Carteira de Investimentos: Estratégias e Resultados [Out/2011]

carteira-investimentos-2011

Bem-vindo a atualização de outubro da série carteira de investimentos!

atualização do mês de setembro mostrou como carteiras bem diversificadas conseguiram bons resultados apesar da alta volatilidade na Bolsa.

Neste mês de outubro o gigante finalmente acordou.

O Ibovespa apresentou alta de 11,49%, uma das maiores altas mensais do século XXI.

A bolsa americana obteve no mês de outubro a maior alta mensal nos últimos (pasmem) 20 anos. via @valoresreais

A média das carteiras de investimentos acompanhou o bom humor do mercado, com alta de 3,23%.

Como de costume, analisaremos os seguintes tópicos ao longo do artigo:

  1. A alocação de classes das 15 carteiras de investimentos
  2. As 10 maiores alocações de cada carteira
  3. Rentabilidade de todos os ativos no mês atual
  4. Rentabilidade [e Risco] de cada carteira de investimentos.
  5. Carteira Destaque do Mês

Prontos para a leitura? Vamos lá!

Carteira de Investimentos: Relembrando as Carteiras

Sabemos que o sucesso de uma estratégia de investimentos tem grande relação com a alocação de ativos de uma carteira.

Logo, vamos relembrar como cada carteira foi montada no início do mês de julho:

Carteira-de-Investimentos-Classes-de-Ativos

Clique na imagem para ampliar

A média destas 15 carteiras apresenta a seguinte alocação:

1. [1,14%] Conta-Corrente (CC)

2. [42,86%] Renda-Fixa (RF)

3. [14,43%] Fundos Imobiliários (FII)

4. [6,57%] Câmbio

5. [35,00%] Ações (Bolsa)

Uma ótima alocação de ativos na minha humilde opinião.

Carteira de Investimentos: 10 Maiores Alocações das Carteiras

Além de visualizarmos a alocação em cada classe de investimentos podemos ver quais são os 1o ativos com maior participação em cada carteira:

Carteira-de-Investimentos-10-Maiores-Ativos

Clique na imagem para ampliar

Este tipo de análise nos ajudam a identificar carteiras com alta concentração, estando pouco diversificadas.

Além disso, é interessante notar que o ativo preferido das 15 carteiras é a LFT com vencimento em 2015.

Ela aparece na média com uma alocação de 18,53%.

No relação large caps (BOVA11 e PIBB11) x small caps (SMAL11), temos que a alocação em large caps (~26%) é 2x maior do que small caps (~13%).

Carteira de Investimentos: Rentabilidade dos Ativos no Mês

Rentabilidade-Mensal-Outubro

Analisando cada classe de investimento:

Renda-Fixa

Mercado de Renda-Fixa manteve-se calmo, sem grandes mudanças.

A leve queda nos juros futuros favoreceu títulos públicos com vencimento mais longo, sobretudo os indexados à inflação.

Saber calcular o retorno líquido dos títulos públicos pode lhe ajudar na tarefa de descobrir qual títulos está mais atrativo no momento.

Quem garantiu LTNs com taxas acima de 13% e NTN-Bs com taxas acima de 6,75% tomou um ótimo passo para seu futuro financeiro.

Entretanto, se você ainda investe 100% em ações e não aproveita oportunidades como esta leia este artigo sobre como é importante diversificar além de uma única classe.

Fundos Imobiliários

A maioria dos fundos imobiliários não apresentou um bom resultado no mês.

Apesar da queda recente da Selic, a atratividade dos fundos imobiliários ainda não se concretizou na visão dos investidores.

O destaque negativo do mês vai para o fundo Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11B), com queda de -21,49%.

Para saber os detalhes veja o fato relevante e a proposta para redução do aluguel.

Este é um excelente exemplo para lembrar a todos investidores que a diversificação nos fundos imobiliários não é uma opção, é uma  obrigação.

Apesar desta enorme queda nenhum carteira foi seriamente afetada em nossa análise, mesmo a carteira mais exposta tendo 5% do capital alocado no fundo.

Infelizmente ainda não há um ETF (Exchanged Traded Fund) para os fundos imobiliários.

