90 Carteiras, 51 Ativos e 1 Único Objetivo: Aprender! (Resultados de Mai/2012)

carteiras-de-investimentos-2012

Olá Amigos!

Essa é a quinta atualização da série Alocação de Ativos em 2012.

Todas as atualizações você pode acompanhar na seção carteiras de investimentos aqui no blog.

O mês de maio trouxe novamente a velha volatilidade de períodos de crise com a qual muitos investidores nem se lembravam mais.

A média das 90 carteiras nesse mês foi de -2,63%.

Um excelente valor quando comparado com a rentabilidade de -11,93% do Ibovespa no mês.

Continue lendo essa atualização para saber mais sobre:

  • Quais são os ativos mais comuns entre as carteiras?
  • Estatísticas surpreendentes sobre as carteiras
  • Rentabilidade Mensal dos 51 Ativos e das 90 Carteiras
  • Ranking das Carteiras
  • Qual carteira possui o maior índice de sharpe?
  • Carteira Destaque do Mês

Conheça as 90 Carteiras de Investimentos

Acompanhe abaixo os dados sumarizados dessas 90 carteiras.

1. Alocação de Ativos Média das Carteiras (Classes de Investimentos)

Alocação Média das Classes das Carteiras de Investimentos

Uma das primeiras surpresas que tive quando comecei a receber as planilhas foi saber que vários investidores estavam utilizando o modelo 4-3-2-1.

Ele se refere a: 40% Renda-Fixa; 30% Ações; 20% FII e 10% Câmbio.

A diferença da média para este modelo é que os investidores preferem tirar 5% do Câmbio para investir esses 5% em Ações.

Na minha opinião é uma boa escolha, já que nem toda carteira deve alocar em câmbio.

2. Ativos que Receberam a Maior Alocação

Cada círculo azul no gráfico acima se refere a um ativo.

No eixo Y você pode ver a participação de cada ativo na carteira média.

No eixo X você acompanha a posição (ranking) desses ativos nos 51 ativos presentes.

O ativo com maior média de alocação foi a LFT 2015, seguida pela LTN 2015 e pelo BOVA11.

Analisando os ativos preferidos nota-se que não há nenhuma ação individual ou fundo imobiliário, o que significa que o público do HC Investimentos tende a diversificar mais sua carteira, alocando em ativos que sintetizam melhor um índice.

A lanterna fica com TAMM4, com uma alocação média de apenas 0,06%.

Warren Buffet, no livro The Intelligent Investor, já citou detestar companhias aéreas…

Não sei se é coincidência, mas os investidores parecem concordar com ele.

3. Estatísticas Interessantes e Surpreendentes sobre as Carteiras

Estatísticas das Carteiras de Investimentos

Separei 7 itens do tipo: “Você Sabia?”

  1. Além de 52% das Carteiras Investirem nas 4 Classes, 83% investem em 3 classes de Investimentos.
  2. Além de 21% das Carteiras Investirem mais de 50% em Renda-Fixa, apenas 9,52% investem mais de 50% em Ações.
  3. Costumo dizer que o investidor deve investir, no mínimo, em 5 fundos imobiliários diferentes. Neste caso, o baixo número de 63% me preocupa.
  4. Além desta regra de bolso de 5 fundos imobiliários, cito que uma diversificação ideal seria acima de 10 fundos imobiliários. Somente 30% passaram neste teste.
  5. 42% das Carteiras Investem somente em ETFs de Ações na Classe Bolsa. Até que o número me surpreendeu positivamente.
  6. 42% das Carteiras Investem em um Mix de ETFs e Ações Individuais. Aqui era onde esperava a maior concentração de investimentos.
  7. 17% das Carteiras Investem somente em Ações Individuais na Classe Bolsa. Será interessante analisar o retorno x risco destas carteiras.

Nota: Pode haver pequenas distorções nos números por questões de aproximações.

Rentabilidade Mensal

Após esses gráficos introdutórios sobre as 90 carteiras participantes, precisamos analisar o retorno dos 51 ativos que as compõem.

Somente desse modo saberemos o quanto cada carteira obteve de rentabilidade nesse mês.

