90 Carteiras, 51 Ativos e 1 Único Objetivo: Aprender! (Resultados de Mar/2012)

carteiras-de-investimentos-2012

Olá Amigos!

Essa é a terceira atualização da série Alocação de Ativos em 2012.

Todas as atualizações você pode acompanhar na seção carteiras de investimentos aqui no blog.

O mês de março, embora não tenha sido bom para o Ibovespa, foi favorável para as carteiras que acompanhamos.

A média das 90 carteiras nesse mês foi de 1,39%.

Continue lendo essa atualização para saber mais sobre:

  • Quais são os ativos mais comuns entre as carteiras?
  • Estatísticas surpreendentes sobre as carteiras
  • Rentabilidade Mensal dos 51 Ativos e das 90 Carteiras
  • Ranking das Carteiras
  • Qual carteira possui o maior índice de sharpe?
  • Carteira Destaque do Mês

Conheça as 90 Carteiras de Investimentos

Acompanhe abaixo os dados sumarizados dessas 90 carteiras.

1. Alocação de Ativos Média das Carteiras (Classes de Investimentos)

Alocação Média das Classes das Carteiras de Investimentos

Uma das primeiras surpresas que tive quando comecei a receber as planilhas foi saber que vários investidores estavam utilizando o modelo 4-3-2-1.

Ele se refere a: 40% Renda-Fixa; 30% Ações; 20% FII e 10% Câmbio.

A diferença da média para este modelo é que os investidores preferem tirar 5% do Câmbio para investir esses 5% em Ações.

Na minha opinião é uma boa escolha, já que nem toda carteira deve alocar em câmbio.

2. Ativos que Receberam a Maior Alocação

Alocação Média das Carteiras de Investimentos

Cada círculo azul no gráfico acima se refere a um ativo.

No eixo Y você pode ver a participação de cada ativo na carteira média.

No eixo X você acompanha a posição (ranking) desses ativos nos 51 ativos presentes.

O ativo com maior média de alocação foi a LFT 2015, seguida pela LTN 2015 e pelo BOVA11.

Analisando os ativos preferidos nota-se que não há nenhuma ação individual ou fundo imobiliário, o que significa que o público do HC Investimentos tende a diversificar mais sua carteira, alocando em ativos que sintetizam melhor um índice.

A lanterna fica com TAMM4, com uma alocação média de apenas 0,06%.

Warren Buffet, no livro The Intelligent Investor, já citou detestar companhias aéreas…

Não sei se é coincidência, mas os investidores parecem concordar com ele.

3. Estatísticas Interessantes e Surpreendentes sobre as Carteiras de Investimentos

Estatísticas das Carteiras de Investimentos

Separei 7 itens do tipo: “Você Sabia?”

  1. Além de 52% das Carteiras Investirem nas 4 Classes, 83% investem em 3 classes de Investimentos.
  2. Além de 21% das Carteiras Investirem mais de 50% em Renda-Fixa, apenas 9,52% investem mais de 50% em Ações.
  3. Costumo dizer que o investidor deve investir, no mínimo, em 5 fundos imobiliários diferentes. Neste caso, o baixo número de 63% me preocupa.
  4. Além desta regra de bolso de 5 fundos imobiliários, cito que uma diversificação ideal seria acima de 10 fundos imobiliários. Somente 30% passaram neste teste.
  5. 42% das Carteiras Investem somente em ETFs de Ações na Classe Bolsa. Até que o número me surpreendeu positivamente.
  6. 42% das Carteiras Investem em um Mix de ETFs e Ações Individuais. Aqui era onde esperava a maior concentração de investimentos.
  7. 17% das Carteiras Investem somente em Ações Individuais na Classe Bolsa. Será interessante analisar o retorno x risco destas carteiras.

Nota: Pode haver pequenas distorções nos números por questões de aproximações.

Rentabilidade Mensal

Após esses gráficos introdutórios sobre as 90 carteiras participantes, precisamos analisar o retorno dos 51 ativos que as compõem.

Somente desse modo saberemos o quanto cada carteira obteve de rentabilidade nesse mês.

Rentabilidade Mensal dos 51 Ativos em Março/2012

Nota: A rentabilidade apresentada pode ser ligeiramente diferente de alguma base de dados, já que ela é calculada através de dados diários, ao invés de simplesmente pegar o dado mensal de uma fonte.

É um gráfico bem extenso, mas resume em detalhes todos os ativos.

Se você não está acostumado com esse tipo de gráfico vou relembrar suas principais informações:

  1. O gráfico reflete um ranking decrescente. Logo, de cima para baixo temos os ativos com maior rentabilidade.
  2. Existe uma divisão (linha cinza) entre ativos com rentabilidade positiva (barras azuis) e rentabilidade negativa (barras vermelhas).
  3. Cada classe de investimento recebe uma cor para facilitar a visualização do retorno: Renda-Fixa (azul); FII (verde); Câmbio (laranja) e Bolsa (vermelho).

A rentabilidade e as análises desses 51 ativos foram divididas em 6 gráficos diferentes:

1. Distribuição do Retorno Mensal dos Ativos

Ao invés de analisar uma longa tabela + um gráfico que mais parece um arranha céu, que tal analisar a distribuição do retorno mensal de cada ativo?

O gráfico é simples. No eixo vertical (Y) temos o retorno mensal de cada ativo.

No eixo horizontal (X) temos a posição no ranking de rentabilidade do ativo.

Logo, analisamos da esquerda para à direita os ativos com maior rentabilidade.

Uma das vantagens deste gráfico é a possibilidade de identificar retornos dispersos, como o caso da ação EMBR3, da ação TAMM4 (2ª no ranking) e da OGXP3, ação que já ostentou a primeira colocação na atualização de janeiro.

Todos os detalhes sobre as carteiras em breve…

Mas antes…

2. Retorno Mensal das Classes de Investimentos

Este gráfico coleta a rentabilidade média de cada tipo de classe.

Por exemplo, a Classe Bolsa possui 23 ativos, sendo 3 ETFs e 20 ações.