Portanto, como regra de bolso, é recomendável escolher pelo menos 5 fundos.

Lembre-se do benefício entre diversificar dentro de uma própria classe, conforme ressaltei no artigo sobre estratégias de investimentos.

Câmbio

Mês passado, os ativos cambiais foram o grande destaque.

Neste mês, voltaram a apresentar resultados negativo, devolvendo parte da forte subida do mês passado.

Os investidores que diminuíram sua alocação em dólar após a subida dos R$ 1,55 para perto dos R$ 1,90 obtiveram ótimos rendimentos em apenas 1 mês.

Alocação de Ativos é assim.

O Dólar passou o ano inteiro apresentando leves baixas. E, de um mês para o outro, subiu 16,83%.

Neste mês, voltou a apresentar perdas.

A lição é: Não importa a direção em que o vento está soprando. Você deve ajustar suas velas para aproveitar a tendência do vento.

Bolsa

Enfim o gigante acordou.

Depois de diversos meses apresentando rentabilidades negativas e chegando a apresentar rentabilidade próxima de -30% no ano, o Ibovespa subiu 11,49% em outubro.

Para os investidores desesperados a subida promoveu um alívio e uma esperança de novas altas no ano.

Para novos investidores deixou a impressão de ganhar dinheiro fácil, o que é preocupante…

E, finalmente, para os investidores de longo prazo, uma movimentação aguardada após o aumento da alocação em ações quando o índice estava perto dos 48.000 pontos.

Agora, a dúvida que fica aos investidores é: realocar ou não realocar?

De qualquer forma, uma solução adequada contra qualquer viés humano continua sendo um bom planejamento e ampla diversificação.

Os ETFs acompanharam o bom desempenho da Bolsa no mês, sendo que BOVA11 (11,46%) apresentou uma rentabilidade bem superior ao SMAL11 (6,76%).

Após analisarmos o retorno de cada ativo das carteiras podemos ver exatamente a rentabilidade de cada carteira de investimentos.

Carteira de Investimentos: Rentabilidade das Carteiras

retabilidade-investidores

A média das carteiras de investimentos apresentou uma rentabilidade de 3,23%.

Pela primeira vez tivemos todas as 15 carteiras apresentando desempenho positivo neste mês.

As duas melhores carteiras foram “AJ” (7,06%) e “Efet” (6,75%). Por sinal, as duas carteiras mais agressivas de nossa análise.

Rentabilidade Acumulada

Rentabilidade-Investidores-Acumulada

Na tabela acima temos a evolução da rentabilidade acumulada, mês a mês.

A carteira “MK” continua firme e forte na liderança com retorno de 3,79%, seguida pela carteira “BF” (3,39%).

Relação Retorno x Risco

Compilando os retornos diários dos 27 ativos para as 15 carteiras de investimentos foi possível saber o retorno e risco anual de cada carteira.

Os dados não são estatisticamente significantes, já que temos apenas 4 meses de dados diários.

Porém, já dão uma visão da importância da diversificação.

retorno-risco

Clique na imagem para ampliar

Após este mês com altos retornos, a maioria das carteiras passou para o campo positivo.

Além disso, note como a grande maioria das carteiras está com uma relação risco x retorno melhor do que a carteira “50% CDI | 50% Ibov”.

Este dado, mesmo neste pequeno período de 4 meses, é importante para termos em mente que:

1. Diversificar entre várias classes de investimentos (RF, FII, Câmbio e Ações) ajuda a melhorar a relação retorno x risco.

2. É preciso diversificar dentro da própria classe de investimetnos.

Exemplo em Renda-Fixa: Investir em títulos indexados a Selic, pré-fixados, indexados à inflação. Variar na duração dos títulos…

Carteira de Investimentos: Destaque do Mês

A carteira destaque do mês é uma forma de mostrar na prática o benefício da alocação de ativos.

Afinal, esta série que engloba 15 diferentes carteiras de investimentos tem exatamente este objetivo:

Mostrar a todos a importância da alocação de ativos e diversificação de carteiras na prática e com dados reais.