Rentabilidade Mensal dos 51 Ativos em Maio/2012

Nota: A rentabilidade apresentada pode ser ligeiramente diferente de alguma base de dados, já que ela é calculada através de dados diários, ao invés de simplesmente pegar o dado mensal de uma fonte.

É um gráfico bem extenso, mas resume em detalhes todos os ativos.

Se você não está acostumado com esse tipo de gráfico vou relembrar suas principais informações:

  1. O gráfico reflete um ranking decrescente. Logo, de cima para baixo temos os ativos com maior rentabilidade.
  2. Existe uma divisão (linha cinza) entre ativos com rentabilidade positiva (barras azuis) e rentabilidade negativa (barras vermelhas).
  3. Cada classe de investimento recebe uma cor para facilitar a visualização do retorno: Renda-Fixa (azul); FII (verde); Câmbio (laranja) e Bolsa (vermelho).

A rentabilidade e as análises desses 51 ativos foram divididas em 6 gráficos diferentes:

1. Distribuição do Retorno Mensal dos Ativos

Distribuição mensal retorno ativos maio

Ao invés de analisar uma longa tabela + um gráfico que mais parece um arranha céu, que tal analisar a distribuição do retorno mensal de cada ativo?

O gráfico é simples. No eixo vertical (Y) temos o retorno mensal de cada ativo.

No eixo horizontal (X) temos a posição no ranking de rentabilidade do ativo.

Logo, analisamos da esquerda para à direita os ativos com maior rentabilidade.

Uma das vantagens deste gráfico é a possibilidade de identificar retornos dispersos, como o caso da ação LAME4 (-32,20%), da ação MMXM3 (-28,44%) e do fundo imobiliário RBPR11 (-22,73%).

Todos os detalhes sobre as carteiras em breve…

Mas antes…

2. Retorno Mensal das Classes de Investimentos

Este gráfico coleta a rentabilidade média de cada tipo de classe.

Por exemplo, a Classe Bolsa possui 23 ativos, sendo 3 ETFs e 20 ações.

Logo, calcula-se a média (sem ponderação) para essa classe, assim como para todas as outras.

Nesse caso, a média da classe Bolsa é de -1,67%, valor melhor do que o retorno do BOVA11 no mês, de -11,99%.

Já o ETF PIBB11 apresentou rentabilidade de -8,66%.

Para saber mais sobre a relação entre BOVA11 x PIBB11 leia essa análise comparativa que fiz entre os dois.

A classe Renda-Fixa foi a que obteve melhor resultado nesse mês, com alta impressionante de 2,84% em média.

3. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Renda-Fixa

Novamente, um gráfico que analisa a distribuição do retorno.

Porém, agora os ativos são rankeados dentro de sua própria classe. No caso, Renda-Fixa.

Aqui é possível perceber a preferência pelos títulos indexados a inflação (IPCA).

Perceba a alta rentabilidade no mês do título NTN-B Principal com vencimento em 2035 de 7,71%.

A recente forte queda dos juros fez com que o preço dos títulos indexados ao IPCA e pré-fixados subisse, dada a relação inversa entre preço e taxa.

Para maiores detalhes sobre a relação inversa entre preço e taxa veja esse artigo e aproveite para baixar a planilha com os dados para entender na prática esse movimento contrário.

O título indexado à taxa Selic (LFT 2015) teve a menor rentabilidade dentre os 5 títulos.

Esse gráfico reflete exatamente o que deve-se esperar do retorno desses título no longo prazo, dadas condições normais.

Títulos Indexados a Inflação tendem a render mais do que Prefixados, que tendem a render mais do que Indexados à Taxa Selic.

Além disso, títulos com maior duração, ou seja, maior tempo até vencimento, tendem a obter rentabilidades maiores do que títulos de prazos menores, já que carregam maiores incertezas e, consequentemente, risco.

4. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Fundos Imobiliários

O ativo destaque para os fundos imobiliários foi o KNRI11, com rentabilidade de 9,51% sendo, inclusive, o ativo com maior rentabilidade no mês.