Logo, calcula-se a média (sem ponderação) para essa classe, assim como para todas as outras.

Nesse caso, a média da classe Bolsa é de 1,16%, estando acima do ETF BOVA11 com rentabilidade de -1,85%.

O ETF PIBB11 apresentou rentabilidade de -1,02%.

Para saber mais sobre a relação entre BOVA11 x PIBB11 leia essa análise comparativa que fiz entre os dois.

A classe Câmbio foi a que obteve melhor resultado nesse mês, com alta de 4,19% em média.

3. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Renda-Fixa

Novamente, um gráfico que analisa a distribuição do retorno.

Porém, agora os ativos são rankeados dentro de sua própria classe. No caso, Renda-Fixa.

Aqui é possível perceber a preferência pelos títulos indexados a inflação (IPCA).

O título indexado à taxa Selic (LFT 2015) teve a menor rentabilidade dentre os 5 títulos.

Esse gráfico reflete exatamente o que deve-se esperar do retorno desses título no longo prazo, dadas condições normais.

Títulos Indexados a Inflação tendem a render mais do que Prefixados, que tendem a render mais do que Indexados à Taxa Selic.

Além disso, títulos com maior duração, ou seja, maior tempo até vencimento, tendem a obter rentabilidades maiores do que títulos de prazos menores, já que carregam maiores incertezas e, consequentemente, risco.

4. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Fundos Imobiliários

O ativo destaque para os fundos imobiliários foi o EURO11, com rentabilidade de 11,31%.

Do lado negativo, o fundo HTMX11B, que foi o destaque do mês de fevereiro, obteve o pior desempenho, de -5,18%.

A média de retorno desta classe de investimentos foi de 3,28%.

Diversificar além de Renda-Fixa e Bolsa é um benefício que todo investidor deveria aproveitar através dos fundos imobiliários.

No longo prazo, uma carteira com Renda-Fixa + FII + Bolsa tende a obter uma relação risco x retorno muito melhor do que uma carteira somente com Renda-Fixa + Ações.

5. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Câmbio

Depois da queda dos ativos cambiais durante o início de 2012, eles finalmente apresentaram resultado positivo no mês, dada a queda do Ibovespa.

É importante lembrar que os ativos cambiais possuem um correlação negativa com o Ibovespa e tendem a apresentar na maioria das vezes resultados opostos ao índice.

6. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Bolsa

Depois de 2 meses seguidos com as empresas “X” do Eike na liderança, elas apresentaram péssimos resultados nesse mês de março. MMXM3 (-5,81%) e OGXP3 (-11,18%).

É interessante notar que a rentabilidade das small caps em 2012 estão muito melhores do que as large caps em 2012.

Enquanto o ETF BOVA11 acumula alta de 13,50%, o ETF SMAL11 obtém alta de 20,52%.

Uma diferença na rentabilidade de 8% em apenas 3 meses é bastante para ativos que possuem uma correlação próxima de 90%.

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Carteiras de Investimentos: Ranking (Fevereiro)

clique na imagem para ampliar

Na tabela acima você pode ver a rentabilidade mensal das 90 carteiras enviadas, ordenadas pelo ranking de rentabilidade no mês.

A carteira líder no mês é a Angel, com uma rentabilidade de 4,28%.

O surpreendente dessa carteira é que 90% do seu capital está alocado em fundos imobiliários (concentrada em FLRP11B e FEXC11B) e 10% em Renda-Fixa.

Distribuição do Retorno Mensal das Carteiras de Investimentos

Agora você já deve estar acostumado com este gráfico da distribuição do retorno.

Neste caso, temos o retorno mensal das carteiras através do ranking da posição da carteira.

O mês de Março trouxe apenas 3 carteiras com retornos fora do padrão de distribuição.

A carteira AMR novamente está na lanterna porque tem 100% do seu capital alocado no fundo imobiliário BBRC11.

Carteiras de Investimentos: Ranking (Acumulado)

clique na imagem para ampliar

Na tabela acima você pode ver o ranking da rentabilidade acumulada das 90 carteiras enviadas.

A carteira líder no mês é a XAR, com uma rentabilidade de 16,92%.

Distribuição do Retorno Acumulado das Carteiras de Investimentos

Acima, o gráfico de distribuição do retorno acumulado as 90 carteiras analisadas.

Isolada na frente segue a carteira XAR, concentrada em fundos imobiliários.

Destacada das demais carteiras, a carteira AMR ainda é a única com rentabilidade negativa.

Carteira Destaque do Mês

O destaque desse mês é a carteira CPRM com rentabilidade de 3,48%.

Ela foi apenas a 3ª colocada no mês e a 6ª colocada no geral.

A carteira CPRM é a carteira com melhor índice de sharpe das 90 analisadas.

Logo, ela é a carteira que consegue gerar maior retorno acima do CDI com o menor risco possível.

Veja no gráfico abaixo as 10 carteiras com maior índice de sharpe:

Conclusão

Até o final de março/2012 temos os seguintes números:

  • A rentabilidade média das carteiras acumulada no ano é de 8,93%
  • A rentabilidade do CDI em 2012 é de 2,78%
  • A rentabilidade do Ibovespa nesse ano é de 13,67%
Com esses números conseguimos chegar a uma importante conclusão:
  • O índice de sharpe do Ibovespa é de apenas 0,48 (sua volatilidade anual é de 22,71%)
  • O índice de sharpe da média das carteiras é de 1,05 (sua volatilidade anual é de 5,89%)
Portanto, apesar da maior rentabilidade do Ibovespa, as carteiras (na média) conseguiram uma relação risco x retorno 2 vezes melhor do que o Ibovespa, estando mais diversificadas.

Analisar os resultados dessas 90 carteiras diferentes permite amplo uso de dados para verificar conceitos como:

  • Diversificação de Carteiras
  • ETFs x Ações Individuais
  • Minimização de Risco
  • Número adequado de fundos imobiliários para investir
  • Correlação entre as diferentes classes

E o mais importante …

… Como cada carteira se comporta em diferentes cenários.