Pronto para conhecer o destaque do mês?

destaque-do-mes

Clique na imagem para ampliar

A carteira “DT” teve uma rentabilidade surpreendente de 1,38% em outubro.

Mas por que escolher esta carteira sendo que a média de rentabilidade das 15 carteiras foi de 3,23%?

Simples, esta é a carteira que tem a maior exposição (alocação de 5%) no ativo NSLU11B, que caiu -21,49% no mês.

Diversificar, uma questão de obrigação, não de opção

Se você comenta com um amigo que um ativo de sua carteira caiu -20% em um único mês ele te olha preocupado.

Afinal, uma perda desta magnitude em tão pouco tempo poderia abalar o mais frio dos investidores.

Porém, esse seu amigo não sabe o que realmente importa nos investimentos.

Não é a rentabilidade negativa do ativo em questão.

Na verdade, ela poderia ser até de -50% que o resultado geral ainda seria positivo.

O importante é saber exatamente a alocação da sua carteira naquele ativo.

Com uma alocação de 5% em NSLU11B a carteira DT perdeu -1,07% no total da carteira. [5% * -21,49%]

Logo, se a alocação em ações é de 30% qual deveria ser a rentabilidade mínima (tudo o mais constante) para a carteira ter rentabilidade positiva?

A conta correta é: 30% (Alocação em Ações) * X (Rentabilidade das Ações) > 1,07% (Rentabilidade a ser superada)

Logo: X > 0,0107 / 0,30.

X > 0,0357 ou X > 3,57%

A rentabilidade das ações deve ser superior a 3,57% para compensar a perda de -21,49% no ativo NSLU11B.

Com a alta de 11,49% do Ibovespa no mês, não foi uma missão difícil.

Conclusão

Diversificar tornou-se mais do que uma opção para investidores, tornou-se uma obrigação.

Quem não diversifica está fadado a acontecimentos surpresas que podem abalar uma carteira ou fundo de investimento.

Defina sua alocação de ativos e esteja preparado para os diferentes cenários!

Acredite: Um dia o cenário que você menos imagina virá. E o pegará de surpresa. (a menos que você esteja bem diversificado)

Acompanhe esta série sobre carteira de investimentos e observe na prática como a ampla diversificação produz resultados mais sustentáveis no longo prazo.

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Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Sou fã dessa série “Carteiras de investimentos”. To sempre acompanhando cada novo post. Esse mês minha carteira teórica “AJ” se recuperou um pouco. Vamos ver como ela irá se comportar quando estivermos com mais tempo de análise, já que ela está concentrada e com pouca diversificação.
    Obrigado HC !

  • MarcoK

    É, a carteira MK ainda continua firme e forte. Fico surpreso pois, como  já disse anteriormente, o meu objetivo com esta carteira (e em meus investimentos) não é ter  e a maior rentabilidade possível, mas sim ter a maior rentabilidade (acima da SELIC) com o menor risco. E para isto busco construir a carteira mais equilibrada possível, que não dependa de só um ativo para ter boa rentabilidade. Em geral se diz para “não se colocar todos os ovos no mesmo cesto”. A minha regra particular é “não se colocar a maioria dos ovos no mesmo cesto”. Mais precisamente, tento evitar de colocar mais de 20% no mesmo ativo, já que aqui no Brasil temos tantos ativos interessante e não há necessidade de se concentrar muito em um único ativo. Na carteira MK tenho 20% em juros pré (10% LTN e 10% NTNB), 20% em FII, 8% em ações e 5% em ouro (se fosse possível fazer alterações na carteira teria alterado um pouco esta composição no inicio de outubro). Infelizmente estou com mais de 20% em LFT pois aqui não dá para aplicar em CDB´s ou outro titulo de credito privado. Mas até as LFT tem risco. Lembrem-se daquele problema que deve da marcação de mercado, penso que em 2004, quando os fundos de renda fixa, principalmente DI deram -1% e -2% por uns dois meses. Por sinal, em todos estes anos que tenho uma carteira diversificada, aqueles foram os dois únicos meses que tive rentabilidade negativa, pois achava erradamente que LFT nunca teriam problemas.De lá pra cá já não faço mais isto.