Do lado negativo, o fundo RBPR11 sofreu bastante, com rentabilidade de -22,73%.

Quedas como essas, embora não sejam constantes, acontecem também com os fundos imobiliários. Portanto, nunca esqueça de diversificar.

A média de retorno desta classe de investimentos foi de 0,54%.

No longo prazo, uma carteira com Renda-Fixa + FII + Bolsa tende a obter uma relação risco x retorno muito melhor do que uma carteira somente com Renda-Fixa + Ações.

5. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Câmbio

Depois da queda dos ativos cambiais durante o início de 2012, eles continuam apresentaram resultados positivos mês após mês, dada a queda recente do Ibovespa.

É importante lembrar que os ativos cambiais possuem um correlação negativa com o Ibovespa e tendem a apresentar na maioria das vezes resultados opostos ao índice.

6. Distribuição do Retorno Mensal da Classe Bolsa

É interessante notar que a rentabilidade das small caps em 2012 estão muito melhores do que as large caps em 2012.

Com uma rentabilidade de -11,86% para o Ibovespa, as ações selecionadas para as carteiras sentiram bastante.

Nesses momentos de pânico algumas ações podem apresentar péssimos resultados, como o exemplo da LAME4 (-32,20%).

Mais uma vez é preciso reforçar a ideia de diversificar. Principalmente quando o assunto é ações.

A alta volatilidade e risco das ações individuais nos obriga a escolher diversas delas para não sofrer tanto em momentos de pânico e não deixar de aproveitar momentos de euforia.

O debate entre ações individuais x ETFs de Ações irá sempre existir. Independente da sua preferência, diversifique sempre!

Até esse mês SMAL11 (ETF para small caps indexado ao SMLL) estava dando um banho em BOVA11 (ETF para large caps indexao ao Ibov).

Entretanto, com a queda de -15,23% do SMAL11 em relação a queda de -11,99% do BOVA11 a situação parece começar a se equilibrar.

Interessante é verificar conceitos da relação risco x retorno aplicados na prática.

Em momentos de crise é esperado que as small caps tenham desempenho inferior as large caps, dado seu maior risco.

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Carteiras de Investimentos: Ranking no Mês

clique na imagem para ampliar

Na tabela acima você pode ver a rentabilidade mensal das 90 carteiras enviadas, ordenadas pelo ranking de rentabilidade no mês.

A carteira líder no mês é a Angel, com uma rentabilidade de 2,64%.

A alocação dessa carteira é de 90% em FII e 10% em Renda-Fixa.

A concentração em KNRI11 foi um dos motivos para o bom desempenho no mês. Porém, o principal motivo é justamente a ausência de ações na carteira.

Distribuição do Retorno Mensal das Carteiras de Investimentos

Agora você já deve estar acostumado com este gráfico da distribuição do retorno.

Neste caso, temos o retorno mensal das carteiras através do ranking da posição da carteira.

As carteiras que mais se desviaram da distribuição “normal” são carteiras com: (1) ausência de ações ou (2) concentração em ações.

Carteiras de Investimentos: Ranking (Acumulado)

clique na imagem para ampliar

Na tabela acima você pode ver o ranking da rentabilidade acumulada das 90 carteiras enviadas.

A carteira líder é a XAR, com uma rentabilidade de 17,36%.

A CAPRM segue firme na cola, com 17,02%.

Com a brusca queda do mês, a mudança no ranking foi drástica.

Carteiras concentradas em ações foram literalmente do céu ao inferno.

Um exemplo foi a carteira “fabioooons” que na atualização de março estava em 4ª no ranking e agora está na 87ª colocação.

O risco está sempre presente. Seja nos momentos de euforia e pânico. Entretanto, ele muitas vezes só faz sentido quando o mundo está desabando.

É como o exemplo que cito no eBook Alocação de Ativos: Imagine atravessar a pé uma rodovia movimentada com os olhos vendados.

Você pode ter uma grande sorte e conseguir atravessar ileso, mas sabe que não tomar as preucaçoes necessárias (através pela passarela) poderia ter lhe custado sua vida.