Não tempos o poder para adivinhar o futuro. Logo, diversificamos.

Continue acompanhando este estudo, porque uma coisa é certa: Todos temos muito a aprender.

E nada melhor do que ativos reais, dados reais, e análises detalhadas de 90 carteiras de investimentos.

Afinal, nosso lema é: “90 Carteiras, 51 Ativos e 1 Único Objetivo: Aprender!”

P.S.

Hoje fazem 2 semanas do lançamento do eBook Alocação de Ativos!

Novamente aproveito o espaço para agradecer a cada um de vocês pelo sucesso do eBook e pelas mensagens tão gentis que estou recebendo.

É uma honra enorme poder colaborar um pouquinho com o que lutei para aprender esses anos todos estudando e praticando a “arte” de investir.

Forte Abraço,

Henrique Carvalho

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Novamente tenho a honra de iniciar a caixa de comentários desse post incluso na magnífica série sobre carteiras de alocação de ativos na prática!

    Parabéns pelo belo trabalho, Henrique! Artigo de excelente qualidade, como sempre!

    Agora, fazendo umas reflexões sobre os resultados desse mês, estou pondo em pauta duas questões que eu devo pensar seriamente:

    1) Diversificar mais na Bolsa, incluindo SMAL11 (ô decisão difícil, pois esse ETF só sobe!);

    2) Pensar nessa questão do câmbio também, dado a correlação negativa com outras classes de ativos.

    Obrigado mais uma vez por trazer ao público esse excelente informativo!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Novamente agradeço pelos comentários amigo!

      1. Já conversamos há um tempinho sobre isso né?! hehe Às vezes pode não parecer fazer sentido investir no SMAL11 se ele só sobe e o BOVA11 não acompanha muito, mas alocação de ativos é isso. Investir sem prever o futuro. Sei exatamente o quanto é difícil. 🙂

      2. Pois é…O câmbio é um ótimo hedge para momentos como esse. No entanto, devido aos custos geralmente altos da classe, ele pode ser ignorado na maioria das carteiras dos investidores. Acredito ser um investimento adequado para quem procura maior proteção e possui uma carteira já consolidada.

      Eu que agradeço a você meu grande amigo por estar sempre presente e por compartilhar seu importante ponto de vista.

      Forte Abraço!

  • Saimon_rijo

    Eai HC!! parabens pelo post e pelo ebook!

    Queria saber se tem algum FII que voce goste em especial e qual motivo dele ser um bom FII para o longo prazo pois quero diversificar mas estou em duvida em qual fundo entrar, ja tenho 2 a bons preços…

    • Olá Saimon, tudo bem?

      É complicado dizer sobre FIIs específicos. Você precisa analisar quais são adequados para o seu próprio perfil como investidor.

      Defendo que o ideal seja possuir no mínimo 5 FIIs para diversificar.

      Aqui mesmo no blog temos uma seção que pode ajudar você a escolher os FIIs:

      http://hcinvestimentos.com/fundos-imobiliarios/

      Abraços!

  • Excelente atualizão!
    Todos devemos ser gratos pelo trabalho que você tem tido em trazer todos esses dados, informações valiosas e me sinto um felizardo por participar da série. 

    Aconteceu o que já esperava! Os FII fizeram falta esse mês. 
    Não sei se todos já notaram a semelhança que existe entre alocação e formação tática de times de futebol. Muitos tem apostado na 4-3-2-1, outros na 4-3-3, de repente exista uma 3-5-2, eu queria ter feito como Barça 3-7 mas não resisti e pus 5% no câmbio. Falando em Barcelona hoje tem jogo contra o Milan, o Messi é a smallcap dos sonhos de qualquer investidor. 

    Os grandes ensinam a rota, é preciso caminhá-la.
    (Buda)

    Abç a todos e continuemos a caminhada.

    • Olá Denis!

      Mais uma vez obrigado pelas palavras gentis!

      Esse semelhança entre alocação e a formação tática é um conceito bem legal para entender como a alocação de uma carteira influencia diretamente nos resultados não é mesmo?!

      Os 5% no câmbio não são ruins. Veja esse mês por exemplo. Depende mesmo do objetivo e perfil do investidor.

      Cara, eu acompanho os jogos do Barcelona e o Messi é sensacional! Minha inspiração para quando vou jogar bola com os amigos. De fato é a small dos sonhos! hehe

      Essa caminhada é de todos. Vamos juntos, aprendendo juntos para chegarmos juntos.

      Abraços!

  • General

    Que legal fiquei em 4º neste mês! 😀 a carteira aqui ficou melhor que a minha real rsrs
    Mas se eu tivesse lido seu livro antes ela seria diferente, sei que a longo prazo não vai sustentar essa rentabilidade foi apenas sorte… 

    Abraços!

    • Que ótimo general!

      Parabéns pelos resultados.

      E fico feliz em saber que o eBook está ajudando na sua estratégia de investimentos.

      Ah, respondi seu email! 🙂

      Forte Abraço!

  • Erlon Guimarães

    Parabéns, mais uma vez, pelo belo trabalho. Esse mês foi bem dificil mesmo, mas fiquei safisfeito com o resultado da minha carteira (1,82%) e com o acumulado (8,24). Na minha carteira real ficou parecido o mês (1,81%), só que no acumulado está maior, uma vez que estou investindo a mais tempo. Mas, estou bem satisfeito. Se continuar assim vai ser ótimo pra quem teve o primeiro contato com investimentos no ano de 2011.

    Gui.

  • Sir Income

    HC,

    Parabéns pelo artigo.

    Interessante o resultado da minha carteira!

    Em janeiro minha carteira estava na posição 59, passou para a posição 45 e agora está na posição 32! Ou seja, subindo sem nenhuma alteração na carteira. Sem trabalho de escolher esse ou aquele investimento.

    Outro ponto interessante é que minha carteira está na posição 10 do índice sharp por dois meses seguidos! Pena que você não publicou esse índice em janeiro. 🙁

    Muito cedo para cantar sucesso, mas não para aprender.