    • Olá Marco!

      Poderia explicar melhor este evento em que os fundos de DI renderam negativo?

      Abraços!

      • MarcoK

        Olá Henrique. Este foi um evento importante, na realidade em 2002 e não em 2004. Em 2001 ou início de 2002, o BC determinou que os fundos fizessem marcação a mercado dos papeis de renda fixa dos fundos, pois até então os bancos usavam o valor de face do papel (não me recordo se isto era para todos os papeis ou só para as LFT’s). O BC deu um prazo de alguns meses para que isto fosse feito. O problema foi que determinado momento  os bancos estrangeiros e os bancos de investimento já tinham praticamente acabado de fazer isto em todos seus fundos (fizeram aos poucos para  dar impacto pequeno nas cotas diárias) enquanto que os grandes bancos do varejo e em particular os bancos públicos mau tinham começado. Na época, por outras razões, também começou a ter aumento na diferença entre o valor de face e valor de mercado das LFT mais longas. Alguns grandes players, sabendo do que estava acontecendo, transferiram então o dinheiro que eles tinham nestes grandes bancos para os bancos que já tinham feito a marcação mercado.Ou seja, sairam dos fundos com o valor da cota maior do que deveria ser se já tivesse sido feito a marcação a mercado e  deixando o “prejuízo”   (a diferença) para quem continuava nos fundos. O BC percebendo o que estava acontecendo ordenou que todos os banco fizessem a marcação de mercado em poucos dias. Isto fez com que os fundos de renda fixa, principalmente os DI com uma porcentagem grande de LFT’s longas dessem rentabilidade mensal negativa (em alguns casos menores que -1%). Claro que isto não é muito comparado com o que ocorre com a bolsa, mas isto assustou  os cotistas destes fundos, em geral extramente  conservadores, e fez com que muita gente transferisse  dinheiro destes fundos para a poupança. Isto vez com que o valor de mercado destes papeis caissem ainda mais e no mês seguinte deu novamente rentabilidade negativa e a coisa começou a entrar num círculo vicioso (lembrando que isto foi uns poucos meses antes da eleição do Lula e os investidores estrangeiros também estavam com os nervos a flor da pele com o Brasil e também estavam vendendo estes papeis).  Para quebrar este circulo vicioso, os grandes bancos privados forçaram o governo a trocar LFT’s longas destes fundos por LFT’s curtas. Isto era um mau negocio para o governo, mas ele aceitou fazer. Com isto deu mais um mês de rentabilidade negativa e parou o problema. Mas na época o governo mandou que o BB e a CEF não fizessem esta troca de papeis o que deixou bastante claro o conflito de interesse destes bancos públicos. Ou seja,  nesta crise eles ficaram do lado do interesse do governo ao invés do interesse dos cotistas. Penso que o mais correto seria os bancos federais deveriam vender suas carteira de fundos (como fez o Citi por outras razões), pois com estes banco existe um enorme conflito de interesse na comercialização de fundos de renda fixa, que são compostos essencialmente por papeis do governo federal e os bancos também pertencem ao governo federal. Mas isto é uma outra história. Mas em resumo, estes papeis de renda fixa federais também possuem risco. Basta ver a crise que ocorre no momento que ocorre com os papeis da divida de países da Europa. Dê uma olhada na rentabilidade mensal de fundos de renda fixa antigos (principalmente os DI da CEF) em 2002.

        • Excelente depoimento Marco!

          Uma aula de história financeira.

          Não é à toa que os juros estavam nas alturas naquela época.

          Havia muita incerteza, o que se traduzia em um alto risco nos investimentos.

          O mercado de capitais no Brasil tem avançado nos últimos anos, mas ainda está bem defasado em relação ao americano.

          Um exemplo é a baixa variedade de ETFs…

          Obrigado pelo comentário inteligente de sempre.

          Abraços!

  • Anônimo

    Parabéns pelo post!
    Concordo plenamente que  o importante é diversificar!
    abços
    ITM
    http://investindo-todo-mes.blogspot.com/

  • Breno Medeiros

    Parabéns pelo destaque da carteira do mês.
    Acho que tem que ficar claro que o objetivo do acompanhamento das Carteiras de Investimento deve ser diversificar, planejar a alocação dos ativos, reduzir os riscos e pensar em rentabilidade para o longo prazo.