Às vezes, o risco funciona assim no mercado. Alguns investidores usam deliberadamente opções a seco, termo e operações alavancadas e obtém sucesso. A impressão de retorno fácil “sem risco” estimula ele a querer mais…

O final da história já sabemos: Uma hora sua operação irá no sentido contrário e ele perderá alavancado, receita garantida para o fracasso no mercado.

Não é raro encontrar histórais de pessoas que perderam suas casas, seus carros, suas famílias e até mesmo sua vida buscando ganhos estratosféricos no mercado.

É por esse motivo que eu prezo tanto pelo controle do risco e pela diversificação.

Na minha opinião não vale jogar fora anos de trabalho duro buscando arriscar em operações alavancadas como as citadas acima. Mesmo que você esteja ganhando nelas. Uma hora (e certamente isso irá ocorrer), o mercado irá contra você.

Lembre-se:

Até um relógio quebrado marca a hora certa duas vezes durante o dia

Não brinque com a sorte. O seu futuro financeiro merece um tratamente melhor. Afinal, ele é a sua liberdade, a sua vida.

Distribuição do Retorno Acumulado das Carteiras de Investimentos

Acima, o gráfico de distribuição do retorno acumulado as 90 carteiras analisadas.

Na liderança segue a carteira XAR.

Carteira Destaque do Mês

O destaque desse mês é a carteira MPX com rentabilidade de 0,84%.

O motivo dela estar aqui como destaque é a consistência de seus resultados quando avaliamos os retornos mensais dela:

  • Jan: 3,61%
  • Fev: 3,14%
  • Mar: 2,13%
  • Abr: 2,74%
  • Mai: 0,84%

O perfil dela é conservador, com 50% em Renda-Fixa, 25% em FII, 5% em Câmbio e 20% em ações.

Mesmo com esse perfil ela está conseguindo uma rentabilidade de 13,07% no ano.

Veja no gráfico abaixo as 10 carteiras com maior índice de sharpe:

Nenhum mudança significativa, com a carteira CPRM liderando o ranking.

Conclusão

Até o final de maio/2012 temos os seguintes números:

  • A rentabilidade média das carteiras acumulada no ano é de 7,20%
  • A rentabilidade do CDI em 2012 é de 4,14%
  • A rentabilidade do Ibovespa nesse ano é de -4,00%
Com esses números conseguimos chegar a uma importante conclusão:
  • O índice de sharpe do Ibovespa é de -0,27 (sua volatilidade anual é de 30,17%)
  • O índice de sharpe da média das carteiras é de 0,43 (sua volatilidade anual é de 7,00%)
Portanto, as carteiras estão obtendo um retorno bem acima do CDI (174% do CDI) e do Ibovespa, com um risco 4x menor do que a Bolsa.

Analisar os resultados dessas 90 carteiras diferentes permite amplo uso de dados para verificar conceitos como:

  • Diversificação de Carteiras
  • ETFs x Ações Individuais
  • Minimização de Risco
  • Número adequado de fundos imobiliários para investir
  • Correlação entre as diferentes classes

E o mais importante …

… Como cada carteira se comporta em diferentes cenários.

Não temos o poder para adivinhar o futuro. Logo, diversificamos.

Continue acompanhando este estudo, porque uma coisa é certa: Todos temos muito a aprender.

Nada melhor do que ativos reais, dados reais, e análises detalhadas de 90 carteiras de investimentos.

Agora é com você!

Como está a sua carteira de investimentos nesse período?

Qual tipo de alocação de ativos você está usando para driblar essa forte queda do Ibov?

Você está satisfeito com os seus resultados dado o seu perfil como investidor e a maneira que montou sua carteira?

Deixe suas ideias logo abaixo na caixa de comentários!

(crédito das imagens: shutterstock.com)

Sobre o autor

Henrique é especialista em alocação de ativos, eleito um dos 5 melhores educadores financeiros do Brasil em 2012/2013. Continue Lendo aqui!

