspot.com/2011/10/essa-queda-da-bolsa-ta-gritando-para.html

    Outra coisa. Mas relacionado a isso.
    Isto que estou pensando, não seria uma estratégia de alocações dinâmica da alocações dos ativos ?
    Já pensou algo sobre isso? Ao invés de definir um percentual fixo, imutável de cada ativo?
    Fica aí mais um estudo/análise para um futuro post seu!

    Abs!

    • Olá ID!

      Alocação dinâmica é o que faço na prática.

      Porém, é preciso conhecer melhor como funciona a alocação de ativos para adotar esta estratégia.

      Ela não é complicada, mas necessita de um maior acompanhamento do mercado e domínio dos conceitos de diversificação e risco.

      Poderia dizer que é um nível mais avançado do que a alocação fixa.

      Abraços!

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