    • É isso mesmo Breno!

      A intenção aqui é justamente mostrar os benefícios da boa diversificação.

      E a carteira escolhida, assim como o gráfico com a relação retorno x risco mostra na prática as vantagens de diversificar.

      Abraços!

  • Parabéns mais uma vez grande HC !!
    Estou acompanhando a evolução dessa série “carteiras de investimento” e, claro estou comparando com a minha..rsrs.
    O legal é que estou mais focado na carteira denominada “média”, e a minha está batendo com a média, ou seja, está na média de todas…

    Outra coisa que acho bacana demais são seus comentários sobre cada ativo/classe de investimento. Ótimas analises por sinal.

    VQV – Vamos que vamos.

    Abraços e sucesso!
    @everton_ric:twitter 

    • Grande Everton!

      Obrigado pela sinceras opiniões amigo.

      Se sua carteira está bem próxima da média eu vejo como uma excelente carteira.

      Parabéns!

      Abraços!

  • Léo

    Grande Henrique! Finalmente minha carteira apresentou algum resultado! o mais interessante desses 4 meses é que em todos os meses a carteira que montei para ser estudada aqui apresentou resultados melhores que os da “vida-real”! Sigo aprendendo! Grande abraço!

    • Olá Léo!

      Poxa, às vezes acontece de alguma das carteiras idealizadas desempenharem melhor do que nossa carteira real.

      Entretanto, se você acredita na diversificação de sua carteira, talvez não haja motivos para mudanças.

      Afinal, um retorno maior pode estar ligado ao risco maior.

      Na dúvida, quanto mais diversificada, melhor.

      Abraços!

  • Carlos

    Olá, gostaria de tirar uma dúvida: comecei a comprar FIIs recentemente, e já começaram a entrar os rendimentos de aluguéis de alguns deles… porém, no caso do Projeto Agua Branca (FPAB11), cuja previsão de pagamento é de R$ 2,25 por cota em 16/11/11, consta, no site do CEI e da minha corretora, previsão de débito de 20% relativos a IR, em cima desse valor de 2,25, resultando num líquido de R$ 1,80 por cota.

    Alguém saberia explicar o por quê?

    Grato pela resposta, e parabéns pelo blog!

    • Olá Carlos!

      Você poderia conferir estes números?

      Os rendimentos dos FII são isentos de IR.

      Do próprio comunicado recente do fundo:

      “Declarou que o Fundo se enquadra no inciso III do art. 3º da Lei 11.033/2004, alterada pelo artigo 125 da Lei 11.196/2005. Em decorrência, fica isento do imposto de renda, o cotista pessoa física, desde que respeitado o disposto nos incisos I e II do parágrafo único do art. 3º da Lei 11.033/2004”

      O único IR nos FII é no caso de venda das cotas com lucro, pagando 20% de IR.

      Abraços!

    • Carlos,
      Você tem mais que 10% das cotas emitidas? Neste caso você não será isento.

  • Everton Bs.

    Viva a alocação!! Também me salvei da queda do NSLU este mês graças a esta estratégia. 

    Henrique, percebi que vc está alocando em BOVA. Desistiu do PIBB? Será que não compensa alocar em PIBB devido baixa taxa de administração ou a pouca liquidez fala mais alto pra você.   Minha alocação de ações tb está indo neste sentido mas sempre tenho esta dúvida. 

    • Olá Everton!

      Não sei se está claro para todos, mas esta carteira da série não reflete exatamente minha carteira pessoal, até porque aqui as alocações são fixas.

      No caso NSLU11B, por exemplo, não tinha o ativo em carteira no momento da abrupta queda. 🙂

      E quanto a BOVA11 x PIBB11 é exatamente o que você falou: liquidez pesa mais para mim, além de uma indexação bem mais exata com o Ibovespa. No caso do PIBB11 é com o IBRx-50.

      Abraços!

  • Excelente artigo, Henrique!