  • Ludyson Klayn

    Muito bom

  • Alexandre grazzini

    Legal é comparar o desempenho dessas carteiras com os principais fundos do mercado

    • Guilherme

      Eu tive essa curiosidade e fui lá conferir. Peguei como amostra 7 fundos multimercado (investem em juros, ações, câmbio etc.) do Itaú Personnalité… e a conclusão é decepcionante….para os fundos do banco, claro! 😛

      Desses 7, nada mais nada menos do que 6 não conseguiram obter, no ano, até o presente momento, mais do que 5,72% de rentabilidade. Só um está se saindo melhorzinho, com 9%….mas ainda longe dos TOP 10 do ranking do HC.

      A conclusão é mais do que óbvia: é *PERFEITAMENTE POSSÍVEL* um investidor pessoa física amador que não entenda nada de tendências macroeconômicas, petróleo, commodities etc., ter uma rentabilidade líquida *SUPERIOR* aos supostamente “melhores” fundos de investimento do mercado, administrados pelos supostamente “melhores” gestores profissionais do Brasil.

      E é lógico que eu não vou dar a dica pro Itaú contratar nosso amigo HC, porque prefiro ele trabalhando aqui, de forma independente e imparcial…..hehehe 😀

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

      • Grande amigo!

        Obrigado por coletar esse tipo de informação e compartilhar com todos nós!

        É impressionante mesmo. Considerando a média das 90 carteiras temos uma boa relação risco x retorno. Se pegarmos as TOP 10 então são carteiras que estão se saindo muito bem nesse ano volátil.

        Não é à toa que prezo tanto pelos investimentos indexados em relação aos fundos multimercados. Avaliar a habilidade de um gestor é muito difícil e geralmente (devido aos custos de intermediação) eles não conseguem resultados muito satisfatórios.

        Pode deixar amigo, que imparcialidade e independência será sempre um dos valores aqui do HC Investimentos!

        Agradeço pelo apoio de sempre e pelo tempo que você dedica ao Valores Reais, uma mina de ouro para todo investidor.

        O site para quem ainda não conhece:

        http://www.valoresreais.com/

        Forte Abraço!

        • Guilherme

          Obrigado mais uma vez pela referência, amigo!

          E concordo totalmente quanto aos investimentos indexados! 😀

          É isso aí!
          Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Puts, essa bolsa não ajuda, aí eu fico na lanterninha pô!
    Valeu Henrique, boa semana meu amigo.
    Abraço.

    • rsrsrs

      O carrinho na montanha russa acabou de pegar o embalo! 🙂

      Abração Jônatas!

  • Atualmente, quem possui uma carteira sem ações ganha muito mais então?
    Tenho um pouco de aflição com a recomendação de investir até 20% do valor em ações, com tamanha variação que possuem.

    • Olá Alexandre!

      Esse mês de maio foi um mês de alta volatilidade. Não é comum ver o Ibov caindo abaixo de -10%.

      A Alocação em ações dependerá muito da sua aversão ao risco.

      Com a recente queda dos juros, é esperado que o investidor que busque manter um certo padrão de retorno aumente sua alocação em ações.

      Abraços!

  • Guilherme

    Excelente artigo, amigo Henrique!!!

    Legal saber que a alocação de ativos está ajudando como nunca em épocas de Bolsa em baixa.

    “Meu parabéns do mês” vai para o colega MPX (será que é o nick do Eike Batista!? rsrsrs), que está apresentando um desempenho consistentemente regular!

    Essa série está sendo muito importante para mim, particularmente, porque, vendo o resultado da carteira em relação aos benchmarks do mercado e em relação aos demais participantes do ranking, venho fazendo ajustes graduais e pontuais, a fim de melhorar a relação risco/retorno dos ativos que estão em minha carteira (p.ex., diversificando mais na Bolsa comprando SMAL11, com o dinheiro proveniente da renda fixa, e assim por diante).

    Nada como a experiência para irmos ajustando a carteira!

    Muito obrigado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • rsrsrs

      Nem havia reparado…MPX pode ser né?! 🙂

      Fico muito feliz amigo que esta série esteja sendo útil para você, assim como está sendo para mim.

      SMAL11 caindo -15% no mês foi um belo de um convite para equilibrar as posições em bolsa.

      Forte Abraço!