    Abraços,
    Sir Income

    • Sir Income!

      É verdade…vamos ver como ela irá se comportar nesses 9 meses restantes do ano.

      Só de estar na TOP 10 do Índice de Sharpe já é uma vitoriosa.

      Forte Abraço!

  • M4jor

    Também fiquei bem contente de estar de novo entre as top 10 Sharpe!

    Fiquei curioso pra ver o detalhamento dos ativos da carteira CPRM já que ela deu uma notável descolada das demais.

    Abs e obrigado!

    • Olá Major!

      A carteira CPRM segue a alocação 4-3-3.

      O bom resultado no mês se deve a rentabilidade da classe de ações que ficou em 3,55%. A carteira possui muitas ações defensivas que tiveram bom desempenho no mês.

      Abraços!

  • Eduardo Eduardo

    Parabéns pelo trabalho Henrique! estou fazendo
    minhas atualizações em um blog alternativo, pois estou com problemas para
    gerenciar o meu blog
    principal.http://investindotodomes2-itm.blogspot.com.br/

    Abços
    ITM

  • hgrams

    Olá HC, Ótimo site tem me ajudado muito… e o seu e-Book
    então….PARABÉNS!! 😀

     

    Muito Obrigado!

  • dimarcinho

    Fala, HC!

    Comprei seu eBook! Já terminei de ler! Está muito bem escrito e bem feito, numa linguagem que parece bem acessível a todos.Bom, em todos os capítulos você mostra números, menos no de Rebalanceamento. E aí que o bicho pega!Você já fez algumas simulações do mesmo?Sério, eu fiz 1 zilhão de simulações com 2 ativos: renda fixa e bolsa;

    O rebalanceamento QUASE SEMPRE perde pra Renda Fixa! As poucas situações em que ele ganha é quando o Mercado de Ações explode, mas aí a Alocação perde muito feito pro mesmo.
    Eu já havia escrito isso no meu blog há muito tempo:http://di-finance.blogspot.com.br/2012/03/asset-allocation.html

    Agora ainda dei uma refinada na simulação, utilizando o método do percentual. Acabei de fazer para 70% RF / 30% Ativo com alta volatilidade e simplesmente os resultados foram os mesmos.

    Eu, sinceramente, não sei se estou fazendo algo errado, mas não consigo visualizar a coisa funcionando…

    Gostaria de ver algumas simulações mais concretas!

    Grande abraço!

    • Olá!

      Depende do período em que você estiver analisando e também sobre como projetar esses dados para o futuro.

      Digo isso porque aqui no Brasil é covardia falar em Renda-Fixa x Ações desde 1994, já que o retorno da Renda-Fixa é maior e com um risco bem menor.

      Logo, uma alocação forte em Ações não faria sentido. Entretanto, é possível que no futuro tenhamos taxas de juros (nominais e reais) menores do que hoje e a alocação em Ações seja mais importante em uma carteira.

      Logo, o rebalanceamento entre RF, Ações e FII é importante para capturar melhor os momentos de queda e alta dessas classes.

      Ah, e parabéns pelo blog. Divulge mais o seu conteúdo para partilharmos ideias! 🙂

      Coloco novamente o link abaixo para os leitores visitarem:

      http://di-finance.blogspot.com.br/

      Abraços!

      • dimarcinho

        Fala, HC!

        Pois então, eu na verdade nem cheguei a pegar os dados reais.

        Eu fiz assim:

        Renda Fixa: crescimento semestral de 4,2% (volatilidade zero)

        Ações: Fiz vários cenários de volatilidade; tendências totalmente aleatórias, por exemplo entre -10%as e +10%as ou com tendências altistas, como -10%a.s. e +20%a.s.

        Fiz simulações em 30 períodos (como é semestral, seria equivalente a 15 anos).

        A estratégia do rebalanceamento só funcionou (qdo digo funcionar, digo ganhar do mercado de ações E do da renda fixa ao mesmo tempo) qdo o mercado apresentava tendência altista, mas mesmo assim, só funcionou em 1% dos casos e o capital final era praticamente idêntico ao de quem tivesse comprado apenas ações.

        Em todos os outros cenários (fiz uma macro para simular vários deles) são bem ruins e, em poucos (acho q em torno de 40-50%) consegue superar a renda fixa.

        Vou fazer mais simulações e lhe passar por e-mail para a gente discutir melhor isso.

        Grande abraço!

        • Breno Medeiros

          dimarcinho,

          Você está literalmente fora da realidade.

          A volatilidade do mercado acionário pode gerar uma rentabilidade positiva superior a 100% no período de um ano, assim como a perdas de mais de 60% (Isso considerando o Índice Bovespa, porque se for levar em consideração ações individuais o prejuízo pode ser bem maior).

          A estratégia da alocação de ativos serve exatamente para reduzir a volatilidade da carteira de investimento, produzindo resultados mensais muitas vezes modestos, porém constantes.

          Se liga!!! Fazer simulação não significa poder inventar quaisquer valores… não é assim que funciona como ações. 

          Outra coisa: você foi muito desrespeitoso em seu site.

  • Belo estudo HC! Primeira vez que estou acompanhando esse estudo e achei bem legal a diversificação. Com certeza é um método que parece ser bem eficiente e eficaz analisando a rentabilidade da carteira no mês de março. Certamente é uma excelente estratégia para o investidor mais conservador.

    Abraço
    @laksantana:twitter 

    • Fico feliz que tenha gostado Lucas!

      A intenção do estudo é mostrar como a alocação de ativos influencia diretamente nos resultados de uma carteira.

      Além disso, é mostrar também como carteiras diversificadas são importantes para fugir de alguns perigos do mercado.

      Forte Abraço!

  • Brunovoxer

    Henrique,

    abstraindo os comentários do hater, o que você acha das simulações feitas para contestar a asset allocation?

    Veja:  http://di-finance.blogspot.com.br/2012/04/asset-allocation-novo-estudo.html

  • Helison

    Olá Henrique.

    A serie esta muito boa mesmo, um ótimo material de estudo.