    Quem “pregou a peça” nesse mês foi o FII NSLU11B. Como diz o ITM, “santa alocação de ativos”….rsrsrsrs……a importância da diversificação mais uma vez se mostrou na prática, e agora com os fundos imobiliários.

    Continue firme com seu ótimo trabalho! E grato pela citação do Twitter!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Valeu meu grande amigo!

      Daqui a pouco podemos até montar uma série:

      “Santa Alocação de Ativos: Conheça qual ativo ela salvou neste mês”

      Pode ser uma boa ideia para promover os benefícios da alocação de ativos! =)

      Abração Guilherme!

      • Kkkk…gostei da série! Curti.

        É isso aí!
        Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Investidor Defensivo

    HC,
    Ainda estou resistente quanto aos Fundos Imobiliários.
    Gostaria de uma explicação custo/benefício/retorno/risco de:

    FIIs versus Companhias Elétricas   por exemplo!

    No momento ando pensando em comprar ações de Elétricas justamente pq variam pouco e geram bons dividendos.

    Acho que possuem características melhores do que eu investir em FIIs.

    Na minha mente acredito que Elétricas crescem melhor que um Fundos FIIs em questão de valor ao longo dos anos e de dividendos  tb, em relação ao aluguel.

    Penso que existe uma diversificação sim se criar uma carteira.

    Ações de crescimento + Ações Dividendos + Tesouro direto

    é melhor que

    Ações de crescimento + FIIs + Tesouro direto.

    O que acha?

    Abs!

    • Olá ID!

      Infelizmente investimentos não é uma ciência exata.

      Logo, não posso dizer o que é certo ou errado.

      Apenas me baseio em estudos científicos e em minhas próprias conclusões de anos observando o mercado para garantir melhores probabilidades ao montar uma carteira diversificada.

      No caso, em ações prefiro os ETFs. Logo, para mim, morrem as ações de crescimento, de valor e de dividendos (que geralmente estão na categoria valor).

      A comparação dos FII com as ações é até válida, mas veja que você só está levando em conta o retorno.

      Sim, as ações de dividendos possuem um beta menor e um risco menor do que o mercado. Porém, o risco ainda é superior aos FII.

      São classes diferentes.

      E como tipos de investimentos diferentes existem oportunidades de diversificação atra’ves de uma correlação não perfeita entre eles.

      Não sei se fui muito além, mas a conclusão é a seguinte:

      1. Classes diferentes proporcionam benefícios de diversificação.

      2. FIIs tendem a ter um risco menor do que ações de dividendos.

      Abraços!

      • Investidor Defensivo

        HC,
        Bacana. Obrigado pela resposta!
        Muito interessante. Vou anotá-la no meu blog.
        Ando preocupado em diversificar e ter vontade um certo retorno atual (aluguel ou dividendos);

        Investimentos não ser uma ciência exata é que nos mata de tantas possibilidades!rs

        Abs!

  • Investir40

    Prezado Henrique

    Estamos discutindo Fundos Imobiliários e surgiram algumas dúvidas.

    Se você pudesse participar e ajudar a esclarecer, será muito bem vindo.

    abraço

    I40

    • Olá I40!

      Acredito que não tenho muito o que acrescentar ao que já foi dito.

      Pense no seguinte:

      O seu imóvel deprecia a cada ano correto?

      Logo, o valor patrimonial dele cai a cada ano.

      Entretanto, analise o valor de mercado do seu imóvel nos últimos 5 anos.

      Provavelmente ele terá subido.

      Logo, se você vender seu imóvel hoje, você o venderia pelo valor de mercado ou pelo valor patrimonial?

      Veja que não há sentido em considerar o valor patrimonial.

      Ele é apenas uma referência para analisar a velocidade de depreciação de um imóvel.

      Para dizer que ele não serve para nada, usamos a relação P/VP no site Fundo Imobiliário, em que P = Preço do FII e VP = Valor Patrimonial por Cota.

      http://www.fundoimobiliario.com.br/relacao-PVP.htm

      Abraços!