      • Marcelo – mpx

        hahaha… Não tenho nenhuma relação com o Eike! Curto mais o Lirio Parisoto.
        Na verdade, mpx é um “apelido” que criei para e-mail. Anos depois fiquei sabendo que o famoso empresário gosta do X para multiplicar sua riqueza.

        Estava ansioso para ter minha carteira como destaque. Ela é conservadora como a minha carteira real, embora esteja rendendo o dobro!

        Venho acompanhando o HC e o Valores Reais há bom tempo e muito me agrada a “alocação de ativos”. Atualmente, venho reduzindo a RF em benefício de maiores alocações em FII e ações. Gosto dos FII conservadores e diversificados, não curto aqueles voltados para papéis securitizados. Tenho poucas ações, porque reconheço minhas limitações, e invisto via fundo (PGBL) e ETF (pibb e divo).

        Grande abraço!

        • Muito obrigado por compartilhar conosco sua estratégia Marcelo!

          E sucesso com sua carteira e a MPX!

          Abraços!

  • TBB

    Henrique poderia abrir minha carteira para todos do blog?
    Acredito que terei um resultado final muito bom. Neste mês, mesmo com a queda
    consegui subir no ranking geral.

    Obrigado

    • Claro TBB!

      Sinta-se à vontade para compartilhar sua carteira conosco.

      Abraços!

  • luispaulokx

    Henrique com certeza essa serie do seu site será histórica em pesquisas sobre alocação de ativos. esta bem recheada, não vou dizer completo para que possa continuar a crescer.
    Parábens!

  • Ola Henrique!
    Suas postagens semprem agregam bastante conhecimento e análise para minha carteira.

    Uma pergunta. Vc acha que toda carteira de investimentos ( já em fase madura) que tenha ações em seu portifólio também deve ter dólar com objetivo de segurar um pouco as quedas?

    • Olá!

      Esse é um ponto bem cinza, que não dá pra dizer “não” ou “sim”.

      Ainda não cheguei a uma conclusão sobre o assunto. De fato o dólar segura bem a carteira em tempos de crise, mas o quanto alocar nele?

      Ou então: no longo prazo não vale a pena investir em Renda-Fixa (correlação neutra com o Ibov) do que Dólar (correlação negativa)? O retorno da RF tende a ser maior do que o Dólar no longo prazo, já que (teoricamente) o retorno de ativos cambiais tende a zero.

      Perguntas, perguntas…

      Não existe um número correto, mas se for investir em dólar para proteção cambial (futura dívida em câmbio), ou hedge contra bolsa, não investiria mais de 10% do total da carteira. Na carteira que montei aqui para a análise coloquei:

      2,5% dólar
      2,5% euro
      5,0% ouro

      Naquele esquema 4-3-2-1. (RF | Ações | FII | Câmbio)

      Atualmente estou preferindo o 4-4-2.

      Abraços!

      • Breno Medeiros

        Henrique,

        Muito interessante a sua colocação.

        Também compartilho dessa opinião de que um percentual da alocação ou um investimento gradual em câmbio pode ser interessante para proteger a carteira para quem pensa apenas no curtíssimo prazo (um ou dois anos). Isso porque o câmbio tem correlação negativa com a bolsa e pode acabar reduzindo os ganhos no longo prazo, coisa que a renda fixa normalmente não faz (RF é devagar e sempre).

        Uma outra possibilidade de investimento em câmbio (dólar ou euro) é para quem está se planejando para viajar pro exterior ou viaja normalmente todo ano. Aí sim, vale bastante minimizar esse risco.

        • Isso mesmo Breno!

          Quem possui dívidas (ou custos) em moeda estrangeira também deve investir um pouco em câmbio.

          Logo, quem viaja ou compra muito lá de fora pode estar incluso nessas opções.

          Abraços!

  • Everton

    Gostaria de tirar uma duvida, por que no site do tesouro , o mês em analise dos títulos comentados estão com rendimento negativo , diferente do exposto no estudo?

    http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade.asp

    Obrigado

    • Olá Everton!

      Você provavelmente está olhando em “últimos 30 dias” ao invés de “mês anterior”.