    Pretende explorar outros conceitos como Hedge Ratio? Potencial de Diversificação?

    Eu particularmente acho o Indice Sharpe o mais importante mesmo.

    Saber o ganho excedente da renda fixa para um nível de risco assumido, sem duvida, é o que mais interessa.

    Agora veja o topo da lista.

    Não que esteja desmerecendo-os, mas será que em uma baixa tipo do ano passado eles vão se manter no mercado?

    E as carteiras top do ano passado que foram concentradas em renda fixa, este ano estão ficando para trás, deixando de ganhar.

    A minha carteira está com um bom Indice Sharpe, Hedge Ratio bacana e Potencial de Diversificação aceitavel. Retorno consideravel e risco minimo. 

    Merecedora de destaque. 

    Vamos esperar, o mercado ainda tem muito a nos mostrar até o fim do ano.

    Aki, será que vc conseguiria o molde da planilha que vc usa para calcular a rentabilidade da certeira destaque pra mim.

  • Evandrok

    Alguem sabe um site/programa que o posso criar uma carteira teórica de ações e acompanhar o seu rendimento de forma automática??

    Digo isso porque eu queria criar diversas carteiras teóricas (tipo um indice Ibov) e acompanhar e comparar todas elas, sem ter o trabalho de ficar calculando o rendimento mensal, etc…

  • Breno Medeiros

    Dimarcinho,

     

    Fiz
    um estudo interessante que demonstra os perigos de um investimento 100% em
    ações.

     

    METODOLOGIA:

    Para
    a renda variável utilizei uma variação anual entre -30 e 40% (fórmula ALEATÓRIOENTRE
    do Excel). Utilizei um período de 30 anos e fiz o teste 16.383 (dezesseis mil
    trezentas e oitenta e três vezes) vezes. Com os valores dos 16.383 testes, fiz
    a simulação ano a ano de cada uma dessas carteiras para saber qual seria o
    patrimônio ao final dos 30 anos, ou seja, verificar se foram ou não vencedoras.

    Para
    a renda fixa utilizei um rendimento constante de 4% ao ano.

     

    RESULTADOS
    PARA A RENDA FIXA

    Para
    a renda fixa o resultado foi mais simples, pois o rendimento constante de 4% ao
    ano gerou um acúmulo de 324,33% ao final de 30 anos. Nenhuma novidade.

     

    RESULTADOS
    PARA A RENDA VARIÁVEL


    para a renda variável os resultados são bem interessantes, vejam as
    estatísticas:

    Apenas
    39,25% das carteiras (6.431) superaram o retorno da renda fixa (de 4% ao ano).

    Enquanto
    isso, 21,57% das carteiras (3.535) tiveram rendimento menor que o valor
    investido.

    Por
    outro lado, 0,21% das carteiras (35) conseguiram rendimento superior a 5.000%
    (SORTUDOS!!!).

    Mas
    é melhor não abusar da sorte, pois 7,63% das carteiras (1.251) tiveram como
    retorno do investimento menos de 50% do seu patrimônio (AZARADOS!!!).

    Pior,
    0,24% das carteiras (40) tiveram como retorno menos de 10% do seu patrimônio
    (MUITO AZARADOS!!!).

     

    CONCLUSÃO

    Quem
    sou eu para concluir ou aconselhar alguma coisa.
     

    • Helison

      Estou acompanhando os estudos de ambos e realmente é algo a se discutir bastante.

      Só a titulo de curiosidade, quais as 35 carteiras e as 40 carteiras.

      Vc poderia divulgá-las? 

      Parafraseando Bismarck: “Tolos aqueles que aprendem com os próprios erros”

      • Breno Medeiros

        Helison,
        O rendimento anual dessas carteiras foram definidas de forma aleatória pelo Excel. Caso tenha interesse escreva o seu e-mail que eu passo a planilha segunda-feira. Agora, o arquivo tem mais de 20 MB, então tem que ser um e-mail que suporte receber.
        Breno Medeiros

        • Helison

          helisonmedina@hotmail:disqus .com 
          Muito obrigado camarada!

  • Breno Medeiros

    NOVO ESTUDO

    No primeiro estudo utilizei uma variação anual para a renda variável entre -30 e 40% para poder haver uma comparação entre as minhas informações e da de Dimarcinho.

    Entretanto, não considero esses valores uma realidade para o mercado acionário, por isso, dessa vez utilizarei uma variação entre -80 e 120%. O que parece ser até mais generoso em relação ao ganho médio das ações.

    Em relação à renda fixa continuarei utilizando 4% ao ano, pois considero um valor possível de se obter desconsiderando, inclusive, a inflação.

    Continuarei simulando um período de 30 anos e acompanhando o resultado de 16.383 carteiras. Talvez não tenha ficado claro no meu primeiro estudo, mas estou utilizando para os cálculos apenas um aporte inicial.

    RESULTADOS PARA A RENDA FIXA
    Não houve alteração metodológica para a análise da renda fixa, portanto, o resultado foi o mesmo: 324,33% no período de 30 anos.

    RESULTADOS PARA A RENDA VARIÁVEL
    Para a renda variável, mesmo eu tendo aumentado em muito o rendimento médio, verifica-se que a maioria das carteiras continua saindo derrotada. Vejamos os resultados pelas estatísticas:

    53,78% das carteiras (8.811) não superaram o retorno da renda fixa (de 4% ao ano). Observem que o retorno da renda fixa é ultraconservador.

    40,08% das carteiras (6.567) obtiveram um resultado percentual abaixo do patrimônio inicial.

    32,15% das carteiras (5.268) obtiveram um retorno de menos de 50% do patrimônio inicial.

    CONCLUSÃO
    Não deixo uma conclusão, mas uma observação.

    Foi simulado um período de 30 anos e a análise demonstrou que a maioria das carteiras não consegue bater a renda fixa. isso se deve à grande volatilidade do mercado acionário. No estudo foram simuladas 16.383 carteiras, mas na vida real talvez não tenhamos uma segunda chance.