      • Investir40

        Grande HC

        Gostaria de sua autorização para reproduzir sua resposta lá no Blog.

        abraço

        I40

  • Breno

    Opa, achei que com a subida do IBOV tinha me ferrado…alocação de ativos fa milagres!

    Firme e forte em 2…abraço!

    BF

  • MarcoK

    Uma dúvida: em algumas semanas vai vencer um CDB que fiz na época aguda da crise de 2008 e portanto consegui uma boa taxa. A menos que quebre algum pais Europeu nas próximas semanas não devo conseguir a mesma taxa agora. Eu tenho ouvido falar que os LCI pagam uma taxa liquida melhor que os CDB’s e que possuem o mesmo risco, ou seja, o risco do banco e com a garantia do fundo garantidor até 70.000. A única diferença que ouvi falar é que, caso eu queira, não posso (ou é mais difícil) pegar o dinheiro antes do vencimento do papel. Isto é correto? Alguém tem alguma dica ou comentário a respeito deste papel? 

    • Breno

      MK, é isso aí mesmo.

      LCIs, na prática, são iguais ao CDB – o risco continua sendo o do banco emissor. A diferença é que existe uma obrigatoriedade de contrapartida, pelo banco, em destinar os recursos ao financiamento imobiliário. LCIs também continuam com garantia do FGC – diferente das LCAs (lastro no agronegócio, tambem isentas de IR), que não possuem garantia.

      Alguns outros produtos isentos de IR, como os CRIs, são bem diferentes, envolvem securitizadoras, etc. Um arranjo bem diferente.

      Se, na sua avaliação, você investiria num CDB de determinado Banco, invista sem sustos em uma LCI – com a premissa, claro, de que o retorno líquido seja maior,

  • LLJ

    Henrique
    Tudo bem?
    Parabéns pelo seu blog, você realmente se transformou numa referência em investimentos através de alocação de ativos…
    Gostaria de saber duas coisas:
    1. Como você selecionou as quinze carteiras que estão sendo analisadas?
    2. Você vai dar continuidade em 2012 a esta série?
    Afinal gostaria de participar, e acredito que tem muitos outros bambando por esta oportunidade.
    Abraços.

    • Olá LLJ, tudo ótimo!

      Muito obrigado por participar dos comentários. É uma honra poder compartilhar meus humildes estudos sobre o mercado.

      1. Selecionei através do envio das carteiras pelos leitores através do post abaixo:

      http://hcinvestimentos.com/2011/07/13/estrategias-alocacao-de-ativos/

      2. Embora o trabalho para acompanhar os dados (diários e mensais) das 15 carteiras com 27 ativos diferentes em cada uma esteja sendo enorme, pretendo sim. 

      Acho que é uma fonte muito prática de conhecimento, já que usa dados reais para mostrar os benefícios da alocação de ativos.

      Portanto, no caso (bem provável) da continuação da séria, avisarei com antecedência. E a ideia deverá ser para todo o ano de 2012, ao invés dos 6 meses da série atual.

      Grande Abraço!

  • Elerson Nogueira

    Olá Henrique. Sei que as carteiras aqui analisadas não sofrem alteração com o passar do tempo, mas estava aqui pensando se não podemos utilizar aquela informação “Retorno Esperado em um cenário muito raro” do Stress Test como balizador para saída dos ativos de Renda Variável. Algo como, digamos, -10% mensal dado como resultado do Stress Test de uma carteira seja atingido daí saímos… Ou então 1/2 disso retiramos metade do investimento e a outra metade caso o pior cenário se concretize… Uma estratégia de corte baseada neste resultado. O que você acha? Abraço e sucesso!

    • Olá Elerson!

      Conforme disse no artigo sobre otimização de carteiras é preciso testar…

      E principalmente saber o porquê e o que você está testando.

      Afinal, retornos passados não são garantia de retornos futuros.

      Realizar estes testes é saudável, mas cuidado para não ficar só nos testes e esquecer da prática.

      Além disso, o método de realocação através do desvio percentual já captura bem estas variações da carteira para disparar mudanças na carteira.

      Abraços! 

  • Pingback: Carteira de Investimentos: Diversificação é Obrigação, Não Opção()

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