      Ainda assim, a rentabilidade poderá diferente da apresentada nessa artigo conforme menciono nessa nota dentro do artigo:

      Nota: A rentabilidade apresentada pode ser ligeiramente diferente de alguma base de dados, já que ela é calculada através de dados diários, ao invés de simplesmente pegar o dado mensal de uma fonte.

      Abraços!

      • MarcoK

        Olá Henrique e Everton,

        Realmente, para ver as taxas de maio, deve-se ver a coluna mês anterior. Contudo, vendo esta coluna, se observa grandes diferenças. Por exemplo, a NTBP 2035, segundo o site do tesouro direto, rendeu 4,99% em maio, ao invés de 7,71%(!) E para o mês de abril, o tesouro também deu uma taxa menor para este papel do que o seu valor. Já para a LFT 2015 de maio, o tesouro indica a taxa de 0,65%, que está consistente com o valor da Selic de 0,744724% no site do BC, com um pequeno desconto de face. Já o seu valor de 0,46% é quase só a metade da selic de maio(!), e um desconto de face de uma LFT desta ordem não deve acontecer deste 2002, no pânico pouco antes da eleição do Lula. A NTBP 2015 no site do tesouro também está quase com o dobro do valor. Talvez fosse bom verificar o motivo destas grandes diferenças.

        Abraços!

  • Mud Guy

    Caros usuários, boa noite.

    Alguém pode me tirar uma dúvida cruel?
    Li o livro Alocação de Ativos e me empenhei por alguns meses em estudar alguns investimentos.

    Minha dúvida:
    Por que os fundos de investimentos atrelados à expectativa de inflação (índice IMA-B) sofreram queda de quase 7% no último mês? Com a iminente queda na Selic no mês passado, apostei forte nesses fundos no início do mês me maio. O fato de a Selic cair e a expectativa de inflação aumentar impactou os fundos de forma inversa. Ao ler este ótimo estudo do HC (ganhos nos papéis do tesouro de até 7,71%), não consegui entender o motivo da desvalorização destes fundos supracitados.

    Alguem sabe porque?

    Obrigado!

    • MarcoK

      Caro Mud Guy,
      Na minha opinião particular eu vejo três razões para isto:
      1) Como é bem sabido, são os estrangeiros que compram a maior parcela de títulos de longo prazo, pois eles já tem o hábito há muito tempo de comprar papeis de longo prazo (mais de 10 anos) ao contrário dos brasileiros que temos o hábito de comprar papeis de curto prazo. Com o possível tsunami que pode vir nas próximas semanas os estrangeiros estão saindo do pais, como foi divulgado pelo BC, vendendo papeis de renda variável e fixa nas últimas semanas. Algo semelhante a isto ocorreu em novembro e dezembro de 2008.

      2) Todos os papeis pré-fixados estão nas mínimas históricas. E grande parte do mercado espera que a inflação volte a subir, o que implica que as taxas futuras de juros em breve pode voltar a subir, o que implica numa queda do valor dos títulos pré-fixados. E claro que todos querem vender os papeis antes disto ocorrer. E realmente houve uma grande venda antes do anuncio do IPCA, que poderia vir acima das expectativas, que poderia ser o gatilho para subida das taxas futuras. Contudo, como ele veio com o valor baixo, as taxas voltaram a cair.

      3) Como o BC junto com o governo estão cada vez mais amplificando as ações para aumentar o crescimento economico que está aménico, o medo que se tem é que o efeito colateral será um aumento da inflação futura maior que o esperado e portanto um aumento dos juros futuros. Exatamente como ocorreu nos anos de 2009/2010/2011,

      Minha opinião pessoal: Como o IPCA de maio veio baixo as taxas futuras estão voltando a cair e você irá recuperar nos próximos dias pelo menos parte do seu prejuizo. Contudo, penso que, a menos que o tsuname que pode vir da Europa seja maior que o de 2008 (que poderia ampliar a queda da inflação), o mais provável é que em algum momento no segundo semestre as taxas futuras subam forte novamente e vc pode ter novas perdas. O momento ideal para ter comprado estes papeis foi no primeiro semestre do ano passado. Agora é hora de se começar a pensar em vender, com exceção de quem quer carregar estes papeis até o vencimento do papel. Neste caso, estas oscilações não são importantes.