    Breno Medeiros

  • Breno Medeiros

    TERCEIRO ESTUDO

    Até agora, considerando a metodologia adotada, os meus estudos mostraram que um investimento concentrado 100% em ações pode deixar a pessoa milionária, entretanto, a probabilidade maior é que não se consiga bater nem mesmo a renda fixa.

    Apresento este terceiro estudo para provar que caso haja um rebalanceamento anual, independentemente de como estiver a carteira, os dados melhoram e muito.

    METODOLOGIA
    Utilizando exatamente os mesmos dados das carteiras da renda variável do segundo estudo vou definir um balanceamento 50% renda fixa (rendendo 4% ao ano) e 50% renda variável (fórmula ALEATÓRIOENTRE do Excel). Dessa forma, cada carteira vai render anualmente 2% ao ano (metade da renda fixa) mais a metade do valor gerado aleatoriamente pelo Excel.

    Assim como no segundo estudo foram utilizados: variação entre -80 e 120%; um período de 30 anos; 16.383 carteiras; e apenas um aporte inicial.

    RESULTADOS
    78,17% das carteiras (12.807) superaram o retorno da renda fixa (de 4% ao ano).

    5,94% das carteiras (974) obtiveram um resultado percentual abaixo do patrimônio inicial.

    CONCLUSÃO
    Comparadas exatamente às mesmas carteiras do segundo estudo, observa-se que das carteiras alocadas 100% em ações apenas 46,21% (7.572 carteiras) conseguiram retorno superior à renda fixa, enquanto das carteiras balanceadas 78,17% (12.807 carteiras) conseguiram um retorno superior.

    Mas o dado que mais impressiona é o das carteiras que terminam os 30 anos com o percentual abaixo do patrimônio inicial: 40,08% (6.567) das carteiras alocadas 100% em ações e 5,94% (974) das carteiras balanceadas.

    A melhora no resultado para as carteiras balanceadas foi possível devido à menor volatilidade anual, que geraram retornos menores, porém, constantes.

    Mas eu não poderia deixar de falar alguma vantagem da alocação 100% em ações. O rendimento médio ao final de 30 anos dessas carteiras foi 8 vezes maior que o das carteiras balanceadas. O problema é que apenas 7,36% das carteiras conseguiram um rendimento igual ou superior à média. Aí voltamos à questão: vale à pena correr o risco de investir 100% do seu patrimônio em ações sabendo que menos da metade das carteiras vai conseguir superar a renda fixa?

    LIMITAÇÕES METODOLÓGICAS DA PESQUISA
    Não pude utilizar um rebalanceamento mensal, pois os dados das variações são anuais. Por causa disso, cabe a sugestão de um estudo que leve em conta um rebalanceamento que corrija os desvios na alocação, levando em conta algum percentual e que possa ser efetivado em qualquer mês e não apenas anualmente. Talvez o resultado possa ser melhorado ainda mais.

    • Helison

      Sim.

      Agora esta começando a ficar mais real, uma vez que nenhum animal deixaria sua carteira derreter consistentemente ao longo de 30 anos.

      Seria algo tipo aquelas projeções que dizem: “Em X anos a Amazônia não existirá mais dado o nivel de desmatamento anual e sua velocidade de reflorestamento. 

      Tal verificação tem grandes chances de não se tornar real, uma vez que N programas serão criados a fim de reduzir tal aceleração do desmatamento.

      Rebalanceamentos serão feitos, ações serão incluídas e retiradas, opções serão lançadas, tudo o possível será feito para que o mal maior não aconteça.

      Logico, serão usadas sim como possíveis cenários mas um pouco longe de se tornarem realidade quando postas em pratica.

      • Breno Medeiros

        O mercado de ações é bem diferente da situação da Amazônia.

        No mercado de ações é possível ver o seu patrimônio derreter não em 30 anos, mas em alguns poucos meses. Por isso, o gerenciamente do risco se faz necessário, o que implica em não investir 100% em ações.

        Helison,

        Bons estudos com as planilhas que passei por e-mail.

        • Evandrok

           Seu estudo é sintético demais.
          Que tal um exercicio mental para voltar a realidade?

          Essencialmente ações são partes de uma empresa real e que gera riquezas e que dá um retorno maior que uma aplicação passiva qualquer.
          Se isso não fosse verdade, deixaria de fazer sentido manter uma empresa aberta, concorda?
          (Pense na média, pode ser que um ou outro dê um retorno menor ou que declare falência.)

          Se na média, todas as empresas, durante 30 anos seguidos, têm retorno menor que dinheiro “parado”. Então temos uma situação extremamente bizzarra de burrice empresárial coletiva.

          Pelo menos pra mim não faz sentido(na prática) isso que você propôs acontecer…

          • Breno Medeiros

             

            Evandrok,

             

            Meus estudos não
            são sintéticos.

             

            Foi feita uma
            análise totalmente aleatória com 16.383 cenários diferentes para o período de
            30 anos. Não são 16.383 cenários reais, são 16.383 cenários possíveis. Para
            cada mercado, em um determinado período, cenário real só existirá um, sempre!!!
            Ocorre que um investidor inteligente não deve ficar a mercê do mercado,
            acreditando que nunca existirá um cenário negativo para o longo prazo.

             

            Existem exemplos
            práticos de mercados que caíram e nunca se recuperaram. Imagine um investidor
            que entrou no topo desse mercado. O Japão é um exemplo.

             

            O Dow Jones vem
            patinando tem 10 anos, praticamente sem sair do canto.

             

            O Índice Bovespa
            está com valores inferiores aos do final do ano de 2007.

             

            Dessa forma, você
            não pode afirmar que “não faz sentido (na prática) isso que você propôs
            acontecer”. Nenhum investidor que tenha perfil de longo prazo vai torcer para
            que isso ocorra, o que ele tem que fazer é reduzir os riscos de prejuízo, para
            que caso isso ocorra…

             

            Ocorre que as
            pessoas analisam o retorno do mercado acionário de maneira equivocada, achando
            que se trata de uma distribuição estatística normal, quando na verdade não é.