      Penso que é mais seguro é vc continuar comprando seus FIIs como discutido no outro forum …

      • MarcoK

        Só complementado o que falei, para responder a sua pergunta: eu dei três motivos porque os titulos préfixados (NTNBs e LTNs) tiveram rentabilidade negativa no final do mês de maio, mas no acumulado do mês a rentabildade foi positiva. Contudo, alguns fundos podem ter feito uma “aposta” errada e aumentaram a exposição nestes títulos pouco antes deles terem caido. Por isto que eles podem ter dito uma rentabilidade negativa, mesmo com as NTNBs tendo ficado positivas no mês. Contudo, como escrevi no post abaixo, a rentabilidade correta da NTNB-P 2035 para o mês de maio foi de 4,99% e não 7,71% .

        • Mud Guy

          MarcoK,
          Obrigado por seus comentários, me fizeram parar para pensar no outro lado da situação.
          A redução da Selic, ao meu ver, era sempre benéfica para este tipo de fundo de investimento cujo benchmark é o IMA-B (aumento da expectatica de inflação). Porém, não tinha parada pra pensar que quando se reduz demasiadamente a Selic ( por causa de cenários de crise, por exemplo), o receio de aumento da inflação faz com que haja um efeito manada na venda dos papéis que acreditavam ser um bom negócio devido à tendência de nova queda futura. É isso? Essa queda geral se deu devido à incerteza na precificação dos fundos devido à crise e ao fato de os estrangeiros venderem seus papéis, fazendo com que o índice IMA-B – cuja pontuação se baseia na multiplicação da quantidade teórica de títulos pelo preço atual de mercado – caia. É isso?
          Não tenho papéis, apenas cotas em fundos de investimento cujo benchmark é o IMA-B. Se eu tivesse reservado menos pra RF e mais para FIIs não estaria vendo minha reserva de RF dar uma derretida…

          • MarcoK

            Como um fundo que tem o IMA-B como benchmark me faz uma destas? Por isto que é melhor comprar papeis direto no tesouro. O problema não foi com a incerteza na precificação dos fundos que atualmente devem fazer precificação a mercado. Em particular os estrangeiros sempre saem em momento de crise. Mas a selic só é importante para os titulos pós-fixados ou pré-fixados com menos de um ano. Para títulos pré-fixados (LTNs e NTNBs) com mais de 1 ano (longos) o que importa são os juros futuros, e ao contrário do que se pensa, o melhor momento para compra eles é justamente quando a selic começa a subir. A razão é bem simples: quando a inflação começa a subir, os juros futuros também começam a subir, devido ao medo que o BC demore a agir e a inflação saia de controle. Então quando o BC começa a subir a selic, os juros futuros param de subir (chegando portanto a seu valor máximo no ciclo) e este é o momento de comprar os papeis pré longos, pois a medida que a selic continua a subir, a inflação começa a perder força e os juros futuros começam a cair, e o preço (e rentabilidade) dos papeis pré longos aumenta. Por exemplo, a taxa máxima das NTNB-P 2015 nos últimos 2 anos ocorreu bem no inicio de 2011 entre a primeira e a segunda reunião do cupom que começou a subir os juros. De lá para cá, a taxa deste papel só caiu. Mas depois de uma longa queda de juros, pode começar a subir a expectativa da inflação futura e consequentemente dos juros futuros, o que faria com que o títulos pré longos possam dar rentabilidade negativa. Contudo, as incertezas com a crise na Europa e o comportamento menos previsível do “novo BC”, deve produzir uma incerteza no comportamento das taxas destes papeis nas próximas semanas. Mas cedo ou tarde as taxas futuras vão voltar a subir.

          • Mud Guy

            MarcoK,
            Estava viajando a trabalho e não pude responder e agradecer pela explicação. Entendi agora, valeu mesmo pela explicação.
            Você conhece algum lugar que fale mais sobre esse tipo de investimento?
            Até a próxima.

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