             

            O pensamento “comum”
            acredita que uma variação anual entre -80 e 120% (utilizada no segundo e no
            terceiro estudo) vai gerar um retorno médio de 20% ao ano durante o período
            analisado. Quem acredita nisso, faz os seguintes cálculos: primeiro realiza uma
            média simples de todos os cenários propostos, depois faz uma média dessas
            médias. Para uma amostra estatística aleatória, com certeza o resultado será
            bem próximo de 20%, para mais ou para menos. Nos meus estudos, esse cálculo
            geraria o seguinte resultado: 20,02. Seria uma distribuição normal.

             

            Ocorre que o
            valor a ser utilizado para essa análise não pode ser a média simples de todos
            os cenários existentes, mas o retorno final de cada um dos cenários, analisados
            ano a ano. Esse cálculo é que vai dizer se a carteira foi ou não vitoriosa e
            não a média.

             

            A título de
            exemplo, vamos imaginar o rendimento de uma carteira durante 8 anos, tendo
            sempre um rendimento positivo de 120% em um ano e de -80% no ano seguinte,
            durante todo esse período. O capital inicial sendo $ 100, no primeiro ano ele
            teria um acúmulo de $ 220, no segundo ano $ 44,00, no terceiro ano $ 96,80, no
            quarto ano $ 19,36, no quinto ano $ 42,59, no sexto ano $ 8,51, se sétimo ano $
            18,74 e no oitavo ano $ 3,74.

             

            Esse exemplo seria
            praticamente impossível de acontecer e não foi isso que o meu estudo fez, pois
            eu utilizei a função ALEATÓRIOENTRE do Excel. Ele serve apenas para demonstrar
            qual seria o comportamento da carteira. Vamos analisar o resultado. O retorno
            percentual da carteira, analisando apenas a média simples dos retornos anuais é
            de 20% ao ano. Ótimo?! Não, pois o patrimônio da carteira foi derretido para
            apenas 3,74% do seu valor inicial.

             

            Outro exemplo: para
            uma carteira balanceada 50% em renda fixa e 50% em renda variável, sendo a renda
            fixa com resultado constante de 8% ao ano e fazendo um rebalanceamento anual simples
            (independente da composição da carteira no momento), teríamos o seguinte
            comportamento para o mesmo período de 8 anos: Iniciando com o mesmo capital de $
            100, no primeiro ano ele teria um acúmulo de $ 164, no segundo ano $ 104,96, no
            terceiro ano $ 172,13, no quarto ano $ 110,16, no quinto ano $ 180,67, no sexto
            ano $ 115,63, se sétimo ano $ 189,63 e no oitavo ano $ 121,36.

             

            Esse segundo
            exemplo demonstra que mesmo para uma carteira balanceada existem riscos e o
            rendimento ficou abaixo da renda fixa. Entretanto, comparando com a alocação
            100% em ações, observa-se que a diferença foi gritante. O investidor não viu o
            seu patrimônio dilapidado e terá a oportunidade de continuar no mercado.

             

            Por isso, eu
            posso afirmar: de acordo com a metodologia da pesquisa, com os 16.383 cenários
            diferentes, analisados ano a ano os resultados de cada carteira, que das
            carteiras alocadas 100% em ações apenas 46,21% (7.572 carteiras) conseguiram
            retorno superior à renda fixa, enquanto das carteiras balanceadas 78,17%
            (12.807 carteiras) conseguiram um retorno superior.

             

            Breno Medeiros

             

          • Evandrok

             Eu não questionei seus numeros, mas seu estudo é sim sintético.
            Você parte do principio que a bolsa é um grande bingo, que a cada dia/mês/ano é feito um random e boa sorte aos players.
            Sim, isso é uma meia verdade, a variação da bolsa é aleatória, mas ela tem base em um fundamento real, nas empresas reais e você não pode ignorar isso.

            Vamos pegar o ibov hoje, e dar um rand().
            Pro próximo semestre deu -50%. e ai?
            Ibov à 30k pontos? Na sua metodologia isso é perfeitamente possivel certo?
            Agora voltando a realidade, Ibov à 30k pontos o P/L médio das empresas seria algo em torno de 4.
            E é consenso que um P/L médio de 4 é extremamente baixo até mesmo para um cenário pessimista.

            E o que acontece com sua simulação? no dia/mês/ano seguinte é dado um novo rand() e nada impede de dar -25% digamos. Ai teriamos um P/L de 3 e assim vai…

            Então isso pra mim é ser sintético, um teste totalmente artificial, pq na realidade não vai acontecer… se você acredita que pode, então você acredita que bolsa = bingo.

            Ai são ideologias, não vou discutir isso.

            Japão? sabe quanto é os juros lá? 0,1% ao ANO.
            Dow Jones se não me engano, ignora dividendos na composição do indice.

            Você tem que usar um pouco de ‘Valuation’ também pra saber se o mercado não está distorcido(e.x: Japão antes do estouro da bolha…)Entende o que quero dizer? Japão cair 80% na ápice da bolha ok; num mercado saudável, não.Então não tem como fazer um teste convincente sem uma pitada de realidade.

          • Breno Medeiros

             

            EvandroK,

             

            Você disse: “Você
            parte do principio que a bolsa é um grande bingo, que a cada dia/mês/ano é
            feito um random e boa sorte aos players”. A questão não é essa, EvandroK, eu
            estou trabalhando com cenários possíveis e o resultado médio do investimento
            100% em ações tende a ser bem superior à carteira balanceada, o problema é que
            a concentração do ganho médio (retornos extraordinariamente positivos)
            possibilita esses resultados para pouco mais de 7% dos investidores.

             

            Agora essa sua
            suposição para as duas quedas seguidas para o Índice Bovespa é bem
            interessante. De fato, ocorreu algo bem parecido com isso e em um espaço de
            tempo bem inferior ao dos meus estudos.

             

            O ano foi 2008.

            Em maio o Índice
            Bovespa chegava ao topo dos 73.516,80 pontos.

            A primeira queda
            de 50% que você falou foi atingida nos dez primeiros dias de outubro.

            Quem imaginava
            que naquele mesmo mês o índice teria uma nova queda de 20%?

            Pois é, isso
            ocorreu. Em 25 de outubro o índice registrou o seu fechamento os 29.435,11
            pontos.

             

            Pois é, eu não
            estou discutindo quais cenários irão ocorrer nos próximos 30 anos, mas
            apontando que cenários extremamente baixistas são plenamente possíveis de
            ocorrer na prática.

             

            A pesquisa não
            afirma que tais cenários vão ocorrer, apenas demonstra que mesmo eles existindo,
            dentro do conjunto de cenários dos estudos, quase 80% das carteiras balanceadas
            estarão protegidas, enquanto menos da metade das carteiras que investem 100% em
            ações irão ter um sucesso melhor que se tivesse investido simplesmente em renda
            fixa.

  • Muito legal essa avaliação, tô sempre acompanhando. No ranking do patrimônio dos blogueiros de finanças do Brasil (são 25 participando) o aumento do patrimônio estão sempre muito altos porém acompanhando a bolsa sempre. Quem fica só na renda fixa perde muito de ganhar mas quando cai, estão ali sempre estáveis. Por exemplo, eu com aporte menor que um competidor tive 11.000 reais de aumento e ele aporta 5000 mas teve 3.500. Só que nesse mês eu tô levando um fumo violento pois sou quase 100% alocado na bolsa.

    Segue aí o link para acompanharem pra quem gosta de rankings e patrimônios reais em dinheiro.

    http://vidaruimdepobre.blogspot.com.br/search/label/Ranking%20Patrim%C3%B4nio

  • Helison

    A discussão entre vocês dois é exatamente o que eu havia dito antes ao Breno.

    Na simulação feita, cada retorno que a função ALEATORIOENTRE retorna é um “possivel” valor dentro do espaço amostral, com base no desvio-padrão histórico da bolsa.

    30 anos seguidos de queda por essa metodologia é possível, mas na pratica NUNCA vai acontecer porque o “mundo” não vai deixar. 

    Quando digo “mundo”, estou me referindo ao governo com seu controle fiscal, cambial,  de juros e incentivos, a população com seu poder aquisitivo maior e seus anseios e medos, os CEOs das empresas que nunca deixariam seu “ganha pão” derreter tanto assim, ou seja, o “mundo” não iria deixar isso acontecer.

    Estatisticamente são cenários possíveis, mas não pratica muitos deles nunca ocorreram. 

    O exemplo que eu usei é valido. 

    “”SE””…..a Amazônia continuar com este nível de desmatamento, ela se tornara deserto em X anos. 

    Mas eu te dou garantia que em X anos ela não terá simplesmente acabado, pois quando a coisa apertar, programas vão surgir para salva-la. 

    Assim como ninguém deixa a Amazônia simplesmente acabar, “eles” não deixarão as 70 empresas que compõem o IBOVESPA derreter em X anos.

    Me fiz claro na defesa do MEU ponto de vista?!

    Ao debater/discutir/argumentar, vamos tentar ser menos agressivos. Sei que todos que aqui frequentam são educados e cultos, vamos agir como tal.

    Eu não consigo imaginar Galileu criticando Newton, Marx falando que Keynes era um burro por acreditar na regulamentação estatal. Ja imaginaram Pitágoras e Arquimedes brigando?

    • Breno Medeiros

      Helison,

      Eu entendo o seu ponto de vista.

      A simulação de carteiras apenas apresenta situações estatisticamente possíveis e calcula a possibilidade de retorno frente à metodologia adotada.

      Eu demonstro, pelos resultados, que nenhuma das duas formas de investir é infalível, acontece a Alocação de Ativos é bem menos arriscada que o investimento 100% em renda variável e traz, em sua grande maioria, resultados acima da renda fixa.

      Atenciosamente,

      Breno Medeiros

      • Jojo

        Breno,

        Cuidado, vc está se perdendo em obviedades.

        Se vc monta um portfolio com uma parcela em ibov e outra parcela em
        renda fixa, claro, esse portfolio NUNCA terá o mesmo montante de perda
        ou de  ganho igual a um portfolio com 100% em ibov.

        Sendo assim é proporcionalmente natural que em caso de um ibov bull, vc
        tenha um ganho menor em relação ao 100% ibov; e em caso de um ibov bear
        um ganho maior (ou perda menor) em relação ao mesmo 100% ibov
        dependendo, é claro, de como vc dividiu as 2 classes de ativos.

        A maneira correta pra vc visualizar e compreender a sua “metodologia” de alocação é simples:

        Monte um primeiro portfolio com 95% em cash (sem rendimentos) e 5% em
        ibov e vai gerando em sequencia outros portfolios até chegar em 5% cash e
        95% ibov. Projete isso usando os retornos do ibov dos últimos 10 anos
        ou mais, tanto faz.

        Resumindo: o que vc está fazendo é somente soltar pipa com um carretel
        mais curto; porque todas as outras variáveis do risco estão presentes e
        inalteradas, só isso.

        • Breno Medeiros

           

          O objetivo da
          Alocação de Ativos é proteger o investidor dos riscos da Bolsa e buscar
          rendimentos superiores à renda fixa.

           

          Veja bem a
          comparação, de acordo com a metodologia da pesquisa:

          Menos da metade
          dos investidos 100% em ações vão obter um resultado superior à renda fixa.

          Quase 80% das
          carteiras balanceadas obtêm retorno superior à renda fixa.

          TODAS as
          carteiras balanceadas que não obtiverem retorno superior à renda fixa vão superar
          as carteiras investidas 100% em ações.

           

          Agora se você
          quer dizer pra todo muito que a sua pipa é a maior ou a mais bonita, assuma o
          risco de não vê-la subir, só isso.

          • Breno Medeiros

            CORRIGINDO:

            Agora se você quer dizer pra todo mundo que a sua pipa é a maior ou a mais bonita, assuma o risco de não vê-la subir, só isso.

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